Como blog estaremos aqui para escrever as nossas opiniões, observações e para que quem nos visite deixe também as suas. Tentaremos, dentro das possibilidades, manter este local actualizado com o que vai acontecendo à nossa volta em Macau e um pouco em todo o lado...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

BNU discrimina clientes portugueses

OS últimos dias têm sido passados a tentar inverter uma situação que considerava injusta, relativa a uma promoção do Banco Nacional Ultramarino. Algo que, depois de muitas desculpas, algumas esfarrapadas, e telefonemas com vários responsáveis da instituição, acabou como deveria ter começado!
Felizmente tudo acabou resolvido da melhor forma e, caso o assunto tivesse sido conduzido de outra forma desde o início, nem seria necessário escrever acerca dele. No entanto, – e porque o BNU é um banco do Governo português, – sinto-me na obrigação de não deixar passar o incidente em claro.
«O cartão oferece-lhe um leque incomparável de benefícios» é o nome de uma campanha do BNU para os portadores do cartão de crédito «American Express», que oferece a possibilidade de adquirir o computador S10-2 a 75% do preço original.
O processo começa com a recepção de uma carta, que funciona como recibo para levantar o computador numa empresa localizada no NAPE. Carta redigida em português.
Dois dias após ter recebido a carta no correio, dirigi-me à empresa para levantar o computador. O que fora feito sem muitas perguntas depois de mostrar o cartão e a carta.
Até aqui nada de novo nem de estranho, visto que na caixa nada indica o idioma do aparelho. Mas, quando comecei por ver a documentação incluída deparei com uma cópia original do Sistema Operativo «Windows XP Home Edition», em versão chinesa apenas. Ao ligar o computador, deparei com o que já começava a suspeitar: estava instalada uma versão chinesa. Interrompi o processo de iniciação do computador, liguei para a empresa e combinei uma hora para ser atendido, sem nada dizer sobre o assunto que me levaria de volta tão rapidamente.
Tendo chegado ao escritório expliquei que se tratava de uma versão chinesa, ao que me foi sugerido que eu poderia instalar, por minha conta, risco e custas, uma versão inglesa! Sem me explicarem que, ao fazê-lo, estaria a perder todos os direitos de garantia de marca que todos os produtos novos oferecem. A par desta sugestão, peremptoriamente afirmaram que não havia versões inglesas (nem imaginar portuguesas, claro está!) para serem entregues nesta promoção.
Mostrei-me indignado e sugeriram-me que telefonasse para o banco.
Do banco apenas me informaram que nada tinha sido cobrado na minha conta ainda, nem nada iria ser cobrado, se eu cancelasse a transacção. Quanto ao facto de só estarem a entregar versões chinesas, nada disseram e fizeram-se despercebidos, remetendo para um posterior telefonema as possíveis explicações para o meu caso.

Afinal é a imagem do nosso país

O que mais me indigna neste caso é o seguinte: o BNU é um banco português (do Governo de Portugal), onde a língua portuguesa e os clientes que falam português (e que têm como segunda língua a inglesa) deviam ter representatividade e importância. Se fazem uma promoção para os clientes (mesmo que não assumam nenhuma responsabilidade pelos produtos oferecidos, como esclarecem na página dois da carta enviada), devem fazê-la para todos e não apenas para os que falam chinês. Se, por acaso, o alvo são só os clientes chineses, porque não fazem a publicidade em chinês? Ou não enviam as cartas apenas para os que têm nome chinês? Facilmente se resguardavam de mal-entendidos.
Mais tarde, no seguimento da reclamação formal que fiz por correio electrónico junto do banco, telefonaram-me, com a seguinte oferta: Poderia ir levantar o computador em chinês e o banco fornecia-me uma versão do «Windows» em inglês. Perguntei quem seria responsável pela mudança de Sistema Operativo, ao que me responderam, como se fosse a coisa mais natural do mundo, que seria eu!
Perguntei como seria da garantia porque, ao mudar o Sistema Operativo, estaria a quebrar a mesma, ao que me disseram que a Lenovo faria a reparação, se avariasse, e instalaria o sistema original (chinês), podendo eu, mais uma vez, fazer a instalação da cópia inglesa que o BNU me daria! A isto disse: não, obrigado! E desliguei o telefone.
Horas depois, e após terem sido informados que esta história seria publicada na imprensa local, telefonaram-me dizendo que a situação estaria a ser revista com a Lenovo e que, no início de Setembro, a pedido do cliente, seriam disponibilizadas versões em inglês. No entanto, no início de Setembro a novidade era apenas que a versão inglesa passava a ser fornecida pela Lenovo, mas em disco compacto e que a instalação continuava a cargo do cliente, pois a Lenovo, à semelhança do que já havia feito com outro banco (o DBS, segundo informou, em comparação o BNU) não disponibilizava versões inglesas para esta promoção. Contactada a Lenovo em Hong Kong, a história não era verdade, visto terem informado que havia computadores do modelo referido em diversas línguas.
Depois de todos estes caricatos episódios, a situação culminou com uma troca de telefonemas, de cariz pessoal, com alguém do topo da hierarquia do BNU, garantindo que o erro era assumido e que seria corrigido o quanto antes. E, quanto ao meu interesse pela promoção, caso ainda se mantivesse, seria satisfeito logo que estivessem disponíveis os computadores com versão inglesa instalada de origem. O que acabou por suceder dias depois. Agora, para quem queira a versão inglesa, basta para tal informar a empresa que os fornece antecipadamente, para que os possam encomendar de Hong Kong.
Só me resta dizer que, afinal, teria sido tão simples. Se no início tivessem pensado que havia clientes que não sabem chinês, nada disto teria acontecido. E, caso a empresa parceira não se disponibilizasse para oferecer versões em inglês (para um igual tratamento de todos os clientes), simplesmente deveriam recusar a campanha e escolher outro parceiro.
Se a campanha fosse do Banco da China ainda poderia perceber, mas – e desculpem-me o nacionalismo, – vinda de um Banco do Governo do meu país, considero-a simplesmente inadmissível e profundamente insultuosa para todos nós.
Pessoalmente, desagrada-me que instituições portuguesas, que deveriam ser o baluarte da defesa dos interesses do nosso país, não nos levem em consideração e nos desrespeitem abertamente.
Que me desculpem os amigos que trabalham em tão digníssima instituição portuguesa, mas esta história, mesmo que já tenha sido rectificada, não poderia passar sem ser publicada para que todos saibam o que se passou.

1581 casos de H1N1


No dia 9 de Setembro de 2009 (9.9.9) foram detectados 83 casos de gripe A H1N1 em Macau. “Do dia 8 até à tarde do dia 9 de Setembro, os Serviços de Saúde registaram 83 novos casos confirmados da gripe A (H1N1), sendo 46 do sexo feminino e 37 do sexo masculino, com idades variando entre 9 meses e 84 anos. Entre esses novos casos, registaram-se casos de infecção colectiva da Gripe A (H1N1) na Turma B do 1º ano da Escola Secundária Pui Cheng, na Turma A do 3º ano da Escola Xin Hua, e na Turma B do 6º ano do Colégio Dom Bosco (Yuet Wa) . Actualmente, as aulas destas turmas encontram-se suspensas. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar de perto a situação de ocorrência da gripe A (H1N1) em estabelecimentos escolares.
No dia 10, os Serviços de Saúde anunciavam mais 63 casos. “Do dia 9 até à tarde do dia 10 de Setembro, os Serviços de Saúde registaram 63 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 30 do sexo masculino e 33 do sexo feminino, com idades variando entre os 18 meses e os 54 anos. Entre esses novos casos, registaram-se infecções colectivas da Gripe A H1N1 na turma D da Creche Infantário Santa Rosa de Lima e na turma A da 3ª. classe da secção primária da Escola para Filhos e Irmãos dos Operários. Actualmente, as aulas dessas turmas encontram-se suspensas. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar de perto a situação de ocorrência da gripe A H1N1 em estabelecimentos escolares, lares e outras entidades.

O que totaliza 1581 casos de Gripe A!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

85 novos casos


Ontem, segunda-feira dia 7 de Setembro, foram detectados mais 85 casos de gripe A em Macau. Os SS continuam a catalogar como de Risco Moderado de contaminação, apesar do número de casos aumentar diariamente. O mesmo risco moderado que se registava quando eram detectados 1 e 2 dezenas de casos diários.
Do dia 6 até à tarde do dia 7 de Setembro, os Serviços de Saúde registaram 85 novos casos confirmados da gripe A (H1N1), sendo 44 do sexo feminino e 41 do sexo masculino, com idades variando entre 9 meses e 53 anos. Desses novos casos, na Turma B do 4º ano da secção primária da Escola Kao Ip, na Turma E do 3.° ano da secção do secundário da Escola Pui Wa, na Turma D do 2º ano e Turma C do 5º ano da secção primária da Escola para Filhos e Irmão dos Operários e na Turma C do 4º. ano da secção do secundário da ramo chinês do Colégio de Santa Rosa de Lima foram verificados casos de infecção colectiva da gripe A H1N1. Para além disso, nas Turmas 6A e 5B da secção primária da Escola Pui Ching, na Turma P2A da secção primária da Escola Choi Kou (na Areia Preta) e na Turma 6ª da Escola da Associação Geral das Mulheres, foram verificados casos colectivos de manifestação de sintomas da gripe. Actualmente, as aulas destas turmas encontram-se suspensas, estando os Serviços de Saúde a acompanhar de perto a situação de ocorrência da gripe A (H1N1) nessas escolas."

