Como blog estaremos aqui para escrever as nossas opiniões, observações e para que quem nos visite deixe também as suas. Tentaremos, dentro das possibilidades, manter este local actualizado com o que vai acontecendo à nossa volta em Macau e um pouco em todo o lado...

domingo, 3 de outubro de 2010

Um carro por família?

capa_lrgOS problemas de trânsito são cada vez mais uma realidade para a população de Macau. O constante aumento do número de veículos motorizados, sejam eles de duas, três, ou mais rodas, está a tornar as ruas do território intransitáveis. Tal aumento faz crescer a preocupação nos cidadãos relativamente à sua segurança como peões. Os acidentes envolvendo transeuntes e automóveis ou veículos de duas rodas vão-se registando diariamente e cada vez mais graves. Pelo que, caso não seja feito nada para impedir este aumento desenfreado do número de veículos a circular nas ruas do território, em breve teremos menos quilómetros de estrada do que os necessários para manter todos os veículos em circulação ao mesmo tempo.

Macau, sendo um local com manifesta falta de espaço, tem de implementar regras para aquisição de veículos. Este tema é por demais polémico, mas não o serão todas as medidas que levem à regulação da vida em sociedade? Há que ter coragem e avançar com medidas, porventura, impopulares, mas necessárias para se resolver definitivamente este tipo de problemas. Num espaço como este onde vivemos, a limitação do número de veículos por agregado familiar poderá ser a solução mais adequada.

Para uma família com o máximo de dois filhos, havendo duas cartas de condução (de automóvel e de motorizada), o limite de um automóvel e um veículo motorizado de duas rodas poderia ser um bom começo. Nunca de dois automóveis ou de duas motorizadas. No caso de existirem mais de dois adultos na família, o limite de veículos motorizados de duas rodas subiria para dois. Para ter direito a possuir dois automóveis, a família deveria ser composta por mais de cinco pessoas, visto que a capacidade de um automóvel é essa mesmo, cinco lugares. Sendo que o segundo automóvel poderia ser de dois ou mais lugares.

Pessoalmente, conheço famílias que possuem mais de dois veículos por pessoa!

A restrição dos direitos, neste caso o direito à propriedade, é sempre uma questão muito sensível e que leva a queixas e alarme. No entanto, estando Macau num beco sem saída, uma solução tem de ser encontrada para que, pelo menos temporariamente, se possa atenuar o problema.

O que aí vem

O Governo anunciou uma série de medidas relacionadas com o sistema de transportes públicos, mas se estas medidas não forem acompanhadas de outras que restrinjam o uso de veículos particulares, os autocarros e o futuro metro ligeiro vão continuar a andar meios cheios e as ruas cheias de carros.

Os transportes públicos existentes, nomeadamente os autocarros nas carreiras mais utilizadas, andam quase sempre lotados, pelo que a solução aqui aparenta ser ainda mais difícil. Aumentar o número de frequências só irá meter mais veículos nas estradas, entrando-se assim num ciclo vicioso.

O anunciado metro ligeiro, por muito eficiente que venha a ser, nunca irá fazer com que os cidadãos deixem os carros em casa. A não ser que seja construída uma estação na entrada de cada prédio. A verdade é que o ser humano é comodista e se tiver a oportunidade de conduzir o seu veículo de casa para o trabalho, não lhe passará pela cabeça andar cem ou duzentos metros para ir de metro ligeiro.

A introdução de parquímetros em todo o lado, apesar de ter sido bem intencionada, veio criar mais problemas do que soluções, porque quem estacionava os seus carros nos lugares não pagos vê-se agora obrigado a ter de proceder ao pagamento de duas em duas, ou de cinco em cinco horas. Perante esta obrigação muitos foram os que decidiram passar a conduzir os seus veículos diariamente para o local de trabalho onde, com menos esforço, podem proceder ao pagamento horário. A rotatividade dos lugares de estacionamento terá sido alcançada, mas foi-o à custa da sobrecarga das vias públicas.

Meios fracassos

O recurso ao investimento em serviços de transporte em massa pode resultar e é isso que o Governo espera. Contudo, se isto for feito sem restrições severas sobre o uso de veículos particulares, temo que seja uma decisão votada ao fracasso e ao esbanjamento de dinheiros públicos.

