Como blog estaremos aqui para escrever as nossas opiniões, observações e para que quem nos visite deixe também as suas. Tentaremos, dentro das possibilidades, manter este local actualizado com o que vai acontecendo à nossa volta em Macau e um pouco em todo o lado...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

DSAL envia jovens para o continente

Na sessão de ontem, 31 Agosto de 2009, da Assembleia Legislativa o deputado Pereira Coutinho abordou a nova medida do Governo, anunciada recentemente pela DSAL, de enviar jovens trabalhadores de Macau para o continente!
O deputado pede esclarecimentos acerca da justificação da medida aos membros do Governo.
Desde o estabelecimento da RAEM que o Governo e a sociedade em geral têm esforçado por encontrar formas de diversificação da economia local que tem sido altamente dependente da indústria do Jogo. A situação dependência da indústria do Jogo não é nova e começou a agravar e a piorar com o declínio em geral da indústria produtiva principalmente a de vestuário a partir da década de noventa derivado da transferência da maior parte das fábricas para o interior do continente chinês atraídas por uma mão-de-obra de obra mais barata e baixos custos de operação.
Por outro lado, ao longo de décadas foram desperdiçadas muitas oportunidades para criação de um mercado interno baseado na experiência e sabedoria dos nossos recursos humanos fruto de longas décadas de trocas comerciais com o estrangeiro principalmente com os países europeus e africanos, tecnologia produtiva avançada e as décadas de confiança do mercado estrangeiro no valor adicionado da marca “Made in Macau”.
Desde o estabelecimento da RAEM que quase todos os anos as universidades locais e estrangeiras formam muitos jovens licenciados que cada vez mais têm enormes dificuldades de encontrar o seu primeiro emprego. Esta situação é agravada ainda mais, porque as pequenas e médias empresas não conseguem competir com os salários praticados pelas concessionárias da indústria do Jogo que estão dispostas a remunerar com salários mais elevados trabalhadores que exercem o mesmo tipo de funções mas em empresas de pequena dimensão. Para agravar ainda mais a situação, o Governo praticamente tem ignorado e abandonado as pequenas e médias empresas locais não atendendo às suas dificuldades na área dos recursos humanos, falta de atractivos para o desenvolvimento das suas actividades económicas e burocracia administrativa.
Para agravar ainda mais as dificuldades das pequenas e médias empresas locais, o Governo antes de uma ampla audição à sociedade civil decidiu recentemente avançar com o novo “Plano de formação no posto de trabalho e de contratação” dotando em cerca de 54 milhões patacas, alegando ter como objectivos “atenuar a pressão sentida na sociedade a nível do desemprego promover o emprego dos trabalhadores residentes e atenuar o desemprego em Macau”.
Uma das principais razões dos jovens licenciados desempregados tem a ver com o facto das nossas pequenas e médias empresas não conseguirem pagar ordenados semelhantes pagos pelas empresas que dedicam à indústria do Jogo, pelo que o Governo deveria esforçar por apoiar as empresas na contratação dos jovens desempregados locais ou invés de “chuta-los” para o interior do continente chinês como mão-de-obra barata e susceptível de alvo fácil de exploração por parte de eventuais empregadores sem escrúpulos. Mas o mais grave poderá aparecer no futuro quando estes mesmos jovens regressarem a Macau terão que readaptar de novo ao mercado de Macau e eventualmente através de novos estágios. E quem vai suportar os custos com os novos estágios de readaptação destes jovens estagiários?
Por isso é que a sociedade em geral indaga quais as reais razões e interesses que poderão estar por detrás deste novel “Plano de formação nos posto de trabalho e de contratação”. Muitos cidadãos perguntam se estamos perante mais um dos muitos casos de tráfico de influências de entidades privadas que pretendem aproveitar os fundos públicos com beneplácito de alguns dirigentes que para conseguirem acomodar nos seus cargos públicos limitam a aprovar tudo que lhes são propostos.
Assim sendo, interpelo o Governo, sobre o seguinte:
1. Porque razão o Governo não procedeu a uma ampla auscultação à sociedade civil e principalmente às pequenas e médias empresas e outras associações de trabalhadores quanto à execução do referido Plano de formação no posto de trabalho e de contratação? Vai o Governo rever de imediato o referido Plano possibilitando que empresas locais possam ser apoiadas financeiramente pelo Governo para poderem contratar os jovens licenciados que estejam desempregados mas que pretendam trabalhar em Macau e poderem continuar a estar juntos dos seus principais membros da família tais como os pais, irmãos, esposas e filhos menores?
2. De que forma vai o Governo ajudar os trabalhadores residentes em Macau que estejam desempregados ou que estejam a trabalhar em regime de “part time” porque as pequenas e médias empresas não conseguem contrata-los e pagar salários similares das empresas da indústria do Jogo? Quais as razões do Governo não apoiar as pequenas e médias empresas na contratação de trabalhadores locais que estejam desempregados e portadores de elevadas habilitações escolares?

DSEJ recua no cantonense. Vergonha?

Que grandes Serviços de Educação e Juventude!!! Anunciam um curso de cantonense (para estrangeiros) e depois, por falta de candidatos (havia 13), cancelam o curso. Mas, não é cantonense a língua falada em Macau? Porquê cancelar por falta de alunos se a DSEJ é um departamento do Governo que tem obrigação de divulgar a língua?

Por favor, divulguem isto… façam forward do email que recebem para que todos consigam saber o que se passa e, para os que estão interessados no curso, contactem:
Centro de Difusão de Línguas
Direcção de Serviços de Educação e Juventude

Pelo telefone: 84905305
Ou email: CDL@dsej.gov.mo

Pode ser que ainda consigamos inverter a situação e o responsável chegue à conclusão que, pelo menos 13, são suficientes para começar as aulas. E de que, mesmo que só fossem 4 ou 5, também se justificava levar por diante o curso porque, afinal, trata-se da língua mais falada em Macau.
Quando nos insurgimos pela defesa do Português também nos devemos lembrar do Cantonense.
Peço-vos, divulguem, por favor.

Quase um milhar


Ao ritmo que se tem registado nos últimos dias, será ainda esta semana que vamos ultrapassar a barreira psicológica dos mil casos positivos de H1N1 em Macau!
Do dia 30 até à tarde do dia 31 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 53 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 28 do sexo feminino e 25 do sexo masculino, com idades variando entre os 9 meses e os 50 anos”.
Isto quer dizer, segundo os SS, que temos um “risco de transmissão moderado. Até ao presente momento, registaram-se cumulativamente 953 casos de Gripe A (H1N1)”.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O BNU continua a brincar!

O BNU Macau voltou à carga para justificar o injustificável! Telefonaram, como prometeram, para dizer que o Windows, versão inglesa, já estava na empresa que fornece os computadores, para ir eu levantar o meu, se ainda estivesse interessado.
As mesmas condições! Levanto uma versão chinesa, trago para casa, formato o disco e instalo a versão inglesa!
Serei eu, para o BNU, um especialista informático? Até poderei ser, e o BNU nada tem a ver com isso. Porque, quando o faço, faço-o de consciência e a saber que perco todas as garantias de marca! Se bem que o BNU diga que não.
Esta “birra” prende-se não comigo, que nem preciso do dito computador, mas com os milhares de clientes, não chineses, que o banco português tem e que estão a ser, completamente, desrespeitados e ninguém, dentro da instituição, liga nenhuma!!!
Que pouca vergonha!
Será que fosse pedir muito que houvesse versão chinesa e versão inglesa do computador para entrega aos clientes?

Secretário para a Segurança esclarece em português!

O que a seguir publico é a resposta (escrita em PDF file) do Gabinete do Secretário para a Segurança a uma interpelação do deputado Pereira Coutinho, do ano passado. Refere-se ao caso de dois agentes da PSP feridos em serviço, num acidente de viação, e que, alegadamente, não estão a receber o devido apoio da instituição.
Além de todas as questões que isto pode levantar, o que mais me impressionou foi a qualidade do português! Parece traduzido pelo Google Translator!!!
Há muito que nos habituamos a ver em Macau o português maltratado. Eu próprio o mau trato assiduamente aqui.! Mas, escrever desta forma, especialmente quando se trata de uma resposta oficial para um deputado da Assembleia Legislativa?
Mais vale escrever em chinês... ou em inglês... ou mesmo em francês!!!

Para mais pormenores tentem ler as imagens que publico… São dignas de uma leitura pormenorizada!!!





Até parece que não há pessoas capazes de escrever um português que se entenda no Gabinete do Secretário para a Segurança ou na PSP…
Felizmente há muitos...

