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MOVIDO pela curiosidade que me assolou a alma depois de um episódio, – mais um, – caricato nos Serviços de Saúde (SS), decidi ver o que significa «fazer um checkup» nos termos médicos. Visto ser completamente ignorante no assunto, ou assim pensarem os SS sobre os pacientes que ali se deslocam, e para que não me restassem dúvidas, consultei um dos muitos dicionários disponíveis na internet dedicados às coisas da medicina.
ESTAVA há dias a passar os olhos pela imprensa diária e deparei com um artigo num jornal local que noticiava um concerto em Macau. Um concerto que, como dizia o artigo, ninguém tinha tido conhecimento aqui na terra!
O COMPORTAMENTO das pessoas em Macau foi algo que sempre me fascinou, e por muito que me esforce, cada vez o percebo menos. É frequente dizer, ou ouvir dizer, que são os de fora que vêm para aqui fazer as coisas que nos desagradam. No entanto, penso que não será assim tão linear…
O HÁBITO de mudar a nomenclatura dos edifícios e dos locais em Macau foi um dos episódios mais caricatos que marcaram o pós-colonialismo português (como muitos lhe chamaram). Agora, passados mais de dez anos, ameaça vir a tornar-se novamente hábito; desta vez, porém, com outros contornos.
SE me pedissem para eleger a situação que em Macau mais me envergonha ou me deixa perplexo, certamente que elegeria as construções ilegais. O território, ou melhor, os seus telhados, estão cheios delas. Macau cada vez mais se parece com um bairro de lata!
A NOSSA terra parece, aos olhos de quem a olha de fora, que não se preocupa com a herança cultural. Isto foi-me já dito vezes sem conta e pelas mais variadas pessoas. Quero acreditar, sinceramente, que não é verdade. Mas olhando para o que vamos vendo com o passar dos anos, cada vez me convenço mais que os de fora têm mais objectividade do que nós que aqui vivemos. No dia-a-dia parece que vamos atirando areia para os olhos e, pouco a pouco, vamos deixando que o património vá dando lugar à modernidade.
Durante quase 30 anos, a Índia e o Bangladeche argumentaram sobre o controle de uma minúscula ilha na Baía de Bengala. Agora a subida do nível das águas terá resolvido o litígio. New Moore Island foi totalmente submersa, confirmou Sugata Hazra oceanógrafo, professor da Universidade Jadavpur, em Calcutá. O desaparecimento foi confirmado por imagens de satélite e patrulhas marítimas.


SERÁ possível ser obrigado a pagar multas de estacionamento quando as únicas pessoas que podem conduzir o veículo autuado estão fora de Macau? Aparentemente, a Polícia de Segurança Pública (PSP) diz que sim e nada se pode fazer para os convencer do contrário.
Uma senhora de 98 anos chamada Irena faleceu a 12 de Maio de 2008.
In MEMORIAM - 63 YEARS LATER
In Memoriam - 63 anos depois
Por favor, leia atentamente o cartoon mostrado abaixo.
ESTÁ TRADUZIDO MAiS ABAIXO
Tradução do cartoon:
Menina: Tenho que lhe dizer uma coisa, senhor... Tem no seu braço uma tatuagem sem graça nenhuma. É só um monte de números.
Senhor: Bem, teria a tua idade quando me a fizeram. Mantenho-a como uma recordação.
Menina: Oh! ... Uma recordação de dias mais felizes?
Senhor: Não, de um tempo em que o mundo ficou louco. "Imagina-te a ti mesma num país em que os teus compatriotas seguem a voz de um político extremista que não gostava da tua religião. Imagina que te tiravam tudo, que enviava toda a tua família para um campo de concentração, para trabalhar como escravos, e ser assassinados sistematicamente Nesse sítio tiravam-te até o teu nome para ser substituído por um número tatuado no teu braço. Chamou-se a isso “O Holocausto”, quando milhões de pessoas foram mortas só pelas suas crenças religiosas..."
Menina: Então tu usas essa tatuagem para recordares o perigo das políticas extremistas!
Senhor: Não, querida. É para que tu o recordes.
Novo disco do Duarte (Aquelas coisas da gente) já está disponível em Macau. Composto por 13 músicas, algumas da autoria do próprio cantor e outras em parceria, está na Livraria Portuguesa, ali na “Rua das Mariazinhas”, por 200 Patacas. O número de exemplares é limitado.
NOS últimos tempos, temos lido alguns artigos sobre o uso da língua portuguesa em Macau e sobre a forma como esta, apesar de considerada também língua oficial da RAEM, está a ser tratada. Se bem me lembro, a questão foi levantada, a nível oficial, por uma queixa dos Conselheiros das Comunidades Portuguesas à Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, em que se abordavam os erros, gralhas e faltas no uso de tal língua pelas escolas luso-chinesas de Macau. A DSEJ reconheceu o facto e prometeu, em nota oficial, rectificar todos os casos detectados. Os resultados ainda não são conhecidos, mas promessas são promessas… Esperemos que as autoridades façam o que prometem.