Como blog estaremos aqui para escrever as nossas opiniões, observações e para que quem nos visite deixe também as suas. Tentaremos, dentro das possibilidades, manter este local actualizado com o que vai acontecendo à nossa volta em Macau e um pouco em todo o lado...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Casinos e desemprego

Os salários e a crise financeira nos casinos foram tema de uma intervenção do deputado Pereira Coutinho na Assembleia Legislativa no dia 15 de Janeiro deste ano.
Publicamos aqui o texto dessa interpelação, na íntegra. Seguido de um link com a resposta do Governo à mesma intervenção do deputado, visto só agora ter sido tornada pública.
De acordo com dados tornados públicos, as receitas brutas das operadoras de jogo de casinos em Macau registaram, em 2008, uma subida relativamente a 2007. Os dados indicam uma subida de cerca de 31% nas receitas brutas globais: 108,7 mil milhões de patacas em 2008 contra 83,022 mil milhões apurados em 2007.
Entretanto, têm-se verificado cortes nos salários dos trabalhadores dos casinos. Registaram-se reduções salariais, em Dezembro de 2008, no «Crown» e na «Venetian», atingindo nesta última operadora, cerca de 6.800 trabalhadores, e há propostas de redução de salários, neste início do ano de 2009, no «Macau Jockey Club» e na «Galaxy».
Para além das reduções salariais referidas já em Julho de 2008 tinham sido despedidos 270 funcionários da «Galaxy». Em Novembro de 2008 a «Venetian» despediu cerca de 10 mil trabalhadores após suspender a construção de hotéis no Cotai e em Dezembro de 2008 a «Venetian» despediu cerca de 580 trabalhadores não residentes.
Relativamente às reduções pelas operadoras dos casinos das remunerações dos trabalhadores, o governo, através do Director da DSAL, tem aceitado estas reduções e argumenta que é melhor do que despedir residentes.
Tendo em conta o aumento das receitas brutas dos casinos verificadas em 2008, apesar de uma quebra de sete por cento em Dezembro relativamente ao mesmo mês de 2007, receitas que têm vindo a aumentar muito desde há alguns anos, em 2006 foi noticiado que Macau ultrapassou Las Vegas em termos de receitas geradas pelo jogo, qual a justificação para que se estejam a verificar as reduções, referidas anteriormente, na remuneração dos trabalhadores bem como os despedimentos?
Sabemos que existe uma crise do sistema financeiro que atingiu muitos países. Crise que muitos analistas relacionam com a liberalização dos mercados de capitais nos anos 90 e em que o dinheiro passou a ser usado não para que os empresários o utilizassem para produzir bens e serviços, mas para que fosse utilizado para produzir enriquecimento através da especulação nas bolsas e em novos produtos financeiros.
Mas as características desta crise financeira não explicam por si a razão das operadoras de jogo de casinos de Macau estarem a diminuir a remuneração dos trabalhadores nem a efectuar despedimentos. Afinal como se referiu as receitas brutas das operadoras de jogo de casinos em Macau aumentaram em 2008 se comparadas como 2007 e com anos anteriores.
Por outro lado Macau não tem uma bolsa de valores e até há data não há registo de problemas nos bancos locais. A economia em Macau não entrará por si só em recessão uma vez que as receitas de Macau são em grande parte provenientes do jogo e essas receitas têm aumentado há vários anos e aumentaram em 2007 como se referiu.
Aliás notícia recente informava que as acções de duas operadoras de jogo de casinos de Macau tinham subido.
Assim sendo, interpelo o Governo, sobre o seguinte:
1. Quais as razões apresentadas, ao governo, pelas operadoras de jogo de casinos de Macau para diminuírem a remuneração dos trabalhadores e para despedirem os trabalhadores? Quais as razões de facto que as operadoras têm apresentado ao governo para suspenderem obras que tinham em curso no Cotai?
2. Considera o governo que tendo em conta o aumento das receitas brutas das operadoras de jogo de casinos verificado em 2008 e nos anos anteriores se justifica a diminuição da remuneração dos trabalhadores dos casinos bem como os despedimentos verificados?
3. Considera o governo que face à crise financeira global, Macau, pelas características da sua economia em que as receitas provêm maioritariamente do jogo, onde não há bolsa de valores e nenhum banco local apresentou dificuldades, vai ser afectado?


Resposta do Governo através dos SAFP.