Os exemplos abundam em cidades ao redor de Macau. Hong Kong tem um dos sistemas de metro mais eficientes do mundo; no entanto, o tráfego à superfície é caótico e os níveis de poluição devido aos fumos de escape cada vez piores. Kuala Lumpur, na Malásia, tem um dos sistemas de metro elevado, o «monorail», que apesar de ter vindo a contribuir muito para o desanuviamento do trânsito em algumas artérias da cidade, não conseguiu diminuir o uso de veículos particulares. O terceiro exemplo é o de Banguecoque, que com o «Skytrain» pensava resolver o problema da deslocação de mais de um milhão de pessoas diariamente da periferia para o centro da cidade. É verdade que a capital tailandesa muito ganhou com a criação do sistema elevado de metro ligeiro, mas tal não se reflectiu na diminuição do número de veículos a circular nas estradas. O trânsito continua tão ou mais caótico do que antes!

Macau tem de olhar e aprender, antes de implementar medidas que, no futuro, serão difíceis de alterar.

PubEd

sábado, 2 de outubro de 2010

Primeiro concorrente, Fogo-de-artifício Internacional de Macau. 1 de Outubro de 2010

 

Primeira parte do fogo-de-artifício do primeiro concorrente
Segunda parte do fogo-de-artifício do primeiro concorrente

Japão vence Fogo-de-artifício de 2010

A equipa Tamaya Kitahara Fireworks Co., Ltd., do Japão, venceu o 22º Concurso Internacional do Fogo de Artifício de Macau (CIFAM), que hoje fechou o pano. Em segundo lugar ficou a equipa do Interior da China, Panda Fireworks Group Co., Ltd., e em terceiro a equipa das Filipinas, Platinum Fireworks, Inc.

Gabinete de Comunicação Social do Governo da RAEM

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

fireworks

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

BCP envergonhado com a portuguesidade


Gostei de ver a falta de consideração pela língua portuguesa na cerimónia de lançamento oficial da delegação local do Millenium BCP.

Pelo menos o banco português não se esqueceu que o Chinês é língua oficial em Macau. Mas, por muito que venham explicar, o facto de esquecerem-se da sua própria língua será difícil de engolir.

Se não somos nós a proteger o que é nosso, ninguém o fará por nós. A começar pelas grandes empresas portuguesas que vão marcando presença em Macau.

Como cliente, começo a sentir vergonha de o ser.

Assim que tiver fotos para ilustrar aqui as publicarei… Até, vergonha na cara senhores do Millenium BCP…

Como havia sido prometido, aqui está a fotografia do corte-de-fita onde se pode ler muito bem... Inauguration Cermony For Banco Comercial Português, S.A. Macao Branch...

Vou ter de pedir desculpas por dizer que se esqueceram do português... afinal escreveram o nome do Banco na língua Lusa!

Mas nem Macao (sic) se deram ao luxo de escrever na segunda língua oficial de Macau!



Vejam aqui o artigo da Lusa (em português) da cerimónia de lançamento…

http://www.lusa.pt/lusaweb/user/showitem?service=310&listid=NewsList310&listpage=1&docid=11580821

TV cables

how about some more tv cables crossing the street...
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o estado da felicidade

o estado de degradacao a que esta a chegar a Rua da Felicidade
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No where else to park

No where else to park... nice example from our policemen...and this for breakfast...
Rico exemplo dos nossos policias... Nao ha outro local para estacionar? E isto para tomar pequeno-almoco...
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mais uma vez em toda a Macau