Em Macau os casos aumentam mas não se registam mortes

Rectificação do post anterior.
Por erro de informação escreveu-se que se tinha regista a primeira morte por gripe A H1N1 em Macau. O que se revelou completamente errado.
Pelo facto, aqui esclarecemos o mal entendido. A informação referia-se a uma morte sim, mas em Hong Kong. Uma paciente que se encontrava em estado crítico e acabou por falecer este fim-de-semana.
Em Macau, apesar de estarem os casos a aumentar diariamente, continuamos sem registar nenhuma morte.

Rectificação... Em Macau não há mortes


Rectificação do post anterior... a morte que se referia era em Hong Kong.
A paciente de Macau continua a recuperar, apesar de ainda se encontrar nos Cuidados Intensivos.
No sábado e no domingo em Macau as autoridades diziam “(...) uma doente está em estado grave, apresentando ainda os sintomas de febre e insuficiência respiratória, mas sem agravamento da situação clínica, de acordo com a observação dos sinais vitais". – no sábado; no domingo diziam que “apenas uma doente está em estado grave, apresentando ainda os sintomas de febre e insuficiência respiratória, mas sem agravamento da situação clínica, de acordo com a observação dos sinais vitais.” Entretanto, durante o fim-de-semana foram detectados mais 90 casos positivos. 50 no sábado, 40 no domingo. O total aproxima-se rapidamente do milhar! Estamos com 874 pessoas infectadas.

De acordo com dados confirmados oficialmente, ao contrario do que se dizia num post anterior, a paciente de Macau continua a responder ao tratamento.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Que raio de exemplo!

Como pode a polícia em Macau exigir aos cidadãos que cumpram a Lei. Especialmente a polícia de trânsito que, constantemente e acertadamente, controla tudo quanto é estacionamento mal feito. No entanto, a autoridade moral que têm esbarra naquilo que praticam.
Vejam esta pérola que encontrei à hora de almoço!
Graças a esta fotografia evitou-se que outro condutor estaciona-se nas proximidades. Ao ver que estava a registar a fotografia decidiu ir procurar estacionamento no local autoridade, apenas 20 metros mais acima!

Ultrapassadas as quatro dezenas de casos por dia!


A gripe A H1N1 trata-se de uma ocorrência de gravidade de grau moderado, de acordo com os Serviços de Saúde. No entanto, para uma população que pouco mais de meio milhão conta, todos os dias se registam casos na casa das dezenas. Ontem, segundo os SS, foram mais de quatro dezenas de pessoas detectadas com o vírus! 43 casos para ser mais preciso.
Entre 26 e 27 de Agosto da parte da tarde, os Serviços de Saúde registaram 43 novos casos confirmados da gripe A (H1N1), sendo 22 do sexo feminino e 21 do sexo masculino, com idades variando entre os 2 e os 46 anos de idade. Até ao momento, mais 3 alunos foram diagnosticados definitivamente no Campo de Líder do Programa “Águia em Voo” – Águia Nova (Nível III) das Actividades de Férias 2009, verificando-se um total de 12 casos confirmados nesse grupo tendo um dos trabalhadores deste programa também sido confirmado. No campo religioso que teve lugar no Centro de Convenções de Cheoc-Van, realizado pelo Gabinete Coordenador dos Serviços Sociais “Sheng Kung Hui” de Macau, registaram-se mais 2 casos confirmados no dia 27 de Agosto, verificando-se, até hoje, um total de 7 casos confirmados neste campo. Para além disso, registou-se mais um caso confirmado na turma K1A da Creche “Papa João XXIII”, verificando-se um total de 3 crianças infeccionadas com 2 casos confirmados anteriormente. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar o estado de saúde dos doentes em causa e dos indivíduos com contacto próximo.
O que será necessário para que passe a ser um caso “realmente” grave para as autoridades?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

De novo uma piada do BNU

O BNU deve andar a brincar com os clientes!
No seguimento da história que abordei anteriormente, telefonaram-me por volta das 7pm em Macau, para me sugerir o seguinte:
Poderia adquirir o computador Lenovo S10-2 da promoção, na versão chinesa, que o BNU fornecia-me uma versão do Windows inglesa!
Perguntei-lhes acerca da garantia, disseram que não haveria problema porque, caso fosse necessário, a Lenovo faria a reparação e reporia o sistema original (chinês, entenda-se). Quanto à instalação do sistema inglês teria de ser feita por mim, com a cópia fornecida pelo BNU. Cópia, não o cd original, pelo que me foi informado!!!
Será que ninguém se lembra dos direitos dos cidadãos de Macau em serem tratados em pé de igualdade?
Será que não se lembram dos direitos de propriedade e das quebras de garantia?
Será tudo isto uma grande brincadeira?
Vamos ver o que se seguirá amanhã visto que eu, limiarmente, recusei a oferta dizendo que não queria ser tratado como excepção. Afinal sou um cliente como outro qualquer e apenas quero que todos sejamos tratados por igual.
É um banco português e, como tal, deveria dar o exemplo.

Um cheirinho do meu artigo

O meu próximo artigo vai abordar algo que se passou ontem comigo. Mesmo que a situação seja revista considero que deve ser registada publicamente, para tal não volte a suceder.
Como os leitores devem saber, O Clarim só volta às bancas em Setembro, o que me vos dá alguns dias de descanso do “sacrifício” de ler o lá se escreve.
Na primeira edição de Setembro vou escrever sobre a discriminação que o BNU está a fazer a clientes portugueses.
O que me indignou foi o seguinte. O BNU é um banco português, onde a língua portuguesa e os clientes que falam português (e que têm como segunda língua a inglesa) representam uma grande fatia dos lucros anuais. Se fazem uma promoção para os clientes (mesmo que não assumam nenhuma responsabilidade pelos produtos oferecidos, como esclarecem na página dois da carta enviada) devem fazê-la para todos e não apenas para os que falam chinês. Se pretendem apenas faze-la para os que lêem chinês porque não fazem as publicidades em chinês? Ou não enviam as cartas apenas para os que têm nome chinês?

Mais de 700


A barreira das sete centenas de infectados com gripe A H1N1 foi ultrapassada ontem. Até ao dia 25 de Agosto eram já 707 casos segundos os Serviços de Saúde. “Do dia 24 até à tarde do dia 25 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram-se 49 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 28 do sexo feminino e 21 do sexo masculino, com idades variando entre os 2 e os 45 anos. No grupo dos participantes da Igreja Baptista Pak Kap Chau que se deslocou há dias a Zhong Zhan para uma actividade colectiva, registou mais um caso confirmado no dia 25 de Agosto. Com os 18 casos confirmados anteriormente, verificou-se um total de 19 casos confirmados nesse grupo. No Programa “Águia em Voo”( Nível III) –Águia Nova das Actividades de Férias 2009, registaram-se mais 5 novos casos confirmados. Com os 2 casos confirmados anteriormente, verificou-se um total de 7 casos confirmados nesse grupo. A par disso, no dia 25 de Agosto registaram-se 2 casos confirmados na turma K1 da Creche “Papa João XXIII” , e neste momento o funcionamento dessa turma está suspenso. Os Serviços de Saúde encontram-se a acompanhar o estado de saúde dos doentes e dos contactos próximos.
Agora resta esperar para chegar ao primeiro milhar!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

621 casos de gripe A


E no Domingo contavam-se 621 casos desde o início da crise da gripe A. “Do dia 22 até à tarde do dia 23 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 40 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 19 do sexo feminino e 21 do sexo masculino, com idades variando entre os 3 e os 49 anos. No grupo dos participantes da Igreja Baptista Pak Kap Chau que se deslocou há dias a Zhong Shan para uma actividade colectiva, foram registados mais 10 casos confirmados no dia 23 de Agosto. Com os 6 casos confirmados anteriormente, registou um total de 16 casos confirmados nesse grupo, estando os Serviços de Saúde a acompanhar o estado de saúde dos doentes e das pessoas de contacto próximo com os mesmos. No dia 23 de Agosto, não registou nenhum novo caso de infecção da gripe A na turma da Creche Fong Chong Toc I So, na Ilha de Taipa.

Confirmados mais 26 casos em Macau


No sábado foram registados mais 26 casos. “Do dia 21 até à tarde do dia 22 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 26 casos novos da gripe A (H1N1), sendo 12 do sexo feminino e 14 do sexo masculino, com idades entre os 2 e os 39 anos. Um caso é da Creche Fong Chong Toc I So, acumulando mais 1 outro caso confirmado anteriormente, registou-se 2 crianças infectadas na mesma turma. Actualmente, a turma em causa já suspendeu as aulas, estando a efectuar a respectiva limpeza e desinfecção. Além disso, a Igreja Baptista Pak Kap Chau organizou anteriormente uma actividade de “campismo” a Zhong Shan, e no dia 22 de Agosto registou-se mais 5 casos confirmados nesse grupo, acumulando mais um caso confirmado no dia 21, registou-se no total de 6 casos confirmados, estando os SS a acompanhar o estado de saúde dos doentes e das pessoas de contacto próximo com os mesmos.