251 casos no total


Os casos de H1N1 continuam a aumentar em Macau num ritmo constante. Ao mesmo tempo o número de pessoas com alta continua também em número normais.
No dia de ontem registavam-se, num total geral, mais de duas centenas e meia de casos, sendo que 15 foram detectados em 24 horas. “Entre 5 e 6 de Agosto à tarde, os Serviços de Saúde registaram 15 novos casos confirmados de gripe A (H1N1), 9 homens e 6 mulheres, com idades variando entre os 2 e os 53 anos. Dos oito novos casos locais, três são de crianças da turma C da Creche de São João da Obra das Mães. Nesta creche, nos últimos dias, já tinha sido confirmado um caso, sendo agora quatro o número de casos na mesma turma, a qual foi suspensa. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar o estado de saúde das outras crianças da creche em causa e dos indivíduos com contacto próximo.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Concursos dos SS discriminam

Recentemente os Serviços de Saúde publicaram dois anúncios de recrutamento técnico na imprensa local. Recrutamento que apenas, expressamente, era dirigido a quem fala chinês! Sendo um recrutamento para funções técnicas, onde o domínio das línguas vem para segundo plano, levantou-se a questão da discriminação e da desigualdade de oportunidades defendida na Lei Básica.
O deputado Pereira Coutinho apresentou contestou o facto na Assembléia Legislativa.
Fica aqui a intervenção no original feita pelo deputado hoje na AL.
O meu Gabinete de Atendimento aos Cidadãos recebeu dias atrás, algumas queixas de residentes de Macau, alegando que os Serviços de Saúde (SS) estariam a praticar discriminação das línguas oficiais aquando da contratação de trabalhadores da Administração Pública de Macau (APM).
De facto, nos dias 27 e 30 de Julho do corrente ano, os SS publicaram dois anúncios nos jornais locais com a intenção de admitir em regime de contratos além do quadro, um Técnico Superior para a área de análise laboratorial e três Técnicos Superiores para a área de terapia ocupacional, ambas funções de cariz técnicas. Para a vaga de Técnico Superior (na área de análise laboratorial) é exigido como um dos requisitos o “domínio das línguas chinesa e inglesa e para as três vagas de Técnicos Superiores (na área de terapia ocupacional) é exigido o domínio da língua chinesa, tendo discriminado e tirado as oportunidades aos queixosos portugueses ou a outros interessados com as mesmas habilitações que dominam a outra língua oficial que é a língua portuguesa.
Os queixosos são residentes permanentes possuem como língua materna portuguesa são licenciados nos cursos de especialidade de análise laboratorial e terapia ocupacional no estrangeiro sentem-se discriminados no acesso à função pública, por os SS não aceitarem as suas candidaturas. De acordo com os mesmos queixosos as funções dos referidos cargos são altamente técnicas exigindo-se prioritariamente conhecimentos do domínio técnico-profissional designadamente gestão de qualidade dos laboratórios e experiência clínica na área psicológica ou formação profissional condizente.
Os anúncios são discriminatórios, os SS fizeram tábua rasa do disposto do nº 2 do artigo 1º do Decreto-Lei n.º 101/99/M que preceitua que as línguas oficiais têm igual dignidade e são ambos meio de expressão válido de quaisquer actos jurídicos. Por outro lado, tanto o artigo 8º do D.L. nº 86/89/M de 21 de Dezembro de 21 de Dezembro como o artigo 9º da Lei n.º 14/2009 de 03.08.2009 não permite a exclusão de qualquer uma das línguas oficiais. E o mais grave é que não se respeita o Princípio de Igualdade constante do artigo 25º da Lei Básica em que os residentes de Macau são iguais perante a lei sem discriminação em razão da nacionalidade, ascendência, raça, sexo, língua, religião, convicções políticas, ou ideológicas, instrução e situação económica ou condição social.
Por outro lado, este Gabinete recebeu também muitas queixas do pessoal do quadro da carreira especial de técnico de diagnóstico e terapêutica queixando que neste momento a carreira de técnico de 2ª classe inicia-se com índice 340, sendo o índice 480 o índice mais elevado do topo da carreira, ou seja técnico especialista. Com a eventual contratação dos referidos trabalhadores mediante contrato além do quadro com a categoria de técnico superior 2ª classe índice 430 viola-se o importante Princípio para o mesmo trabalho diferente salário, ou seja, todos eles têm o mesmo tipo de trabalho, mas vão auferir salários diferentes, o que constitui uma autêntica fraude à lei existente.
Os queixosos esperam que os SS revejam a injusta situação permitindo que os queixosos possam candidatar-se aos cargos da função pública a não ser que as respectivas vagas estejam já reservadas a alguns amigos ou afilhados e as condições de ingresso moldadas à medida do “alfaiate”. Da nossa parte, pensamos que se trata de um mero lapso involuntário que poderá ser facilmente resolvido com a anulação dos dois anúncios e uma nova publicação evitando-se discriminações em função das línguas oficiais. E a bem da longevidade do segundo sistema.
Assim sendo, interpelo o Governo, sobre o seguinte:
1. Qual a razão de discriminar os residentes de Macau aquando da contratação um Técnico Superior para a área de análise laboratorial e três Técnicos Superiores para a área de terapia ocupacional limitando ao conhecimento da língua chinesa? Porque razão, foram discriminados os residentes de Macau devido ao facto de dominarem somente uma das línguas oficiais que não a chinesa?
2. Quais as razões para a diferença de índices na contratação de técnicos de diagnóstico e terapêutica designadamente índices 340 e 430 como índices de ingresso, violando-se o Princípio para o mesmo trabalho mesmo salário?