O ANO tem passado a uma velocidade estonteante, com acontecimentos a sucederem-se em catadupa, fazendo com que o tempo passe por nós sem que nos apercebamos. Chegamos ao último quarto de 2010 e com ele chega um evento que já faz parte do panorama cultural da RAEM. Não vos vou falar do seu programa, pois já foi abordado aquando da apresentação oficial.
O Festival da Lusofonia vai voltar a ter o formato de 2008, ou seja, passa a ser de uma semana, ao invés de três noites. A alteração de formato deve-se, de novo, ao envolvimento do Fórum para a Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O Festival e a Semana Cultural vão prolongar-se de 22 a 29 de Outubro e contar com a tradicional animação musical na zona do Carmo e também em dois palcos na península de Macau – um no Largo do Senado e outro na zona Norte, junto ao Mercado do Iao Hon.
Como já vem sendo hábito, a «Lusofonia» é alvo de críticas e elogios todos os anos. Há quem defenda que devia mudar de local e há quem advogue que não faz sentido existir um evento que congregue apenas as culturas lusófonas, visto que Macau é uma mistura destas com a Oriental. A verdade é que, de ano para ano, o Festival (ou Festa) tem vindo a ganhar adeptos e cada vez mais os residentes não falantes do idioma de Camões, de Jorge Amado e de tantos outros ilustres, vão-se juntando às actividades e fazendo destas um acontecimento que querem presenciar anualmente. A par destes, vai crescendo a presença de turistas, os quais, ao virem a Macau, aproveitam para ver algo de diferente, que dificilmente conseguiriam apreciar noutros locais, mesmo fora da Ásia. Um trabalho de promoção da direcção de serviços sob a chefia de Costa Antunes, que merece ser louvado e destacado.
A entrada do «Fórum» na organização, com a sua ampliação para uma semana, faz com que mais verbas estejam disponíveis e seja possível extrapolar para fora da Avenida da Praia, trazendo o evento para a península e indo ao encontro de outros públicos, que, por tradição, não são muito afoitos a estas iniciativas de cariz cultural lusófono.
Em 2008 estive directamente envolvido na primeira experiência da expansão, tendo presenciado em primeira mão a recepção da população do Norte da cidade. Muitos deles nem sabiam da existência do Festival e ficaram agradavelmente surpreendidos pelo facto de se ter decidido levá-lo ao seu encontro. Uma das grandes dificuldades com que se debatia era a de captar o público não lusófono. Assim sendo, se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé!
Isto sim é o encontro de culturas! A realidade de Macau é esta mesma! Há pessoas que vivem completamente alheadas do facto de coexistirem diferentes culturas na RAEM, não por sua culpa ou por não se interessarem, apenas porque nas suas preocupações diárias tal não tem lugar. Mas, caso lhes seja proporcionado o acesso a essa diversidade, acolhem-na de braços abertos, como ficou provado com o Festival da Lusofonia de 2008. Como resultado, houve um aumento do número de pessoas de etnia chinesa que visitaram a edição de 2009, quando voltou a ficar confinada à Avenida da Praia.
Depois da experiência de 2008 o Festival voltou às fronteiras do Carmo, mas os que no ano anterior tinham tido a oportunidade de o presenciar vieram à sua procura fora do local habitual. É esse efeito que se quer num evento desta natureza: cativar e atrair novos espectadores para o intercâmbio de culturas, que tem em Macau um palco privilegiado desde há vários séculos.
Este ano, a organização vai introduzir uma novidade. Vai realizar-se na Feira do Carmo, todos os dias à tarde, uma mostra de artesanato dos países participantes com artistas vindos propositadamente para mostrar a sua arte. Mais um contributo que pode fazer com que mais pessoas, de diferentes culturas e credos, se juntem à festa que se quer de todos para todos, mas com um cariz marcadamente lusófono. Afinal Macau é isto mesmo, desde há quase 500 anos, e assim vai continuar por muitos mais.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Soluções à Macau