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

1267 casos de gripe A


De sexta-feira a domingo, de acordo com os dados disponíveis, foram detectados em Macau 189 casos positivos de H1N1, aumentado para 1267 os casos totais de Gripe A (H1N1).
No Domingo anunciavam-se 78 casos de Gripe A H1N1 em Macau.“Do dia 5 até à tarde do dia 6 de Setembro, os Serviços de Saúde registaram 78 novos casos confirmados da gripe A (H1N1), sendo 44 do sexo feminino e 34 do sexo masculino, com idades variando entre 7 meses e 58 anos. Desses novos casos, 3 são dos alunos da Turma E do 2.° ano do ensino secundário-geral da Segunda Escola do Colégio Diocesano de São José, 3 da Turma B do 3.° ano do ensino secundário-geral da Terceira Escola e 3 da Turma E do 3.° ano do ensino-secundário da Sexta Escola da mesma escola; 4 dos alunos da Turma S1C e 4 da Turma S2C da Escola de Aplicação Anexa à Universidade de Macau; e 3 dos alunos e 1 da professor da Turma K1C da Escola Choi Nong Chi Tai, encontrando-se actualmente as aluas destas turmas suspensas, estando os Serviços de Saúde a acompanhar de perto a situação de ocorrência da gripe A (H1N1) nessas escolas. Na Turma “Son” do 3.° ano do ensino secundário-geral da Escola Secundária Pui Ching, cujas aulas foram suspensas no dia 5, foi detectado mais 1 novo caso confirmado, registando-se em total 5 casos confirmados nessa turma. Entre os novos casos, há ainda 35 casos de alunos da educação infantil, do ensino primário e do ensino secundário de diversas escolas de Macau.
No Sábado anunciavam-se mais seis dezenas de pessoas confirmadas com H1N1 na RAEM. “Do dia 4 até à tarde do dia 5 de Setembro, os Serviços de Saúde registaram 60 novos casos da Gripe A (H1N1), sendo 24 do sexo masculino e 36 do sexo feminino, com idades variando entre os 2 anos e os 66 anos. Dos novos casos confirmados, 4 são de alunos da Turma “Son” do 3.° Ano do Ensino Secundário-Geral da Escola Secundária Pui Ching, encontrando-se actualmente as aulas desta Turma suspensas. Para além disso, 4 são dos membros da Selecção da Escola de Artes Marciais Chinesas subordinada à Associação de Artes Marciais Chinesas de Macau, encontrando-se actualmente o treino desta Selecção suspenso. Os Serviços de Saúde encontram-se a acompanhar o estado de saúde dos doentes e dos seus contactos próximos.
Na sexta-feira eram mais 51 os novos casos de gripe A em Macau. “Entre 3 e 4 de Setembro da parte da tarde, os Serviços de Saúde registaram 51 novos casos confirmados da gripe A (H1N1), sendo 18 do sexo feminino e 33 do sexo masculino, com idades variando entre o 1 e os 59 anos de idade. No dia 4, mais um aluno foi diagnosticado definitivamente no 4.o acampamento do Programa “Águia em Voo” das Actividades de Férias 2009, verificando-se um total de 5 casos confirmados, incluindo os outros casos confirmados anteriormente neste acampamento. Registou-se mais um caso confirmado no Centro de Santa Lúcia de Coloane, verificando-se um total de 7 casos confirmados no mesmo centro. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar o estado de saúde dos doentes em causa e dos indivíduos com contacto próximo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

SS dizem que paciente morreu sem H1N1


Como foi reportado em toda a comunicação social local, a paciente que estava nos Cuidados Intensivos, acabou por falecer no dia 3 de Setembro de 2009 (ontem). A primeira vítima mortal em Macau. Como se não bastasse ser demasiado grave registar-se a morte, agora os Serviços de Saúde vêm a público defender os médicos do Hospital Kiang Wu, porque agora levanta-se a hipótese de ter havido negligência grosseira no tratamento da paciente. De acordo com dados conhecidos a mesmo foi, por duas vezes, ao hospital chinês, e foi enviada para casa sem qualquer prognóstico de H1N1. Ficam algumas perguntas por responder, sendo a primeira sobre que tipo de diagnóstico nos fazem quando nos dirigimos aos Serviços de Urgência? Quais os critérios para se decidir se o paciente vai para casa, fica em isolamento ou aguarda novas análises?
Num período como este, onde os casos de gripe (sazonal ou H1N1) surgem todos os dias, os médicos não deveriam facilitar no diagnóstico que fazem, especialmente num segundo diagnóstico! Se o paciente volta com as mesmas queixas, no mínimo, devem mandar fazer as análises para despistagem do H1N1, mesmo que os sinais apontem em direcção contrária.
A isto os SS assobiam para o lado, dizendo que, de acordo com os dados conhecidos da paciente e das circunstâncias da sua morte, faleceu já sem sinais de vírus H1N1 no corpo! Então, de que morreu e porque foi mantida em isolamento mesmo depois de já não ter vestígios do vírus no organismo?
Entretanto, registaram-se mais 33 casos, o que faz o total subir para 1078 pessoas infectadas.
“Do dia 2 até à tarde do dia 3 de Setembro, os Serviços de Saúde registaram 33 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 18 do sexo masculino e 15 do sexo feminino, com idades variando entre um ano e os 70 anos. No dia 3 de Setembro, mais 2 alunos do 4º Acampamento do Programa “Águia em Voo” das Actividades de Férias 2009 foram confirmados, sendo totalmente 4 alunos contagiados pelo vírus gripal em causa; Mais 2 pessoas do Centro de Santa Lúcia de Coloane foram contagiadas, verificando-se um total de 6 pessoas infectadas; os Serviços de Saúde encontram-se a acompanhar o estado de saúde dos doentes e dos seus contactos próximos. Para além disso, mais 3 casos confirmados tiveram alta depois de submetidos a tratamento, estando 6 casos confirmados a serem submetidos a tratamento hospitalar, sendo o estado de saúde da maioria deles satisfatório e estável. Até à tarde do dia 3, em Macau, cumulativamente 255 pessoas foram internadas por sofrerem de gripe A (H1N1) e 248 tiveram alta hospitalar, tendo sido todas as 7 mulheres grávidas confirmadas com gripe, 6 das quais já tiveram alta estando uma a ser acompanhada.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Primeira morte em Macau


Há dias anunciava-se aqui, por lapso de informação, a morte da paciente que estava internada, nos Cuidados Intensivos, no Centro Hospitalar Conde de São Januário com gripe H1N1. Foi um engano e confusão com os dados de Hong Kong mas, infelizmente, a informação veio a confirmar-se dias mais tarde. A paciente acabou mesmo por falecer ontem, sucumbindo às complicações da doença, anunciaram, oficialmente, os SS ontem.
No comunicado dos SS a morte é delegada para segundo plano, apenas aparecendo no quarto parágrafo do texto, depois da descrição dos novos infectados! “Do dia 1 até à tarde do dia 2 de Setembro, os Serviços de Saúde registaram 44 novos casos de Gripe A (H1N1), sendo 23 do sexo masculino e 21 do sexo feminino, com idades variando entre os 3 e os 59 anos. No dia 2 de Setembro, 2 alunos do 4º Acampamento do Programa “Águia em Voo” foram confirmados estar contagiados pelo vírus gripal em causa; 3 habitantes e 1 trabalhador do Centro de Santa Lúcia de Coloane foram contagiados; para além disso, 3 alunos da turma da Primário 4 do Centro de Explicações, sito no rés-do-chão da Rua de Leóncio Ferreira foram contagiados, encontrando-se actualmente essa aula suspensa. Os Serviços de Saúde encontram-se a acompanhar o estado de saúde dos doentes e dos seus contactos próximos.
Do dia 1 até à tarde do dia 2 de Setembro, mais 5 doentes tiveram alta após terem sido submetidos a tratamento, encontrando-se ainda 6 doentes hospitalizados. O estado de saúde da maioria deles é satisfatório e estável.
Por outro lado, uma doente grave, transferida, no dia 18 de Agosto, do Hospital Kiang Wu para a Unidade de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar Conde de São Januário (CHCSJ) morreu no meio dia de 2 de Setembro após o pessoal de saúde ter prestado socorro com todo o esforço, mas que não produziu efeito.
O total de casos é já de 1045, tendo ontem sido detectados mais 44 casos positivos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

DSEC desrespeita a Lei

Muito me agradou o facto de hoje, ao folhear os jornais de Macau, deparar com um anúncio da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos em todos eles. Pena é que o mesmo apareça, em todos, na língua inglesa!
Trata-se de um anúncio relativo à efeméride dos 25 anos de dados estatísticos em Macau mas, pelo que se vê no anúncio, a DSEC esqueceu-se que está em Macau, que é um departamento do Governo e que, por Lei, tem de cumprir o preceito de duas línguas oficiais.
Mais me indignou que os jornais de língua portuguesa tenham compactuado com tal, publicando o anúncio em inglês. Se não forem os jornais portugueses, que se apregoam como baluartes da língua lusa no Oriente, a defender o seu uso, quem o fará?
Se de uma empresa privada se tratasse ainda percebia porque, de acordo com a Lei, não é obrigatório o uso da língua portuguesa. No entanto, sendo um anúncio do Governo, a obrigação é diferente porque a Lei Básica assim o diz….

