Como blog estaremos aqui para escrever as nossas opiniões, observações e para que quem nos visite deixe também as suas. Tentaremos, dentro das possibilidades, manter este local actualizado com o que vai acontecendo à nossa volta em Macau e um pouco em todo o lado...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Festas com dinheiros públicos

SERÁ que nunca ninguém se interrogou sobre o que fazem as associações de Macau com o dinheiro que o Governo lhes dá todos os anos?
Tenho de confessar que me faz grande confusão que associações sem fins lucrativos organizem jantares e galas para angariação de fundos, quando recebem do Executivo subsídios anualmente. Tais jantares custam, a quem neles participa, centenas de patacas, chegando algumas vezes a atingir um milhar por cabeça.
Penso que as verbas do Governo são, por vezes, distribuídas de forma pouco correcta e que algumas associações acabem por receber menos do que aquilo que precisam, mas, assim sendo, qual a necessidade de organizarem jantares? Porque não pedem mais subsídios à Administração? Estou em crer que, se apresentarem um bom projecto, os vários departamentos governamentais não irão rejeitar conceder mais alguns milhares de patacas. E caso isso não resulte, poderiam fazer peditórios de rua como acontece com muitas outras organizações. Jantares são caros e custam muito dinheiro para servirem como forma de angariação de fundos.
Como cidadão de Macau sinto-me algo desiludido com o facto de haver tantas associações em Macau e que muitas delas só apareçam para organizar os ditos eventos de recolha de fundos ou em tempo de campanhas eleitorais.
Não estou contra a organização deste tipo de jantares, nem de eventos semelhantes. Simplesmente, defendo que, se os querem organizar, o façam sem ter em mente um valor por cabeça. Se é de angariação de fundos, deixem ao critério de cada participante a verba que querem atribuir. Ao colocarem uma etiqueta quanto ao preço na participação, mais parece estarem a vender um produto e não a pedir a ajuda desprendida da população. Pessoalmente, não participo; prefiro fazer donativos directamente à causa em questão, do que dar dinheiro para o hotel ou grupo que organiza a festa. Afinal, trata-se de ajudar quem precisa, e quem nesta situação se encontra não deve ter muitas razões para fazer festas.
Alguém se terá lembrado já de ir ver quanto gasta o Governo anualmente em subsídios e apoios a instituições privadas e semi-privadas? Sendo obrigatório a publicação de todas as contas dos organismos públicos em Boletim Oficial, esses dados ali aparecem. Numa pesquisa do ano passado, referente apenas aos três primeiros trimestres do ano, duas das maiores fontes dessas verbas, a Fundação Macau e o Instituto de Acção Social (IAS), despenderam mais de 770 milhões de patacas!
Não me dei ao trabalho de examinar as verbas totais de todos os outros departamentos que atribuíram subsídios ou apoios, visto serem dezenas deles e milhares os recipientes. Mas, com base nos números que pude ver, será fácil perceber que a verba disponível para os apoios é mais que suficiente para tudo e mais alguma coisa.
Penso que a atribuição dessas verbas não seja a mais razoável, pois nos dois maiores «fornecedores» que observei mais aprofundadamente deparei com algumas injustiças. Não irei referir nomes, para não ferir susceptibilidades, mas é difícil perceber como é que um organismo que luta diariamente para recuperar pessoas para a sociedade receba apenas umas centenas de milhares, enquanto uma associação privada que se dedica à cultura seja subsidiada em mais de seis milhões em apenas nove meses!
Isto para não falar em associações bem mais conhecidas que recebem o grosso do bolo. Por exemplo, algumas ligadas aos operários ou aos moradores recebem aos milhões anualmente para cobrir despesas de funcionamento e para organização de eventos.
Não haverá, certamente, um sistema de distribuição de apoios infalível; mas julgo que o esbanjamento de verbas que se vê em Macau não é saudável para os cofres da RAEM. Uma forma mais ponderada terá de ser encontrada para que os dinheiros cheguem a quem realmente precisa.
Como referia no início, verbas do Governo não devem ser utilizadas para organizar festas ou actividades do género. Tal deve ser auto-financiado pelas próprias associações ou por fundos privados. Será difícil explicar, a quem sobrevive com uma pensão do IAS, que o mesmo instituto atribua centenas de milhares de patacas a uma instituição, para que esta possa pagar os custos de organização de um jantar de angariação de fundos!
Algo vai muito errado nesta sociedade.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Corninhos valem 3 milhões

A Electricidade de Portugal paga três milhões por aulas do ex-ministro Manuel Pinho em Nova Iorque!
A notícia foi divulgada, em português, no dia 15 Agosto por Ramiro Marques no blog
http://www.profblog.org/2010/08/edp-paga-3-milhoes-por-aulas-do-ex.html

Lembram-se do ministro que se demitiu por fazer corninhos no Parlamento? Um tal Manuel Pinho, alto quadro do BES?
Pois bem, Manuel Pinho vai dar aulas sobre energias renováveis, na Universidade de Columbia, por quatro anos e quem paga não são os americanos, somos nós, os parolos, que estamos presos ao monopólio da eléctrica portuguesa. O website da Columbia University está linkado a outro que refere que as aulas de Manuel Pinho são pagas pela EDP e custam apenas três milhões de euros. A EDP não comenta nem revela o montante.

Por um preço tão elevado, acredito que Manuel Pinho saberá muito de energias renováveis, apesar de ser licenciado e doutorado em... Economia.


A transcrição do website da Universidade de Columbia:

Global Leader in Renewable Energy Will Teach at SIPAIn the fall semester of 2010, Manuel Pinho, former Portuguese minister of the economy and innovation, will serve as visiting professor at Columbia’s School of International and Public Affairs (SIPA). In this role, Pinho will help oversee lectures and other new programming to advance education about non-traditional sources of energy. Read more about Pinho and Portugal’s global leadership on energy in the New York Times, which notes that Pinho “largely masterminded the transition” Portugal has made to renewable energy.SIPA is developing the programming, to launch this fall and to be announced soon, with the support of a gift from Energias de Portugal, S.A. (EDP), one of Europe’s largest energy operators and one of the world’s largest producers of wind energy.
Pinho, a former director of the European Investment Bank and economist at the International Monetary Fund, also will work with SIPA to oversee the development of new coursework, fieldwork, and research through its Energy and Environment concentration. The concentration provides students with the knowledge base and analytical tools needed to address the challenge of sustainably and responsibly powering the developed and developing nations of the world.
Beginning in 2011, SIPA will host each fall semester nearly two dozen students from Portugal’s Instituto Universitário de Lisboa’s Business School (ISCTE), who will enroll in energy-related courses at SIPA.More in
http://www.sipa.columbia.edu/news_events/announcements/ManuelPinho08092010.html

Tenho vontade de rir...

A PSP diz hoje, em declarações ao Ponto Final, que quando os agentes vêm condutores a desrespeitarem a paragem obrigatória nas passadeiras, “claro que passam multas”.
Será que quando são eles próprios, de moto, carro ou de outro qualquer meio de transporte, param, saem e passam uma multa a eles mesmos?
Não nos atirem olhos para a cara.
Mostrem as estatísticas das multas e, de uma vez por todas, comecem a dar o exemplo quando estão de serviço.
A imagem exemplifica uma dessas faltas de exemplo!

(cortesia de F.E.)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A pequenez de algumas pessoas

Continua-me a fazer diferença o facto de certas pessoas da nossa praça terem duas caras.
Recentemente tomei conhecimento que um amigo de longa data, colega de bancos de escola em Portugal, visitou Macau em trabalho e perguntou a uma pessoa ligada à imprensa local se saberia onde me encontrar. A pessoa em questão sabe perfeitamente onde me encontro e tem o meu contacto, mas despachou a pessoa dizendo apenas onde eu estaria e mostrando estar pouco interessado em continuar a conversa.
Apesar de eu ter muito que lhe apontar, assim como muitas outras pessoas em Macau, nunca lhe guardei qualquer rancor porque cada um é como é. No entanto, é triste que esse tipo de pessoa não tenha verticalidade alguma e metam questões pessoais à frente de comportamentos que deveriam de ser de pessoas civilizadas.
Pessoalmente, nunca, em situação alguma, deixei de informar acerca de quem quer que fosse, goste ou não dessa pessoa, sempre que tal me fora solicitado por alguém vindo de fora.
A verdade é que esse amigo de escola, que naturalmente acabei por reencontrar mais tarde, esteve em Macau em serviço em 2007 com o canal SIC de Portugal a acompanhar a visita de Sócrates e perguntou a uma pessoa, que sabia conhecer-me, por mim e recebeu como resposta apenas que eu estaria a trabalhar no local onde ainda me encontro (por muito que lhe custe, visto que desde o início tudo fez para que eu não ficasse em Macau, apesar de tentar passar mensagem do oposto).
Deixa-me triste que os alguns portugueses só se sintam felizes quando vêem o seu semelhante denegrido e abaixo deles. Felizmente, ainda são mais os que se ajudam entre si e se respeitam…
Mas, no meio disto tudo, é que desde o incidente (que só recentemente tive conhecimento) já várias vezes estive com a pessoa em questão e nunca nada me referiu…
Existem mesmo pessoas que não merecem a consideração que se tem por elas…

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ESCÂNDALO em Fátima

Que raio de igreja é esta que temos que nem aquilo que apregoa pratica em casa? Onde está o respeito pelos outros?
Esta mensagem chegou-me via email.
Publico-a tal como chegou, apenas retirando o nome do seu autor.