236 casos de Gripe A


Afinal eram duas... Eva Lou vs Chui Sai On

Ainda se queixavam da administração portuguesa, e mais recentemente de Ao Man Long. A de Chui Sai On ainda agora vai no adro e já está a ser abalada pela empresa da adjunta da sua campanha. Ao que parece a empresa de Eva Lou ganhou não uma adjudicação directa mas duas. A dos 10 anos de Macau a realizar em Pequim e a da representação de Macau na exposição dos 60 anos da RPC.
Ainda não tomou posse oficialmente e já começam a vir à tona os casos. A ver vamos como vão ser os anos de mandato…
Para mim, desde que não nos incomodem e deixem trabalhar descansados, quero lá saber quem ganha o quê! Afinal, quem quer que seja que vá para o poleiro só vai para se encher ainda mais…
Ah! As adjudicações eram decisão do gabinete da tutela do que vai ser o Chefe do Executivo!
Ler a imprensa local portuguesa para mais pormenores…Assim que estiverem disponíveis publico-os.

Na imprensa chinesa nem sequer tocam no assunto…

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Dia do duplo 8


No dia em que em Macau foi hasteado o sinal número 8 de tufão registaram-se mais 8 casos de Gripe A.

A ressaca dos SMG

Aí temos nós o tão português “storm surge” (termo técnico: Sobreelevação do nível do mar de origem meteorológica)... Será que não há quem envie esta informação aos Serviços de Meteorologia e Geofísica para que, finalmente, vejam que há termo em português. Ao contrário do que afirmaram, de não haver denominação em português para o fenómeno de “ressaca”, o termo existe e é usado tanto em Portugal como no Brasil e nos outros países de expressão portuguesa. Só Macau usa o termo anglófono.
Isto já aqui foi abordado três vezes mas parece que os senhores da Taipa Grande ainda não tiveram tempo de verificar a informação e dar uso à língua oficial.
O “storm surge”, que em português se denomina ressaca, maré de tempestade ou sobreelevaçào do nível do mar de origem meteorológica:“Conhecida popularmente como ressaca, a maré de tempestade é um tipo de inundação costeira causada pela elevação do nível do mar durante tempestades, principalmente no outono e no inverno. As inundações podem ser ainda mais severas quando o fenômeno é associado à maré de sizígia (nos períodos de lua nova ou cheia, quando a terra, a lua e o sol estão alinhados, e induzem marés altas mais intensas).”


Vejam os artigos de:




segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Um cheirinho do meu artigo

Na edição de Sexta-feira d’O Clarim vou escrever sobre a “silly season”. Naquele que vai ser o primeiro artigo da época balnear e de férias, pouco haverá para falar. No entanto, é interessante recordar incidentes passados. “Gostei, sinceramente, de um comentário de um simples morador local quando Chui Sai On passou pelo Mercado Almirante Lacerda. Este cidadão apenas lhe pediu que, como Chefe do Executivo, cumpra, literalmente, todas as promessas que andou a fazer à população… Apesar de ter vindo de uma pessoa que pouco impacto terá nas decisões finais, este pedido agrega tudo o que se pede aos políticos. Que, pelo menos, cumpram o que prometem em campanha quando andam a angariar votos.”

No Domingo mais de 200


No Domingo, segundo dia de Agosto e o mais quente do ano até à data, veio com a notícia de se ter ultrapassado a barreira dos 200 casos positivos de H1N1. Só neste dia confirmaram-se mais uma dezena de casos positivos. “Desde o dia 1 até à tarde do dia 2 de Agosto, os Serviços de Saúde registaram 10 novos casos de gripe A (H1N1), sendo 7 mulheres e 3 homens, com idades variando entre os 11 e os 23 anos. Dos 5 casos locais, 4 doentes participaram, em 29 de Julho, numa cerimonia de casamento e apresentaram sucessivamente sintomas de gripe em 30 de Julho. Após uma averiguação preliminar, um dos participantes da referida cerimonia já teve sintomas de gripe no dia de casamento, sendo possível essa pessoa a fonte do contágio desses 4 doentes, os Serviços de Saúde, para além de exigir-lhe que fosse submetido ao exame médico hospitalar, acompanharam, de imediato, o estado de saúde dos outros participantes. Devido à forte infecção da gripe A (H1N1), os mesmos serviços apelam a população para sujeitar-se à consulta médica logo que se apresentem sintomas de gripe e evitar a participação em convívio.”
São já 204 os casos em Macau.