1001 finalmente!


No entanto, continuamos com "o risco de transmissão moderado"!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

DSAL envia jovens para o continente

Na sessão de ontem, 31 Agosto de 2009, da Assembleia Legislativa o deputado Pereira Coutinho abordou a nova medida do Governo, anunciada recentemente pela DSAL, de enviar jovens trabalhadores de Macau para o continente!
O deputado pede esclarecimentos acerca da justificação da medida aos membros do Governo.
Desde o estabelecimento da RAEM que o Governo e a sociedade em geral têm esforçado por encontrar formas de diversificação da economia local que tem sido altamente dependente da indústria do Jogo. A situação dependência da indústria do Jogo não é nova e começou a agravar e a piorar com o declínio em geral da indústria produtiva principalmente a de vestuário a partir da década de noventa derivado da transferência da maior parte das fábricas para o interior do continente chinês atraídas por uma mão-de-obra de obra mais barata e baixos custos de operação.
Por outro lado, ao longo de décadas foram desperdiçadas muitas oportunidades para criação de um mercado interno baseado na experiência e sabedoria dos nossos recursos humanos fruto de longas décadas de trocas comerciais com o estrangeiro principalmente com os países europeus e africanos, tecnologia produtiva avançada e as décadas de confiança do mercado estrangeiro no valor adicionado da marca “Made in Macau”.
Desde o estabelecimento da RAEM que quase todos os anos as universidades locais e estrangeiras formam muitos jovens licenciados que cada vez mais têm enormes dificuldades de encontrar o seu primeiro emprego. Esta situação é agravada ainda mais, porque as pequenas e médias empresas não conseguem competir com os salários praticados pelas concessionárias da indústria do Jogo que estão dispostas a remunerar com salários mais elevados trabalhadores que exercem o mesmo tipo de funções mas em empresas de pequena dimensão. Para agravar ainda mais a situação, o Governo praticamente tem ignorado e abandonado as pequenas e médias empresas locais não atendendo às suas dificuldades na área dos recursos humanos, falta de atractivos para o desenvolvimento das suas actividades económicas e burocracia administrativa.
Para agravar ainda mais as dificuldades das pequenas e médias empresas locais, o Governo antes de uma ampla audição à sociedade civil decidiu recentemente avançar com o novo “Plano de formação no posto de trabalho e de contratação” dotando em cerca de 54 milhões patacas, alegando ter como objectivos “atenuar a pressão sentida na sociedade a nível do desemprego promover o emprego dos trabalhadores residentes e atenuar o desemprego em Macau”.
Uma das principais razões dos jovens licenciados desempregados tem a ver com o facto das nossas pequenas e médias empresas não conseguirem pagar ordenados semelhantes pagos pelas empresas que dedicam à indústria do Jogo, pelo que o Governo deveria esforçar por apoiar as empresas na contratação dos jovens desempregados locais ou invés de “chuta-los” para o interior do continente chinês como mão-de-obra barata e susceptível de alvo fácil de exploração por parte de eventuais empregadores sem escrúpulos. Mas o mais grave poderá aparecer no futuro quando estes mesmos jovens regressarem a Macau terão que readaptar de novo ao mercado de Macau e eventualmente através de novos estágios. E quem vai suportar os custos com os novos estágios de readaptação destes jovens estagiários?
Por isso é que a sociedade em geral indaga quais as reais razões e interesses que poderão estar por detrás deste novel “Plano de formação nos posto de trabalho e de contratação”. Muitos cidadãos perguntam se estamos perante mais um dos muitos casos de tráfico de influências de entidades privadas que pretendem aproveitar os fundos públicos com beneplácito de alguns dirigentes que para conseguirem acomodar nos seus cargos públicos limitam a aprovar tudo que lhes são propostos.
Assim sendo, interpelo o Governo, sobre o seguinte:
1. Porque razão o Governo não procedeu a uma ampla auscultação à sociedade civil e principalmente às pequenas e médias empresas e outras associações de trabalhadores quanto à execução do referido Plano de formação no posto de trabalho e de contratação? Vai o Governo rever de imediato o referido Plano possibilitando que empresas locais possam ser apoiadas financeiramente pelo Governo para poderem contratar os jovens licenciados que estejam desempregados mas que pretendam trabalhar em Macau e poderem continuar a estar juntos dos seus principais membros da família tais como os pais, irmãos, esposas e filhos menores?
2. De que forma vai o Governo ajudar os trabalhadores residentes em Macau que estejam desempregados ou que estejam a trabalhar em regime de “part time” porque as pequenas e médias empresas não conseguem contrata-los e pagar salários similares das empresas da indústria do Jogo? Quais as razões do Governo não apoiar as pequenas e médias empresas na contratação de trabalhadores locais que estejam desempregados e portadores de elevadas habilitações escolares?

DSEJ recua no cantonense. Vergonha?

Que grandes Serviços de Educação e Juventude!!! Anunciam um curso de cantonense (para estrangeiros) e depois, por falta de candidatos (havia 13), cancelam o curso. Mas, não é cantonense a língua falada em Macau? Porquê cancelar por falta de alunos se a DSEJ é um departamento do Governo que tem obrigação de divulgar a língua?

Por favor, divulguem isto… façam forward do email que recebem para que todos consigam saber o que se passa e, para os que estão interessados no curso, contactem:
Centro de Difusão de Línguas
Direcção de Serviços de Educação e Juventude

Pelo telefone: 84905305
Ou email: CDL@dsej.gov.mo

Pode ser que ainda consigamos inverter a situação e o responsável chegue à conclusão que, pelo menos 13, são suficientes para começar as aulas. E de que, mesmo que só fossem 4 ou 5, também se justificava levar por diante o curso porque, afinal, trata-se da língua mais falada em Macau.
Quando nos insurgimos pela defesa do Português também nos devemos lembrar do Cantonense.
Peço-vos, divulguem, por favor.

Quase um milhar


Ao ritmo que se tem registado nos últimos dias, será ainda esta semana que vamos ultrapassar a barreira psicológica dos mil casos positivos de H1N1 em Macau!
Do dia 30 até à tarde do dia 31 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 53 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 28 do sexo feminino e 25 do sexo masculino, com idades variando entre os 9 meses e os 50 anos”.
Isto quer dizer, segundo os SS, que temos um “risco de transmissão moderado. Até ao presente momento, registaram-se cumulativamente 953 casos de Gripe A (H1N1)”.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O BNU continua a brincar!

O BNU Macau voltou à carga para justificar o injustificável! Telefonaram, como prometeram, para dizer que o Windows, versão inglesa, já estava na empresa que fornece os computadores, para ir eu levantar o meu, se ainda estivesse interessado.
As mesmas condições! Levanto uma versão chinesa, trago para casa, formato o disco e instalo a versão inglesa!
Serei eu, para o BNU, um especialista informático? Até poderei ser, e o BNU nada tem a ver com isso. Porque, quando o faço, faço-o de consciência e a saber que perco todas as garantias de marca! Se bem que o BNU diga que não.
Esta “birra” prende-se não comigo, que nem preciso do dito computador, mas com os milhares de clientes, não chineses, que o banco português tem e que estão a ser, completamente, desrespeitados e ninguém, dentro da instituição, liga nenhuma!!!
Que pouca vergonha!
Será que fosse pedir muito que houvesse versão chinesa e versão inglesa do computador para entrega aos clientes?

Secretário para a Segurança esclarece em português!

O que a seguir publico é a resposta (escrita em PDF file) do Gabinete do Secretário para a Segurança a uma interpelação do deputado Pereira Coutinho, do ano passado. Refere-se ao caso de dois agentes da PSP feridos em serviço, num acidente de viação, e que, alegadamente, não estão a receber o devido apoio da instituição.
Além de todas as questões que isto pode levantar, o que mais me impressionou foi a qualidade do português! Parece traduzido pelo Google Translator!!!
Há muito que nos habituamos a ver em Macau o português maltratado. Eu próprio o mau trato assiduamente aqui.! Mas, escrever desta forma, especialmente quando se trata de uma resposta oficial para um deputado da Assembleia Legislativa?
Mais vale escrever em chinês... ou em inglês... ou mesmo em francês!!!

Para mais pormenores tentem ler as imagens que publico… São dignas de uma leitura pormenorizada!!!





Até parece que não há pessoas capazes de escrever um português que se entenda no Gabinete do Secretário para a Segurança ou na PSP…
Felizmente há muitos...

Em Macau os casos aumentam mas não se registam mortes

Rectificação do post anterior.
Por erro de informação escreveu-se que se tinha regista a primeira morte por gripe A H1N1 em Macau. O que se revelou completamente errado.
Pelo facto, aqui esclarecemos o mal entendido. A informação referia-se a uma morte sim, mas em Hong Kong. Uma paciente que se encontrava em estado crítico e acabou por falecer este fim-de-semana.
Em Macau, apesar de estarem os casos a aumentar diariamente, continuamos sem registar nenhuma morte.

