Como blog estaremos aqui para escrever as nossas opiniões, observações e para que quem nos visite deixe também as suas. Tentaremos, dentro das possibilidades, manter este local actualizado com o que vai acontecendo à nossa volta em Macau e um pouco em todo o lado...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Rocha Dinis candidato do PS

O director do Jornal Tribuna de Macau e o mais antigo jornalista em actividade em Macau, José Firmino da Rocha Dinis, vai ser candidato suplente das próximas eleições legislativas em Portugal pelo Partido Socialista. Rocha Dinis, que nunca tentou esconder a sua filiação partidária, concorre pelo Círculo Fora da Europa onde o cabeça de lista é Renato Leal, actual deputado eleito pelos Açores, 56 anos e professor reformado. (Desde já os meus sinceros parabéns à pessoa que foi responsável pela minha vinda para Macau na década de 90 e os meus votos de sucesso.)
Da lista do PS pelo Círculo Fora da Europa fazem parte também o empresário e membro do Conselho das Comunidades em Santos, Brasil, José Duarte, que ocupa o segundo lugar da lista por fora da Europa.
Como suplente com Rocha Dinis concorre também Maria das Dores Faria, que reside na Venezuela.
Pelo Círculo da Europa concorre Paulo Pisco, 48 anos, graduado em Estudos Europeus na Universidade Livre de Bruxelas, e director do Departamento Internacional e de Comunidades do Partido Socialista (PS). Em 1999, foi eleito deputado pelo círculo da Europa na primeira e única eleição em que o Partido Socialista conquistou três dos quatro lugares de deputado nos círculos da emigração, tradicionalmente partilhados entre socialistas e social-democratas.
Segue-se Lurdes Rodrigues, residente em Paris e actualmente a desempenhar funções na missão da OCDE. Aos lugares de suplentes, candidatam-se a socióloga Dora Mourinho, da Alemanha, e o dirigente sindical residente na Suíça Carlos Ferreira.
Paulo Pisco, que coordenou a escolha dos candidatos nos círculos da Emigração, disse à Agência Lusa que a elaboração das listas teve em conta "a representatividade dos países e das secções do PS no estrangeiro em termos eleitorais e a necessidade de uma boa cobertura e abrangência em termos geográficos no que respeita à localização das comunidades portuguesas".
O responsável socialista adiantou que, durante a campanha, os candidatos irão colocar a tónica na acção "reformista" do Governo em termos nacionais e das comunidades, apoiados num programa eleitoral que, segundo afirmou, "pretende dar uma nova dimensão às políticas para as comunidades portuguesas, valorizando mais a sua estrutura governativa".
As eleições legislativas realizam-se a 27 de Setembro.

Listas e enfermeiros...

A morte certa da lista de Casimiro Pinto (lista 14) e a vitória (lista 2) de Pereira Coutinho. Assim ditou o sorteio da ordem das listas para a eleição da AL. 14 e 2 em chinês têm um som bastante semelhante com as definições referidas…

Discriminação dos enfermeiros portugueses (todos com Contrato Individual de Trabalho) dos Serviços de Saúde de Macau. De acordo com o novo regulamento da carreira estes enfermeiros não serão abrangidos pela retroactividade proposta para todos os outros. Agora acusam o Governo de discriminação…

174 casos de Gripe A


quarta-feira, 29 de julho de 2009

141 casos tiveram alta


A cada dia que passa o número de infectados com vírus da Gripe A H1N1 em Macau vai acompanhando a tendência mundial. O aumento é sustentado e lento. 141 casos positivos detectados na RAEM tiveram alta. De acordo com dados dos Serviços de Saúde divulgados pelo Gabinete de Comunicação Social: “Do dia 27 até à tarde do dia 28 de Julho, os Serviços de Saúde registaram dois novos casos locais de gripe A (H1N1), sendo um do sexo feminino e outro do sexo masculino, com idades variando entre os 19 e os 22 anos Os dois doentes pertencem à família do caso confirmado no dia 27, e coabitam com este. Os três membros desta família estão todos infectados com o vírus da gripe A H1N1.” O número total de infectados chegou já aos 167.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Enterro de D. Domingos Lam

O funeral do Bispo Emérito de Macau, D Domingos Lam, será na Sexta-feira. Pelas 10 horas da manhã o corpo será transladado para a Sé Catedral onde ficará, para quem queira prestar as últimas homenagens, até às 15 horas.
A partir dessa hora realiza-se a missa de corpo presente e todas a exéquias fúnebres apropriadas para um tão alto dignitário da igreja católica. Depois desta terminada, o corpo seguirá para o cemitério (possivelmente, mas não confirmado, o Cemitério de São Miguel Arcanjo).