555 casos na sexta-feira


Na Sexta-feira os SS divulgavam a seguinte nota de imprensa.

555 casos no total.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fundo de pensões em inglês

UMA das medidas mais aberrantes do Governo nos últimos tempos foi decidir por um sistema privado para a gestão dos descontos de aposentação de alguns, muitos, dos funcionários públicos. Na sua maioria contratados a termo, que antes não tinham qualquer tipo de cobertura para a reforma, têm agora um sistema do Fundo de Pensões a que se chama «Regime de Previdência dos Trabalhadores dos Serviços Públicos da RAEM».
Este sistema, que na altura do seu lançamento foi criticado por muitos dos sectores do funcionalismo público, acabou por ser implementado, na suposição de que mais vale ter isto do que não ter nada!
A verdade é que este sistema, baseado em três opções (acções de bolsa, obrigações ou depósitos bancários) obriga a que todos os funcionários abrangidos sejam «especialistas» financeiros. Quem tem de escolher, duas vezes por ano, onde quer colocar o dinheiro, vê-se obrigado a interpretar um miríade de dados impressos sobre mercados, subidas e descidas de cotações, etc. Dados que, –diga-se, – para a maioria de nós são «chinês» (a conhecida expressão que se usa em Portugal para dar a entender que não se percebe nada do que se está a dizer ou a ver e que está ligada ao facto dos caracteres chineses, para a maioria dos ocidentais, serem muito difíceis de compreender).
A verdade é que o colapso dos mercados, durante a recente crise económica, causou graves prejuízos nas aplicações de muitos dos funcionários. O Governo, no entanto, encolhe os ombros dizendo que as decisões são tomadas pelos funcionários, pelo que não se pode pedir responsabilidades ao Executivo. Sobre este problema, o que penso é o seguinte: o Governo tem uma obrigação, que mais não seja moral, quando «dá» a uma empresa privada a faculdade de gerir as reformas de quem trabalha na engrenagem da máquina governativa.
Realmente, é melhor ter acesso a este sistema de poupança para a velhice do que não ter nada. Pelo menos, assim, quando o Governo decidir que já não precisa de nós, porque os contratos podem ser terminados em qualquer altura (não se trata de empregos do quadro), pelo menos a pessoa tem um pé-de-meia que dará para sobreviver durante algum tempo, até que encontre outra fonte de rendimento.
Porém, se por seu desconhecimento ou ignorância acabar por tomar as decisões erradas nos investimentos, essa protecção deixa de existir, acabando por ficar sem nada no final da sua vida profissional ao serviço do Governo.
A empresa responsável pela gestão dos fundos não tem qualquer responsabilidade perante perdas. Cobra comissões sobre perdas e lucros e nada mais tem a fazer do que investir o dinheiro que os funcionários e o Governo lhe enviam mensalmente. Para tal são pagos e nada mais lhes é pedido.
Se não têm responsabilidade, porque não foi incluído no clausulado do contrato um parágrafo que tal protegesse, deve caber a quem lhes deu tais poderes assegurar que o elo mais fraco não acabe por ser o mais prejudicado.
Com efeito, o que se verifica é que grande parte dos funcionários, mais ou menos informados, está com perdas na casa dos 30 e 40 por cento dos investimentos feitos. Alguns ainda mais, o que torna toda a situação alarmante.
Se para a questão dos residentes que perderam com os «minibonds» da Lehman Brothers o Governo interveio e tentou resolver a questão, porque não o faz agora com quem trabalha para si?
Não se pode exigir a pessoas que trabalham para o Governo que sejam especialistas em alta finança e que, de um dia para o outro, se transformem em gestores de títulos.
Por outro lado, a posição do Fundo de Pensões é também de lamentar porque, apesar de organizarem algumas sessões de esclarecimento, por vezes esquecem o mais essencial da vivência de Macau. A juntar à dificuldade que é, para a maioria dos trabalhadores, analisar e decidir o que fazer duas vezes por ano com os descontos, enviam a informação de mercado que serve de base para as decisões a tomar, apenas em língua inglesa! Tal sucedeu na última actualização em que nos chegou, via correspondência, o «Provident Fund Scheme for Worker in the Public Services – Newsletter». Trata-se do número 1, publicado em Agosto de 2009, como se pode ler logo abaixo do título.
Contactei o Fundo para saber se existia versão portuguesa, mas a resposta que obtive foi de que não tinha havido tempo para terminar a versão portuguesa. Estava em fase de tradução, mas não tinha data agendada para ser concluída.
Disseram que a versão inglesa foi enviada pela empresa responsável e a versão chinesa foi terminada a tempo. A portuguesa, devido à natureza técnica do assunto, estava a demorar mais tempo. Entretanto, pedem a milhares de pessoas com pouca, ou nenhuma formação em mercados de capitais, que tomem decisões sobre o seu futuro monetário!
_________________
No seguimento do artigo desta semana d’O Clarim, quero também publicar uma mensagem que me chegou à caixa de correio e que se relaciona com este assunto. Trata-se de uma pergunta levantada por Pereira Coutinho ao Chefe do Executivo.
Texto que transcrevo na íntegra.

Ordem do Dia: Perguntas e respostas sobre as Linhas de Acção
Governativa para o ano 2009 e assuntos sociais com a presença do
Chefe do Executivo.

Sumário: Perguntas e respostas sobre as Linhas de Acção
Governativa para o ano 2009 e assuntos sociais com a presença do
Chefe do Executivo.

Acta:
Presidente: Srs. Deputados:
Iniciamos a sessão plenária de perguntas e respostas dos deputados com a presença do Chefe do Executivo. Temos 20 Srs. Deputados inscritos para usar da palavra. Como são
muitos deputados inscritos no uso da palavra e os assuntos a colocar são muitos, é favor indicar antes de começar quais os assuntos sobre os quais pretendem intervir, caso assim entendam. Antes de mais, agradeço a presença do Sr. Chefe do Executivo e dos Srs. Membros do Governo.
Tem a palavra o Sr. Deputado José Pereira Coutinho.

José Pereira Coutinho: Obrigado, Sr.ª Presidente.
Exmo. Sr. Chefe do Executivo, Srs. Membros do Governo , caros
colegas:
No dia 1 de Janeiro de 2007, foi publicado o Regime de Previdência dos Trabalhadores dos Serviços Públicos. Acontece que N.° III – 111 - 12-11-2008 Diário da Assembleia Legislativa da Região Administrativa Especial de Macau – I Série 2 desde a sua introdução, a maioria dos trabalhadores perdeu muito dinheiro nas aplicações financeiras, quer quando a bolsa estava alta, quer quando a bolsa estava baixa. Em resultado disso, estão em risco de perder o seu capital. Nestas LAG, não se vêm medidas políticas destinadas a compensar e ajudar os funcionários públicos que auferem vencimentos baixos. As questões que vou colocar são muito simples: primeira, a compensação pecuniária pela desvinculação do serviço prevista no Decreto-lei nº 25/96/M vai ser atribuída aos funcionários públicos por ele abrangidos? Segunda, no âmbito do regime de empréstimo, poderá ser-lhes emprestado algum dinheiro para reinvestir no sentido de disporem de algum capital no momento da desvinculação do serviço? Poderá ser-lhes dada a liberdade total de escolha quanto às aplicações financeiras, com uma boa gestão e funcionamento do Fundo de Previdência? Poderá a Autoridade Monetária e Cambial de Macau intervir, para que a fiscalização seja mais especializada,
aumentando-lhes a confiança?
Obrigado, Srª Presidente.

Presidente: Sr. Deputado José Pereira Coutinho:
Quero esclarecer, qual é o número a que fez referência? O quê?

José Pereira Coutinho: Decreto-lei nº 25/95/M.
Obrigado, Srª Presidente.

Presidente: Como não consta do texto previamente entregue, preciso de dar esta informação ao Sr. Chefe do Executivo. Faça favor de intervir.