Rectificação... Em Macau não há mortes


Rectificação do post anterior... a morte que se referia era em Hong Kong.
A paciente de Macau continua a recuperar, apesar de ainda se encontrar nos Cuidados Intensivos.
No sábado e no domingo em Macau as autoridades diziam “(...) uma doente está em estado grave, apresentando ainda os sintomas de febre e insuficiência respiratória, mas sem agravamento da situação clínica, de acordo com a observação dos sinais vitais". – no sábado; no domingo diziam que “apenas uma doente está em estado grave, apresentando ainda os sintomas de febre e insuficiência respiratória, mas sem agravamento da situação clínica, de acordo com a observação dos sinais vitais.” Entretanto, durante o fim-de-semana foram detectados mais 90 casos positivos. 50 no sábado, 40 no domingo. O total aproxima-se rapidamente do milhar! Estamos com 874 pessoas infectadas.

De acordo com dados confirmados oficialmente, ao contrario do que se dizia num post anterior, a paciente de Macau continua a responder ao tratamento.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Que raio de exemplo!

Como pode a polícia em Macau exigir aos cidadãos que cumpram a Lei. Especialmente a polícia de trânsito que, constantemente e acertadamente, controla tudo quanto é estacionamento mal feito. No entanto, a autoridade moral que têm esbarra naquilo que praticam.
Vejam esta pérola que encontrei à hora de almoço!
Graças a esta fotografia evitou-se que outro condutor estaciona-se nas proximidades. Ao ver que estava a registar a fotografia decidiu ir procurar estacionamento no local autoridade, apenas 20 metros mais acima!

Ultrapassadas as quatro dezenas de casos por dia!


A gripe A H1N1 trata-se de uma ocorrência de gravidade de grau moderado, de acordo com os Serviços de Saúde. No entanto, para uma população que pouco mais de meio milhão conta, todos os dias se registam casos na casa das dezenas. Ontem, segundo os SS, foram mais de quatro dezenas de pessoas detectadas com o vírus! 43 casos para ser mais preciso.
Entre 26 e 27 de Agosto da parte da tarde, os Serviços de Saúde registaram 43 novos casos confirmados da gripe A (H1N1), sendo 22 do sexo feminino e 21 do sexo masculino, com idades variando entre os 2 e os 46 anos de idade. Até ao momento, mais 3 alunos foram diagnosticados definitivamente no Campo de Líder do Programa “Águia em Voo” – Águia Nova (Nível III) das Actividades de Férias 2009, verificando-se um total de 12 casos confirmados nesse grupo tendo um dos trabalhadores deste programa também sido confirmado. No campo religioso que teve lugar no Centro de Convenções de Cheoc-Van, realizado pelo Gabinete Coordenador dos Serviços Sociais “Sheng Kung Hui” de Macau, registaram-se mais 2 casos confirmados no dia 27 de Agosto, verificando-se, até hoje, um total de 7 casos confirmados neste campo. Para além disso, registou-se mais um caso confirmado na turma K1A da Creche “Papa João XXIII”, verificando-se um total de 3 crianças infeccionadas com 2 casos confirmados anteriormente. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar o estado de saúde dos doentes em causa e dos indivíduos com contacto próximo.
O que será necessário para que passe a ser um caso “realmente” grave para as autoridades?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

De novo uma piada do BNU

O BNU deve andar a brincar com os clientes!
No seguimento da história que abordei anteriormente, telefonaram-me por volta das 7pm em Macau, para me sugerir o seguinte:
Poderia adquirir o computador Lenovo S10-2 da promoção, na versão chinesa, que o BNU fornecia-me uma versão do Windows inglesa!
Perguntei-lhes acerca da garantia, disseram que não haveria problema porque, caso fosse necessário, a Lenovo faria a reparação e reporia o sistema original (chinês, entenda-se). Quanto à instalação do sistema inglês teria de ser feita por mim, com a cópia fornecida pelo BNU. Cópia, não o cd original, pelo que me foi informado!!!
Será que ninguém se lembra dos direitos dos cidadãos de Macau em serem tratados em pé de igualdade?
Será que não se lembram dos direitos de propriedade e das quebras de garantia?
Será tudo isto uma grande brincadeira?
Vamos ver o que se seguirá amanhã visto que eu, limiarmente, recusei a oferta dizendo que não queria ser tratado como excepção. Afinal sou um cliente como outro qualquer e apenas quero que todos sejamos tratados por igual.
É um banco português e, como tal, deveria dar o exemplo.

Um cheirinho do meu artigo

O meu próximo artigo vai abordar algo que se passou ontem comigo. Mesmo que a situação seja revista considero que deve ser registada publicamente, para tal não volte a suceder.
Como os leitores devem saber, O Clarim só volta às bancas em Setembro, o que me vos dá alguns dias de descanso do “sacrifício” de ler o lá se escreve.
Na primeira edição de Setembro vou escrever sobre a discriminação que o BNU está a fazer a clientes portugueses.
O que me indignou foi o seguinte. O BNU é um banco português, onde a língua portuguesa e os clientes que falam português (e que têm como segunda língua a inglesa) representam uma grande fatia dos lucros anuais. Se fazem uma promoção para os clientes (mesmo que não assumam nenhuma responsabilidade pelos produtos oferecidos, como esclarecem na página dois da carta enviada) devem fazê-la para todos e não apenas para os que falam chinês. Se pretendem apenas faze-la para os que lêem chinês porque não fazem as publicidades em chinês? Ou não enviam as cartas apenas para os que têm nome chinês?

Mais de 700


A barreira das sete centenas de infectados com gripe A H1N1 foi ultrapassada ontem. Até ao dia 25 de Agosto eram já 707 casos segundos os Serviços de Saúde. “Do dia 24 até à tarde do dia 25 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram-se 49 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 28 do sexo feminino e 21 do sexo masculino, com idades variando entre os 2 e os 45 anos. No grupo dos participantes da Igreja Baptista Pak Kap Chau que se deslocou há dias a Zhong Zhan para uma actividade colectiva, registou mais um caso confirmado no dia 25 de Agosto. Com os 18 casos confirmados anteriormente, verificou-se um total de 19 casos confirmados nesse grupo. No Programa “Águia em Voo”( Nível III) –Águia Nova das Actividades de Férias 2009, registaram-se mais 5 novos casos confirmados. Com os 2 casos confirmados anteriormente, verificou-se um total de 7 casos confirmados nesse grupo. A par disso, no dia 25 de Agosto registaram-se 2 casos confirmados na turma K1 da Creche “Papa João XXIII” , e neste momento o funcionamento dessa turma está suspenso. Os Serviços de Saúde encontram-se a acompanhar o estado de saúde dos doentes e dos contactos próximos.
Agora resta esperar para chegar ao primeiro milhar!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

621 casos de gripe A


E no Domingo contavam-se 621 casos desde o início da crise da gripe A. “Do dia 22 até à tarde do dia 23 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 40 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 19 do sexo feminino e 21 do sexo masculino, com idades variando entre os 3 e os 49 anos. No grupo dos participantes da Igreja Baptista Pak Kap Chau que se deslocou há dias a Zhong Shan para uma actividade colectiva, foram registados mais 10 casos confirmados no dia 23 de Agosto. Com os 6 casos confirmados anteriormente, registou um total de 16 casos confirmados nesse grupo, estando os Serviços de Saúde a acompanhar o estado de saúde dos doentes e das pessoas de contacto próximo com os mesmos. No dia 23 de Agosto, não registou nenhum novo caso de infecção da gripe A na turma da Creche Fong Chong Toc I So, na Ilha de Taipa.

Confirmados mais 26 casos em Macau


No sábado foram registados mais 26 casos. “Do dia 21 até à tarde do dia 22 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 26 casos novos da gripe A (H1N1), sendo 12 do sexo feminino e 14 do sexo masculino, com idades entre os 2 e os 39 anos. Um caso é da Creche Fong Chong Toc I So, acumulando mais 1 outro caso confirmado anteriormente, registou-se 2 crianças infectadas na mesma turma. Actualmente, a turma em causa já suspendeu as aulas, estando a efectuar a respectiva limpeza e desinfecção. Além disso, a Igreja Baptista Pak Kap Chau organizou anteriormente uma actividade de “campismo” a Zhong Shan, e no dia 22 de Agosto registou-se mais 5 casos confirmados nesse grupo, acumulando mais um caso confirmado no dia 21, registou-se no total de 6 casos confirmados, estando os SS a acompanhar o estado de saúde dos doentes e das pessoas de contacto próximo com os mesmos.

555 casos na sexta-feira


Na Sexta-feira os SS divulgavam a seguinte nota de imprensa.