7 casos ontem


Ontem em Macau foram descobertos mais sete casos positivos de H1N1. No total foram já descobertos 138 casos. “Do dia 26 até à tarde do dia 27 de Julho, os Serviços de Saúde registaram sete novos casos da gripe A (H1N1), sendo dois do sexo feminino e cinco do sexo masculino, com idades variando entre os 6 e os 45 anos. Dos cinco novos casos locais, dois estão relacionados com os vários casos confirmados poucos dias atrás, de alunos que frequentaram o curso de verão de xadrez ministrado pela Escola da Sagrada Família. Um caso é o de um aluno deste curso e o outro corresponde a um indivíduo que foi infectado por ter tido contacto com os referidos alunos confirmados de infecção pelos vírus da gripe A (H1N1). Até agora, dos dezoito alunos deste curso, 5 foram confirmados infectados pelo vírus da gripe A (H1N1). Um outro caso local é o de um enfermeiro do Bloco Operatório do Hospital Kiang Wu e, segundo a investigação preliminar, foi excluída a possibilidade de o mesmo ter sido infectado enquanto trabalhava.

Morreu um amigo. D. Domingos Lam deixou-nos...

Hoje acordei com a péssima notícia da morte de um amigo e companheiro de café da manhã. Sabia da sua doença, sabia da sua idade avançada, mas nunca imaginei que nos deixasse tão subitamente. Apesar de ter estado em convalescença durante muito tempo nunca imaginei que fosse falecer assim.
D. Domingos Lam, o primeiro bispo chinês de Macau, faleceu ontem aos 81 anos no hospital Kiang Wu, onde se encontrava há algum tempo devido a doença que o apoquentava.
Era natural de Hong Kong, onde nasceu a 9 de Abril de 1928, mas tinha Macau no coração. Chegou a Macau em 1931 e foi ordenado padre católico a 27 de Dezembro de 1953 para, em Setembro de 1987 ser ordenado bispo-coadjutor e um ano depois, a 6 de Outubro, com 51 anos, substituir D. Arquimínio da Costa como bispo da diocese local, tornando-se no primeiro bispo chinês da cidade.
Para mim, mais do que o bispo, foi-se um amigo com quem troquei muitas impressões pela manhã no Largo do Senado. Muitas foram as vezes que de manhã cedo, num café daquela zona da cidade, nos encontrámos, bebemos um café e fumámos um cigarro entre amena cavaqueira sobre o que se ía passando na cidade.
Era um homem culto e dono da sua opinião. A sua posição de homem da igreja conhecido por todos não combinava bem com a sua paragem naquele café. Ele sabia-o e desculpava-se com o facto de que na residência não o deixavam fumar e que o café não era bom!
A verdade é que, na minha opinião, era um homem só. Depois de ter deixado de exercer o cargo de bispo de Macau, ao atingir os 75 anos, ficou, repentinamente, sem nada para fazer.
Tinha um sonho, de que me falou várias vezes. Queria escrever as suas memórias em português.
Não sei se alguma vez teve a oportunidade de o fazer. Se o fez, seria bom que a Diocese as publicasse rapidamente.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um cheirinho do meu artigo

Esta sexta-feira n'O Clarim vamos ler um artigo sobre algo que, recentemente, aconteceu nos Correios de Macau. O facto relata a chegada de um pacote postal em péssimas condições. Ninguém quis assumir responsabilidades e, caso o destinatário optasse por reclamar, perderia os direitos sobre o conteúdo dos pacotes! “Acredito que os Correios de Macau tenham recebido a “mercadoria” na situação em que foi entregue ao destinatário, no entanto, não se compreende como não existe nenhum apuramento de responsabilidades quando um serviço é pago.
Se nós quando vamos a um restaurante e nos é servida comida de má qualidade podemos reclamar e ver a comida substituída (ou não a pagar) porque não se pode fazer o mesmo neste serviço público? Afinal quando pagamos temos o direito de receber um serviço completo.