Sábado eram 194


sexta-feira, 31 de julho de 2009

Correios não assumem responsabilidade

O QUE fazer quando recebemos uma caixa pelo correio e a maioria do conteúdo está destruído por deficiente transporte e tratamento da embalagem?
Uma pergunta com que, decerto, já muitos de nós nos deparámos. Já não é a primeira vez que aqui escrevo sobre o serviço de correios que temos no território. Lembro-me que da primeira vez foi com o correio urgente, que acabava por chegar mais tarde do que o ordinário.
Desta vez foi apenas correio ordinário e pessoal vindo de Portugal. Por razões pessoais tive de fazer um pedido de Galos de Barcelos artesanais, feitos de encomenda, que foram enviados para Macau em três caixas e em três períodos diferentes.
A primeira a chegar vinha danificada, mas nada de preocupante. No entanto, ao abri-la em casa, deparei com o triste cenário de perto de uma dezena de estatuetas destruídas. Na altura nada fiz, porque estava à espera de mais duas caixas e, caso estivesse tudo em ordem, a danificação de dez galos em nada afectaria o planeado. Na chegada da segunda e terceira caixas, que acabaram por ser entregues ao mesmo tempo, mesmo que tenham sido despachadas em datas diferentes em Portugal, deparei com o cenário que se pode ver na fotografia. As caixas dentro de sacos plásticos, atadas com elásticos e abertas em vários locais. Mais parecia que tinham estado à chuva e anos em viagem.
Estranhando o facto, pedi para que fossem abertas no local para verificação do seu conteúdo. Tal tornou a cena ainda mais desoladora. Só na primeira caixa, a que estava mais mal tratada, estavam 15 galos destruídos de tal forma, que não há qualquer recuperação possível.
Perante tal situação, perguntei o que poderia ser feito, ao que me foi respondido, de muita má vontade e num tom de voz pouco indicado, que poderia apresentar queixa, mas, logo à partida, apressaram-se a dizer que a culpa não seria dos Correios de Macau! Afinal a caixa tinha chegado assim.
Depois de inspeccionar as caixas e ver que grande parte das estatuetas estava, de facto, destruída, acabei por mostrar o desejo de apresentar reclamação. A tal pedido veio um sujeito, que presumi ser o chefe de estação, tal não fora a sua atitude autoritária, que me perguntou qual a razão da queixa. A quem se juntou uma funcionária a ajudar à causa.
Formulários para a frente, formulários para trás, acabo por descobrir que, nos Correios de Macau, se queremos apresentar queixa, seja do que for, temos de saber Chinês ou, espantem-se, Francês, pois os formulários existentes apenas estão escritos nestas duas línguas. Algo que nunca tinha visto por estas paragens ao longo de todos estes anos!
Mais me foi dito que, se apresentasse queixa, mesmo depois de todos terem inspeccionado o conteúdo da caixa, perderia todos os direitos sobre os artigos, não os podendo levar comigo (nem mesmo os que ainda estavam em condições!). Perante tal exigência, acabei por não apresentar queixa porque, por experiência própria, a queixa, possivelmente, iria arrastar-se por meses e não iria dar em nada. Tal já tinha sucedido antes com um caso do EMS.
Acabei, por isso, por sair dos Correios de Macau com os Galos de Barcelos, partidos e inteiros, assim como todos os outros itens (estes não eram quebráveis para minha felicidade) que vinham dentro das duas últimas caixas. Os gastos foram avultados e o prejuízo foi todo meu. Os Correios nenhuma responsabilidade assumiram e, apesar de prestarem um serviço público e de os ordenados dos seus funcionários serem pagos pelos impostos de todos nós, tratam-nos como se fossemos nós os empregados deles.
Ao sair do balcão 1 do Edifício Central, resignado com a situação e decidido a encaixar os prejuízos causados por um serviço que foi pago e que custou mais de 500 patacas (pago na origem em Portugal), ainda foi possível ouvir os funcionários a criticar o facto de eu querer apresentar queixa, como se tal fosse algo de muito extraordinário.
Há falta de civismo em muitos locais em Macau e, em particular neste caso, os funcionários comportaram-se como se o cliente fosse o culpado da situação que fora «criada» pelo serviço que prestam.
Acredito que os Correios de Macau tenham recebido a «mercadoria» na situação em que foi entregue ao destinatário, porém, não se compreende que não exista nenhum apuramento de responsabilidades quando um serviço é pago.
Se nós, quando vamos a um restaurante e nos é servida comida de má qualidade podemos reclamar e ver a comida substituída (ou não a pagar), porque não se pode fazer o mesmo neste serviço público? Afinal, quando pagamos, temos o direito de receber um serviço completo.
A título de exemplo, quero referir que o mesmo aconteceu, há vários anos, mas em sentido contrário. No entanto, os CTT em Portugal entregaram o pacote danificado ao seu destinatário, depois de o registarem em fotografia e aceitaram a queixa do destinatário. Sem mais perguntas! Sei que, mais tarde, a pessoa foi compensada pela perda com o valor dispendido no envio.
É triste que em Macau não levem em consideração os clientes e nos tratem como se fosse nossa obrigação aceitar tudo o que nos querem impor. A verdade é que, em particular neste serviço que é superiormente dirigido por uma pessoa que muito estimo e que acredito não estar a par de todos estes abusos cometidos pelos seus subordinados, os funcionários algumas vezes agem como se fossem donos do mundo. Não todos, é claro. À semelhança do director, também outros trabalhadores há que merecem o nosso respeito e consideração.No entanto, por vezes, uma pequena parte e a forma como a instituição presta o serviço dão, por um motivo ou outro, uma muito má imagem para o exterior.