555 casos no total.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fundo de pensões em inglês

UMA das medidas mais aberrantes do Governo nos últimos tempos foi decidir por um sistema privado para a gestão dos descontos de aposentação de alguns, muitos, dos funcionários públicos. Na sua maioria contratados a termo, que antes não tinham qualquer tipo de cobertura para a reforma, têm agora um sistema do Fundo de Pensões a que se chama «Regime de Previdência dos Trabalhadores dos Serviços Públicos da RAEM».
Este sistema, que na altura do seu lançamento foi criticado por muitos dos sectores do funcionalismo público, acabou por ser implementado, na suposição de que mais vale ter isto do que não ter nada!
A verdade é que este sistema, baseado em três opções (acções de bolsa, obrigações ou depósitos bancários) obriga a que todos os funcionários abrangidos sejam «especialistas» financeiros. Quem tem de escolher, duas vezes por ano, onde quer colocar o dinheiro, vê-se obrigado a interpretar um miríade de dados impressos sobre mercados, subidas e descidas de cotações, etc. Dados que, –diga-se, – para a maioria de nós são «chinês» (a conhecida expressão que se usa em Portugal para dar a entender que não se percebe nada do que se está a dizer ou a ver e que está ligada ao facto dos caracteres chineses, para a maioria dos ocidentais, serem muito difíceis de compreender).
A verdade é que o colapso dos mercados, durante a recente crise económica, causou graves prejuízos nas aplicações de muitos dos funcionários. O Governo, no entanto, encolhe os ombros dizendo que as decisões são tomadas pelos funcionários, pelo que não se pode pedir responsabilidades ao Executivo. Sobre este problema, o que penso é o seguinte: o Governo tem uma obrigação, que mais não seja moral, quando «dá» a uma empresa privada a faculdade de gerir as reformas de quem trabalha na engrenagem da máquina governativa.
Realmente, é melhor ter acesso a este sistema de poupança para a velhice do que não ter nada. Pelo menos, assim, quando o Governo decidir que já não precisa de nós, porque os contratos podem ser terminados em qualquer altura (não se trata de empregos do quadro), pelo menos a pessoa tem um pé-de-meia que dará para sobreviver durante algum tempo, até que encontre outra fonte de rendimento.
Porém, se por seu desconhecimento ou ignorância acabar por tomar as decisões erradas nos investimentos, essa protecção deixa de existir, acabando por ficar sem nada no final da sua vida profissional ao serviço do Governo.
A empresa responsável pela gestão dos fundos não tem qualquer responsabilidade perante perdas. Cobra comissões sobre perdas e lucros e nada mais tem a fazer do que investir o dinheiro que os funcionários e o Governo lhe enviam mensalmente. Para tal são pagos e nada mais lhes é pedido.
Se não têm responsabilidade, porque não foi incluído no clausulado do contrato um parágrafo que tal protegesse, deve caber a quem lhes deu tais poderes assegurar que o elo mais fraco não acabe por ser o mais prejudicado.
Com efeito, o que se verifica é que grande parte dos funcionários, mais ou menos informados, está com perdas na casa dos 30 e 40 por cento dos investimentos feitos. Alguns ainda mais, o que torna toda a situação alarmante.
Se para a questão dos residentes que perderam com os «minibonds» da Lehman Brothers o Governo interveio e tentou resolver a questão, porque não o faz agora com quem trabalha para si?
Não se pode exigir a pessoas que trabalham para o Governo que sejam especialistas em alta finança e que, de um dia para o outro, se transformem em gestores de títulos.
Por outro lado, a posição do Fundo de Pensões é também de lamentar porque, apesar de organizarem algumas sessões de esclarecimento, por vezes esquecem o mais essencial da vivência de Macau. A juntar à dificuldade que é, para a maioria dos trabalhadores, analisar e decidir o que fazer duas vezes por ano com os descontos, enviam a informação de mercado que serve de base para as decisões a tomar, apenas em língua inglesa! Tal sucedeu na última actualização em que nos chegou, via correspondência, o «Provident Fund Scheme for Worker in the Public Services – Newsletter». Trata-se do número 1, publicado em Agosto de 2009, como se pode ler logo abaixo do título.
Contactei o Fundo para saber se existia versão portuguesa, mas a resposta que obtive foi de que não tinha havido tempo para terminar a versão portuguesa. Estava em fase de tradução, mas não tinha data agendada para ser concluída.
Disseram que a versão inglesa foi enviada pela empresa responsável e a versão chinesa foi terminada a tempo. A portuguesa, devido à natureza técnica do assunto, estava a demorar mais tempo. Entretanto, pedem a milhares de pessoas com pouca, ou nenhuma formação em mercados de capitais, que tomem decisões sobre o seu futuro monetário!
_________________
No seguimento do artigo desta semana d’O Clarim, quero também publicar uma mensagem que me chegou à caixa de correio e que se relaciona com este assunto. Trata-se de uma pergunta levantada por Pereira Coutinho ao Chefe do Executivo.
Texto que transcrevo na íntegra.

Ordem do Dia: Perguntas e respostas sobre as Linhas de Acção
Governativa para o ano 2009 e assuntos sociais com a presença do
Chefe do Executivo.

Sumário: Perguntas e respostas sobre as Linhas de Acção
Governativa para o ano 2009 e assuntos sociais com a presença do
Chefe do Executivo.

Acta:
Presidente: Srs. Deputados:
Iniciamos a sessão plenária de perguntas e respostas dos deputados com a presença do Chefe do Executivo. Temos 20 Srs. Deputados inscritos para usar da palavra. Como são
muitos deputados inscritos no uso da palavra e os assuntos a colocar são muitos, é favor indicar antes de começar quais os assuntos sobre os quais pretendem intervir, caso assim entendam. Antes de mais, agradeço a presença do Sr. Chefe do Executivo e dos Srs. Membros do Governo.
Tem a palavra o Sr. Deputado José Pereira Coutinho.

José Pereira Coutinho: Obrigado, Sr.ª Presidente.
Exmo. Sr. Chefe do Executivo, Srs. Membros do Governo , caros
colegas:
No dia 1 de Janeiro de 2007, foi publicado o Regime de Previdência dos Trabalhadores dos Serviços Públicos. Acontece que N.° III – 111 - 12-11-2008 Diário da Assembleia Legislativa da Região Administrativa Especial de Macau – I Série 2 desde a sua introdução, a maioria dos trabalhadores perdeu muito dinheiro nas aplicações financeiras, quer quando a bolsa estava alta, quer quando a bolsa estava baixa. Em resultado disso, estão em risco de perder o seu capital. Nestas LAG, não se vêm medidas políticas destinadas a compensar e ajudar os funcionários públicos que auferem vencimentos baixos. As questões que vou colocar são muito simples: primeira, a compensação pecuniária pela desvinculação do serviço prevista no Decreto-lei nº 25/96/M vai ser atribuída aos funcionários públicos por ele abrangidos? Segunda, no âmbito do regime de empréstimo, poderá ser-lhes emprestado algum dinheiro para reinvestir no sentido de disporem de algum capital no momento da desvinculação do serviço? Poderá ser-lhes dada a liberdade total de escolha quanto às aplicações financeiras, com uma boa gestão e funcionamento do Fundo de Previdência? Poderá a Autoridade Monetária e Cambial de Macau intervir, para que a fiscalização seja mais especializada,
aumentando-lhes a confiança?
Obrigado, Srª Presidente.

Presidente: Sr. Deputado José Pereira Coutinho:
Quero esclarecer, qual é o número a que fez referência? O quê?

José Pereira Coutinho: Decreto-lei nº 25/95/M.
Obrigado, Srª Presidente.

Presidente: Como não consta do texto previamente entregue, preciso de dar esta informação ao Sr. Chefe do Executivo. Faça favor de intervir.

Chefe do Executivo: Obrigado, Sr.ª Presidente, obrigado pelas questões do Sr. Deputado José Pereira Coutinho. De facto, os funcionários públicos que optaram por colocar o seu capital num conjunto de investimentos perderam uma quantidade substancial de dinheiro devido ao tsunami financeiro. Quanto ao montante destas perdas, estamos ainda a calculá-las. Importa frisar que a bolsa flutua diariamente e tanto pode subir, como pode descer. Isto é normal. O Sr. Secretário Tam já anunciou anteriormente que o prazo de resgate será alargado por mais cinco anos porque achamos que o ciclo das flutuações, do mercado financeiro é entre 3 a 5 anos. Agora, devido às incertezas, também não temos a certeza se o ciclo será mais longo ou não. Claro que quando mais curto for, melhor. Mesmo assim, definimos um prazo no sentido de aliviar as pressões que recaem sobre os funcionários públicos que, assim, não são obrigados a fazer o resgate no prazo tão curto anteriormente definido, evitando sofrer grandes prejuízos. Em relação às questões do Sr. Deputado José Pereira Coutinho, iremos ponderar com cautela as suas sugestões. No entanto, a posição fundamental do Governo é esta: primeiro, empenha-mo-nos em proteger os interesses e direitos dos funcionários públicos. Quanto à compensação pelas perdas resultantes das flutuações do mercado financeiro através do recurso ao erário público, teremos que ponderar com prudência. De qualquer forma, estamos dispostos a ponderar e recorrer a todos os meios legais incluindo os mecanismos referidos pelo Sr. Deputado José Pereira Coutinho, desde que isso dê mais garantia aos funcionários públicos afectados. Já temos um plano para permitir aos funcionários públicos optarem por outros tipos de investimentos. Mas poderá cada funcionário público ter tanta flexibilidade em movimentar estes tipos de investimentos até ao ponto de poder efectuar compra diária de acções? Penso que é bastante difícil e o risco era ainda maior. De modo que preferimos disponibilizar aos funcionários públicos os tipos de investimentos com maiores flexibilidade e opções, enquanto a garantia é assegurada. Está bem?