Macau perdeu um diário de língua portuguesa

Macau perdeu, este fim-de-semana, um diário de língua portuguesa. Depois de vários meses em publicação sete dias por semana, este Domingo foi a última vez que chegou às bancas.
A decisão, baseada na situação do mercado e por não “haver condições de viabilidade”, foi tomada depois de muito esforço da equipa da redacção para manter o projecto de pé.
O Jornal Tribuna de Macau, de acordo com o editorial do seu director na edição de Domingo, deixou de ser o único “verdadeiramente” diário de Macau.
A partir desta semana passa a ser publicado apenas de Segunda-feira a Sábado. Estando assim metido de parte o projecto do diário até que as condições do mercado mudem.
Aliás, de acordo com o director outras reestruturações estão na calha.

Mais quatro...


Até ontem, Domingo, contavam-se 158 casos, mais quatro do que no Sábado. “Do dia 25 até à tarde do dia 26 de Julho, os Serviços de Saúde registaram quatro novos casos da gripe A (H1N1), sendo dois do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idades variando entre os 10 e os 19 anos. Dos três novos casos locais, todos são alunos do curso de xadrez realizado na Escola da Sagrada Família, onde já houve (dia 24) um aluno infectado pelo vírus da gripe A. Até agora, dos 18 alunos que integraram o curso, quatro já foram confirmados como casos da gripe A (H1N1). Os Serviços de Saúde solicitou à escola em causa a suspensão temporal do curso, sublinhando que qualquer pessoa que apresente febre e sintomas respiratórios, deve consultar médico imediatamente, não indo ao trabalho ou escola.

154 casos no dia 25


No dia 25, Sábado, eram 154 os casos positivos de gripe A em Macau. “Do dia 24 até à tarde do dia 25 de Julho, os Serviços de Saúde registaram cinco novos casos da gripe A (H1N1), sendo três do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idades variando entre os 4 e os 16 anos. Dos quatro novos casos importados, dois são alunas do Colégio do Sagrado Coração de Jesus que vão frequentar para próximo ano lectivo o 6.º ano do ensino secundário, tendo-se deslocado, durante o período de 16 a 22 de Julho, a Hong Kong para uma actividade de intercâmbio estudantil conjuntamente com as outras três colegas que foram confirmadas ontem como casos de infecção pelo vírus da gripe A (H1N1). Até agora, das sete alunas que integraram o grupo, cinco já foram confirmadas como casos da gripe A (H1N1).

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O nosso pão e a nossa Sumol

O nosso pão e a nossa Sumol

O QUE vou escrever pode soar a pura publicidade, mas não é. Nunca aqui o fiz, nem é a vocação desta coluna promover negócios ou estabelecimentos comerciais, mas desta vez quero falar de um café que, de vez em quando, frequento em Gongbei. Ali mesmo, depois das escadas que descem para o centro-comercial, logo após a passagem da fronteira. Muitas vezes queixamo-nos que em Macau é difícil encontrar produtos de qualidade, nomeadamente produtos alimentares e, mais concretamente, pão. Eu próprio também não consigo passar sem um bom pão, seja ao pequeno-almoço, seja a uma das outras principais refeições do dia.
Em Macau, apesar das muitas pastelarias, padarias e similares, – algumas delas propriedade de portugueses, – o pão deixa muito a desejar. Raros são os casos em que se encontra uma em que a qualidade do pão nos agrade.
Houve tempos em que nas pastelarias/padarias portuguesas o pão era como o que se come em Portugal, saboroso, com a adequada dose de sal e bem cozido. Agora, seja pela farinha, seja pelo muito fermento, esse alimento básico da nossa dieta sabe a pouco e em nada se parece com o que me habituei a comer na minha juventude.
No entanto, e para que não me acusem de só criticar, devo dizer que, de vez em quando, sempre se vai encontrando algum que satisfaz o gosto mais exigente. É isso mesmo que aqui quero destacar. E faço-o porque, contrariando todas as probabilidades, não foi em Macau que o encontrei. Foi do outro lado da fronteira, num pequeno estabelecimento que abriu recentemente.
A oferta é variada: desde pão «normal», a pão com cereais, pão integral, bolos, de tudo se pode encontrar e feito ao sabor ocidental. Não há que confundir com as padarias que vendem bolos e pão que parecem feitos de plástico e que a nada sabem, mas que, no entanto, são muito populares, principalmente junto da população chinesa local.
Não conheço o proprietário deste estabelecimento, nem quem é responsável pela manufactura dos produtos; por isso tomei a liberdade de o referir, dada a sua qualidade e a sua localização. A par do pão e dos bolos de excelente qualidade, tem também café que vai na mesma linha. Sem saber qual a marca usada, atrevo-me a dizer que a «bica» ali tomada é melhor do que as que encontramos em Macau.
Para além disso, este estabelecimento oferece-nos também outro aspecto que merece ser realçado: o preço. Por um pão de 250 gramas paga-se pouco mais de 10 patacas, o que em Macau é impossível acontecer em estabelecimentos que ofereçam pão de qualidade mais aceitável.
Contra todas as expectativas, foi do outro lado da fronteira que encontrei produtos de qualidade que, por tradição, seria normal, supostamente, encontrar deste lado. Isto, – mais não seja, – vem mostrar que na China já se fazem produtos de boa qualidade. Para quem vive em Macau e que está habituado a um certo nível de qualidade de vida, os preços que refiro são baixos; contudo, para a maioria da população chinesa, dez patacas por um pão é caro e poucos o podem suportar. Talvez por isso, o estabelecimento está sempre com poucos clientes e os que ali se deslocam são ocidentais e residentes de Macau.
Ainda hoje pão e café são tidos como produtos para algumas elites no interior do país, tal como o leite e outros alimentos ocidentais. O que se verifica, porém, é que os chineses com poder de compra adquirem com mais frequência café e pão.