Chefe do Executivo: Obrigado, Sr.ª Presidente, obrigado pelas questões do Sr. Deputado José Pereira Coutinho. De facto, os funcionários públicos que optaram por colocar o seu capital num conjunto de investimentos perderam uma quantidade substancial de dinheiro devido ao tsunami financeiro. Quanto ao montante destas perdas, estamos ainda a calculá-las. Importa frisar que a bolsa flutua diariamente e tanto pode subir, como pode descer. Isto é normal. O Sr. Secretário Tam já anunciou anteriormente que o prazo de resgate será alargado por mais cinco anos porque achamos que o ciclo das flutuações, do mercado financeiro é entre 3 a 5 anos. Agora, devido às incertezas, também não temos a certeza se o ciclo será mais longo ou não. Claro que quando mais curto for, melhor. Mesmo assim, definimos um prazo no sentido de aliviar as pressões que recaem sobre os funcionários públicos que, assim, não são obrigados a fazer o resgate no prazo tão curto anteriormente definido, evitando sofrer grandes prejuízos. Em relação às questões do Sr. Deputado José Pereira Coutinho, iremos ponderar com cautela as suas sugestões. No entanto, a posição fundamental do Governo é esta: primeiro, empenha-mo-nos em proteger os interesses e direitos dos funcionários públicos. Quanto à compensação pelas perdas resultantes das flutuações do mercado financeiro através do recurso ao erário público, teremos que ponderar com prudência. De qualquer forma, estamos dispostos a ponderar e recorrer a todos os meios legais incluindo os mecanismos referidos pelo Sr. Deputado José Pereira Coutinho, desde que isso dê mais garantia aos funcionários públicos afectados. Já temos um plano para permitir aos funcionários públicos optarem por outros tipos de investimentos. Mas poderá cada funcionário público ter tanta flexibilidade em movimentar estes tipos de investimentos até ao ponto de poder efectuar compra diária de acções? Penso que é bastante difícil e o risco era ainda maior. De modo que preferimos disponibilizar aos funcionários públicos os tipos de investimentos com maiores flexibilidade e opções, enquanto a garantia é assegurada. Está bem?

Ontem, apenas 16 casos


Os casos de gripe A continuam na casa dos dois dígitos. Ontem registaram-se mais 16 casos em Macau segundo anunciaram as autoridades de Saúde. “Entre 19 e 20 de Agosto à tarde, os Serviços de Saúde registaram 16 novos casos confirmados da gripe A (H1N1), sendo 10 do sexo feminino e 6 do sexo masculino, com idades variando entre os 9 meses e os 54 anos de idade.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Apenas mais 47


Além do caso crítico, que continua nos Cuidados Intensivos, apenas foram registados mais 47 casos de gripe A em Macau nas passadas 24 horas! Seria piada caso não fosse um assunto sério! A verdade é que na RAEM os casos em vez de diminuírem, visto não estarmos sequer em estação de gripe, continuam a aumentar, mantendo-se a diária em dois dígitos há vários dias.
O total geral ultrapassa já o meio milhar, numa população residente que ronda os 600 mil. Ainda não se deram ao trabalho de fazer estatísticas percentuais mas acredito que Macau será dos países onde essa percentagem será mais elevada. Neste momento vamos já com cerca de 0,1 por cento da população infectada.
Como dizia, ontem detectaram-se mais 47 casos. “Desde o dia 18 até à tarde do dia 19 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 47 casos de gripe A (H1N1), sendo 36 do sexo feminino e 11 do sexo masculino, com idades variando entre os 4 e os 59 anos de idade.
O total de altas, desde o início da contabilização, chega às 188.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

457 casos


O inevitável está a acontecer neste preciso momento. Depois de muitos casos de gripe A nos últimos dias, o primeiro caso grave deu entrada nos serviços hospitalares. Trata-se de um paciente feminino e está na unidade de cuidados intensivos do hospital do Governo, depois de ter estado internada no hospital privado. De acordo com informações disponíveis, trata-se de uma funcionária de hotelaria e está ligada a suporte de respiração por apresentar pneumonia grave.
Entretanto, o número de casos continua a aumentar. Ontem foram registados mais três dezenas, fazendo o total chegar aos 457.
Desde o dia 17 até à tarde do dia 18 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 30 casos de gripe A (H1N1), sendo 17 do sexo feminino e 13 do sexo masculino, com idades variando entre os 1 e os 52 anos de idade.
Entre estes, encontra-se hospitalizada uma doente de 40 anos de idade, com grave pneumonia e insuficiência respiratória, que está a ser tratada e ventilada na Unidade de Cuidados Intensivos do Centro Hospitalar Conde de São Januário. Esta senhora é uma funcionária administrativa do “Casino Grande Lisboa” e não sofre de doenças crónicas. No dia 10 de Agosto por manifestar sintomas de febre, dores de garganta e tosse, recorreu ao médico da Companhia, tendo-lhe sido prestada assistência médica no Hospital Kiang Wu nos dias 13 e 15. Uma vez que não houve alívio dos sintomas, esta recorreu novamente ao Hospital Kiang Wu na madrugada do dia 16, tendo sido posteriormente hospitalizada por apresentar um quadro clínico de pneumonia. No dia 17, pela parte da tarde, o estado de saúde degradou-se subitamente, e a mesma foi internada nessa noite na Unidade de Cuidados Intensivos, com ventilação. No dia 18 foi confirmada a infecção pela gripe A (H1N1) após exames realizados e, pela parte da tarde, a doente foi transferida para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para ser tratada, sendo crítico o seu estado de saúde no momento da transferência. Na sequência do diagnóstico médico, a referida doente foi infectada pelo vírus da Gripe A H1N1, apresentando complicações de pneumonia bilateral e insuficiência respiratória. A doente não tem história de viagem nos sete dias antes do aparecimento de sintomas e não foi trabalhar após o surgimento dos sintomas. Até ao presente momento, a família da doente não manifestou sintomas de gripe.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Mais 33...


Já não se sabe o que dizer ou pensar. A realidade é que os casos de gripe A em Macau aumentam em catadupa de dia para dia. Para um território com pouco mais de meio milhão de pessoas, mais de 400 já estão infectadas., quase 0.01 por cento da população. Ontem registaram-se mais 33 casos positivos. Ao contrário de outros locais no mundo, onde o número diminui, em Macau nota-se um aumento gradual e diário. “Desde o dia 16 até à tarde do dia 17 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 33 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 17 do sexo feminino e 16 do sexo masculino, com idades variando entre os 1 e os 54 anos. Na Creche Pio XII, onde ocorreu a infecção colectiva da Gripe A (H1N1), registaram-se mais 4 casos confirmados de infecção pelo vírus da Gripe A (H1N1). Trata-se de alunos que integram a turma de 24 alunos, na qual 23 elementos estão actualmente infectados e 1 apresentou sintomas de febre ao anoitecer do dia 16, mas ainda aguarda o resultado. A outra criança infectada é aluna da turma B da mesma creche. Nesta turma B já se registaram 2 casos confirmados, os quais são irmãos dos alunos da turma em que ocorreu a infecção colectiva. Ao mesmo tempo, mais 2 familiares das crianças referidas foram registados como casos confirmados. Até este momento, esta infecção colectiva envolve 31 casos confirmados com Gripe A (H1N1), incluindo crianças e seus familiares.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Um cheirinho do meu artigo

O Clarim está para ir de férias mas, antes desta pausa, quero-vos falar um assunto sério. Mesmo em “silly season” existem coisas que não mudam e uma delas é a poupança para a reforma.
Na sexta-feira, visto ser o dia do meu aniversário, vou abordar um assunto que me toca de perto, os descontos para a vida daqui a uns anos… E as decisões que o Governo nos obriga a fazer.
A verdade é que, realmente, é melhor ter acesso a este sistema de poupança para a velhice do que não ter nada. Pelo menos assim quando o Governo decidir que já não precisa de nós, porque os contratos podem ser terminados a qualquer altura (não se trata de empregos do quadro), pelo menos a pessoa tem um pé-de-meia que dará para que sobreviva durante algum tempo até que encontre outra fonte de rendimento.
Porém, se por seu desconhecimento ou ignorância acabar por fazer as decisões erradas nos investimentos, essa protecção acaba por desaparecer. Acabando por ficar sem nada no final da sua vida profissional governamental.
A empresa responsável pela gestão dos fundos não tem qualquer responsabilidade perante perdas. Cobra comissões sobre perdas e lucros e nada mais tem a fazer do que investir o dinheiro que os funcionários e o Governo lhe enviam mensalmente. Para tal são pagos e nada mais lhes é pedido.
Se não têm responsabilidade, porque para tal não foi incluído no clausulado do contrato um parágrafo que tal protegesse, deve caber a quem lhes deu tais poderes assegurar que o elo mais fraco não acaba por ser o mais prejudicado.
A verdade é que grande parte dos funcionários, mais ou menos informados, está com perdas na casa dos 30 e 40 por cento dos investimentos feitos. Alguns ainda mais, o que torna toda a situação alarmante.

Num dia, 37 casos...