Mais 7 casos e mais vacinas


São já 182 os casos de gripe A detectados em Macau. Só ontem foram registados mais sete novos casos. “Entre 29 e 30 de Julho à tarde, os Serviços de Saúde registaram 7 novos casos de gripe A (H1N1), 5 mulheres e 2 homens, com idades variando entre os 3 e os 21 anos. Os cinco novos casos locais têm relação com os antigos casos confirmados. Três dos doentes deslocaram-se a um estabelecimento de “Karaoke” com um amigo que foi confirmado estar infectado com o vírus da gripe A nos últimos dias. Actualmente, os Serviços de Saúde estão a acompanhar o estado de saúde dos outros indivíduos com contacto próximo. Os outros dois novos casos foram classificados como casos importados.
Dos casos detectados, em comparação com o mês anterior, “80% dos casos foram de gripe A (H3N2) e 20% da nova gripe A (H1N1), sendo a percentagem de H3N2 mais elevada do que a percentagem apresentada no passado mês de Junho.
Entretanto os SS anunciaram que vão começar “no próximo mês de Setembro a administrar a vacinação contra a gripe sazonal, do Inverno 2009-2010 (incluindo a vacina contra a gripe H3N2), sendo aumentada a quantidade de vacinas a adquirir para 129.000 unidades.

A regra aplica-se a todos os CIT?

O falatório da ordem do dia em Macau roda em torno da suspensão, muito aplaudida, da votação do novo regime da carreira de enfermagem.
Ontem na Assembleia Legislativa quase todos os deputados se manifestaram indignados pelo facto da retroactividade não abranger nove (9) enfermeiros (por coincidência ou não) todos portugueses!
Os profissionais indignados com tal medida apresentaram queixa e a votação foi adiada a pedido do deputado Leonel Alves (curiosamente um dos deputados nomeados do Governo!).
As críticas choveram de todo o lado, inclusivamente da Presidente da AL, Susana Chau.
Agora, com todas as reformas das carreiras dos funcionários públicos, fica a pergunta… Será que a retroactividade nas outras actualizações também não será alargada aos outros CIT do Governo?
No IACM, o departamento governamental que mais CIT’s tem, vai ou não dar retroactividade aos seus funcionários?
Como dizia Leonel Alves ontem no hemiciclo, “para trabalho igual, salário igual”. A ver vamos… Os funcionários do IACM já estão habituados a ser sempre maltratados…

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mais uma vez!

Felizmente durou pouco a falta de respeito pela língua portuguesa no Largo do Senado. No entanto, mesmo sendo por pouco tempo, a nódoa está feita.Tratou-se dos painéis alusivos à participação de Macau na Bienal de Arte de Veneza (cidade européia e cuja língua portuguesa é uma das oficiais da bienal) que estiveram expostos até ontem no Largo do Senado.Até quando este completo desrespeito pela língua oficial da RAEM?
O facto de ali ter estado apenas meia dúzia de dias irá servir, quase de certeza, de desculpa para justificar a não existência do português. No entanto, mesmo que seja por uns minutos, o português tem o mesmo estatuto que o chinês e mais do que o inglês. Portanto, há que repor a justiça.
Antes do mais cabe a quem trabalha no departamento responsável (muitos deles portugueses) defenderem esse direito que a nossa língua tem e que é inalienável.

Rocha Dinis candidato do PS

O director do Jornal Tribuna de Macau e o mais antigo jornalista em actividade em Macau, José Firmino da Rocha Dinis, vai ser candidato suplente das próximas eleições legislativas em Portugal pelo Partido Socialista. Rocha Dinis, que nunca tentou esconder a sua filiação partidária, concorre pelo Círculo Fora da Europa onde o cabeça de lista é Renato Leal, actual deputado eleito pelos Açores, 56 anos e professor reformado. (Desde já os meus sinceros parabéns à pessoa que foi responsável pela minha vinda para Macau na década de 90 e os meus votos de sucesso.)
Da lista do PS pelo Círculo Fora da Europa fazem parte também o empresário e membro do Conselho das Comunidades em Santos, Brasil, José Duarte, que ocupa o segundo lugar da lista por fora da Europa.
Como suplente com Rocha Dinis concorre também Maria das Dores Faria, que reside na Venezuela.
Pelo Círculo da Europa concorre Paulo Pisco, 48 anos, graduado em Estudos Europeus na Universidade Livre de Bruxelas, e director do Departamento Internacional e de Comunidades do Partido Socialista (PS). Em 1999, foi eleito deputado pelo círculo da Europa na primeira e única eleição em que o Partido Socialista conquistou três dos quatro lugares de deputado nos círculos da emigração, tradicionalmente partilhados entre socialistas e social-democratas.
Segue-se Lurdes Rodrigues, residente em Paris e actualmente a desempenhar funções na missão da OCDE. Aos lugares de suplentes, candidatam-se a socióloga Dora Mourinho, da Alemanha, e o dirigente sindical residente na Suíça Carlos Ferreira.
Paulo Pisco, que coordenou a escolha dos candidatos nos círculos da Emigração, disse à Agência Lusa que a elaboração das listas teve em conta "a representatividade dos países e das secções do PS no estrangeiro em termos eleitorais e a necessidade de uma boa cobertura e abrangência em termos geográficos no que respeita à localização das comunidades portuguesas".
O responsável socialista adiantou que, durante a campanha, os candidatos irão colocar a tónica na acção "reformista" do Governo em termos nacionais e das comunidades, apoiados num programa eleitoral que, segundo afirmou, "pretende dar uma nova dimensão às políticas para as comunidades portuguesas, valorizando mais a sua estrutura governativa".
As eleições legislativas realizam-se a 27 de Setembro.