Sumol na China

Como sabemos, um dos refrigerantes portugueses mais conhecidos fora de Portugal é a Sumol, nos seus mais variados sabores. Agora, cada vez mais se começa a ver também Compal que, em minha opinião, é de melhor qualidade. Mas, como em tudo, gostos não se discutem.
Vem isto a propósito de ter visto também nesse estabelecimento do outro lado da fronteira a tão «nossa» Sumol, neste caso a de maracujá. Como me foi explicado, é a que mais procura tem por parte do cliente chinês, sendo de salientar o facto do refrigerante ser mais barato do outro lado que em Macau. O preço, como mostra a etiqueta na fotografia que consegui fazer, é muito semelhante ao que pagamos nos supermercados em Macau. Se for num café ou restaurante, o preço, evidentemente, é bem mais elevado.
A Sumol prova, assim, ter mercado na China e que é possível entrar com produtos a preços menos elevados dentro do continente chinês. A chave será mesmo a qualidade e não o preço que se apresenta.

UK em pandemia, 143 casos em Macau


Na quinta-feira contavam-se 143 casos de gripe A. No dia em que no Reino Unido foi declarado o estado de pandemia, depois de nos últimos sete dias terem sido detectados mais de 100 mil casos, em Macau o GCS anunciava “Entre 22 e 23 de Julho à tarde, os Serviços de Saúde registaram 4 novos casos de gripe A H1N1, 1 homem e 3 mulheres, com idades variando entre os 7 e os 56 anos. Dos três novos casos locais, um é o de um auxiliar dos serviços de saúde do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário, que fez escala no dia 19 no Serviço de Urgência Especial e é responsável pelo transporte de doentes confirmados de Gripe A H1N1 para a enfermaria de isolamento. Durante todo o processo este funcionário usou equipamento de protecção individual. Na noite do dia 20 começou a manifestar sintomas de gripe, e na noite do dia 22 foi confirmada a infecção, não tendo a mesma história de viagem nos sete dias anteriores. A par disso, um novo caso confirmado foi classificado de caso importado.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Água de garrafa VS água canalizada

Há uns meses falava aqui da qualidade da água de garrafa e das suas diferenças com a água canalizada e da validade da água. Aliás, recentemente também escrevi no jornal O Clarim sobre a água que consumimos em Macau e as suas quantidades astronómicas.
Agora encontrei um estudo que nos fala novamente das águas engarrafadas feito nos Estados Unidos da América e onde se descobriu que, uma grande percentagem, não passa de água da torneira engarrafada! Este estudo feito durante vários anos analisou milhares de marcas de água e chegou a resultados alarmantes. Segundo estes especialistas muita da água engarrafada é mesmo pior e menos segura do que a que nos chega a casa pelos canos!
Percam algum tempo e leiam o texto em inglês para informação mais detalhada.
Alem de ser muitas vezes mais cara do que a água da torneira, acaba por ser de pior qualidade. A escolha é nossa dizem os especialistas, a capacidade de nos influenciar cabe ao marketing das grandes empresas!