O ESCÂNDALO do Santuário de Fátima em relação ao abate de animais é conhecido de muitos, mas ninguém ainda conseguiu parar esta crueldade.
As ordens partem da Reitoria do Santuário, para que todos os cães que aparecem por Fátima, quer sejam adultos ou cachorros, quer tenham donos ou não, são capturados pelos seguranças e colocados na caixa que apresentamos em foto.

Esta caixa está mesmo nas traseiras do santuário, no local das oficinas. Ali ficam os cães durante algumas semanas, ao frio e à chuva de Inverno, à chapa do sol, no Verão. Sem direito a comida ou água, num espaço mínimo onde a maioria nem se consegue colocar de pé...
Existem alguns seguranças que não levam os cães capturados para este local, conseguem levar alguns para casa e adoptam-nos ou arranjam donos entre os seus vizinhos ou colegas de trabalho. Boa gente esta que sofre em ver os animais assim tratados, mas que se sente impotente com a ameaça de perderem os seus empregos.


Mas existem também dois seguranças, que violentam cruelmente os cães, com foices de podar oliveiras, dando com elas nas pernas dos cães que ficam em carne viva, a sangrar e com grandes cortes extremamente dolorosos e muitas vezes as pernas partidas. Esses cães são posteriormente levados, para esta caixa, permanecendo até que a carrinha da Câmara de Ourém tenha tempo para os vir buscar. Lá, são colocados, já muito debilitados, para abate, e são-no todos num prazo de poucos dias.
Quem nos informou, disse-nos também, que os cães que lá estão, vivem os poucos dias que lhes resta em condições extremamente miseráveis.
A Câmara Municipal de Ourém tem prometida (há demasiado tempo) a construção de um canil para recolher animais abandonados e o não abate de animais, mas como não existe interesse da Câmara nem pressão suficiente pela parte de quem abomina esta situação, para a construção do dito canil de protecção de animais perto de Fátima, vai adiando e esquecendo esta promessa e vai gastando a verba que já tinha disponível para esta construção em outras obras que lhes dão mais votos aquando das autárquicas.
A FAA soube também que existe um engenheiro que reporta directamente à reitoria do santuário, que deixa veneno (de acção ultra rápida) para matar alguns cães mais difíceis de apanhar... Não conseguimos ter acesso ao seu nome, mas sabemos que existe apenas um engenheiro com funções ligadas à área verde que circunda o santuário.
Mais grave a situação se torna de algum tempo para cá, que os cães depois de serem colocados na caixa, desaparecem antes que a carrinha da Câmara os venha buscar, ou tenha conhecimento que eles lá estão. Pensamos que são abatidos por alguns trabalhadores do santuário, porque os cães ladram á noite e podem incomodar os turistas, ou podem levantar suspeitas de maus tratos contra os animais perpetados num local "sagrado".
Não sabemos quantos animais foram mortos com a chegada do 13 de Maio e com a vinda do actual representante da Igreja Católica a Fátima, mas acreditamos que quem lá for, não vê nenhum cão, porque as ruas foram limpas, tal como é sempre feito com uma regularidade impressionante.
Esta é uma situação abominável, pela parte de quem se diz representante de Deus, não é compreensível tamanha crueldade num espaço que querem fazer sagrado e que eles próprios profanam e o sujam de morte e sangue.
Deixamos aqui o contacto do Santuário, para quem quiser mostrar a sua indignação perante esta monstruosa atitude.
Peçam para encaminhar a vossa chamada para a reitoria:
+351 249 539 600

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Onde pára a Polícia?

POR muito que as forças policiais venham a público dizer que a situação da segurança no território tem vindo a melhorar, a verdade é que, para quem sente a falta dela no dia-a-dia, a realidade é outra.
Quem discorda dos números oficiais interroga-se: de que vale a situação melhorar no cômputo geral, se à minha porta as coisas ficam pior a cada dia que passa?
Não ponho em questão que, na globalidade, a ocorrência de crimes tenha mesmo registado um decréscimo; no entanto, para quem vive em certas zonas da cidade que tradicionalmente não eram de risco, a situação tem vindo a agravar-se, sem que nada seja feito para a inverter.
Onde vivo e circulo assiduamente (imaginem um perímetro em redor da Fortaleza do Monte, englobando o Largo do Senado) as ocorrências têm sido cada vez mais frequentes. Se é fácil perceber que na área entre o Largo do Senado e as Ruínas de São Paulo possa registar-se um aumento, devido ao grande número de turistas e à aglomeração de pessoas, o que facilita a actuação de carteiristas e outro tipo de criminosos, o mesmo já não se percebe que se venham a registar crimes por esticão e mesmo ofensas corporais graves em locais onde raramente se aglomeram pessoas.
Só nos últimos dias, na escadaria junto da Fortaleza do Monte, na Calçada das Verdades, foram detectados dois crimes, um por esticão a uma estudante do colégio das imediações, em plena luz do dia, e outro a uma residente de um dos prédios na dita calçada, quando esta regressava a casa por volta das duas da manhã, depois de ter terminado o seu trabalho num dos casinos. Em ambos os casos não se registou a presença policial para resolver o problema. Estes são casos de que tenho conhecimento e que são recentes. Creio, porém, não serem os únicos.
De nada vale as pessoas gritarem por ajuda, já que a polícia nunca se vê por ali. Toda aquela zona não é policiada, nem sequer tem sistema de vigilância vídeo. Que eu saiba, apenas existem caixas de registo de passagem dos agentes policiais no final do Caminho dos Artilheiros, a meio da Calçada do Monte, e uma outra junto da Travessa do Penedo. A verdade, porém, é que a existência destas caixas onde os agentes de autoridade têm de ir assinar o livro de presença ou inserir o cartão electrónico, de pouco vale, porque muitas das vezes se dirigem de carro ou motorizada, deixando o local logo após terem registado a sua passagem. Este tipo de vigilância não serve, de forma alguma, para diminuir a incidência deste tipo de criminalidade, nem tão pouco para dar segurança à população que diariamente ali tem de passar.
Ainda não há muito tempo, um criminoso foi detido, depois de ter furtado um saco a uma rapariga na mesma zona. O indivíduo foi interceptado, não pela polícia, mas sim por um residente português, que acudiu aos gritos de ajuda da vítima e que acabou, depois de uma perseguição quase até à Rua de São Domingos, por atirar ao chão o criminoso, fazendo com que devolvesse os bens furtados.
Embora seja de louvar a intervenção da pessoa, não é este tipo de justiça que se quer para Macau. O território costumava ser um local seguro e isso mesmo era motivo de orgulho para quem aqui vive. Ora, se as autoridades não fizerem o seu trabalho de casa, suspeito que não teremos muitos motivos para nos voltarmos a orgulhar de andar na rua, a qualquer hora e em qualquer local que seja, sem termos de nos preocupar se iremos ser assaltados ou importunados pela pessoa que segue atrás de nós.
A indiferença dos novos agentes é alarmante. Já por diversas vezes chamei à atenção para alguns que encontro na rua, alertando para situações irregulares que eles têm obrigação de tomar em conta e fazem como se nada fosse, continuando o seu caminho e dizendo que não é da sua competência.
Admito que a Polícia não tenha efectivos suficientes para colocar um agente em cada esquina, mas pode muito bem fazer circular a pé aqueles que tem ao seu serviço, em vez de andarem de carro ou motorizada. Patrulhas a pé são mais efectivas e levam as pessoas sentirem-se mais seguras. E nessas patrulhas, que devem cobrir todo o território ou pelo menos os locais que são consideradas mais isolados, especialmente à noite, e sem esquecer também o período diurno, os agentes devem, tanto quanto possível, entrar em conversa com os residentes.
Importa ter em conta o policiamento de proximidade, aproveitando para perguntar se algo de errado se tem passado, para se aperceberem das ansiedades de quem vive na zona e saber que aspectos devem ser mais vigiados. Este tipo de policiamento é bastante efectivo e serve, sem dúvida alguma, para dissuadir os malfeitores de actuarem nessa área.
Será pedir muito ver os nossos polícias na rua e a falar com os moradores das zonas que patrulham? E quando digo falar, refiro-me a comunicarem, não a dar ordens como costumam fazer com toda a arrogância que a farda parece dar a muitos deles. Os agentes da polícia devem ser, antes de autoridade, fonte geradora de segurança e de bem-estar na sociedade.
Felizmente, alguns ainda o são.

viva as motas

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

SS, portugues?