AQUILO que se anunciava há muito, está agora oficializado. A novela que envolvia a adjudicação dos serviços de autocarros, emperrada desde que a TCM (Sociedade de Transportes Colectivos de Macau, SARL) impugnou o concurso por ter sido excluída, parece ter encontrado a porta de saída. Chegou ao fim a sequela ao estilo de Macau!
Depois de idas e voltas a todos os tribunais, a TCM conseguiu o que queria. Em vez de duas licenças, como o Governo sempre defendeu e para o qual abriu concurso, foram obrigados a criar três! Mantiveram-se as duas existentes, – Transmac (Transportes Urbanos de Macau, SARL) e a referida TCM, – mais a nova empresa, a Reolian, resultado de uma colaboração entre a companhia francesa Veolia e o grupo de Macau H. Nolasco.
A história que envolve o concurso de adjudicação tem contornos com muitas dúvidas, resumindo-se ao facto da TCM ter entregado a proposta fora do prazo por apenas alguns minutos. Razão que levou à sua exclusão inicial. No entanto, não concordando com tal argumentação por parte das autoridades governamentais responsáveis pelo concurso público, lutou em todos os tribunais, recebendo, umas vezes, apoio, noutras, respostas negativas. Mas, no final e como já nos vamos habituando em Macau em casos de conflito com grandes grupos económicos, acabaram por levar adiante a sua vontade e acabaram recebendo também uma das licenças.
Ao que se sabe, a decisão foi tomada porque a nova empresa no mercado acordou em «abrir mão» de 13 das rotas para que a contenda se resolvesse e não se prolongasse indeterminadamente.
A questão que mais me incomoda não é saber se são duas ou três empresas, pois, para mim, até podiam ser cinco ou seis. O que me preocupa, e deve preocupar a maior parte dos utentes, é a qualidade do serviço prestado por cada uma delas e a forma como tal será fiscalizado. Se tudo continuar como até agora, mais vale a pena andarmos a pé.
Todos sabemos que Macau não tem condutores suficientes e os que ainda estão a trabalhar demonstram muita má qualidade. Basta andar de autocarro e passar pela experiência de os sentir parar, abrandar ou arrancar. Entre correrias e ultrapassagens dignas de um piloto do Circuito da Guia, os condutores fazem de tudo. Agora com a entrada de mais um operador em campo, certamente que a tendência é para piorar. Não havendo mais condutores em Macau, – já só com duas companhias havia problemas de recrutamento, – a solução não se adivinha nada fácil. Vai caber à terceira empresa tentar encontrar soluções para contratar os seus funcionários. As companhias já a operar irão, com toda a certeza, manter os que já têm. Contudo, visto o panorama local não ser animador, a Reolin deverá ter de recorrer ao outro lado da fronteira, acabando por cometer os mesmos erros e trazendo a mesma falta de qualidade para Macau.
Contratar a tempo parcial condutores do continente, com todos os perigos que isso apresenta (má qualidade, falta de educação e pouca preparação para conduzir um veículo que transporta dezenas de pessoas), é a solução que menos agrada aos utentes mas talvez a única viável.
Como já disse, não me diz respeito, nem me perturba, serem uma, duas ou três empresas. A única coisa que me interessa é a qualidade e ver se o Governo, como sempre apregoa que vai andar a controlar a qualidade dos transportes públicos, realmente o exige.
A par de exames anuais de reciclagem, pedem-se critérios apertados e regras claras para todos os operadores; pedem-se mecanismos de queixa dos utentes e informação visível e acessível a todos os que vivem em Macau; pede-se às empresas que disponibilizem serviços nas línguas oficiais sem lacunas e recorrendo ao inglês como terceira língua. No interior dos autocarros pede-se, também, informação sonora em cantonense e português e, se possível, em inglês. O caderno de encargos é bastante claro e as empresas devem respeitá-lo.
De nada serve terem autocarros novos se os condutores não os souberem conduzir e continuarem a provocar a queda de passageiros, cada vez que param com os travões a fundo nas paragens ou quando arrancam ainda com as portas abertas. De nada serve se, durante a carreira num autocarro novo, a informação das paragens for apenas dada em chinês. Exige-se, como está estipulado no caderno de encargos do concurso, que toda a informação seja disponibilizada nas duas línguas oficiais.
Aliás, o exemplo deve começar pela Direcção dos Assuntos de Tráfego. Os painéis que colocaram nas paragens de autocarro com informação em tempo real não respeitam as línguas oficiais. A queixa foi endereçada para a DSAT. Foi respondida com a promessa de ser rectificado, mas passados quase seis meses tudo continua na mesma.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Principado do Ilhéu da Pontinha

Este mundo anda cada vez mais doido e existem ainda jornais que lhes dão “tempo de antena”.
Ilhéu da Madeira, que alguém proclama ser sua propriedade, quer ser independente! O príncipe Renato Barros (!) quer ver o Principado do Ilhéu da Pontinha como território independente. A história tem feito correr litros de tinta em todo o mundo e tem tido ampla cobertura mediática!



No DN







Numa página sobre nobreza (!)
http://www.nobility.co.uk/index.php?dispatch=products.view&product_id=37