Ontem, apenas 16 casos


Os casos de gripe A continuam na casa dos dois dígitos. Ontem registaram-se mais 16 casos em Macau segundo anunciaram as autoridades de Saúde. “Entre 19 e 20 de Agosto à tarde, os Serviços de Saúde registaram 16 novos casos confirmados da gripe A (H1N1), sendo 10 do sexo feminino e 6 do sexo masculino, com idades variando entre os 9 meses e os 54 anos de idade.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Apenas mais 47


Além do caso crítico, que continua nos Cuidados Intensivos, apenas foram registados mais 47 casos de gripe A em Macau nas passadas 24 horas! Seria piada caso não fosse um assunto sério! A verdade é que na RAEM os casos em vez de diminuírem, visto não estarmos sequer em estação de gripe, continuam a aumentar, mantendo-se a diária em dois dígitos há vários dias.
O total geral ultrapassa já o meio milhar, numa população residente que ronda os 600 mil. Ainda não se deram ao trabalho de fazer estatísticas percentuais mas acredito que Macau será dos países onde essa percentagem será mais elevada. Neste momento vamos já com cerca de 0,1 por cento da população infectada.
Como dizia, ontem detectaram-se mais 47 casos. “Desde o dia 18 até à tarde do dia 19 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 47 casos de gripe A (H1N1), sendo 36 do sexo feminino e 11 do sexo masculino, com idades variando entre os 4 e os 59 anos de idade.
O total de altas, desde o início da contabilização, chega às 188.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

457 casos


O inevitável está a acontecer neste preciso momento. Depois de muitos casos de gripe A nos últimos dias, o primeiro caso grave deu entrada nos serviços hospitalares. Trata-se de um paciente feminino e está na unidade de cuidados intensivos do hospital do Governo, depois de ter estado internada no hospital privado. De acordo com informações disponíveis, trata-se de uma funcionária de hotelaria e está ligada a suporte de respiração por apresentar pneumonia grave.
Entretanto, o número de casos continua a aumentar. Ontem foram registados mais três dezenas, fazendo o total chegar aos 457.
Desde o dia 17 até à tarde do dia 18 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 30 casos de gripe A (H1N1), sendo 17 do sexo feminino e 13 do sexo masculino, com idades variando entre os 1 e os 52 anos de idade.
Entre estes, encontra-se hospitalizada uma doente de 40 anos de idade, com grave pneumonia e insuficiência respiratória, que está a ser tratada e ventilada na Unidade de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar Conde de São Januário. Esta senhora é uma funcionária administrativa do “Casino Grande Lisboa” e não sofre de doenças crónicas. No dia 10 de Agosto por manifestar sintomas de febre, dores de garganta e tosse, recorreu ao médico da Companhia, tendo-lhe sido prestada assistência médica no Hospital Kiang Wu nos dias 13 e 15. Uma vez que não houve alívio dos sintomas, esta recorreu novamente ao Hospital Kiang Wu na madrugada do dia 16, tendo sido posteriormente hospitalizada por apresentar um quadro clínico de pneumonia. No dia 17, pela parte da tarde, o estado de saúde degradou-se subitamente, e a mesma foi internada nessa noite na Unidade de Cuidados Intensivos, com ventilação. No dia 18 foi confirmada a infecção pela gripe A (H1N1) após exames realizados e, pela parte da tarde, a doente foi transferida para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para ser tratada, sendo crítico o seu estado de saúde no momento da transferência. Na sequência do diagnóstico médico, a referida doente foi infectada pelo vírus da Gripe A H1N1, apresentando complicações de pneumonia bilateral e insuficiência respiratória. A doente não tem história de viagem nos sete dias antes do aparecimento de sintomas e não foi trabalhar após o surgimento dos sintomas. Até ao presente momento, a família da doente não manifestou sintomas de gripe.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Mais 33...


Já não se sabe o que dizer ou pensar. A realidade é que os casos de gripe A em Macau aumentam em catadupa de dia para dia. Para um território com pouco mais de meio milhão de pessoas, mais de 400 já estão infectadas., quase 0.01 por cento da população. Ontem registaram-se mais 33 casos positivos. Ao contrário de outros locais no mundo, onde o número diminui, em Macau nota-se um aumento gradual e diário. “Desde o dia 16 até à tarde do dia 17 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 33 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 17 do sexo feminino e 16 do sexo masculino, com idades variando entre os 1 e os 54 anos. Na Creche Pio XII, onde ocorreu a infecção colectiva da Gripe A (H1N1), registaram-se mais 4 casos confirmados de infecção pelo vírus da Gripe A (H1N1). Trata-se de alunos que integram a turma de 24 alunos, na qual 23 elementos estão actualmente infectados e 1 apresentou sintomas de febre ao anoitecer do dia 16, mas ainda aguarda o resultado. A outra criança infectada é aluna da turma B da mesma creche. Nesta turma B já se registaram 2 casos confirmados, os quais são irmãos dos alunos da turma em que ocorreu a infecção colectiva. Ao mesmo tempo, mais 2 familiares das crianças referidas foram registados como casos confirmados. Até este momento, esta infecção colectiva envolve 31 casos confirmados com Gripe A (H1N1), incluindo crianças e seus familiares.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Um cheirinho do meu artigo

O Clarim está para ir de férias mas, antes desta pausa, quero-vos falar um assunto sério. Mesmo em “silly season” existem coisas que não mudam e uma delas é a poupança para a reforma.
Na sexta-feira, visto ser o dia do meu aniversário, vou abordar um assunto que me toca de perto, os descontos para a vida daqui a uns anos… E as decisões que o Governo nos obriga a fazer.
A verdade é que, realmente, é melhor ter acesso a este sistema de poupança para a velhice do que não ter nada. Pelo menos assim quando o Governo decidir que já não precisa de nós, porque os contratos podem ser terminados a qualquer altura (não se trata de empregos do quadro), pelo menos a pessoa tem um pé-de-meia que dará para que sobreviva durante algum tempo até que encontre outra fonte de rendimento.
Porém, se por seu desconhecimento ou ignorância acabar por fazer as decisões erradas nos investimentos, essa protecção acaba por desaparecer. Acabando por ficar sem nada no final da sua vida profissional governamental.
A empresa responsável pela gestão dos fundos não tem qualquer responsabilidade perante perdas. Cobra comissões sobre perdas e lucros e nada mais tem a fazer do que investir o dinheiro que os funcionários e o Governo lhe enviam mensalmente. Para tal são pagos e nada mais lhes é pedido.
Se não têm responsabilidade, porque para tal não foi incluído no clausulado do contrato um parágrafo que tal protegesse, deve caber a quem lhes deu tais poderes assegurar que o elo mais fraco não acaba por ser o mais prejudicado.
A verdade é que grande parte dos funcionários, mais ou menos informados, está com perdas na casa dos 30 e 40 por cento dos investimentos feitos. Alguns ainda mais, o que torna toda a situação alarmante.

Num dia, 37 casos...


No seguimento da normalidade anunciada pelos SS antes do fim-de-semana, detectaram-se, só de uma vez, mais 37 casos. Um recorde absoluto para um só dia. Sendo que destes, 19 são de uma creche, o que torna tudo ainda mais preocupante e levanta a questão de como estão a resultar as tarefas de contenção e prevenção...
Desde o dia 15 até à tarde do dia 16 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 37 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 24 mulheres e 13 homens, com idades variando entre os 2 e os 37 anos. Entre os quais, 19 doentes são alunos da mesma turma da Creche Pio XII que se verificou 1 caso no dia 15. De entre os 24 alunos desta turma, 20 foram confirmados a infecção pelos vírus da gripe A (H1N1) e um apresentou sintomas gripais mas como está neste momento no Interior da China não lhe ainda efectuou o teste, não se encontrando os restos outros 3 com quaisquer sintomas até agora. Além disso, 5 familiares desses alunos foram confirmados também como infectados, incluindo o irmão mais novo de um aluno infectado que frequente na turma B da mesma creche. Após uma averiguação, verificou-se que uma trabalhadora responsável pelo cuidado dos alunos da turma apresentou sintomas gripais em 10 de Agosto e estava ausente ao serviço a partir do dia 11, tendo, em seguinte, os alunos apresentado sucessivamente sintomas gripais a partir do dia 12, assim como alguns familiares dos alunos infectados. Até ao momento, há 26 alunos e familiares que foram infectados. Os Serviços de Saúde contactaram, de imediato, o Instituto de Acção Social e acompanharam o estado higiénico de outras crianças, exigindo ao mesmo tempo a suspensão de funcionamento de toda a creche durante 7 dias. Actualmente, todos os doentes encontram-se em estado estável, entre os quais, 2 estão sujeitos ao tratamento em isolamento no hospital e 4, no domicílio, estando todos os outros a ser ainda acompanhados.

Mais 18...


Tudo normal diz SS


Na passada sexta-feira os Serviços de Saúde diziam que a situação da gripe A H1N1 em Macau era normal. “Até à presente data, registaram-se cumulativamente 339 casos de gripe A (H1N1) em Macau, entre os quais 177 são do sexo masculino e 162 do sexo feminino, com idades variando entre os 4 meses e os 71 anos. Destes doentes, os do grupo etário dos 15 aos 24 anos representam 41,0% e os do grupo etário dos 5 aos 14 anos representam 23,3%. 12 doentes foram detectados e transferidos pelas equipas médicas dos postos fronteiriços para o Centro Hospitalar Conde de São Januário, 195 doentes recorreram às instituições médicas por iniciativa própria devido a indisposição física e 132 doentes foram classificados casos confirmados aquando do seguimento dos contactos próximos dos doentes infectados. Entre estes casos, 53,1% são estudantes e a maioria dos casos teve um curto período de incubação de cerca de 2 a 5 dias. O sintoma mais comum foi a febre, mas, a situação clínica de todos não foi grave. Apenas um dos doentes manifestou pneumonia e a maioria recuperou no prazo de 7 dias.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

SS recuam

Já repararam no novo anúncio dos Serviços de Saúde? Vejam a imprensa diária de hoje e leiam com atenção.
Lembram-se da indignação do deputado Pereira Coutinho acerca do recrutamento discriminatório dos SSM?
A indignação foi anunciada no passado dia 8 de Agosto. Não demorou uma semana para que reparassem o erro. Pena é que não assumam os erros publicamente e optem por ratificações pelo mansinho!