Parece que os SS se esquecem que estao em Macau... depois queixam-se de perseguicao de alguns jornais. Nao e perseguicao, trata-se apenas de exigir o que esta estipulado...
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SS pela hora da morte

Por muito que se diga e se escreva, os Serviços de Saúde parecem fazer ouvidos moucos às críticas da população Acabado de vir do Centro de Saúde de São Lourenço, onde me disseram que o medico me atenderia, se calhar, depois das três da tarde (tendo eu dado entrada antes do meio-dia), deparei novamente com um total desleixo com as informações na segunda lingual oficial, o português. Quanto a “staff” a falar português, por muito que tenha perguntado, nem vê-lo!

Claro que virei costas e decidi ir à privada porque se tivesse de esperar até que o médico me visse, a minha situação iria piorar.

Estamos entregues aos bichos?

Percebo que demore tempo quando há muitas pessoas à espera. No entanto, este não foi o caso porque estariam no interior do Centro de Saúde menos de cinco pacientes…

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SS pela hora da morte

Por muito que se diga e se escreva, os Serviços de Saúde parecem fazer ouvidos moucos às críticas da população Acabado de vir do Centro de Saúde de São Lourenço, onde me disseram que o medico me atenderia, se calhar, depois das três da tarde (tendo eu dado entrada antes do meio-dia), deparei novamente com um total desleixo com as informações na segunda lingual oficial, o português. Quanto a “staff” a falar português, por muito que tenha perguntado, nem vê-lo!

Claro que virei costas e decidi ir à privada porque se tivesse de esperar até que o médico me visse, a minha situação iria piorar.

Estamos entregues aos bichos?

Percebo que demore tempo quando há muitas pessoas à espera. No entanto, este não foi o caso porque estariam no interior do Centro de Saúde menos de cinco pacientes…

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SS pela hora da morte

Por muito que se diga e se escreva, os Serviços de Saúde parecem fazer ouvidos moucos às críticas da população Acabado de vir do Centro de Saúde de São Lourenço, onde me disseram que o medico me atenderia, se calhar, depois das três da tarde (tendo eu dado entrada antes do meio-dia), deparei novamente com um total desleixo com as informações na segunda lingual oficial, o português. Quanto a “staff” a falar português, por muito que tenha perguntado, nem vê-lo!

Claro que virei costas e decidi ir à privada porque se tivesse de esperar até que o médico me visse, a minha situação iria piorar.

Estamos entregues aos bichos?

Percebo que demore tempo quando há muitas pessoas à espera. No entanto, este não foi o caso porque estariam no interior do Centro de Saúde menos de cinco pacientes…

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

E continuamos a gozar com os vizinhos policias

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Bailarina to go...

Acabou-se o pesadelo das mulheres que gostam de saltos altos. Depois de uma noite a dançar em cima de sapatos que desafiam a gravidade, as mulheres na Alemanha podem optar por comprar um par de bailarinas descartáveis para usar a caminho de casa. O par custa 10 Euros e vem com um saco para colocar os saltos altos!
A ideia, de uma mulher claro (!), surgiu depois de muitas noites de farra e de pés doridos de horas longas a dançar de saltos altos.
Algo que em Macau também deveria ter sucesso. A ter em consideração pelos empresários da noite!
Não é preciso entender alemão para perceber a ideia!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Cartões com taxas ilegais e nada se faz

COMO sou pouco adepto de andar com dinheiro na carteira, dependo muito do uso dos cartões de crédito e de débito, além de outro tipo de cartões de pagamento existentes em Macau, desde o «Macau Pass» a outros mais especializados. Ao contrário da Europa, onde existe há dezenas de anos a possibilidade de fazer pagamentos com cartões de débito, essa «modernidade» só agora começa a estar disponível em Macau. Se não estou em erro, apenas o cartão do Banco da China possibilita que se façam pagamentos sem se usar o crédito, fazendo um débito directo na conta à ordem. Ou seja, o mesmo que ir à Caixa de Multibanco e retirar o dinheiro necessário; só que aqui fazemos o pagamento na caixa da loja, introduzindo o código de segurança no terminal do cartão.
Além de não ser prudente andar com elevada importância na carteira, porque se a perdermos ficamos sem o dinheiro nela contido, também não existe o problema da falta de trocos. Ora, o facto de não haver em Macau uma rede global de pagamento com cartão de débito, faz com que toda a pessoa que não opte por trazer dinheiro consigo tenha de andar numa constante correria para a caixa automática.
Além deste contratempo, há ainda outro bem mais problemático, dado que implica uma violação da lei. Quantos de nós não nos deparámos já com a exigência do pagamento de uma taxa, quando usamos o cartão de crédito para fazer um pagamento? Muitos estabelecimentos, nomeadamente de material electrónico, exigem uma taxa que pode ir dos 2 aos 5 por cento sobre o valor da compra, para aceitarem um pagamento com cartão de crédito. Dizem que é uma taxa que o banco lhes cobra. Tal não é verdade e os bancos são os primeiros a desmenti-lo. O único pagamento que o banco exige é mensal e prende-se com a taxa de utilização do terminal na loja, algo que não deve ser imputado ao cliente, porque o mesmo paga uma anuidade ao banco pelo uso do cartão. Além do desmentido da parte dos bancos, também a lei, nomeadamente o decreto-lei nº 16/95/M, de 3 de Abril, no seu número dois do segundo artigo, diz o seguinte: «Todos os pagamentos de bens e serviços efectuados no território de Macau com recurso a cartões de crédito ou cartões de débito, emitidos localmente ou no exterior, terminais electrónicos de pagamento em postos de venda e outros instrumentos similares, devem ser realizados em patacas, não sendo permitido invocar esta obrigação para adicionar aos preços ajustados ou ao valor da transacção quaisquer encargos adicionais». Mais: no artigo 8 do mesmo articulado pode ler-se que qualquer violação pode ser denunciada à Autoridade Monetária de Macau.
A prática é corrente e, quase à força, somos obrigados a pactuar com ela diariamente, sem que muito possa ser feito. Aliás, quando as autoridades afirmam que tal não é tão frequente, só me apetece dizer que deviam enviar clientes fictícios para fazerem compras. Se for preciso, até posso apresentar uma lista de lojas que seguem esta prática.
Acontece que passar do papel à acção é complicado, porque as ditas lojas certamente não irão escrever no recibo que x ou y por cento foi para a taxa cobrada abusivamente pelo recurso ao pagamento por cartão de crédito. Os proprietários e funcionários desses estabelecimentos sabem tão bem como todos nós que é ilegal e recusam-se a passar qualquer documento escrito, referente a esse pagamento. Assim sendo, como pode o cliente provar que pagou uma quantia a mais para cobrir a dita taxa? Não consegue, claro está! Daí talvez se justifique o número de queixas que a AMCM recebeu desde 2008. Apenas um caso foi levado ao seu conhecimento e foi resolvido depois de contactado o comerciante que, diligentemente, restituiu a verba cobrada ilegalmente. Quanto ao que sucedeu depois disso, nada foi adiantado. Sou levado a pensar que a ilegalidade continua a ser seguida, pois não deve ter havido penalização de forma exemplar!
Já de acordo com o Conselho dos Consumidores o total de queixas é algo mais elevado, mas certamente também não reflecte a realidade. Oito casos reportados desde 2008 são valores muito pouco ilustradores daquilo que se regista nas lojas de Macau.
Porque não bastará que o cliente lesado envie o recibo do pagamento, juntando um comprovativo do preço original (seja ele uma foto ou mesmo o recibo de outra pessoa que comprou o mesmo, mas em numerário), para que as autoridades actuem e acabem com esta ilegalidade?
Perante a situação descrita, não vejo outra saída e daí o facto de tão poucos casos serem levados até à sua resolução. Sinceramente, se fosse proprietário de um estabelecimento que utilize este procedimento, não acederia ao pedido de estipular no recibo de compra que uma percentagem foi para o pagamento do cartão de crédito.
Felizmente, há outras lojas onde nada disto se verifica e os pagamentos podem ser feitos sem que qualquer taxa seja cobrada, o que deita por terra o argumento dos vendedores quando dizem ser o banco a cobrar a taxa!
Senhores da Autoridade Monetária, até quando vamos ter de pactuar com esta ilegalidade em Macau? Levem os vossos funcionários às compras, metam-se em campo. Basta um em cada dia ir a lojas, como a Koyo, ou aos vendedores de computadores da Fortune Tower, apenas para citar alguns exemplos.
Por essas e por outras, deixei de comprar nesses locais. Para estas compras, há outras alternativas, como as lojas da CTM ou da Fortress, onde a oferta é semelhante e o pagamento é sempre o mesmo, com ou sem cartão de crédito, e as diferenças de preço não justificam o pagamento de uma taxa adicional.