terça-feira, 14 de setembro de 2010

JCR precisa da ajuda de todos

Este mundo é feito de injustiças e todos nós cometemos erros que, mesmo que não nos arrependamos deles, devem ser metidos de lado quando uma pessoa precisa de ajuda. O sofrimento de um ser humano é algo que deve unir todas as pessoas com o intuito de tentar minora-lo e, se possível, mesmo extingui-lo.
Há um português em Macau, por muitos conhecido pessoalmente e por muitos mais conhecido apenas por nome, que precisa da ajuda de todos nós.
O apelo foi lançado por um padre e chegou-me via correio electrónico. Não se mendiga, apenas se pede que se adquira parte da sua obra, pois assim poderá fazer face às despesas mais imediatas.
Aqui fica o apelo, tal qual foi redigido na mensagem electrónica, com endereços de correio electrónico para o contacto.
_______________________________
From: Domingos Soares [mailto:dominsoares@hotmail.com]
Sent: Monday, September 13, 2010 11:50 AM
Subject: Solidariedade
Caros amigos,
Talvez, conhecam o jornalista e historiador Jose de Carvalho e Rego. Ele agora encontra-se paralisado e com dificuldades financeiras, precisando da nossa ajuda.
Disse-me ele numa carta:
"A doenca e a imobilidade criaram-me imensos problemas quer do lado fisico, quer do lado economico - pois todos os cinco dias tenho de adquirir material higienico para limpeza das minhas feridas, etc. eu nao quero pedir dinheiro, nem que seja dado ou emprestado, porque tao cedo nao pderei pagar. Preciso de auxilio do senhor Padre Domingos - para isso propunha entregar 25 livros meus (o preco da capa e' de mop 250,00) para serem vendidos ao preco de mop.100,00 - dai, vendendo tudo ja conseguiria mop.2.500,00, que me ajudava a liquidar este mes contas do condominio, luz e agua".(11/9/2010).

Os livros com o titulo MACAU - FIGURAS DE RELEVO DO PASSADO, 500 paginas, estao agora comigo no Cartorio da Se e, tambem, na Livraria de Sao Paulo, onde as Irmas Paulinas estao fazer o favor de os vender.
E' um acto de amizade, solidariedade e caridade.
Aguardo a sua resposta.
Com amizade,
pe domingos
_______________________________

Que país é este que deixa os seus chegar a este estado.
Quer queiram, quer não, JCR é um dos que mais escreveu sobre Macau e a sua obra fica para a posteridade. Merecia, apesar de tudo, um pouco mais de consideração.

Entretanto, foi já anunciado que o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, onde Rita Santos é a Secretária-Geral Adjunta do Secretariado Permanente, adquiriu a totalidade dos livros disponíveis.

A pronta acção de Rita Santos e do gabinete que dirige é de louvar. Esperamos que outras entidades sigam o exemplo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

NYT destaca Centro Champalimaud

É uma pena que tenhamos de saber destas notícias pela imprensa internacional. Nem mesmo o que é feito dentro de fronteiras é do conhecimento do público português.
O maior investimento privado alguma vez feito em Portugal na área da pesquisa médica, e um dos maiores da Europa, vai abrir em Lisboa e ninguém sabe dos pormenores, foi preciso o New York Times publicar um artigo a elogiar o feito.
O artigo no Jornal de Notícias a citar a publicação americana, hoje dia 13, e aqui o artigo original em inglês na edição do NYT da passada Quarta-feira.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A China promove, Macau esquece

VOU novamente usar o exemplo da Companhia de Telecomunicações de Macau que, depois de algum tempo em que se esforçou por usar ambas as línguas oficiais, parece ter regredido e voltado a esquecer que há clientes que não falam chinês. No entanto, a CTM é apenas um exemplo entre muitos outros. Esta empresa, apesar do bom serviço que vai prestando ao nível das telecomunicações, tem áreas em que são precisas mais melhorias, sendo que os alertas dos consumidores devem ser levados em conta.
Recentemente lançaram um novo «portal» de Internet, bastante mais funcional e que tenta agregar todos os serviços tornando o seu uso mais fácil ao utente (www.eservices.ctm.net). Contudo, se não ler chinês ou inglês de nada lhe vale. Esperamos que em breve isso seja resolvido e que a segunda língua oficial constante do artigo nono da lei fundamental passe a figurar como opção, a par das duas já existentes.
O exemplo da CTM não é único em Macau mas, sendo esta uma empresa de grande importância para quem fala português, acaba por ser visada nesta coluna várias vezes.
Quem conhece a realidade do território sabe que para se usar a língua portuguesa tem de haver esforço de todas as partes. E, no caso das empresas privadas, esse esforço tem de ser acompanhado de uma dose de boa vontade. No caso da CTM, que tem capitais estatais portugueses, ­– através do accionista Portugal Telecom, – pedir que se use a língua portuguesa não será nada de mais. O idioma de Camões é oficial em Macau e é também a língua do segundo maior accionista. Se usam chinês porque é a língua mais usada pelos clientes, deveriam ter o português em segundo lugar por respeito à Lei Básica e ao seu accionista português. Quanto ao inglês, continua a ser a terceira língua e a de trabalho.
A empresa manifestamente faz esforços para que tal seja uma realidade e eu sou testemunha disso. Mas, apesar de tudo, as lacunas são ainda muito grandes e cabe a todos nós a responsabilidade de ir apontando o que está menos bem. O facto de ser citada nesta coluna assiduamente justifica-se com o facto de ser uma fornecedora de serviços que usamos a todo o momento. Por isso, sempre que nos deparamos nas lojas, na nossa caixa do correio ou na Internet com informação que não obedece ao que em Macau consideramos normal, devemos fazer disso exemplo.
Durante o mês de Agosto promoveram uma campanha de vendas, entre o dia 20 e 22, onde os clientes que soubessem ler chinês (porque o que me foi enviado para a caixa de correio electrónico não tinha outra língua, apenas tendo sido reparado depois de eu reclamar junto de uma pessoa na organização, que ainda se vai preocupando com o uso correcto das línguas) teriam a possibilidade de adquirir serviços e aparelhos a preços promocionais.
A própria mensagem automática recebida, aquando da queixa feita por correio electrónico, veio redigida em três línguas, mas com o português em terceiro plano.