Voice of Thaksin nas bancas no Domingo

A Tailândia vai ter, a partir do próximo domingo, mais uma publicação política. Isto nada teria de anormal não fosse esta nova publicação, bimensal, ter como título Voice of Thaksin ( A voz de Thaksin) e ser lançada precisamente no dia do sexagésimo aniversário do antigo primeiro ministro.
O dinheiro para fundar a revista veio do seio dos apoiantes do primeiro ministro deposto, segundo explicou um antigo membro do dissoluto partido Thai Rak Thai (criado por Thaksin Shinawatra, que se encontra exilado desde o golpe de estado que o retirou do assento de primeiro ministro).
Das páginas da publicação, que se assume como apoiante e defensora do antigo primeiro ministro, vão constar periodicamente artigos de outros políticos que se encontram fora do país ou que são procurados pela justiça tailandesa e por activistas conhecidos como opositores do partido no Governo. Jakrapob Penkair, Somyos Prueksakasemsuk, Jaran Ditha-apichai and Sunai Julapongsathorn, são alguns dos nomes que vão assinar os artigos desta revista que promete ir agitar ainda mais o frágil balanço social na Tailândia.
A revista vai estar nas bancas dos os dias 1 e 15 de cada mês, estando o primeiro número planeado para o dia 26 para assinalar o aniversário de Thaksin Shinawatra. Ao mesmo tempo será lançado o website da publicação.


Fonte: Asiamedia

139 casos


Injustiça à moda de Macau

Mais uma injustiça à moda de Macau… A aprovação ontem na Assembleia Legislativa do novo Regime das carreiras da Função Pública.
Além de não contemplar a actualização salarial para todos os funcionários, mas apenas para as chefias, tem ainda retroactividade a 2007!
Muitas perguntas se levantam, sendo a mais importante a da necessidade da retroactividade a 2007 quando o regime é novo.
A estas e outras perguntas a secretária Florinda respondeu que a actualização serve para resolver outros problemas de carreiras. Não fosse ela também chefia!
Mais uma vez dois pesos e duas medidas no tratamento dos funcionários públicos de Macau. Um peso para quem manda e outro para quem obedece.
Maior injustiça parece ser impossível de imaginar defendem muitos dos líderes das associações que defendem (tentam) os direitos dos funcionários.
O que se pergunta agora é o seguinte. Que estado de espírito terão os funcionários para trabalhar com os seus chefes quando souberem que estes receberam centenas de milhar de patacas de retroactivos, enquanto eles continuam com os seus salários normais.
O assunto nos jornais locais.
Hoje Macau (not available)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Macau é só pasteis de nata

Um artista, dito especialista de cultura portuguesa, diz agora na Rádio Macau… no programa “E assim Acontece com Carlos Pinto Coelho”, afirma que o maior legado português de Macau é o pastel de nata… logo depois de outro ter defendido que o maior legado será o Direito de raiz portuguesa.
Santa ignorância! E dá a rádio estatal tempo de antena a esta gente... O do pastel de nata, além de ser completamente ignorante, nem sequer se lembra que o pastel de nata foi trazido para Macau por um inglês!
O que ele diz pode ser verdade, e se calhar até o é… Mas tal não deve ser dito tão levianamente. Especialmente por alguém que se diz especialista e que tem vindo a Macau frequentemente.
É por estas e por outras que Portugal é o que é e ninguém nos liga nenhuma... de nada valeu os séculos que aqui passámos...
Se não formos nós a defender a nossa cultura e a nossa presença, certamente que não serão os outros a faze-lo por nós.
Olhemos para os exemplos ingleses e americanos que, apesar de se criticarem muito internamente mostram-se unidos quando se trata de política externa e de defesa dos seus valores no estrangeiro.