Cozinha da NaE volta a publicar

O blog Cozinha da NaE, depois de algum tempo de inactividade devido a outros afazeres profissionais, voltou ao activo.
A NaE brinda-nos agora com duas receitas, provadas pelo autor destas linhas e aprovadas com cinco estrelas.
Um prato que pode também ser salada, feito com base em carapau ou outro qualquer peixe semelhante, que vai muito bem com um vinho branco seco e bem fresco.
Outro prato, de massa, que é uma mistura de tailandês com português, uma vez que o atum utilizado foi de conserva e português.
e

A ler e experimentar… e a deixar comentários no blog da NaE
Ideias e dicas são bem-vindas por ela.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sagres em Banguecoque atrai milhares

Em Macau ficámos a ver navios… Em Banguecoque fazem fila para ver o “vaso de guerra” que acaganou a China!

Que puta miséria esta de serem mais papistas que o Papa. Ainda por cima atiram areia para os olhos do povinho e Lisboa não responde à altura. Antes pelo contrário, dá a volta e elogia a recepcão como sendo a melhor que tinha tido até ao momento quando chegou a Xangai…

Duas semana depois estava um galeão espanhol (da Marinha Espanhola) a atracar em Hong Kong!

Que dirão os responsáveis da missão da Sagres agora em Banguecoque onde os tailandeses fazem fila, sob sol abrasador, para visitarem a embarcacão? Será que sempre foi melhor na China?

Vejam as imagens neste website Tailandês

PANTIP.COM : E9792886 เรือซากรืช ที่ได้ชื่อว่าเป็นเรือใบที่สวยที่สุดในโลกลำหนึ่ง [บันทึกนักเดินทาง]

terça-feira, 12 de outubro de 2010

As muitas caras…

Porque será que o ser humano se sente tão afectado quando certas pessoas, supostamente amigos, os traem ou, simplesmente, os ignoram?

É um comportamento humano que me deixa triste mas que algumas pessoas em Macau continuam a ter sem que mostrem qualquer tipo de rancor.

É usual nesta terra q Justify Fulle muitas pessoas se digam nossos amigos e que sejam os primeiros a chegar-se à frente quando organizamos, ou participamos na organização de algo e esperam ser parte incluída, ficando muito ofendidas quando são postas de parte. Mas, quando são elas as responsáveis fazem-se esquecidas e ignoram aqueles a quem pedem para não ser esquecidas!

No que me toca incluo quem quero e, se não me querem incluir, que se lixe! Sei bem quem são os meus amigos e nunca nego um sorriso a ninguém nem uma mão amiga.

Diziam-me há dias, amigos desses que se esquecem quem lhes dá de comer, obrigado mas não precisamos deles! É triste que existam pessoas que só se lembrem de nós quando precisam e se esquecem, ou fazem esquecidas, quando a mesa se inverte.

Há muito que aprendi isto mas sempre que vejo alguém a ser ignorado não consigo deixar de me sentir algo vítima, mesmo que nada tenha ver comigo.

Na parte que me toca, a este tipo de pessoas (que sei existir e que ignoro linearmente), apenas peço um favor. Se têm o descaramento de o fazer comigo ou com os meus amigos, quando me virem na rua não sorriam nem cumprimentem. A hipocrisia tem limites e Macau é pequeno e tudo se sabe, mais tarde ou mais cedo!

Na próxima oportunidade que precisem de alguma coisa batam a outra porta que esta estará fechada com um sorriso.

Aberta sim para quem sabe como tratar os outros e não ignora quem os não ignora…

Blasted Mechanism in Macau?

Too bad that no one promotes much of what we do well in Portugal in Asia. Despite the years that we have in Macau we continue to ignore that is up to each of us to help promote what is ours. Not only the portuguese egg tarts and cod cakes along with the Mateus Rosé wine.
Who knows, or remembers that in November 1st, just over 15 days in Macau will be one of the greatest groups of music in Portugal? Besides Amalia and Madredeus this should be the third best known group abroad.
There are two major music groups in Portugal today, apart from musical preferences. What matters is that they drag crowds and sell a lot. They are Moonspell, a heavymetal group and Blasted Mechanism, an experimental electronic rock band. Who had the previlige of watching them live says they are a shown not to be missed.
We will have this privilege in Macau. On November the 1st on Nam Van Lake and the admission it’s free.
It’s a pity that no one is promoting it as it should be. I believe that if the promotion is done as it should be the space of lakes would be too small to accommodate those who want to see it.
This is not a show for the Portuguese community, especially since they not even sing in Portuguese.
Blasted Mechanism is a global phenomenon, just check the success they are making in the music charts all over the world.
Promote the concert in Japan, Indonesia, Singapore and Hong Kong and see that the venue will be too small.
Take a peek of them in a live concert.

Blasted Mechanism em Macau?

É pena que não se promova muito do que se faz, bem, em Portugal na Ásia.
Apesar dos anos que temos de Macau continuamos a ignorar que cabe a cada um de nós ajudar a promover aquilo que é nosso. Não é apenas os pastéis de nata e os de bacalhau a par do Mateus Rosé, em Portugal faz-se muito e bem.
Quem sabe, ou se lembra que a 1 de Novembro, a pouco mais de 15 dias, vai estar em Macau um dos maiores expoentes da música actual em Portugal?
A par da desaparecida Amália e dos extintos Madredeus deve ser o terceiro grupo mais conhecido no estrangeiro.
Existem dois grandes grupos de música actualmente em Portugal, aparte gostos musicais. O que interessa é que vendem e arrastam multidões no estrangeiro. Um trata-se dos Moonspell, grupo de heavymetal e os outros são os Blasted Mechanism, uma banda de rock electrónico experimental. Quem os viu ao vivo diz que são um espectáculo só por si.
Vamos ter esse privilégio em Macau. No dia 1 de Novembro nos Lagos Nam Van e a entrada é livre.
Pena é que ninguém está a promover isto como deve ser. Acredito que se a promoção fosse feita como deve ser o espaço dos Lagos será pequeno demais para acolher quem os queira ver.
Isto não se trata de um espectáculo para a comunidade portuguesa, tanto mais que nem sequer cantam em Português.
Os Blasted Mechanism são um fenómeno mundial e para tal basta ver o sucesso que vão fazendo nos top’s um pouco por todo o mundo.
Promovam o concerto no Japão, na Indonésia, em Singapura e em Hong Kong e verão que o local escolhido será muito pequeno para tanta gente.
Fica um cheirinho de um concerto ao vivo.


Em todo o lado

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Escadas viram rio interior

COM o passar dos anos vamo-nos acostumando à forma de viver em Macau e deixando passar alguns abusos. No entanto, o que é demais é demais e há um dia em que acabamos por não olhar para o lado mais vez nenhuma. Pessoalmente, irrita-me quando certas pessoas, para o seu bem-estar, metem a segurança colectiva em risco e as autoridades nada fazem para o evitar. Quando são alertadas, até parece encararem a denúncia com alguma incredibilidade.
A situação que vou relatar tem sido vivida nos últimos meses e certamente que se repete um pouco por todo os edifícios mais antigos do território. A situação agrava-se quando chove com mais intensidade, levando por vezes a pensar que o pior poderá acontecer a qualquer momento. Depois de largas conversas, começo a acreditar que possivelmente será essa a única forma das autoridades actuarem! Lembram-se do que aconteceu em Hong Kong recentemente quando um prédio veio abaixo e morreram algumas pessoas?
As queixas apresentadas aos departamentos supostamente encarregados deste assunto repetiram-se por diversas vezes sem que nada, pelo menos visível, tenha sido feito.
Os factos são descritos de forma muito simples. Num edifício de cinco andares junto da zona histórica da Fortaleza do Monte, quando chove, os corredores e escadas mais parecem cascatas de água. Para o verificar, basta apenas ali irem para ver a água a descer do terraço para o nível da rua pelo interior do edifício. Basta perguntarem aos moradores do rés-do-chão para verificar a veracidade. A situação resulta da falta de escoamento das águas da chuva que se acumulam no terraço.
O problema é que não existe nenhum terraço como inicialmente estaria planeado na planta do edifício. A maior parte da superfície de terraço do edifício está ocupada com habitação ilegal e outro tipo de estruturas que metem em perigo a integridade e robustez do prédio. Assim como também impedem o escoamento eficiente das águas das chuvas que, sem qualquer outra alternativa de saída, acabam por escorrer escadas abaixo. Em chuvadas mais fortes chega mesmo a entrar pelas casas dos residentes dos pisos inferiores.
Quando se fala de construções ilegais, o emaranhado da lei é tanto, que maior parte das vezes as pessoas afectadas acabam por desistir e aprendem a viver com a situação. No entanto, cabe às autoridades meter cobro a isto, para que nenhuma calamidade ocorra.
Numa visão simplista da lei, percebe-se que os terraços existentes nos edifícios deveriam ser área comum. O mesmo não acontece em alguns edifícios, se estiver estipulado na planta, ou no título de propriedade que o espaço acima do último andar é parte integrante do mesmo. Contudo, sendo ou não área comum, em nenhum lado a lei permite que se possa construir nesses espaços. Mas a verdade de Macau é outra. Quem aqui vive sabe muito bem (aliás, basta olhar para os edifícios mais baixos em toda a cidade) que os proprietários dos últimos andares dos prédios de quatro e cinco pisos gostam muito de alargar a sua área habitacional. Para isso, basta colocarem mais umas paredes no que deveria ser terraço, metendo em perigo a estrutura do prédio e logo todos os habitantes do mesmo.
São estas as alterações em questão. Sendo elas antigas ou recentes, devem ser todas retiradas, porque quem mora nos andares inferiores não pode ser sujeito a abusos e falta de respeito, só porque o proprietário do último andar decide que precisa de mais área para viver!
Esta situação, tanto quanto sei, foi relatada à Polícia e às Obras Públicas numa das últimas noites de chuva intensa no rescaldo da tempestade tropical «Fanapi», por correio electrónico. Até agora, também de acordo com o que tenho conhecimento, nada foi feito. Apenas uma mensagem da Polícia a dizer que tinha enviado o assunto para o Instituto de Habitação, isto é, «sacudiu a água do capote».
Fica uma pergunta. Até quando as autoridades vão continuar a ignorar? Ou será um problema de comunicação devido à queixa ter sido apresentada em português?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Afinem ou não cantem