Pormenores

O facto de abordar amiúde estas situações tem-me dado alguns dissabores na rua, muitos deles vindos de portugueses. Algumas pessoas chegam a dizer que é demais andar sempre a criticar a falta do uso de português e que nada irá mudar. Uma perda de tempo!
No entanto, considero que se não formos nós a reclamar o uso da nossa língua ninguém o fará e o português acabará por ser completamente colocado de parte. Cabe a todos nós, com mais ou menos fundamentalismo, fazer com que a língua lusa se mantenha em Macau e que seja usada nos serviços que directamente se relacionam com a vida de todos os cidadãos.
Se, por um lado, temos Pequim a dar sinais claros de que aposta no português por causa do enorme mercado que representa; por outro, temos Macau e as entidades de Macau a retirar-lhe cada vez mais a importância que tem.
Não se trata de saber se o português é usado ou não. Todos sabemos que ao longo do tempo a língua de Camões apenas foi usada nos meios governamentais, e mesmo aí, a sua aplicação tende a diminuir. Mas apesar de tudo o Governo vai fazendo algum trabalho de casa em alguns departamentos.
Mas há exemplos de má promoção das línguas oficiais. Vejam o dos Serviços de Turismo, que promove a campanha contra as pensões ilegais. Há panfletos por todas as entradas de Macau. Os da fotografia são das Portas do Cerco. O português desapareceu!
A verdade é que Pequim decidiu que seria Macau o pólo ideal para dinamizar o uso e ensino do português. Com a estrutura toda montada torna-se mais fácil o recrutamento e a coordenação dos quadros necessários para explorar as oportunidades de negócio que a China tem em todos os Países de Língua Portuguesa. Conhecendo-se a tendência internacional para a aposta na diplomacia económica, espero que a aposta do Governo Central nos países de língua portuguesa signifique que a língua de Camões passe a ter uma importância ainda maior.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

PSP sem multas

Olhem para o pormenor do sinal de trânsito! Não quer aquilo dizer que é PROIBIDO ESTACIONAR? Ou será que as leis só se aplicam ao pobre povo que, na falta de mais locais de estacionamento, se vê obrigado a deixar os veículos em locais proibidos.
Esta é uma das infrações recorrentes da Polícia e parecem pouco se incomodar. Até na entrada da esquadra o fazem. Mais valia pedirem a DSAT para remover o sinal de proibição, substituindo-o por um de estacionamento reservado. Assim poupariam o embaraço de não conseguirem explicar porque é que se estão nas tintas!

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Afinal ainda se usa...

Esta fotografia vai ao encontro daqueles que se queixam de já não haver sinalética nas três línguas em Macau. Esta, a crer na ordem das línguas, deve ainda datar da “era” portuguesa, está bem visível num estabelecimento na cidade.
Deve ser quase peça de museu pelo que as autoridades deveriam apressar-se a fazer cópias para distribuir pelos estabelecimentos comerciais da RAEM para promover o tão aclamado (eu diria martirizado) artigo 9 da Lei Básica de Macau.