Prioridades governativas

O QUE dizer de um governo que, para assinalar uma efeméride, se dá ao luxo de gastar 32 milhões de patacas, quando dentro de portas da área que governa existem pessoas a passar dificuldades? Soa a um tipo de gestão de um qualquer Estado déspota que, perante as dificuldades da população, nada mais vê do que a necessidade de se auto-promover e satisfazer o seu ego e os caprichos dos seus acólitos.
Recentemente veio a público a notícia de que foram apreendidos dois iates de luxo que, alegadamente, tinham como destino os «gestores» da Coreia do Norte, país onde a população passa fome, mas não deixa de haver dinheiro para armamento balístico e, talvez mesmo, nuclear, assim como para artigos de luxo dos mais caros do mundo. Aqui em Macau, onde alguns desses dirigentes têm ligações, os ordenados dos funcionários públicos continuam a não fazer face à inflação e a não acompanhar o crescente custo de vida (a não ser os das chefias, claro!). No entanto, gastam-se milhões para assinalar os dez anos de Região Administrativa Especial na capital. Trinta e dois milhões de patacas é o cheque que o Governo meteu de lado para se promover em Pequim e assinalar a efeméride da primeira dezena de anos. Verba que vai servir para pagar a renda do local, a coordenação global, os equipamentos de produção e a utilização de meios multimédia, montagem e gestão, divulgação e promoção da exposição, de acordo com uma nota oficial.
A título de exemplo, esta verba equivale ao dobro daquilo que se gastou (e que na altura também foi considerado um esbanjamento de verbas públicas) aquando da passagem da tocha Olímpica por Macau. Trinta e dois milhões de patacas seriam suficientes para manter o Banco Alimentar (recentemente instituído e bem mais necessário do que auto-promoção) durante três anos, ou para suportar o Plano de Apoio ao Turismo e Lazer (plano que está a ser promovido como estratégico para a sobrevivência de Macau, face à crise mundial).
É tudo uma questão de prioridades e, – porque não dizê-lo? – até de bom senso e de boa visão e consciência das necessidades da população local mais necessitada. Há quem considere que uma exposição a mostrar o que foi feito durante estes dez anos que passaram seja mais importante do que fazer com que os residentes não passem dificuldades. Ou que seja mais importante do que dar serviços de saúde de qualidade aos mais necessitados, ou promover o ensino das duas línguas oficiais junto de todos os residentes.
Apesar de todas as críticas que possam ser feitas às «opções», o mais alarmante é a forma de como foi feita a escolha. Apesar do Governo dizer que tudo foi feito dentro da legalidade, a verdade é que «à mulher de César não basta sê-lo, tem de o parecer». Este dito popular assenta que nem uma luva neste caso, apesar de dizerem que a decisão é honesta. Só que os factos parecem apontar para outras evidências.
Por muito que afirmem a pés juntos que o processo é legal, a verdade é que a empresa escolhida é de uma adjunta de Fernando Chui Sai On. Mais em concreto (porque nestes casos convém conhecer os nomes envolvidos) de Eva Lou, coordenadora-adjunta do gabinete de candidatura de Fernando Chui Sai On a Chefe do Executivo e que, sem surpresa nenhuma, poderá vir a ocupar um lugar no próximo Executivo ou, na pior das hipóteses, continuar a manter uma relação profissional privilegiada com o Governo.
Mais: o processo foi decidido sem concurso público e durante o período em que Chui Sai On ainda era o tutelar da Cultura e, segundo o que todas as partes afirmam, antes de ter tomado rédeas da organização das comemorações. Aspecto este que levanta outro senão, ou seja, a razão pela qual se começou a discutir a adjudicação antes dele tomar posse e só se tomou a decisão depois dele já estar a tomar as decisões importantes.
Não estamos a insinuar que tenha havido favorecimento ou abuso de poder. Estamos simplesmente a apontar factos conhecidos que são susceptíveis de muitas interpretações duvidosas e pouco ou nada abonatórias para o novo Chefe do Executivo.
Como se tudo isto não bastasse, fica-se agora a saber que, afinal, a empresa de Eva Lou ganhou não uma, mas duas adjudicações milionárias do Governo. A juntar às comemorações dos dez anos, junta-se a dos 60 anos da República Popular da China!
A novela está ainda no início, mas parece ir dar muito que falar.
Apetece mesmo dizer que ainda não começou o reinado, já a manta vai rota… O que nos estará reservado nos próximos cinco anos!!!…

333 casos acumulados


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Direitos dos jovens trabalhadores

O deputado Pereira Coutinho interpelou o Governo sobre os direitos dos jovens trabalhadores e sobre a contínua violação dos mais básicos princípios da igualdade dos direitos dos trabalhadores.
Foi ontem na sessão da Assembleia Legislativa.
Fica aqui o texto completo.
As Nações Unidas decidiram decretar o dia 12 de Agosto, o Dia Internacional dos Jovens, (UN International Youth Day) sob lema “Mais e Melhor Qualidade de trabalho para Jovens Trabalhadores”, estimando-se que na próxima década cerca de um bilião jovens atingirão a idade legal para o trabalho. Deste modo, constitui um desafio e uma obrigação geral de todos os países e regiões de garantir postos de trabalho com segurança, estabilidade e boas condições de higiene e segurança, acabando de vez com todas as formas de exploração e precariedade de trabalho que quase sempre afectam principalmente os jovens trabalhadores.
De acordo com o recente relatório das Nações Unidas, em média, os jovens trabalhadores, quer do sexo masculino quer feminino, são duas ou três vezes mais susceptíveis de estarem desempregados quando comparado com os adultos. Quase sempre, os jovens trabalhadores do sexo masculino e feminino são os alvos mais fáceis de exploração laboral, muitas vezes devido à falta de informação e educação quanto aos direitos laborais outras vezes devido ao vácuo da legislação laboral.
Estes jovens são muitas vezes obrigados a exercer horas extraordinárias, trabalho nocturno e por turnos sem qualquer compensação, a aceitarem salários baixos devido à inexistência de sindicatos e legislação relacionada com a negociação colectiva, precariedade do próprio contrato de trabalho e fraca protecção social.
Em Macau e duma maneira geral, o cenário é mais ou menos igual ao acima descrito e bastante negro a nível da precariedade e insegurança do posto de trabalho, podendo a todo o momento, qualquer jovem ou a jovem trabalhadora ser despedida com ou sem justa causa, demonstrando fragilidade da relação contratual e a falta de protecção legal. Para a agravar mais a situação, contribui a inexistência de sindicatos independentes e legislação relacionada com a negociação colectiva, colocando o elo mais fraco da relação contratual como objecto fácil de exploração aquando da celebração e renovação dos contratos individuais de trabalho. Na maior parte das vezes os jovens trabalhadores são confrontados com os meros contratos de adesão, onde quase sempre nem sequer tem uma palavra a dizer sobre o seu próprio contrato de trabalho.
Para agravar mais a situação, em Macau, torna-se difícil para um jovem encontrar o seu primeiro emprego devido em parte à deficiente política de contratação de mão de obra não residente e o exercício abusivo de funções distintas para os quais foram autorizados a trabalhar em Macau, bem como o constante aumento do trabalho ilegal, cujo combate tem sido manifestamente ineficiente.
Assim sendo, interpelo o Governo, sobre o seguinte:
1. Não obstante a nova Lei das relações de trabalho (Lei n.º7/2008) ter entrado em vigor no dia 1 de Janeiro de 2009, os jovens trabalhadores continuam a ser explorados nos seus legítimos direitos tais como o direito de reivindicar os seus legítimos direitos através de sindicatos independentes e pela mesma via poderem negociar de uma forma colectiva os seus contratos individuais de trabalho. Por isso, quanto tempo mais terão de esperar os jovens trabalhadores para que seja implementada em Macau a legislação referente à constituição legal dos sindicatos independentes e legislação relativa à negociação colectiva derivada também da obrigação internacional por via das Convenções Internacionais de Trabalho nº 98 e 87 e que se encontram plenamente em vigor em Macau?
2. Quando é que o Governo vai propor alteração legislativa no sentido de acabar com a exploração dos jovens trabalhadores principalmente do sector do Jogo quanto ao não pagamento da remuneração pelo trabalho nocturno previsto nos termos do nº3 do artigo 39º e nº2 do artigo 41º da Lei das relações de trabalho?