No seguimento da normalidade anunciada pelos SS antes do fim-de-semana, detectaram-se, só de uma vez, mais 37 casos. Um recorde absoluto para um só dia. Sendo que destes, 19 são de uma creche, o que torna tudo ainda mais preocupante e levanta a questão de como estão a resultar as tarefas de contenção e prevenção...
Desde o dia 15 até à tarde do dia 16 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 37 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 24 mulheres e 13 homens, com idades variando entre os 2 e os 37 anos. Entre os quais, 19 doentes são alunos da mesma turma da Creche Pio XII que se verificou 1 caso no dia 15. De entre os 24 alunos desta turma, 20 foram confirmados a infecção pelos vírus da gripe A (H1N1) e um apresentou sintomas gripais mas como está neste momento no Interior da China não lhe ainda efectuou o teste, não se encontrando os restos outros 3 com quaisquer sintomas até agora. Além disso, 5 familiares desses alunos foram confirmados também como infectados, incluindo o irmão mais novo de um aluno infectado que frequente na turma B da mesma creche. Após uma averiguação, verificou-se que uma trabalhadora responsável pelo cuidado dos alunos da turma apresentou sintomas gripais em 10 de Agosto e estava ausente ao serviço a partir do dia 11, tendo, em seguinte, os alunos apresentado sucessivamente sintomas gripais a partir do dia 12, assim como alguns familiares dos alunos infectados. Até ao momento, há 26 alunos e familiares que foram infectados. Os Serviços de Saúde contactaram, de imediato, o Instituto de Acção Social e acompanharam o estado higiénico de outras crianças, exigindo ao mesmo tempo a suspensão de funcionamento de toda a creche durante 7 dias. Actualmente, todos os doentes encontram-se em estado estável, entre os quais, 2 estão sujeitos ao tratamento em isolamento no hospital e 4, no domicílio, estando todos os outros a ser ainda acompanhados.

Mais 18...


Tudo normal diz SS


Na passada sexta-feira os Serviços de Saúde diziam que a situação da gripe A H1N1 em Macau era normal. “Até à presente data, registaram-se cumulativamente 339 casos de gripe A (H1N1) em Macau, entre os quais 177 são do sexo masculino e 162 do sexo feminino, com idades variando entre os 4 meses e os 71 anos. Destes doentes, os do grupo etário dos 15 aos 24 anos representam 41,0% e os do grupo etário dos 5 aos 14 anos representam 23,3%. 12 doentes foram detectados e transferidos pelas equipas médicas dos postos fronteiriços para o Centro Hospitalar Conde de São Januário, 195 doentes recorreram às instituições médicas por iniciativa própria devido a indisposição física e 132 doentes foram classificados casos confirmados aquando do seguimento dos contactos próximos dos doentes infectados. Entre estes casos, 53,1% são estudantes e a maioria dos casos teve um curto período de incubação de cerca de 2 a 5 dias. O sintoma mais comum foi a febre, mas, a situação clínica de todos não foi grave. Apenas um dos doentes manifestou pneumonia e a maioria recuperou no prazo de 7 dias.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

SS recuam

Já repararam no novo anúncio dos Serviços de Saúde? Vejam a imprensa diária de hoje e leiam com atenção.
Lembram-se da indignação do deputado Pereira Coutinho acerca do recrutamento discriminatório dos SSM?
A indignação foi anunciada no passado dia 8 de Agosto. Não demorou uma semana para que reparassem o erro. Pena é que não assumam os erros publicamente e optem por ratificações pelo mansinho!

Prioridades governativas

O QUE dizer de um governo que, para assinalar uma efeméride, se dá ao luxo de gastar 32 milhões de patacas, quando dentro de portas da área que governa existem pessoas a passar dificuldades? Soa a um tipo de gestão de um qualquer Estado déspota que, perante as dificuldades da população, nada mais vê do que a necessidade de se auto-promover e satisfazer o seu ego e os caprichos dos seus acólitos.
Recentemente veio a público a notícia de que foram apreendidos dois iates de luxo que, alegadamente, tinham como destino os «gestores» da Coreia do Norte, país onde a população passa fome, mas não deixa de haver dinheiro para armamento balístico e, talvez mesmo, nuclear, assim como para artigos de luxo dos mais caros do mundo. Aqui em Macau, onde alguns desses dirigentes têm ligações, os ordenados dos funcionários públicos continuam a não fazer face à inflação e a não acompanhar o crescente custo de vida (a não ser os das chefias, claro!). No entanto, gastam-se milhões para assinalar os dez anos de Região Administrativa Especial na capital. Trinta e dois milhões de patacas é o cheque que o Governo meteu de lado para se promover em Pequim e assinalar a efeméride da primeira dezena de anos. Verba que vai servir para pagar a renda do local, a coordenação global, os equipamentos de produção e a utilização de meios multimédia, montagem e gestão, divulgação e promoção da exposição, de acordo com uma nota oficial.
A título de exemplo, esta verba equivale ao dobro daquilo que se gastou (e que na altura também foi considerado um esbanjamento de verbas públicas) aquando da passagem da tocha Olímpica por Macau. Trinta e dois milhões de patacas seriam suficientes para manter o Banco Alimentar (recentemente instituído e bem mais necessário do que auto-promoção) durante três anos, ou para suportar o Plano de Apoio ao Turismo e Lazer (plano que está a ser promovido como estratégico para a sobrevivência de Macau, face à crise mundial).
É tudo uma questão de prioridades e, – porque não dizê-lo? – até de bom senso e de boa visão e consciência das necessidades da população local mais necessitada. Há quem considere que uma exposição a mostrar o que foi feito durante estes dez anos que passaram seja mais importante do que fazer com que os residentes não passem dificuldades. Ou que seja mais importante do que dar serviços de saúde de qualidade aos mais necessitados, ou promover o ensino das duas línguas oficiais junto de todos os residentes.
Apesar de todas as críticas que possam ser feitas às «opções», o mais alarmante é a forma de como foi feita a escolha. Apesar do Governo dizer que tudo foi feito dentro da legalidade, a verdade é que «à mulher de César não basta sê-lo, tem de o parecer». Este dito popular assenta que nem uma luva neste caso, apesar de dizerem que a decisão é honesta. Só que os factos parecem apontar para outras evidências.
Por muito que afirmem a pés juntos que o processo é legal, a verdade é que a empresa escolhida é de uma adjunta de Fernando Chui Sai On. Mais em concreto (porque nestes casos convém conhecer os nomes envolvidos) de Eva Lou, coordenadora-adjunta do gabinete de candidatura de Fernando Chui Sai On a Chefe do Executivo e que, sem surpresa nenhuma, poderá vir a ocupar um lugar no próximo Executivo ou, na pior das hipóteses, continuar a manter uma relação profissional privilegiada com o Governo.
Mais: o processo foi decidido sem concurso público e durante o período em que Chui Sai On ainda era o tutelar da Cultura e, segundo o que todas as partes afirmam, antes de ter tomado rédeas da organização das comemorações. Aspecto este que levanta outro senão, ou seja, a razão pela qual se começou a discutir a adjudicação antes dele tomar posse e só se tomou a decisão depois dele já estar a tomar as decisões importantes.
Não estamos a insinuar que tenha havido favorecimento ou abuso de poder. Estamos simplesmente a apontar factos conhecidos que são susceptíveis de muitas interpretações duvidosas e pouco ou nada abonatórias para o novo Chefe do Executivo.
Como se tudo isto não bastasse, fica-se agora a saber que, afinal, a empresa de Eva Lou ganhou não uma, mas duas adjudicações milionárias do Governo. A juntar às comemorações dos dez anos, junta-se a dos 60 anos da República Popular da China!
A novela está ainda no início, mas parece ir dar muito que falar.
Apetece mesmo dizer que ainda não começou o reinado, já a manta vai rota… O que nos estará reservado nos próximos cinco anos!!!…

333 casos acumulados


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Direitos dos jovens trabalhadores