Acabaram-se as interpretações arrojadas do hino nacional. Quem viu a cerimónia do içar da bandeira no último 5 de Outubro em Lisboa deveria estar a suspirar por uma medida legislativa como esta em Portugal!

Pois bem, em Manila, nas Filipinas, país de grandes tradições musicais e vocais, o Parlamento decidiu acabar com o artista que há em cada Filipino! A partir de agora quem tiver a coragem de cantar o hino desafinado arrisca-se a ir parar à prisão ou, no mínimo, a uma multa que pode chegar às 18 mil patacas... Mas não ficam por aqui, a par do cantar impróprio do Lupang Hinirang (Terra Amada), também os pouco patrióticos usos dados à bandeira nacional podem ser alvo de punição.

Acabaram-se as toalhas e os biquínis feitos à base da Pambansang Watawat (Bandeira Nacional).

Agora falta que o Senado aprove a proposta para que os prevaricadores fiquem sujeitos a dois anos de prisão e 100 mil pesos de multa!


Yahoo News

Sem fundo - TDM vs CA

Comissariado de Auditoria fez uma análise do Relatório de Contas da TDM e, pasmem-se, descobriu que o Administrador Delegado, Manuel Gonçalves, tinha um plano de Saúde que cobria tudo e mais alguma coisa. Para ele e para a família! Só em 2007 e 2009 foram gastos 270 mil patacas em Hong Kong e Portugal! Isto além de viagens privadas e outras regalias.
Outro aspecto salientado pelo CA foi o de usar viagens oficiais para efeitos de férias, aproveitando a deslocação paga pela empresa para ficar mais uns dias de folga. A isto a TDM responde “que não vislumbrava quaisquer situações lesivas aos interesses da empresa no facto de ser o secretariado da Comissão Executiva, em vez dos serviços administrativos, a tratar das passagens aéreas relativas a deslocações em serviço dos administradores.” Adiantando ainda que quanto “ao gozo de férias no seguimento das deslocações em serviço à Europa (...) o número de dias de ausência ao serviço do Administrador-delegado, descontados devidamente os fim-de-semana e feriados, era efectivamente inferior ao número de dias indicados no relatório. Por outro lado, o mesmo pagou todas as despesas emergentes das suas deslocações pessoais, não tendo causando qualquer prejuízo à TDM.”
Tanto quanto sei não é aconselhável gozar férias no seguimento de missões oficiais, fazendo-se uso da passagem de avião paga pelo erário público.

Leiam na íntegra o resultado da auditoria neste link
Uma pérola no Oriente que é Macau!
Agora falta ver em que vai dar o relatório porque situações destas não devem passar impunes numa sociedade de direito como é a de Macau.

Festival da Lusofonia e Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa 2010

De 22 a 29 de Outubro Macau volta a ser o centro da Lusofonia. Todos os anos, na Avenida da Praia a cena repete-se. Barraquinhas, muita música, comes-e-bebes e muita, muita gente de noite e de dia.

Este ano, depois da experiência de 2008, a iniciativa volta ao formato de Festival e com a duração de uma semana, contando com a participação do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Além das actividades tradicionais já da Avenida da Praia, onde se concentra o grosso de toda a animação o evento vem para Macau, estando programadas acções no Largo do Senado, Largo do Mercado do Iao Hon, na Casa Garden. Na Taipa, além da Avenida da Praia, há também algo para ver no Largo do Carmo, no Jardim Municipal da Taipa, na Rua da Restauração, na Feira do Carmo e no Campo Desportivo e Recreativo da Taipa.

Como é já do conhecimento público, esta é uma organizaçào doInstituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e da Direcção dos Serviços de Turismo que, pela segunda vez, conta com a preciosa participação do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Os patrocínios este ano são da Companhia de Electricidade de Macau, Smartone, Hovione FarmaCiência, Macao Water e Jockey Clube de Macau.

De acordo com o comunidado da organiçào, este festival tem como objectivos a promoção das culturas dos países e regiões de língua portuguesa e da China, realçando os aspectos de contacto, de influência mútua e de intercâmbio, assim como de homenagem às comunidades de expressão portuguesa em Macau que ajudaram a construir o território e que decidiram permanecer na RAEM, apoiando o seu desenvolvimento. Ao mesmo tempo, almejam afirmar este evento no calendário das grandes festividades de Macau, promovendo, assim, o turismo local e a animação urbana e espaços de recreio e lazer para todos e revitalizar o modelo cultural próprio de Macau, pela divulgação dos elementos populares e tradicionais de uma das culturas que está na génese da identidade do território.

O programa das actividades, durante uma semana é exaustivo. Fica aqui na íntegra para quem se queira saber o que vai acontecer:


ACTIVIDADES DO FESTIVAL E SEMANA CULTURAL


Abertura Oficial do Festival e Semana Cultural

Às 17h30 do dia 23 de Outubro, sábado, será realizada uma cerimónia de abertura oficial do Festival da Lusofonia e Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, onde haverá, entre outras actividades, a actuação do grupo artístico de Sichuan, China e de grupos de dança/música tradicional dos diversos países/regiões de língua portuguesa, simbolizando o encontro das culturas chinesa e lusófona na RAEM.


Feira de Artesanato da Lusofonia

De 22 a 29 de Outubro, entre as 16h00 e as 21h00, decorre na Feira do Carmo da Taipa uma mostra de trabalhos de artesanato fabricados por artesãos provenientes dos países/regiões de língua portuguesa. A província de Sichuan da República Popular da China também estará representada num dos expositores da feira, apresentando trabalhos com linho, pintura com açúcar queimado e bonecos de farinha. Os artesãos demonstrarão as suas técnicas durante a feira e as suas obras estarão à venda. A cerimónia de abertura terá lugar às 17h30 do primeiro dia da feira. Estarão representados os seguintes artesãos propostos pelas dez Associações lusófonas locais:

Mestre Makiesse (Angola), com trabalhos em madeira

Teresinha Carvalho da Silva (Brasil), com trabalhos em escamas de peixe

Gisela Figueira Lopes da Silva Mariano (Cabo Verde), com trabalhos em pano, búzios e pedras

Garcia Biifa Bedeta (Guiné-Bissau), com trabalhos em madeira

Digamber Kunkolikar (Goa), com trabalhos em barro

Albertina Picoto (Macau), com trabalhos em macramé, estanho e pasta modelada

Suzette Honwana (Moçambique), com trabalhos em pano

Paulo Valentim Ribeiro de Almeida (Portugal), com trabalhos em cerâmica e azulejo

Geanezildo do Nascimento de Castro (São Tomé e Príncipe), com trabalhos em metal

Rosa Moreira Rato (Timor Leste), com trabalhos em pano


Exposição Colectiva de Artistas Contemporâneos de Angola

No dia 22 de Outubro, pelas 18:30h, inaugura-se na Casa-Museu de Exposições Temporárias da Av. da Praia, na Taipa, uma mostra colectiva de artistas contemporâneos de Angola. A exposição ficará aberta ao público, diariamente e até ao dia 14 de Novembro, entre as 10 e as 18 horas. Prolonga-se, no entanto, a abertura daquela exposição até às 24h, durante o fim-de-semana do Festival da Lusofonia, na zona do Carmo. Esta mostra, que integra o trabalho de cinco artistas no feminino angolano, com expressões na pintura e fotografia, reúne os nomes de Eduarda Costa Ferraz, Gracinda Candeias, Isabel Teixeira de Sousa, Mónica Miranda e Ana Silva. Autoras curriculadas e consagradas que exprimem novas estratégias da arte na contemporaneidade, com uma cuidadosa e reflexiva abordagem multidisciplinar sobre como as relações estéticas reagem na promoção de novos aspectos conceptuais e criativos, em processos de diferenciação, evolução e inovação, ajudando o público a conhecer o imaginário e a arte que se produz actualmente em Angola. Num tempo de experimentações de novas linguagens artísticas globalizantes, esta exposição afirma a complexidade de um país africano hegemónico, que sofistica também pelas artes plásticas, as suas identidades nacionais, a particularidade e universalidade da sua cultura.