Listas e enfermeiros...

A morte certa da lista de Casimiro Pinto (lista 14) e a vitória (lista 2) de Pereira Coutinho. Assim ditou o sorteio da ordem das listas para a eleição da AL. 14 e 2 em chinês têm um som bastante semelhante com as definições referidas…

Discriminação dos enfermeiros portugueses (todos com Contrato Individual de Trabalho) dos Serviços de Saúde de Macau. De acordo com o novo regulamento da carreira estes enfermeiros não serão abrangidos pela retroactividade proposta para todos os outros. Agora acusam o Governo de discriminação…

174 casos de Gripe A


quarta-feira, 29 de julho de 2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

Enterro de D. Domingos Lam

O funeral do Bispo Emérito de Macau, D Domingos Lam, será na Sexta-feira. Pelas 10 horas da manhã o corpo será transladado para a Sé Catedral onde ficará, para quem queira prestar as últimas homenagens, até às 15 horas.
A partir dessa hora realiza-se a missa de corpo presente e todas a exéquias fúnebres apropriadas para um tão alto dignitário da igreja católica. Depois desta terminada, o corpo seguirá para o cemitério (possivelmente, mas não confirmado, o Cemitério de São Miguel Arcanjo).

7 casos ontem


Ontem em Macau foram descobertos mais sete casos positivos de H1N1. No total foram já descobertos 138 casos. “Do dia 26 até à tarde do dia 27 de Julho, os Serviços de Saúde registaram sete novos casos da gripe A (H1N1), sendo dois do sexo feminino e cinco do sexo masculino, com idades variando entre os 6 e os 45 anos. Dos cinco novos casos locais, dois estão relacionados com os vários casos confirmados poucos dias atrás, de alunos que frequentaram o curso de verão de xadrez ministrado pela Escola da Sagrada Família. Um caso é o de um aluno deste curso e o outro corresponde a um indivíduo que foi infectado por ter tido contacto com os referidos alunos confirmados de infecção pelos vírus da gripe A (H1N1). Até agora, dos dezoito alunos deste curso, 5 foram confirmados infectados pelo vírus da gripe A (H1N1). Um outro caso local é o de um enfermeiro do Bloco Operatório do Hospital Kiang Wu e, segundo a investigação preliminar, foi excluída a possibilidade de o mesmo ter sido infectado enquanto trabalhava.

Morreu um amigo. D. Domingos Lam deixou-nos...

Hoje acordei com a péssima notícia da morte de um amigo e companheiro de café da manhã. Sabia da sua doença, sabia da sua idade avançada, mas nunca imaginei que nos deixasse tão subitamente. Apesar de ter estado em convalescença durante muito tempo nunca imaginei que fosse falecer assim.
D. Domingos Lam, o primeiro bispo chinês de Macau, faleceu ontem aos 81 anos no hospital Kiang Wu, onde se encontrava há algum tempo devido a doença que o apoquentava.
Era natural de Hong Kong, onde nasceu a 9 de Abril de 1928, mas tinha Macau no coração. Chegou a Macau em 1931 e foi ordenado padre católico a 27 de Dezembro de 1953 para, em Setembro de 1987 ser ordenado bispo-coadjutor e um ano depois, a 6 de Outubro, com 51 anos, substituir D. Arquimínio da Costa como bispo da diocese local, tornando-se no primeiro bispo chinês da cidade.
Para mim, mais do que o bispo, foi-se um amigo com quem troquei muitas impressões pela manhã no Largo do Senado. Muitas foram as vezes que de manhã cedo, num café daquela zona da cidade, nos encontrámos, bebemos um café e fumámos um cigarro entre amena cavaqueira sobre o que se ía passando na cidade.
Era um homem culto e dono da sua opinião. A sua posição de homem da igreja conhecido por todos não combinava bem com a sua paragem naquele café. Ele sabia-o e desculpava-se com o facto de que na residência não o deixavam fumar e que o café não era bom!
A verdade é que, na minha opinião, era um homem só. Depois de ter deixado de exercer o cargo de bispo de Macau, ao atingir os 75 anos, ficou, repentinamente, sem nada para fazer.
Tinha um sonho, de que me falou várias vezes. Queria escrever as suas memórias em português.
Não sei se alguma vez teve a oportunidade de o fazer. Se o fez, seria bom que a Diocese as publicasse rapidamente.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um cheirinho do meu artigo