Coutinho fala da morte no EPM na AL

Recentemente ocorreu uma morte no Estabelecimento Prisional de Macau. Uma morte que as autoridades rotularam como suicido. No entanto, a família não se mostra satisfeita com a explicação.
O deputado Pereira Coutinho apresentou a polémica na Assembléia Legislativa.
Fica aqui a intervenção no original feita pelo deputado hoje na Assembleia Legislativa.
Na madrugada do dia 18 do corrente, morreu, em circunstâncias estranhas, no Estabelecimento Prisional de Macau (EPM), uma senhora detida de apelido Lei, de 45 anos de idade, mãe de dois filhos, que se encontrava a cumprir uma pena de prisão de 3 meses por violação duma simples medida de interdição nos casinos. De acordo com as informações que obtive junto dos seus mais directos familiares, a falecida encontrava-se nos últimos dez anos sob observação médica do foro psiquiátrico, contudo a falecida tinha estado a recuperar bastante, desde que a sua filha conseguiu um contrato de trabalho.
Por solicitação dos seus mais directos familiares, desloquei-me, no dia 19 do corrente e pelas 13h30 ao EPM, onde na altura se encontravam já concentradas à entrada do referido estabelecimento prisional cerca de 30 pessoas entre familiares e amigos. Os familiares directos da vítima queriam e insistiam a minha presença na reunião com os responsáveis do EPM, uma vez que os mesmos familiares, não estavam a par dos procedimentos burocráticos e legais. Contudo, e muito lamentavelmente, e mesmo na qualidade de deputado fui impedido de assistir sem qualquer fundamento às explicações, não obstante ter dito aos responsáveis não haver qualquer impedimentos legais ou outro que impedisse a minha presença de meramente assistir à referida reunião. Aliás, ainda tentei explicar a obrigação legal do dever geral de cooperação que assiste a todos os órgãos e serviços públicos de colaborarem no exercício das funções de deputado. Por isso, fiquei na porta do EPM, cerca de uma hora, a fim de aguardar o resultado final da reunião.
No final da referida reunião, os familiares mostraram-se muito insatisfeitos e mais indignados, porque não foram dadas quaisquer explicações convincentes quanto à causa da morte, nem razões das circunstâncias de ter sido enclausurada com mais 4 prisioneiras numa única cela, sabendo de antemão que a mesma sofria de doença do foro psiquiátrico.
Por isso, os familiares, hoje presentes neste hemiciclo, pretendem saber o seguinte:
1. Porque razão, a falecida, condenada por mero crime de interdição nos casinos, ficou numa cela com mais 3 prisioneiras e não obstante os responsáveis do EPM terem pleno prévio conhecimento de sofrer de doença de foro psiquiátrico e estar sob medicação? Porque razão, não foi providenciada à vítima uma cela individual, a fim de garantir a sua segurança, face à provável instabilidade psicológica e devido aos muitos anos de ter estado sujeita a medicação?
2. Quais as razões, de até hoje, os familiares não terem conseguido visionar as câmaras de vigilância interna do EPM, a fim de apurar as circunstâncias da morte, uma vez que o cadáver aparentava sinais de escoriações na face e no peito? Porque razão, até hoje, não foram ouvidas, as três detidas que estavam na mesma cela e muito provavelmente assistiram ao trágico acontecimento?
3. Considerando que está em causa uma vida humana e independentemente do inquérito do competente órgão de polícia criminal, vai o Governo instaurar um inquérito por entidade independente e de tutela diferente, a fim de apurar as circunstâncias que originaram o nefasto acontecimento e evitar que situações idênticas venham a repetir? Que medidas vão ser adoptadas para que no futuro estas situações não venham a repetir?
Este é mais um caso, de quase total falta de transparência dum serviço público com elevadas responsabilidades, que está aparentemente a ser gerido duma forma deficiente, que nem sequer têm a consciência de como enfrentar situações de crise, impedindo que um deputado estivesse presente numa reunião a fim de poder acalmar os ânimos de familiares que perderem um familiar em circunstâncias muito estranhas. Esta forma de actuação dos responsáveis do EPM deu a entender à meia centena de presentes que estiveram horas à porta do EPM, que a instituição teria algo muito grave a encobrir. E por isso impediu um deputado de assistir à referida reunião.
Estas atitudes dos responsáveis do EPM só contribuem para por em causa em causa a credibilidade e a confiança dos cidadãos. Os responsáveis máximos do EPM, deveriam, em primeiro lugar, ter a noção, de zelar pela segurança e integridade física dos detidos e em segundo lugar, preparar os reclusos para a sua futura integração na sociedade. Neste caso, parece-nos pelo menos, que houve negligência grosseira, e como de costume, quando aparecem escândalos, tentam abafar, e utilizar todos os meios para tentar encobrir os erros e os problemas. Enfim adequa-se muito ao famoso provérbio macaense “Macau Sã Assim”.

Blog do Castro

Vejam e leiam o blog do meu amigo Joaquim Magalhães de Castro acerca das suas deambulações pelo património português no mundo... em 80 dias...
Vale a pena perder umas horas a ler o que ele descreve acerca daquilo que os nossos antepassados foram deixando por todo o mundo. Muito do que descreve é desconhecido para mais de 99 por cento dos portugueses!
A ler e seguir... e não esquecer comprar os seus livros...

NaE's kitchen A Cozinha da NaE

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