Exposição Individual de Nilton Lima

Pintura de Cabo Verde

Também no dia 22 de Outubro, mas pelas 19h, inaugura-se na Casa de Recepções da Av. da Praia, na Taipa, um acervo de trabalhos do pintor Nilton Lima de S. Vicente, Cabo Verde. A exposição estará aberta ao público, até ao próximo dia 14 de Novembro, entre as 10 e as 18 horas. Durante o fim-de-semana do Festival da Lusofonia, o horário de abertura prolongar-se-á até às 24 horas. O jovem artista, valor emergente da pintura cabo verdiana autóctone, revela capacidades inatas no aperfeiçoamento das técnicas utilizadas por um certo impressionismo naturalista, numa abordagem e composição figurativa eminentemente humana. O prodígio experimental dos seus trabalhos murais, converge pelo apego telúrico e retratista dos costumes e realidades mundanas da sua terra, para o escopo da tela. A etnicidade transversal nos seus trabalhos, parece traduzir o ligamento das simbologias a um certo levantamento etnográfico e literário, nesta fase do artista.


Exposição de Bonecas de Pano de Suzette Honwana

“Festa na Ilha”, de Moçambique

No dia 27 de Outubro, pelas 18h30, teremos a inauguração de uma Exposição de Bonecas de Pano de Suzette Honwana, de Moçambique, com o título “Festa na Ilha”, na Casa Garden. A exposição, organizada pela Associação dos Amigos de Moçambique, permanecerá aberta ao público até ao próximo dia 7 de Novembro, entre as 10h00 e as 19h30 de 2ª a 6ª feira e entre as 10h00 e as 17h00, aos sábados e domingos. Trata-se da reprodução fiel dos trajes da mulher moçambicana, da panóplia de adereços que completam as indumentárias domésticas e cerimoniais, e de um esforço na apropriação e materialização etnológica e artística de registos vivenciais e culturais da mulher moçambicana de ontem, de hoje e por certo de amanhã. Complementam-se estes registos com os ritos de socialização, recriando ambientes e esferas do uso da capulana em diversas partes do país. É um trabalho de sistematização do uso dos materiais têxteis e da sua conotação social, da terminologia e léxico antropológico e sociológico das diferentes comunidades moçambicanas e ainda, sem esgotar, a pretensão estética de fazer moda, de propôr o novo, o criativo, o “fashionable”.


Colóquio “Crioulos Ibero-Asiáticos : perspectivas Comparativas”

Organizado pela Universidade de Macau, o colóquio terá lugar nos dias 28 e 29 de Outubro, entre as 09h00 e as 18h00, na Biblioteca da Universidade de Macau. Trata-se de um colóquio científico que reunirá em Macau, pela primeira vez, os maiores especialistas mundiais no estudo dos crioulos asiáticos de base lexical portuguesa e espanhola. Do painel fazem parte 12 estudiosos reconhecidos e activos na área, vindos de Portugal, Espanha, Alemanha, Finlândia, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos da América e Macau. A vinda deste simpósio a Macau é indicada e proveitosa numa altura em que a sociedade civil da RAEM debate o valor e a preservação do Patuá, e não podemos desperdiçar a presença no território dos maiores especialistas nas línguas crioulas da Índia, Sri Lanka, Malaca, Macau e Filipinas para promover a troca de ideias. A reflexão que se pretende sobre o passado, presente e futuro das línguas crioulas da Ásia servirá para melhor compreender os verdadeiros contornos da lusofonia nesta parte do globo, e realçar a sua preponderância no contexto do impacto que as línguas ibero-românicas tiveram nesta parte do globo.As línguas de trabalho serão o Português, o Espanhol e o Inglês, e todas as sessões estarão abertas ao público.

Para obter informações mais detalhadas sobre o Colóquio poderão visitar o website : www.umac.mo/fsh/ciela/ibero


Expositores das Comunidades Lusófonas

Durante a festival do fim-de-semana de 22 a 24 de Outubro estarão representadas, através das Associações locais, as seguintes comunidades lusófonas, residentes na RAEM – Angola (Associação Angola Macau), Brasil (Casa do Brasil em Macau), Cabo Verde (Associação de Amizade Macau-Cabo Verde), Goa, Damão e Diu (Núcleo de Animação Cultural de Goa, Damão e Díu), Guiné-Bissau (Associação Guineense dos Naturais e Amigos da Guiné-Bissau), Macau (Associação dos Macaenses), Moçambique (Associação dos Amigos de Moçambique), Portugal (Casa de Portugal em Macau), São Tomé e Príncipe (Associação dos São-tomenses e Amigos de São Tomé e Príncipe, Macau-China) e Timor Leste (Associação de Amizade Macau-Timor Lorosae). Nos respectivos expositores irão apresentar mostras de artesanato, música, vídeos, fotografias, trajes típicos, cartazes, petiscos e bebidas típicas, entre outros exemplos que promovam e representem a cultura do respectivo país/região.


Expositor do Grupo de Arte Popular da Província de Sichuan, China

No dia 22 de Outubro, entre as 19 e as 24h00 e nos dias 23 e 24 de Outubro, entre as 14h00 e as 24h00, nas Casas-Museu da Taipa, esse grupo apresentará vários tipos de arte popular dessa província ao público que visitar o Festival, nomeadamente trabalhos com linho, pintura com açúcar queimado e bonecos de farinha, bem como petiscos tradicionais.


Espectáculos de Música e Dança no Festival da Lusofonia

A partir das 19h30 do dia 22 de Outubro, no Anfiteatro das Casas-Museu da Taipa, actuarão os grupos locais de Dança Folclórica Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau e Axé Capoeira do Mestre Eddy Murphy. A partir das 20h00 subirão ao palco os artistas convidados da Província de Sichuan, China e dos países de língua portuguesa, Lahane (Timor-Leste) ; Kepemchim Kirnnam & Belinda e Grupo local de Danças e Cantares de Goa (Goa, Damão e Díu) e Manecas Costa (Guiné-Bissau). No dia 23 de Outubro, a partir das 18h30, actuarão os grupos locais : Crianças do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes ; Grupo Folclórico Infantil e Dança Hip-Hop da Escola Portuguesa de Macau ; Grupo Lebab e Grupo de Danças e Cantares de Macau. Às 20h00 iniciará a actuação dos grupos convidados da Província de Sichuan, China. ; Ferro Gaita (Cabo Verde) ; Muxima (Portugal) e Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique. No domingo, 24 de Outubro, a partir das 18h00, actuarão os artistas locais, Banda da Escola Portuguesa de Macau ; Teatro “Tru e Tru” pelo Grupo Maranatha ; Grupo Dança Brasil ; Tuna Macaense ; Elvis de Macau ; Banda “Js and I” e Grupo da Associação de Danças e Cantares Portugueses “Macau no Coração”. A partir das 20h00, depois de uma nova actuação do Grupo Artístico da Província de Sichuan, China, subirão ao palco os artistas convidados, Semba Muxima (Angola) ; Nó em Pingo D’Água (Brasil) e Equipson Master (São Tomé e Príncipe)


Espectáculos nos Largos do Senado e do Mercado do Iao Hon

Nos dias 26 e 27 de Outubro, a partir das 19h30, no Largo do Senado e nos dias 28 e 29 de Outubro, também a partir das 19h30, no Largo do Mercado de Iao Hon, actuarão o Grupo Artístico da Província de Sichuan, China e os 9 artistas convidados dos países/regiões de língua portuguesa : Ferro Gaita (Cabo Verde), Lahane (Timor-Leste), Kepemchim Kirnnam & Belinda (Goa, Damão e Díu), Muxima (Portugal), Semba Muxima (Angola), Companhia Nacional de Canto e Dança (Moçambique), Nó em Pingo D’Água (Brasil), Manecas Costa (Guiné-Bissau) e Equipson Master (São Tomé e Princípe). O objectivo destas actuações é a divulgação da música e dança tradicional lusófona e chinesa junto dos vários estratos da população de Macau e dos turistas.