Esta sexta-feira n'O Clarim vamos ler um artigo sobre algo que, recentemente, aconteceu nos Correios de Macau. O facto relata a chegada de um pacote postal em péssimas condições. Ninguém quis assumir responsabilidades e, caso o destinatário optasse por reclamar, perderia os direitos sobre o conteúdo dos pacotes! “Acredito que os Correios de Macau tenham recebido a “mercadoria” na situação em que foi entregue ao destinatário, no entanto, não se compreende como não existe nenhum apuramento de responsabilidades quando um serviço é pago.
Se nós quando vamos a um restaurante e nos é servida comida de má qualidade podemos reclamar e ver a comida substituída (ou não a pagar) porque não se pode fazer o mesmo neste serviço público? Afinal quando pagamos temos o direito de receber um serviço completo.

Macau perdeu um diário de língua portuguesa

Macau perdeu, este fim-de-semana, um diário de língua portuguesa. Depois de vários meses em publicação sete dias por semana, este Domingo foi a última vez que chegou às bancas.
A decisão, baseada na situação do mercado e por não “haver condições de viabilidade”, foi tomada depois de muito esforço da equipa da redacção para manter o projecto de pé.
O Jornal Tribuna de Macau, de acordo com o editorial do seu director na edição de Domingo, deixou de ser o único “verdadeiramente” diário de Macau.
A partir desta semana passa a ser publicado apenas de Segunda-feira a Sábado. Estando assim metido de parte o projecto do diário até que as condições do mercado mudem.
Aliás, de acordo com o director outras reestruturações estão na calha.

Mais quatro...


Até ontem, Domingo, contavam-se 158 casos, mais quatro do que no Sábado. “Do dia 25 até à tarde do dia 26 de Julho, os Serviços de Saúde registaram quatro novos casos da gripe A (H1N1), sendo dois do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idades variando entre os 10 e os 19 anos. Dos três novos casos locais, todos são alunos do curso de xadrez realizado na Escola da Sagrada Família, onde já houve (dia 24) um aluno infectado pelo vírus da gripe A. Até agora, dos 18 alunos que integraram o curso, quatro já foram confirmados como casos da gripe A (H1N1). Os Serviços de Saúde solicitou à escola em causa a suspensão temporal do curso, sublinhando que qualquer pessoa que apresente febre e sintomas respiratórios, deve consultar médico imediatamente, não indo ao trabalho ou escola.

154 casos no dia 25


No dia 25, Sábado, eram 154 os casos positivos de gripe A em Macau. “Do dia 24 até à tarde do dia 25 de Julho, os Serviços de Saúde registaram cinco novos casos da gripe A (H1N1), sendo três do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idades variando entre os 4 e os 16 anos. Dos quatro novos casos importados, dois são alunas do Colégio do Sagrado Coração de Jesus que vão frequentar para próximo ano lectivo o 6.º ano do ensino secundário, tendo-se deslocado, durante o período de 16 a 22 de Julho, a Hong Kong para uma actividade de intercâmbio estudantil conjuntamente com as outras três colegas que foram confirmadas ontem como casos de infecção pelo vírus da gripe A (H1N1). Até agora, das sete alunas que integraram o grupo, cinco já foram confirmadas como casos da gripe A (H1N1).