O deputado Pereira Coutinho interpelou o Governo sobre os direitos dos jovens trabalhadores e sobre a contínua violação dos mais básicos princípios da igualdade dos direitos dos trabalhadores.
Foi ontem na sessão da Assembleia Legislativa.
Fica aqui o texto completo.
As Nações Unidas decidiram decretar o dia 12 de Agosto, o Dia Internacional dos Jovens, (UN International Youth Day) sob lema “Mais e Melhor Qualidade de trabalho para Jovens Trabalhadores”, estimando-se que na próxima década cerca de um bilião jovens atingirão a idade legal para o trabalho. Deste modo, constitui um desafio e uma obrigação geral de todos os países e regiões de garantir postos de trabalho com segurança, estabilidade e boas condições de higiene e segurança, acabando de vez com todas as formas de exploração e precariedade de trabalho que quase sempre afectam principalmente os jovens trabalhadores.
De acordo com o recente relatório das Nações Unidas, em média, os jovens trabalhadores, quer do sexo masculino quer feminino, são duas ou três vezes mais susceptíveis de estarem desempregados quando comparado com os adultos. Quase sempre, os jovens trabalhadores do sexo masculino e feminino são os alvos mais fáceis de exploração laboral, muitas vezes devido à falta de informação e educação quanto aos direitos laborais outras vezes devido ao vácuo da legislação laboral.
Estes jovens são muitas vezes obrigados a exercer horas extraordinárias, trabalho nocturno e por turnos sem qualquer compensação, a aceitarem salários baixos devido à inexistência de sindicatos e legislação relacionada com a negociação colectiva, precariedade do próprio contrato de trabalho e fraca protecção social.
Em Macau e duma maneira geral, o cenário é mais ou menos igual ao acima descrito e bastante negro a nível da precariedade e insegurança do posto de trabalho, podendo a todo o momento, qualquer jovem ou a jovem trabalhadora ser despedida com ou sem justa causa, demonstrando fragilidade da relação contratual e a falta de protecção legal. Para a agravar mais a situação, contribui a inexistência de sindicatos independentes e legislação relacionada com a negociação colectiva, colocando o elo mais fraco da relação contratual como objecto fácil de exploração aquando da celebração e renovação dos contratos individuais de trabalho. Na maior parte das vezes os jovens trabalhadores são confrontados com os meros contratos de adesão, onde quase sempre nem sequer tem uma palavra a dizer sobre o seu próprio contrato de trabalho.
Para agravar mais a situação, em Macau, torna-se difícil para um jovem encontrar o seu primeiro emprego devido em parte à deficiente política de contratação de mão de obra não residente e o exercício abusivo de funções distintas para os quais foram autorizados a trabalhar em Macau, bem como o constante aumento do trabalho ilegal, cujo combate tem sido manifestamente ineficiente.
Assim sendo, interpelo o Governo, sobre o seguinte:
1. Não obstante a nova Lei das relações de trabalho (Lei n.º7/2008) ter entrado em vigor no dia 1 de Janeiro de 2009, os jovens trabalhadores continuam a ser explorados nos seus legítimos direitos tais como o direito de reivindicar os seus legítimos direitos através de sindicatos independentes e pela mesma via poderem negociar de uma forma colectiva os seus contratos individuais de trabalho. Por isso, quanto tempo mais terão de esperar os jovens trabalhadores para que seja implementada em Macau a legislação referente à constituição legal dos sindicatos independentes e legislação relativa à negociação colectiva derivada também da obrigação internacional por via das Convenções Internacionais de Trabalho nº 98 e 87 e que se encontram plenamente em vigor em Macau?
2. Quando é que o Governo vai propor alteração legislativa no sentido de acabar com a exploração dos jovens trabalhadores principalmente do sector do Jogo quanto ao não pagamento da remuneração pelo trabalho nocturno previsto nos termos do nº3 do artigo 39º e nº2 do artigo 41º da Lei das relações de trabalho?

AFTPM reúne com mulheres de meia-idade

A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau realizou, no passado Domingo, um encontro para discutir vários problemas sociais, dos quais se destacam as dificuldades que as mulheres de meia-idade enfrentam em Macau.
Os resultados deste encontro vão ser enviados para os departamentos governamentais envolvidos para que possam ser alvo de atenção.
A seguir transcreve-se a nota de imprensa da ATFPM relativa a esta reunião.
[“As dificuldades que as Mulheres de Meia-idade enfrentam em Macau”
Nota de imprensa
Para resolver as queixas e injustiças das mulheres de meia idade de Macau, a Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau fez intercâmbios com mais de 800 mulheres de meia idade de diferentes classes sociais desde o início do corrente ano, para receber e trocar opiniões sobre os seus problemas sociais.
A pedido desta comunidade de mulheres, foi organizado pela ATFPM um seminário para abordar profundamente estes problemas sociais, em que o tema foi “As dificuldades que as Mulheres de Meia-idade enfrentam em Macau”. Este seminário realizou-se no dia 09/08/2009, às 15:00, na sede da ATFPM, com a presença de cerca de 60 participantes e foi presidida pela Presidente da Mesa da Assembleia-geral desta Associação, Dra. Rita Santos.
A Presidente apresentou aos participantes os casos resolvidos pela associação e contou-lhes também as suas experiências familiares, profissionais e sociais.
A reacção ao seminário foi muito positiva e os participantes fizeram perguntas sobre várias dificuldades e injustiças sociais para as mulheres da meia-idade como: discriminação nas oportunidades de emprego e na promoção das carreiras; discriminação da idade e sexo; falta de organização nas formações profissionais; dificuldade económica; desigualdades sociais; problemas de acesso aos cuidados de saúde; violência doméstica; problemas de educação dos filhos, falta de creches, falta de asilos para idosos, preços altos de carnes e outros produtos diários, necessidade de habitação, etc. E alguns participantes apresentaram fortes queixas sobre o facto do governo nunca ter enfrentado e resolvido estas injustiças, criando, cada vez mais contrariedades sociais aos cidadãos de Macau.
A ATFPM irá entregar todas as opiniões recolhidas juntos das mulheres da meia de idade ao governo para os devidos acompanhamentos.
A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau,
Macau, aos 9 de Agosto de 2009
]

Mais 17 casos positivos

Os números da gripe A continuam acima dos dois dígitos diariamente. E, com o aproximar da época da gripe, vão ter tendência a agravar-se certamente se nada for feito entretanto. De vacinas, continuamos sem nada saber. Nem mesmo das normais vacinas da gripe. Se as quisermos tomar temos de as pagar do nosso bolso porque os médicos recusam-se a receita-las se não fizermos parte dos grupos de risco determinados pelo Governo. Os casos eram 317. Do dia 11 até à tarde do dia 12 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 17 novos casos confirmados de Gripe A (H1N1), sendo 9 do sexo feminino e 8 do sexo masculino, com idades variando entre os 3 e os 49 anos de idade. Dos novos casos, um corresponde a uma grávida e outro a um elemento que participou no Intercâmbio para delegações de estudantes universitários realizada em Guangxi, os Serviços de Saúde estão a acompanhar o estado de saúde dos contactos próximos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

EARTH WATER...

Arrancou esta semana em Portugal um projecto pioneiro de solidariedade.
A água embalada Earth Water é o único produto no mundo com o selo do Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), revertendo os seus lucros a favor do programa de ajuda de água daquela instituição.
Em Portugal, Earth Water é um projecto que conta com a colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTF Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.
Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a embalagem de Earth Water diz no rótulo que «oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programa de ajuda de água da ACNUR», apresentando, mais abaixo, o slogan «A água que vale água».
Actualmente morrem 6 mil pessoas no mundo por dia por falta de água potável. Com 4 cêntimos, o ACNUR consegue fornecer água a um refugiado por um dia.
Todos os dias morrem seis mil pessoas devido à falta de água potável e destas, 80% são crianças.
A cada 15 segundos morre uma criança devido a uma doença relacionada com a água.
Com a criação da Earth Water pretende fazer-se a diferença e melhorar estas estatísticas assustadoras.
Ao desenvolver o conceito "You Never Drink Alone" pretende-se criar solução para a falta de água mundial.

AJUDE!
DIVULGUE!

Mais do "storm surge"

Para quem diz que em Macau os Serviços Públicos não se interessam pelo que se vai escrevendo, apraz-me escrever aqui e publicar a resposta que foi enviada para o email do blog.
Em causa está a questão aqui referida várias vezes sobre o “storm surge”. Os Serviços de Meteorologia de Macau referem que o termo anglo-saxónico foi escolhido por não haver termo em Português. Afirmam, como se pode ler na missiva, que foram consultados o “Secretário do Comité dos Tufões e dos técnicos meteorológicos do Instituto de Meteorologia de Portugal e chegamos à conclusão que os termos referidos são uma descrição do fenómeno e não o nome propriamente dito.” Mais dizendo que “o nome “ressaca” para indicar este fenómeno foi utilizado como uma evolução semântica da palavra.” No entanto, não consegui perceber evolução semântica de quê!
Depois terminam dizendo “agradecemos o seu empenho em vincar a utilização do português, como uma das línguas oficiais da RAEM, mas este fenómeno causado por sistemas tropicais onde não existe tradicionalmente no vocabulário português, dado que Portugal é um país com clima temperado.
Nós agradecemos também e concordamos com o facto de Portugal ser um país de clima temperado. Mas, nem só de Portugal é feita a língua portuguesa. Aliás, na sua maioria os falantes de Português são de países tropicais ou subtropicais e, em tais países são usadas as denominações referidas e não o “storm surge”.
Fica, para que não nos acusem de parcialidade, a publicação integral da resposta dos SMG e os links para os posts anteriores.