Restaurante e Bares

Durante a festa do fim-de-semana os visitantes poderão deliciar-se com os sabores da gastronomia das diferentes comunidades lusófonas no restaurante intitulado “Gastronomia Lusófona”, que funcionará no Jardim Municipal do Carmo, entre as 12h00 e as 15h30 ao almoço e entre as 18h30 e as 22h30 ao jantar, nos dias 23 e 24 de Outubro e à hora do jantar do dia 22 de Outubro. Fará parte do menu do restaurante a cachupa de Cabo Verde, a feijoada do Brasil, o sarapatel de Goa, Damão e Díu, a moamba de Angola, os grelhados (frango, entrecosto, febras, sardinhas, etc.), o caldo verde, entre outros. Na Av. da Praia será instalado um quiosque/bar para fornecimento de bebidas e petiscos, o qual, funcionará entre o meio-dia e a meia-noite, no sábado e domingo e a partir das 19h00 de 6ª feira.


Rádio Carmo

Durante todo o período da festa do fim-de-semana, nas Casas-Museu da Taipa, funcionará uma “estação de rádio”, cujo objectivo é animar, acompanhar e apresentar as actividades desenvolvidas durante a festa, transmitindo música, entrevistando as personalidades, os transeuntes, os grupos musicais, relatando as actividades e apresentando os espectáculos. Esta rádio, tal como nos anos anteriores, será transmitida através de aparelhagem sonora instalada na zona do Carmo, sendo a emissão da responsabilidade de uma equipa de animadores profissionais que farão a locução em chinês, português, e inglês.


Jogos Tradicionais Portugueses

No âmbito da promoção do desporto para todos, através do reviver de actividades lúdicas praticadas nas várias regiões de Portugal, será levado a efeito duas sessões de jogos tradicionais portugueses, coordenados pela Casa de Portugal em Macau, entre as 15h00 e as 18h00 das tardes de sábado e domingo (23 e 24 de Outubro). Os Jogos populares que irão ter lugar serão a corrida de sacos, corrida de esquis, tracção à corda, jogo do burro, subida ao pau de sebo, corrida de andas, tiro às latas, entre outros. Estas actividades estão abertas à participação do público e vão contar com distribuição de prémios típicos destes jogos, nomeadamente bacalhau, garrafões e garrafas de vinho português, sardinhas enlatadas e chouriço português.


Torneios de Matraquilhos

Igualmente, coordenados pela Casa de Portugal em Macau, serão realizados dois torneios de matraquilhos (um para jovens até aos 15 anos e outro para os que têm idade superior a 16 anos). As equipas serão constituídas por 2 elementos e as inscrições decorrerão entre as 19h00 e as 24h00 do dia 22 de Outubro, 6a feira, e as 12h00 e as 16h00 do dia 23, sábado. Os jogos das eliminatórias terão início a partir das 17h00 desse mesmo dia, logo após sorteio no local. No dia seguinte, às 18h00, terão lugar as finais, seguidas da cerimónia de entrega de medalhas aos vencedores dos 2 escalões e prémios monetários aos vencedores do escalão de +16 anos (1o classificado = $800.00 ; 2o classificado = $600.00 ; 3o classificado = $400.00). Durante o período da festa estarão à disposição do público mesas de matraquilhos para se divertirem.


Torneio de Futebol de 7 da Lusofonia, por convites

Coordenado pela Associação dos Amigos de Moçambique, será realizado no dia 24 de Outubro, domingo, entre as 15h00 e as 22h00, no Campo Desportivo e Recreativo do Carmo (junto ao Quartel do Exército de Libertação da R.P.C., na RAEM). Para este torneio, cujo objectivo é o convívio entre as comunidades lusófonas residentes na RAEM, foram convidadas essas comunidades a formarem 8 equipas constituídas por elementos naturais desses países/regiões. Os quatro primeiros classificados do torneio serão premiados com taças e medalhas. A cerimónia de entrega de prémios terá lugar às 22h00, logo a seguir ao jogo da final.


Simulador do Grande Prémio

Entre as 19h00 e as 22h00 do dia 22 de Outubro e as 14h00 e 20h00 dos dias 23 e 24 de Outubro, os Serviços de Turismo de Macau colocarão à disposição do público, nas Casas-Museu da Taipa, um simulador de um automóvel de corrida para que os visitantes possam sentir as emoções fortes do Circuito da Guia, onde se irá realizar o 57º Grande Prémio de Macau, de 18 a 21 de Novembro do corrente ano.


Passeios de Pónei para Crianças

Patrocinado e coordenado pelo Jockey Clube de Macau, nas tardes de 23 e 24 de Outubro, entre as 15h00 e as 18h00, nas Casas-Museu da Taipa, estarão à disposição das crianças dois póneis, para curtos passeios e sessões fotográficas.


Insufláveis Gigantes

No período da tarde, entre as 14h00 e as 17h00, dos dias 23 e 24/10, nas Casas-Museu da Taipa, estará à disposição das crianças, entre os 3 e os 6 anos, um insuflável gigante para se divertirem.


Concurso de Fotografias sobre o evento

Com a colaboração da Associação de Fotografia Digital de Macau, este concurso está aberto a todos os amadores da fotografia. Não haverá limites do número de fotografias a serem submetidas a concurso e cujo prazo de entrega das obras será a 19 de Novembro. Os vencedores do concurso receberão taças e prémios monetários. No mês de Dezembro próximo será realizada uma Exposição das Fotografias premiadas do Concurso.


Para quem queira mais informação, leiam aqui o PDF do programa, em Chinês e em Português:

http://www.iacm.gov.mo/ShowFile.ashx?p=scrweb/Activities/634218975632536.pdf


Para ver imagens dos grupos e das várias actividades clique neste link:

http://www.iacm.gov.mo/ShowFile.ashx?p=scrweb/Activities/634218795399508.pdf

Em Memória de Henrique de Senna Fernandes

65102_477589016741_757966741_6699273_3837502_nAs exéquias fúnebres em memória de Henrique de Senna Fernandes vão ter lugar a partir de Sexta-feira como se descreve a seguir segundo informação da família para os interessados em participar nas últimas homenagens a este homem bom:

Dia 8 de Outubro, Sexta-feira, a partir das 17h00 na Casa Mortuária da Diocese (frente ao Canídromo) com orações e velório, sem missa.

No dia 9 de Outubro, Sábado, às 11h00, na Igreja de S. Lázaro, Missa de corpo presente. Depois da homilia, corpo seguirá para o Continente, onde será cremado.

No dia 10 de Outubro, Domingo, pelas 18h00 na Sé Catedral, Missa do sétimo dia.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Não há foto da bandeira monárquica no Consulado?

Para animar as hostes aqui em Macau, no Dia da República alguns monárquicos (suponhamos) decidiram hastear a bandeira azul e branca no mastro do Consulado Geral de Portugal em Macau! Logo num dia em que o nosso ilustre representante diplomático, o Senhor Cansado, estava ausente em Hong Kong!

Dia feriado em Portugal, logo também assinalado no Consulado de Macau, pelo que o representante de Portugal foi à ex-colónia britânica passear oficialmente!

A brincadeira, por se tratar de violação de espaço privado, não teve graça nenhuma. Mas, por outro lado, até veio animar um dia que em Macau já nem sequer é assinalado pelas nossas autoridades!

Pena não haver fotografias do ensejo que foi comunicado à Lusa por mensagem de telemóvel (logo deverá haver um número que a Lusa deve guardar ao abrigo da confidencialidade das fontes jornalísticas!) e mais tarde confirmado pelo nosso Cônsul que adiantou que a situação foi rapidamente resolvida.

Deixa-me curioso como pode uma pessoa entrar no perímetro do consulado sem que seja detectado!


Aqui o despacho da Lusa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

o lixo em Macau

O lixo em Macau está cada vez a ficar mais amontoado. Seja pela falta de eficácia da companhia concessionária, seja por este tipo de pessoas que diariamente o rebuscam na procura de ganha-pão. Não querendo ser insensível, acredito existirem coimas para quem pratica este tipo de actividade mas será que alguém alguma vez foi autuado? E, se o foi, será que é civicamente moral fazê-lo? Acredito que quem se vê obrigado a vasculhar lixo não o faça por vontade própria, fá-lo por pura necessidade porque a sociedade onde vive não lhe proporciona as condições mínimas necessárias para a sua sobrevivência. Onde anda o Estado Social de Macau? Ou melhor, como anda…

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Henrique de Senna Fernandes deixou-nos

Um dos grandes vultos da escrita portuguesa deixou-nos com uma grande obra. Partiu do nosso convívio mas deixou para trás milhares de páginas e histórias inesquecíveis. Henrique de Senna Fernandes morreu, a literatura de língua portuguesa ficou mais pobre.