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The world's most expensive cars - Rare beasts for the filthy rich - on BoreMe

Para quem não sabe o que fazer a tanto dinheiro, deixamos umas sugestões que não envolvem Ferraris ou Porches… mas também são carros…

The world's most expensive cars - Rare beasts for the filthy rich - on BoreMe

Ou Mun aborda rumores do Clarim

De acordo com uma notícia publicada hoje no maior jornal de Macau, ou jornal de lingual chinesa Ou Mun “existem rumores de que o jornal da Diocese de Macau, O Clarim, está a ser alvo de pressão por parte de representantes governamentais. E, ainda de acordo com a notícia do Ou Mun, depois de uma reunião entre o editor do jornal e o Bispo D. Domingos Lam, o jornal “deixa de abordar política de Macau”.
Ao Ou Mun o bispo afirmou que apenas convocou o editor do jornal para lhe reiterar a posição da Diocese em relação às questões políticas.
O jornal chinês cita ainda o deputado Pereira Coutinho como tendo sido quem deu o alerta para a situação via SMS, tendo referenciado o caso estando ligado à publicação do artigo “Em nome do Pai”, publicado na edição de 13 de Agosto, e onde se aborda a questão de sepulturas perpétuas.
Coutinho adiantou ainda que o jornalista lhe disse que na reunião com o bispo lhe foram dadas ordens para não abordar temas de política local e apenas se focar em desporto, cultura e assuntos da paróquia. O deputado disse também que o jornalista lhe ligou porque não estava satisfeito com o facto de estar a ser alvo de pressão e que o bispo lhe disse que estavam a ser alvos de pressão na paróquia porque o jornal é um órgão Católico e tem de ser cuidadoso nos assuntos que aborda.

Leiam o artigo em chinês ou usem o tradutor do Google para o traduzir. Não é o ideal mas dá para entender.

domingo, 5 de setembro de 2010

Algo vai mal no Consulado

HÁ não muito tempo dirigi-me ao nosso Consulado Geral para levantar o novo passaporte, como me havia sido indicado dias antes quando procedi à sua renovação. Eram 14:27 horas quando cheguei à entrada do edifício. As portas ainda estavam fechadas! Depois de ler as instruções afixadas em placas no local, dirigi-me à porta do lado direito e esperei. Às 14:33 horas a porta abriu pela mão do segurança e como tinha três pessoas na fila à minha frente esperei que me dessem ordem de entrada, tendo logo sido encaminhado para o balcão respectivo para o levantamento do documento em causa.
No momento em que me dirigi à fila de espera do balcão, com apenas uma pessoa na minha frente, o funcionário disse-me, literalmente, para me encostar ao balcão. Surpreendido, porque como mandam os bons costumes devemos esperar na fila até que a pessoa na nossa frente seja atendida, lá obedeci à descabida ordem sem reclamar. A insistência do funcionário foi de tal forma que tive mesmo de me encostar de modo a tocar no balcão, ao lado da pessoa que tinha chegado antes de mim. Achei curiosa a exigência, mas, no entanto, aguardei que me fosse pedido o recibo para levantamento do passaporte.
O dito recibo foi-me exigido de forma pouco educada, juntamente com o passaporte antigo, acerca do qual disse para terem atenção, pois não deveriam inutilizar o visto para a China, até porque já havia pago para manter o documento antigo. Alguns segundos mais tarde foi-me entregue o passaporte e o recibo com a resposta de que não tinham passaporte nenhum para me dar! Se quisesse que voltasse mais tarde, porque os mesmos tinham chegado na remessa da manhã e ainda não estavam disponíveis! Isto já passava das 14:30 horas.
No meu direito e educadamente perguntei a razão, visto que o recibo indicava apenas o dia (sem menção de hora, logo poderia ser das nove até ao fim do dia). A resposta indiferente e num tom agressivo veio apenas reforçar o que tinha sido dito anteriormente. Ao perguntar a razão de tal falta de educação, porque nessa altura já as pessoas que estavam no interior das instalações olhavam para o balcão em questão, foi-me respondido que não poderiam fazer nada e que não estavam interessados em explicar fosse o que fosse.
Perante tal situação e falta de consideração para com os utentes pedi para chamarem o Chanceler, pois queria saber ao certo o que se passava. O funcionário que me tinha atendido já havia deixado claro que não me iria explicar mais nada. Em resposta ao pedido recebi, entre resmungos do mesmo indivíduo, que poderia fazer queixa a quem bem quisesse que a ele nada o afectaria.
Já farto da situação, retirei-me e perguntei a outro funcionário onde seria possível contactar o responsável. Queria, pois, saber como obter o meu novo passaporte. Na altura nem sequer tinha em mente apresentar qualquer queixa. Queria apenas ter o passaporte, porque não tinha oportunidade de perder mais um dia de trabalho para voltar ao Consulado, que apenas abre durante as horas normais de expediente.
Passados alguns minutos de espera, já na entrada principal do Consulado, o Chanceler chegou. Depois de explicada a situação prontamente fui atendido e vi o meu caso resolvido. Tudo feito educadamente e sem qualquer rispidez.