--A mensagem dos SMG--


Para: “webmaster webmaster” webmaster@pubeditions.com
De: Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos meteo@smg.gov.mo
Data: 11 de Agosto de 2009
Assunto: Leiam acerca do Storm Surge
Nossa Referência: SRQ/ 1169

Agradece a importância que V. Exa. dê ao nome do fenómeno de sobreelevação das águas provocada pela aproximação de tempestade tropical.
Tivemos a oportunidade de consultar documentação técnica em português sobre a matéria de meteorologia publicada em português, tivemos trocas de opiniões com o Secretário do Comité dos Tufões e dos técnicos meteorológicos do Instituto de Meteorologia de Portugal e chegamos à conclusão que os termos referidos são uma descrição do fenómeno e não o nome propriamente dito.
O nome “ressaca” para indicar este fenómeno foi utilizado como uma evolução semantica da palavra.
Agradecemos o seu empenho em vincar a utlização do português, como uma das línguas oficiais da RAEM, mas este fenómeno causado por sistemas tropicais onde não existe tradicionalmente no vocabulário português, dado que Portugal é um país com clima temperado.

Com os melhores cumprimentos.

O Director,
Fong Soi Kun


--FIM--

300 casos confirmados


Desde o início da detecção de casos de gripe A em Macau já se registaram três centenas de pessoas infectadas. Só ontem foram confirmados mais 11 casos, enquanto que mais uma pessoa tinha alta hospitalar. “Do dia 10 até à tarde do dia 11 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 11 novos casos confirmados de gripe A (H1N1), sendo 5 do sexo feminino e 6 do sexo masculino, com idades variando entre os 8 meses e os 45 anos. O estado de saúde do bebé é estável e a mãe, no dia 9, foi confirmada estar infectada pelo vírus da gripe A H1N1. Ambos tinham-se deslocado a Hong Kong dias atrás. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar o estado de saúde dos contactos próximos destes doentes. Por outro lado, a delegação composta de estudantes universitários que se deslocou a Guangxi para participação na Cimeira de Intercâmbio para delegações de estudantes universitários vindas do Interior da China, Taiwan, Hong Kong, Macau e Sudeste Asiático, realizada em Longyuan-Guangxi e Hong Kong, já chegou a Macau no dia 10.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Um cheirinho do meu artigo

No dia 14 será publicado um texto onde se fala da polémica que já envolve o Governo que ainda não o é! Isto promete pelo menos para cinco anos… Ainda a procissão vai no adro já o povo grita… Para ler n’O Clarim na próxima edição. “Apesar de todas as críticas que possam ser feitas às “opções”, o mais alarmante é a forma de como foi feita a escolha. Apesar do Governo dizer que tudo foi feito dentro da legalidade, a verdade é que “à mulher de César não basta sê-lo, tem de o parecer”. Este dito popular assenta que nem uma luva neste caso em que apesar de dizerem que são honestos, os factos parecem apontar para outras evidências.

FP já não precisam de declaração “polémica”

Já no Domingo os casos chegavam aos 275, com mais oito casos confirmados positivos. Entretanto, oito pacientes tiveram alta hospitalar. “Desde o dia 8 até à tarde do dia 9 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 8 novos casos confirmados de gripe A (H1N1), sendo 5 do sexo feminino e 3 do masculino, com a idade máxima de 44 anos e a mínima de 4. Uma dessas pessoas e um confirmado ontem recebiam explicações na mesma turma do centro de explicações “Leng Fong” sito no Edifício Jardins Sun Yick, tendo essa turma sido suspensa e estando os Serviços de Saúde a acompanhar o estado de saúde das restantes crianças dessa turma e em contacto estreito com as afectadas.
Entretanto, recentemente foi anunciado que para os Funcionários Públicos já não há necessidade de preencherem a declaração que os obrigava a dizer onde planeavam ir, onde estiveram e por onde andaram, nas suas horas fora de serviço. Depois de várias reclamações o governo decidiu retirar a obrigatoriedade da declaração mas sem perder a face. Justificou-se a não necessidade da declaração com o facto de não ser mais possível saber se os casos são locais ou importados!

267 casos de Gripe A



sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Casinos e desemprego

Os salários e a crise financeira nos casinos foram tema de uma intervenção do deputado Pereira Coutinho na Assembleia Legislativa no dia 15 de Janeiro deste ano.
Publicamos aqui o texto dessa interpelação, na íntegra. Seguido de um link com a resposta do Governo à mesma intervenção do deputado, visto só agora ter sido tornada pública.
De acordo com dados tornados públicos, as receitas brutas das operadoras de jogo de casinos em Macau registaram, em 2008, uma subida relativamente a 2007. Os dados indicam uma subida de cerca de 31% nas receitas brutas globais: 108,7 mil milhões de patacas em 2008 contra 83,022 mil milhões apurados em 2007.
Entretanto, têm-se verificado cortes nos salários dos trabalhadores dos casinos. Registaram-se reduções salariais, em Dezembro de 2008, no «Crown» e na «Venetian», atingindo nesta última operadora, cerca de 6.800 trabalhadores, e há propostas de redução de salários, neste início do ano de 2009, no «Macau Jockey Club» e na «Galaxy».
Para além das reduções salariais referidas já em Julho de 2008 tinham sido despedidos 270 funcionários da «Galaxy». Em Novembro de 2008 a «Venetian» despediu cerca de 10 mil trabalhadores após suspender a construção de hotéis no Cotai e em Dezembro de 2008 a «Venetian» despediu cerca de 580 trabalhadores não residentes.
Relativamente às reduções pelas operadoras dos casinos das remunerações dos trabalhadores, o governo, através do Director da DSAL, tem aceitado estas reduções e argumenta que é melhor do que despedir residentes.
Tendo em conta o aumento das receitas brutas dos casinos verificadas em 2008, apesar de uma quebra de sete por cento em Dezembro relativamente ao mesmo mês de 2007, receitas que têm vindo a aumentar muito desde há alguns anos, em 2006 foi noticiado que Macau ultrapassou Las Vegas em termos de receitas geradas pelo jogo, qual a justificação para que se estejam a verificar as reduções, referidas anteriormente, na remuneração dos trabalhadores bem como os despedimentos?
Sabemos que existe uma crise do sistema financeiro que atingiu muitos países. Crise que muitos analistas relacionam com a liberalização dos mercados de capitais nos anos 90 e em que o dinheiro passou a ser usado não para que os empresários o utilizassem para produzir bens e serviços, mas para que fosse utilizado para produzir enriquecimento através da especulação nas bolsas e em novos produtos financeiros.
Mas as características desta crise financeira não explicam por si a razão das operadoras de jogo de casinos de Macau estarem a diminuir a remuneração dos trabalhadores nem a efectuar despedimentos. Afinal como se referiu as receitas brutas das operadoras de jogo de casinos em Macau aumentaram em 2008 se comparadas como 2007 e com anos anteriores.
Por outro lado Macau não tem uma bolsa de valores e até há data não há registo de problemas nos bancos locais. A economia em Macau não entrará por si só em recessão uma vez que as receitas de Macau são em grande parte provenientes do jogo e essas receitas têm aumentado há vários anos e aumentaram em 2007 como se referiu.
Aliás notícia recente informava que as acções de duas operadoras de jogo de casinos de Macau tinham subido.
Assim sendo, interpelo o Governo, sobre o seguinte:
1. Quais as razões apresentadas, ao governo, pelas operadoras de jogo de casinos de Macau para diminuírem a remuneração dos trabalhadores e para despedirem os trabalhadores? Quais as razões de facto que as operadoras têm apresentado ao governo para suspenderem obras que tinham em curso no Cotai?
2. Considera o governo que tendo em conta o aumento das receitas brutas das operadoras de jogo de casinos verificado em 2008 e nos anos anteriores se justifica a diminuição da remuneração dos trabalhadores dos casinos bem como os despedimentos verificados?
3. Considera o governo que face à crise financeira global, Macau, pelas características da sua economia em que as receitas provêm maioritariamente do jogo, onde não há bolsa de valores e nenhum banco local apresentou dificuldades, vai ser afectado?


Resposta do Governo através dos SAFP.