Transcrevo aqui a descrição do Homem e da sua obra pela editora Gryphus.

http://www.gryphus.com.br/autor_sseena%20fernandez.html

“Henrique de Senna Fernandes é a personificação da Macau do século XX. Nascido em 1923, neste pequeno enclave na foz do Rio das Pérolas, acompanhou de perto a transição deste território sob administração de Portugal desde 1557 até o arriar da bandeira portuguesa, em 19 de dezembro de 1999, quando Macau se tornou uma Região Administrativa Especial da República Popular da China. Com mais de 400 anos de História, foi o primeiro entreposto e a última colônia européia na China.

Filho de uma das mais antigas e ilustres famílias macaenses, Henrique de Senna Fernandes teceu uma vida próspera e confortável com os seus 11 irmãos até o início da Segunda Guerra Mundial na Ásia, quando o pai perdeu a fortuna na Bolsa de Hong Kong, e a família teve de procurar abrigo em Macau, fugindo ao avanço japonês. Passou por um período de miséria terrível e sofreu discriminação social. Não obstante, sua determinação em não vergar perante as intempéries dessa vida no limite, fortaleceu o talento para a escrita. E é nele que a Macau dos anos 30, 40 e 50 encontra um legítimo testemunho, através de livros como Nam Van – Contos de Macau e Amor e Dedinhos de Pé. .

A mulher – e as suas múltiplas facetas – é o tema central da obra de Henrique de Senna Fernandes, e o amor, a sua natural conseqüência, envolvendo com freqüência uma moça chinesa e uma rapaz macaense. De alguma forma, há referências autobiográficas em seus livros. Também ele, o orgulho de uma família tradicional macaense, amou e casou-se com uma bela mulher chinesa, desafiando as convenções de uma cidade pequena e conservadora.

Estudou Direito em Coimbra, tornou-se advogado, regressou e montou escritório, apenas para conseguir independência financeira. Sua verdadeira vocação foi sempre escrever e ensinar.

Filho incondicional da sua terra, sempre teve (e ainda tem) orgulho das raízes portuguesas. “Se Portugal é a minha pátria, Macau é a minha mátria”, gosta de dizer.”


Aqui fica a sua página no Facebook

http://www.facebook.com/group.php?gid=124559898911&v=wall

Hong Kong vs Macau

The biggest difference.
In Hong Kong: Should there be any disparity between the Chinese and the English versions, the English version should prevail.
In Macau: Should there be any disparity between the Chinese and the Portuguese versions, the Chinese version should prevail.

A grande diferença.
Em Hong Kong: Caso se registe alguma disparidade entre a versão Chinesa e Inglesa, prevalece a versão Inglesa.
Em Macau: Caso se registe alguma disparidade entre a versão Chinesa e Portuguesa, prevalece a versão Chinesa.

domingo, 3 de outubro de 2010

Um carro por família?

capa_lrgOS problemas de trânsito são cada vez mais uma realidade para a população de Macau. O constante aumento do número de veículos motorizados, sejam eles de duas, três, ou mais rodas, está a tornar as ruas do território intransitáveis. Tal aumento faz crescer a preocupação nos cidadãos relativamente à sua segurança como peões. Os acidentes envolvendo transeuntes e automóveis ou veículos de duas rodas vão-se registando diariamente e cada vez mais graves. Pelo que, caso não seja feito nada para impedir este aumento desenfreado do número de veículos a circular nas ruas do território, em breve teremos menos quilómetros de estrada do que os necessários para manter todos os veículos em circulação ao mesmo tempo.

Macau, sendo um local com manifesta falta de espaço, tem de implementar regras para aquisição de veículos. Este tema é por demais polémico, mas não o serão todas as medidas que levem à regulação da vida em sociedade? Há que ter coragem e avançar com medidas, porventura, impopulares, mas necessárias para se resolver definitivamente este tipo de problemas. Num espaço como este onde vivemos, a limitação do número de veículos por agregado familiar poderá ser a solução mais adequada.

Para uma família com o máximo de dois filhos, havendo duas cartas de condução (de automóvel e de motorizada), o limite de um automóvel e um veículo motorizado de duas rodas poderia ser um bom começo. Nunca de dois automóveis ou de duas motorizadas. No caso de existirem mais de dois adultos na família, o limite de veículos motorizados de duas rodas subiria para dois. Para ter direito a possuir dois automóveis, a família deveria ser composta por mais de cinco pessoas, visto que a capacidade de um automóvel é essa mesmo, cinco lugares. Sendo que o segundo automóvel poderia ser de dois ou mais lugares.

Pessoalmente, conheço famílias que possuem mais de dois veículos por pessoa!

A restrição dos direitos, neste caso o direito à propriedade, é sempre uma questão muito sensível e que leva a queixas e alarme. No entanto, estando Macau num beco sem saída, uma solução tem de ser encontrada para que, pelo menos temporariamente, se possa atenuar o problema.

O que aí vem

O Governo anunciou uma série de medidas relacionadas com o sistema de transportes públicos, mas se estas medidas não forem acompanhadas de outras que restrinjam o uso de veículos particulares, os autocarros e o futuro metro ligeiro vão continuar a andar meios cheios e as ruas cheias de carros.

Os transportes públicos existentes, nomeadamente os autocarros nas carreiras mais utilizadas, andam quase sempre lotados, pelo que a solução aqui aparenta ser ainda mais difícil. Aumentar o número de frequências só irá meter mais veículos nas estradas, entrando-se assim num ciclo vicioso.

O anunciado metro ligeiro, por muito eficiente que venha a ser, nunca irá fazer com que os cidadãos deixem os carros em casa. A não ser que seja construída uma estação na entrada de cada prédio. A verdade é que o ser humano é comodista e se tiver a oportunidade de conduzir o seu veículo de casa para o trabalho, não lhe passará pela cabeça andar cem ou duzentos metros para ir de metro ligeiro.

A introdução de parquímetros em todo o lado, apesar de ter sido bem intencionada, veio criar mais problemas do que soluções, porque quem estacionava os seus carros nos lugares não pagos vê-se agora obrigado a ter de proceder ao pagamento de duas em duas, ou de cinco em cinco horas. Perante esta obrigação muitos foram os que decidiram passar a conduzir os seus veículos diariamente para o local de trabalho onde, com menos esforço, podem proceder ao pagamento horário. A rotatividade dos lugares de estacionamento terá sido alcançada, mas foi-o à custa da sobrecarga das vias públicas.

Meios fracassos

O recurso ao investimento em serviços de transporte em massa pode resultar e é isso que o Governo espera. Contudo, se isto for feito sem restrições severas sobre o uso de veículos particulares, temo que seja uma decisão votada ao fracasso e ao esbanjamento de dinheiros públicos.

Os exemplos abundam em cidades ao redor de Macau. Hong Kong tem um dos sistemas de metro mais eficientes do mundo; no entanto, o tráfego à superfície é caótico e os níveis de poluição devido aos fumos de escape cada vez piores. Kuala Lumpur, na Malásia, tem um dos sistemas de metro elevado, o «monorail», que apesar de ter vindo a contribuir muito para o desanuviamento do trânsito em algumas artérias da cidade, não conseguiu diminuir o uso de veículos particulares. O terceiro exemplo é o de Banguecoque, que com o «Skytrain» pensava resolver o problema da deslocação de mais de um milhão de pessoas diariamente da periferia para o centro da cidade. É verdade que a capital tailandesa muito ganhou com a criação do sistema elevado de metro ligeiro, mas tal não se reflectiu na diminuição do número de veículos a circular nas estradas. O trânsito continua tão ou mais caótico do que antes!

Macau tem de olhar e aprender, antes de implementar medidas que, no futuro, serão difíceis de alterar.

PubEd

sábado, 2 de outubro de 2010

Primeiro concorrente, Fogo-de-artifício Internacional de Macau. 1 de Outubro de 2010

 

Primeira parte do fogo-de-artifício do primeiro concorrente
Segunda parte do fogo-de-artifício do primeiro concorrente

Japão vence Fogo-de-artifício de 2010

A equipa Tamaya Kitahara Fireworks Co., Ltd., do Japão, venceu o 22º Concurso Internacional do Fogo de Artifício de Macau (CIFAM), que hoje fechou o pano. Em segundo lugar ficou a equipa do Interior da China, Panda Fireworks Group Co., Ltd., e em terceiro a equipa das Filipinas, Platinum Fireworks, Inc.

Gabinete de Comunicação Social do Governo da RAEM

NaE's kitchen A Cozinha da NaE

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