Queixas recorrentes

As queixas de mau tratamento no Consulado repetem-se e nada tem sido feito para as resolver.
Pelo tratamento que me foi dado por, apenas, um funcionário, fiquei com uma péssima ideia de toda a instituição. No entanto, a forma como o meu problema foi resolvido e o atendimento que os outros funcionários me deram deixam-me acreditar que o problema não é da instituição nem de todos quantos ali trabalham. O problema reside apenas numa pequena minoria, que pensa poder fazer tudo o que lhe apetece, gozando de plena imunidade.
O conselho de várias pessoas, tanto do interior da instituição como do exterior, foi de que procedesse a uma queixa formal junto de Lisboa, pois só assim acreditam que tal seja corrigido.
Nós, que vivemos em Macau e temos de usar os serviços consulares, não o fazemos para agradar a quem lá trabalha. Quando ali vamos tratamos quem nos atende com cordialidade e apenas esperamos o mesmo de volta.
Neste caso, o passaporte já estava no Consulado e não havia necessidade de ter de voltar mais tarde. Isso foi provado com o facto de eu ter vindo embora, alguns minutos mais tarde, com o documento na mão. Bastava que o funcionário tivesse tido a amabilidade de pedir para esperar um pouco.
Espero que os responsáveis tomem em atenção às queixas dos utentes e tentem corrigir o que está errado.
Quem não serve para trabalhar na linha da frente pode muito bem passar a trabalhar noutro local onde não tenha de atender pessoas directamente.
Resta acrescentar que a queixa seguiu os trâmites normais em Portugal, na Direcção de Serviços da Administração e Protecção Consulares do Ministério dos Negócios Estrangeiros e na DECO. Informaram-me que o responsável do Consulado em Macau está ao corrente do assunto e que serei actualizado sempre que haja desenvolvimentos do caso.
Espero, mais não seja, que sirva para melhorar o serviço prestado a todos quantos se deslocam ao Consulado Geral de Portugal em Macau e para dignificar o nome de quem lá trabalha.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

São Marino comemora 1709 anos

São Marino, denominada oficialmente a Muito Serena República de São Marino, é um país localizado do lado Este da cordilheira dos Apeninos. Um local completamente continental e rodeado pela Itália. Com uma area de pouco mais de 61 km² e com uma população estimada de 30,000 habitantes. A Capital é a Cidade de São Marino. É um dos micro estados europeus, a par do Liechtenstein, Vaticano, Mónaco, Andorra, e Malta, São Marino é o membro do Conselho da Europa com menor população.
São Marino reclama para si o título de República soberana mais antiga do mundo, visto que a sua comunidade monástica foi fundada a 3 de Setembro de 301 pelo pedreiro Marinus de Rab. A lenda diz que Marinus deixou Rab, então a colónia romana de Arba em 257 quando o futuro imperador, Caio Aurélio Valério Diocleciano, emitiu um decreto recrutando todos os pedreiros para a reconstrução das muralhas da cidade de Rimini, que tinham sido destruídas por piratas Liburianos.
A Constituição de São Marino, elaborada em 1600, é a mais antiga constituição ainda a ser aplicada. A Economia do país depende do Turismo e a sua cultura é, essencialmente, italiana, mais concretamente da região Emília-Romanha. É um dos países mais ricos do mundo em termos de rendimento per capita, com valores semelhantes aos das regiões mais desenvolvidas de Itália como a Lombardia e Bolzano-Bozen. São Marino é visto como tendo uma economia estável, com uma das mais altas taxas de emprego da Europa, sem dívida externa e um orçamento positivo.

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