251 casos no total


Os casos de H1N1 continuam a aumentar em Macau num ritmo constante. Ao mesmo tempo o número de pessoas com alta continua também em número normais.
No dia de ontem registavam-se, num total geral, mais de duas centenas e meia de casos, sendo que 15 foram detectados em 24 horas. “Entre 5 e 6 de Agosto à tarde, os Serviços de Saúde registaram 15 novos casos confirmados de gripe A (H1N1), 9 homens e 6 mulheres, com idades variando entre os 2 e os 53 anos. Dos oito novos casos locais, três são de crianças da turma C da Creche de São João da Obra das Mães. Nesta creche, nos últimos dias, já tinha sido confirmado um caso, sendo agora quatro o número de casos na mesma turma, a qual foi suspensa. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar o estado de saúde das outras crianças da creche em causa e dos indivíduos com contacto próximo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Concursos dos SS discriminam

Recentemente os Serviços de Saúde publicaram dois anúncios de recrutamento técnico na imprensa local. Recrutamento que apenas, expressamente, era dirigido a quem fala chinês! Sendo um recrutamento para funções técnicas, onde o domínio das línguas vem para segundo plano, levantou-se a questão da discriminação e da desigualdade de oportunidades defendida na Lei Básica.
O deputado Pereira Coutinho apresentou contestou o facto na Assembléia Legislativa.
Fica aqui a intervenção no original feita pelo deputado hoje na AL.
O meu Gabinete de Atendimento aos Cidadãos recebeu dias atrás, algumas queixas de residentes de Macau, alegando que os Serviços de Saúde (SS) estariam a praticar discriminação das línguas oficiais aquando da contratação de trabalhadores da Administração Pública de Macau (APM).
De facto, nos dias 27 e 30 de Julho do corrente ano, os SS publicaram dois anúncios nos jornais locais com a intenção de admitir em regime de contratos além do quadro, um Técnico Superior para a área de análise laboratorial e três Técnicos Superiores para a área de terapia ocupacional, ambas funções de cariz técnicas. Para a vaga de Técnico Superior (na área de análise laboratorial) é exigido como um dos requisitos o “domínio das línguas chinesa e inglesa e para as três vagas de Técnicos Superiores (na área de terapia ocupacional) é exigido o domínio da língua chinesa, tendo discriminado e tirado as oportunidades aos queixosos portugueses ou a outros interessados com as mesmas habilitações que dominam a outra língua oficial que é a língua portuguesa.
Os queixosos são residentes permanentes possuem como língua materna portuguesa são licenciados nos cursos de especialidade de análise laboratorial e terapia ocupacional no estrangeiro sentem-se discriminados no acesso à função pública, por os SS não aceitarem as suas candidaturas. De acordo com os mesmos queixosos as funções dos referidos cargos são altamente técnicas exigindo-se prioritariamente conhecimentos do domínio técnico-profissional designadamente gestão de qualidade dos laboratórios e experiência clínica na área psicológica ou formação profissional condizente.
Os anúncios são discriminatórios, os SS fizeram tábua rasa do disposto do nº 2 do artigo 1º do Decreto-Lei n.º 101/99/M que preceitua que as línguas oficiais têm igual dignidade e são ambos meio de expressão válido de quaisquer actos jurídicos. Por outro lado, tanto o artigo 8º do D.L. nº 86/89/M de 21 de Dezembro de 21 de Dezembro como o artigo 9º da Lei n.º 14/2009 de 03.08.2009 não permite a exclusão de qualquer uma das línguas oficiais. E o mais grave é que não se respeita o Princípio de Igualdade constante do artigo 25º da Lei Básica em que os residentes de Macau são iguais perante a lei sem discriminação em razão da nacionalidade, ascendência, raça, sexo, língua, religião, convicções políticas, ou ideológicas, instrução e situação económica ou condição social.
Por outro lado, este Gabinete recebeu também muitas queixas do pessoal do quadro da carreira especial de técnico de diagnóstico e terapêutica queixando que neste momento a carreira de técnico de 2ª classe inicia-se com índice 340, sendo o índice 480 o índice mais elevado do topo da carreira, ou seja técnico especialista. Com a eventual contratação dos referidos trabalhadores mediante contrato além do quadro com a categoria de técnico superior 2ª classe índice 430 viola-se o importante Princípio para o mesmo trabalho diferente salário, ou seja, todos eles têm o mesmo tipo de trabalho, mas vão auferir salários diferentes, o que constitui uma autêntica fraude à lei existente.
Os queixosos esperam que os SS revejam a injusta situação permitindo que os queixosos possam candidatar-se aos cargos da função pública a não ser que as respectivas vagas estejam já reservadas a alguns amigos ou afilhados e as condições de ingresso moldadas à medida do “alfaiate”. Da nossa parte, pensamos que se trata de um mero lapso involuntário que poderá ser facilmente resolvido com a anulação dos dois anúncios e uma nova publicação evitando-se discriminações em função das línguas oficiais. E a bem da longevidade do segundo sistema.
Assim sendo, interpelo o Governo, sobre o seguinte:
1. Qual a razão de discriminar os residentes de Macau aquando da contratação um Técnico Superior para a área de análise laboratorial e três Técnicos Superiores para a área de terapia ocupacional limitando ao conhecimento da língua chinesa? Porque razão, foram discriminados os residentes de Macau devido ao facto de dominarem somente uma das línguas oficiais que não a chinesa?
2. Quais as razões para a diferença de índices na contratação de técnicos de diagnóstico e terapêutica designadamente índices 340 e 430 como índices de ingresso, violando-se o Princípio para o mesmo trabalho mesmo salário?

236 casos de Gripe A


Afinal eram duas... Eva Lou vs Chui Sai On

Ainda se queixavam da administração portuguesa, e mais recentemente de Ao Man Long. A de Chui Sai On ainda agora vai no adro e já está a ser abalada pela empresa da adjunta da sua campanha. Ao que parece a empresa de Eva Lou ganhou não uma adjudicação directa mas duas. A dos 10 anos de Macau a realizar em Pequim e a da representação de Macau na exposição dos 60 anos da RPC.
Ainda não tomou posse oficialmente e já começam a vir à tona os casos. A ver vamos como vão ser os anos de mandato…
Para mim, desde que não nos incomodem e deixem trabalhar descansados, quero lá saber quem ganha o quê! Afinal, quem quer que seja que vá para o poleiro só vai para se encher ainda mais…
Ah! As adjudicações eram decisão do gabinete da tutela do que vai ser o Chefe do Executivo!
Ler a imprensa local portuguesa para mais pormenores…Assim que estiverem disponíveis publico-os.

Na imprensa chinesa nem sequer tocam no assunto…

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Dia do duplo 8


No dia em que em Macau foi hasteado o sinal número 8 de tufão registaram-se mais 8 casos de Gripe A.

A ressaca dos SMG

Aí temos nós o tão português “storm surge” (termo técnico: Sobreelevação do nível do mar de origem meteorológica)... Será que não há quem envie esta informação aos Serviços de Meteorologia e Geofísica para que, finalmente, vejam que há termo em português. Ao contrário do que afirmaram, de não haver denominação em português para o fenómeno de “ressaca”, o termo existe e é usado tanto em Portugal como no Brasil e nos outros países de expressão portuguesa. Só Macau usa o termo anglófono.
Isto já aqui foi abordado três vezes mas parece que os senhores da Taipa Grande ainda não tiveram tempo de verificar a informação e dar uso à língua oficial.
O “storm surge”, que em português se denomina ressaca, maré de tempestade ou sobreelevaçào do nível do mar de origem meteorológica:“Conhecida popularmente como ressaca, a maré de tempestade é um tipo de inundação costeira causada pela elevação do nível do mar durante tempestades, principalmente no outono e no inverno. As inundações podem ser ainda mais severas quando o fenômeno é associado à maré de sizígia (nos períodos de lua nova ou cheia, quando a terra, a lua e o sol estão alinhados, e induzem marés altas mais intensas).”


Vejam os artigos de:




segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Um cheirinho do meu artigo

Na edição de Sexta-feira d’O Clarim vou escrever sobre a “silly season”. Naquele que vai ser o primeiro artigo da época balnear e de férias, pouco haverá para falar. No entanto, é interessante recordar incidentes passados. “Gostei, sinceramente, de um comentário de um simples morador local quando Chui Sai On passou pelo Mercado Almirante Lacerda. Este cidadão apenas lhe pediu que, como Chefe do Executivo, cumpra, literalmente, todas as promessas que andou a fazer à população… Apesar de ter vindo de uma pessoa que pouco impacto terá nas decisões finais, este pedido agrega tudo o que se pede aos políticos. Que, pelo menos, cumpram o que prometem em campanha quando andam a angariar votos.”

No Domingo mais de 200


No Domingo, segundo dia de Agosto e o mais quente do ano até à data, veio com a notícia de se ter ultrapassado a barreira dos 200 casos positivos de H1N1. Só neste dia confirmaram-se mais uma dezena de casos positivos. “Desde o dia 1 até à tarde do dia 2 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 10 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 7 mulheres e 3 homens, com idades variando entre os 11 e os 23 anos. Dos 5 casos locais, 4 doentes participaram, em 29 de Julho, numa cerimonia de casamento e apresentaram sucessivamente sintomas de gripe em 30 de Julho. Após uma averiguação preliminar, um dos participantes da referida cerimonia já teve sintomas de gripe no dia de casamento, sendo possível essa pessoa a fonte do contágio desses 4 doentes, os Serviços de Saúde, para além de exigir-lhe que fosse submetido ao exame médico hospitalar, acompanharam, de imediato, o estado de saúde dos outros participantes. Devido à forte infecção da gripe A (H1N1), os mesmos serviços apelam a população para sujeitar-se à consulta médica logo que se apresentem sintomas de gripe e evitar a participação em convívio.”
São já 204 os casos em Macau.

Sábado eram 194


NaE's kitchen A Cozinha da NaE

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