AFTPM reúne com mulheres de meia-idade

A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau realizou, no passado Domingo, um encontro para discutir vários problemas sociais, dos quais se destacam as dificuldades que as mulheres de meia-idade enfrentam em Macau.
Os resultados deste encontro vão ser enviados para os departamentos governamentais envolvidos para que possam ser alvo de atenção.
A seguir transcreve-se a nota de imprensa da ATFPM relativa a esta reunião.
[“As dificuldades que as Mulheres de Meia-idade enfrentam em Macau”
Nota de imprensa
Para resolver as queixas e injustiças das mulheres de meia idade de Macau, a Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau fez intercâmbios com mais de 800 mulheres de meia idade de diferentes classes sociais desde o início do corrente ano, para receber e trocar opiniões sobre os seus problemas sociais.
A pedido desta comunidade de mulheres, foi organizado pela ATFPM um seminário para abordar profundamente estes problemas sociais, em que o tema foi “As dificuldades que as Mulheres de Meia-idade enfrentam em Macau”. Este seminário realizou-se no dia 09/08/2009, às 15:00, na sede da ATFPM, com a presença de cerca de 60 participantes e foi presidida pela Presidente da Mesa da Assembleia-geral desta Associação, Dra. Rita Santos.
A Presidente apresentou aos participantes os casos resolvidos pela associação e contou-lhes também as suas experiências familiares, profissionais e sociais.
A reacção ao seminário foi muito positiva e os participantes fizeram perguntas sobre várias dificuldades e injustiças sociais para as mulheres da meia-idade como: discriminação nas oportunidades de emprego e na promoção das carreiras; discriminação da idade e sexo; falta de organização nas formações profissionais; dificuldade económica; desigualdades sociais; problemas de acesso aos cuidados de saúde; violência doméstica; problemas de educação dos filhos, falta de creches, falta de asilos para idosos, preços altos de carnes e outros produtos diários, necessidade de habitação, etc. E alguns participantes apresentaram fortes queixas sobre o facto do governo nunca ter enfrentado e resolvido estas injustiças, criando, cada vez mais contrariedades sociais aos cidadãos de Macau.
A ATFPM irá entregar todas as opiniões recolhidas juntos das mulheres da meia de idade ao governo para os devidos acompanhamentos.
A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau,
Macau, aos 9 de Agosto de 2009
]

Mais 17 casos positivos

Os números da gripe A continuam acima dos dois dígitos diariamente. E, com o aproximar da época da gripe, vão ter tendência a agravar-se certamente se nada for feito entretanto. De vacinas, continuamos sem nada saber. Nem mesmo das normais vacinas da gripe. Se as quisermos tomar temos de as pagar do nosso bolso porque os médicos recusam-se a receita-las se não fizermos parte dos grupos de risco determinados pelo Governo. Os casos eram 317. Do dia 11 até à tarde do dia 12 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 17 novos casos confirmados de Gripe A (H1N1), sendo 9 do sexo feminino e 8 do sexo masculino, com idades variando entre os 3 e os 49 anos de idade. Dos novos casos, um corresponde a uma grávida e outro a um elemento que participou no Intercâmbio para delegações de estudantes universitários realizada em Guangxi, os Serviços de Saúde estão a acompanhar o estado de saúde dos contactos próximos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

EARTH WATER...

Arrancou esta semana em Portugal um projecto pioneiro de solidariedade.
A água embalada Earth Water é o único produto no mundo com o selo do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), revertendo os seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela instituição.
Em Portugal, Earth Water é um projecto que conta com a colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTF Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.
Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de Earth Water diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programa de ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o slogan «A água que vale água».
Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água potável. Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia.
Todos os dias morrem seis mil pessoas devido à falta de água potável e destas, 80% são crianças.
A cada 15 segundos morre uma criança devido a uma doença relacionada com a água.
Com a criação da Earth Water pretende fazer-se a diferença e melhorar estas estatísticas assustadoras.
Ao desenvolver o conceito "You Never Drink Alone" pretende-se criar solução para a falta de água mundial.

AJUDE!
DIVULGUE!

Mais do "storm surge"

Para quem diz que em Macau os Serviços Públicos não se interessam pelo que se vai escrevendo, apraz-me escrever aqui e publicar a resposta que foi enviada para o email do blog.
Em causa está a questão aqui referida várias vezes sobre o “storm surge”. Os Serviços de Meteorologia de Macau referem que o termo anglo-saxónico foi escolhido por não haver termo em Português. Afirmam, como se pode ler na missiva, que foram consultados o “Secretário do Comité dos Tufões e dos técnicos meteorológicos do Instituto de Meteorologia de Portugal e chegamos à conclusão que os termos referidos são uma descrição do fenómeno e não o nome propriamente dito.” Mais dizendo que “o nome “ressaca” para indicar este fenómeno foi utilizado como uma evolução semântica da palavra.” No entanto, não consegui perceber evolução semântica de quê!
Depois terminam dizendo “agradecemos o seu empenho em vincar a utilização do português, como uma das línguas oficiais da RAEM, mas este fenómeno causado por sistemas tropicais onde não existe tradicionalmente no vocabulário português, dado que Portugal é um país com clima temperado.
Nós agradecemos também e concordamos com o facto de Portugal ser um país de clima temperado. Mas, nem só de Portugal é feita a língua portuguesa. Aliás, na sua maioria os falantes de Português são de países tropicais ou subtropicais e, em tais países são usadas as denominações referidas e não o “storm surge”.
Fica, para que não nos acusem de parcialidade, a publicação integral da resposta dos SMG e os links para os posts anteriores.



--A mensagem dos SMG--


Para: “webmaster webmaster” webmaster@pubeditions.com
De: Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos meteo@smg.gov.mo
Data: 11 de Agosto de 2009
Assunto: Leiam acerca do Storm Surge
Nossa Referência: SRQ/ 1169

Agradece a importância que V. Exa. dê ao nome do fenómeno de sobreelevação das águas provocada pela aproximação de tempestade tropical.
Tivemos a oportunidade de consultar documentação técnica em português sobre a matéria de meteorologia publicada em português, tivemos trocas de opiniões com o Secretário do Comité dos Tufões e dos técnicos meteorológicos do Instituto de Meteorologia de Portugal e chegamos à conclusão que os termos referidos são uma descrição do fenómeno e não o nome propriamente dito.
O nome “ressaca” para indicar este fenómeno foi utilizado como uma evolução semantica da palavra.
Agradecemos o seu empenho em vincar a utlização do português, como uma das línguas oficiais da RAEM, mas este fenómeno causado por sistemas tropicais onde não existe tradicionalmente no vocabulário português, dado que Portugal é um país com clima temperado.

Com os melhores cumprimentos.

O Director,
Fong Soi Kun


--FIM--

300 casos confirmados


Desde o início da detecção de casos de gripe A em Macau já se registaram três centenas de pessoas infectadas. Só ontem foram confirmados mais 11 casos, enquanto que mais uma pessoa tinha alta hospitalar. “Do dia 10 até à tarde do dia 11 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 11 novos casos confirmados de gripe A (H1N1), sendo 5 do sexo feminino e 6 do sexo masculino, com idades variando entre os 8 meses e os 45 anos. O estado de saúde do bebé é estável e a mãe, no dia 9, foi confirmada estar infectada pelo vírus da gripe A H1N1. Ambos tinham-se deslocado a Hong Kong dias atrás. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar o estado de saúde dos contactos próximos destes doentes. Por outro lado, a delegação composta de estudantes universitários que se deslocou a Guangxi para participação na Cimeira de Intercâmbio para delegações de estudantes universitários vindas do Interior da China, Taiwan, Hong Kong, Macau e Sudeste Asiático, realizada em Longyuan-Guangxi e Hong Kong, já chegou a Macau no dia 10.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Um cheirinho do meu artigo

No dia 14 será publicado um texto onde se fala da polémica que já envolve o Governo que ainda não o é! Isto promete pelo menos para cinco anos… Ainda a procissão vai no adro já o povo grita… Para ler n’O Clarim na próxima edição. “Apesar de todas as críticas que possam ser feitas às “opções”, o mais alarmante é a forma de como foi feita a escolha. Apesar do Governo dizer que tudo foi feito dentro da legalidade, a verdade é que “à mulher de César não basta sê-lo, tem de o parecer”. Este dito popular assenta que nem uma luva neste caso em que apesar de dizerem que são honestos, os factos parecem apontar para outras evidências.

FP já não precisam de declaração “polémica”

Já no Domingo os casos chegavam aos 275, com mais oito casos confirmados positivos. Entretanto, oito pacientes tiveram alta hospitalar. “Desde o dia 8 até à tarde do dia 9 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 8 novos casos confirmados de gripe A (H1N1), sendo 5 do sexo feminino e 3 do masculino, com a idade máxima de 44 anos e a mínima de 4. Uma dessas pessoas e um confirmado ontem recebiam explicações na mesma turma do centro de explicações “Leng Fong” sito no Edifício Jardins Sun Yick, tendo essa turma sido suspensa e estando os Serviços de Saúde a acompanhar o estado de saúde das restantes crianças dessa turma e em contacto estreito com as afectadas.
Entretanto, recentemente foi anunciado que para os Funcionários Públicos já não há necessidade de preencherem a declaração que os obrigava a dizer onde planeavam ir, onde estiveram e por onde andaram, nas suas horas fora de serviço. Depois de várias reclamações o governo decidiu retirar a obrigatoriedade da declaração mas sem perder a face. Justificou-se a não necessidade da declaração com o facto de não ser mais possível saber se os casos são locais ou importados!

267 casos de Gripe A



NaE's kitchen A Cozinha da NaE

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