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O nosso pão e a nossa Sumol

O nosso pão e a nossa Sumol

O QUE vou escrever pode soar a pura publicidade, mas não é. Nunca aqui o fiz, nem é a vocação desta coluna promover negócios ou estabelecimentos comerciais, mas desta vez quero falar de um café que, de vez em quando, frequento em Gongbei. Ali mesmo, depois das escadas que descem para o centro-comercial, logo após a passagem da fronteira. Muitas vezes queixamo-nos que em Macau é difícil encontrar produtos de qualidade, nomeadamente produtos alimentares e, mais concretamente, pão. Eu próprio também não consigo passar sem um bom pão, seja ao pequeno-almoço, seja a uma das outras principais refeições do dia.
Em Macau, apesar das muitas pastelarias, padarias e similares, – algumas delas propriedade de portugueses, – o pão deixa muito a desejar. Raros são os casos em que se encontra uma em que a qualidade do pão nos agrade.
Houve tempos em que nas pastelarias/padarias portuguesas o pão era como o que se come em Portugal, saboroso, com a adequada dose de sal e bem cozido. Agora, seja pela farinha, seja pelo muito fermento, esse alimento básico da nossa dieta sabe a pouco e em nada se parece com o que me habituei a comer na minha juventude.
No entanto, e para que não me acusem de só criticar, devo dizer que, de vez em quando, sempre se vai encontrando algum que satisfaz o gosto mais exigente. É isso mesmo que aqui quero destacar. E faço-o porque, contrariando todas as probabilidades, não foi em Macau que o encontrei. Foi do outro lado da fronteira, num pequeno estabelecimento que abriu recentemente.
A oferta é variada: desde pão «normal», a pão com cereais, pão integral, bolos, de tudo se pode encontrar e feito ao sabor ocidental. Não há que confundir com as padarias que vendem bolos e pão que parecem feitos de plástico e que a nada sabem, mas que, no entanto, são muito populares, principalmente junto da população chinesa local.
Não conheço o proprietário deste estabelecimento, nem quem é responsável pela manufactura dos produtos; por isso tomei a liberdade de o referir, dada a sua qualidade e a sua localização. A par do pão e dos bolos de excelente qualidade, tem também café que vai na mesma linha. Sem saber qual a marca usada, atrevo-me a dizer que a «bica» ali tomada é melhor do que as que encontramos em Macau.
Para além disso, este estabelecimento oferece-nos também outro aspecto que merece ser realçado: o preço. Por um pão de 250 gramas paga-se pouco mais de 10 patacas, o que em Macau é impossível acontecer em estabelecimentos que ofereçam pão de qualidade mais aceitável.
Contra todas as expectativas, foi do outro lado da fronteira que encontrei produtos de qualidade que, por tradição, seria normal, supostamente, encontrar deste lado. Isto, – mais não seja, – vem mostrar que na China já se fazem produtos de boa qualidade. Para quem vive em Macau e que está habituado a um certo nível de qualidade de vida, os preços que refiro são baixos; contudo, para a maioria da população chinesa, dez patacas por um pão é caro e poucos o podem suportar. Talvez por isso, o estabelecimento está sempre com poucos clientes e os que ali se deslocam são ocidentais e residentes de Macau.
Ainda hoje pão e café são tidos como produtos para algumas elites no interior do país, tal como o leite e outros alimentos ocidentais. O que se verifica, porém, é que os chineses com poder de compra adquirem com mais frequência café e pão.

Sumol na China

Como sabemos, um dos refrigerantes portugueses mais conhecidos fora de Portugal é a Sumol, nos seus mais variados sabores. Agora, cada vez mais se começa a ver também Compal que, em minha opinião, é de melhor qualidade. Mas, como em tudo, gostos não se discutem.
Vem isto a propósito de ter visto também nesse estabelecimento do outro lado da fronteira a tão «nossa» Sumol, neste caso a de maracujá. Como me foi explicado, é a que mais procura tem por parte do cliente chinês, sendo de salientar o facto do refrigerante ser mais barato do outro lado que em Macau. O preço, como mostra a etiqueta na fotografia que consegui fazer, é muito semelhante ao que pagamos nos supermercados em Macau. Se for num café ou restaurante, o preço, evidentemente, é bem mais elevado.
A Sumol prova, assim, ter mercado na China e que é possível entrar com produtos a preços menos elevados dentro do continente chinês. A chave será mesmo a qualidade e não o preço que se apresenta.

UK em pandemia, 143 casos em Macau


Na quinta-feira contavam-se 143 casos de gripe A. No dia em que no Reino Unido foi declarado o estado de pandemia, depois de nos últimos sete dias terem sido detectados mais de 100 mil casos, em Macau o GCS anunciava “Entre 22 e 23 de Julho à tarde, os Serviços de Saúde registaram 4 novos casos de gripe A H1N1, 1 homem e 3 mulheres, com idades variando entre os 7 e os 56 anos. Dos três novos casos locais, um é o de um auxiliar dos serviços de saúde do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário, que fez escala no dia 19 no Serviço de Urgência Especial e é responsável pelo transporte de doentes confirmados de Gripe A H1N1 para a enfermaria de isolamento. Durante todo o processo este funcionário usou equipamento de protecção individual. Na noite do dia 20 começou a manifestar sintomas de gripe, e na noite do dia 22 foi confirmada a infecção, não tendo a mesma história de viagem nos sete dias anteriores. A par disso, um novo caso confirmado foi classificado de caso importado.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Água de garrafa VS água canalizada

Há uns meses falava aqui da qualidade da água de garrafa e das suas diferenças com a água canalizada e da validade da água. Aliás, recentemente também escrevi no jornal O Clarim sobre a água que consumimos em Macau e as suas quantidades astronómicas.
Agora encontrei um estudo que nos fala novamente das águas engarrafadas feito nos Estados Unidos da América e onde se descobriu que, uma grande percentagem, não passa de água da torneira engarrafada! Este estudo feito durante vários anos analisou milhares de marcas de água e chegou a resultados alarmantes. Segundo estes especialistas muita da água engarrafada é mesmo pior e menos segura do que a que nos chega a casa pelos canos!
Percam algum tempo e leiam o texto em inglês para informação mais detalhada.
Alem de ser muitas vezes mais cara do que a água da torneira, acaba por ser de pior qualidade. A escolha é nossa dizem os especialistas, a capacidade de nos influenciar cabe ao marketing das grandes empresas!

Voice of Thaksin nas bancas no Domingo

A Tailândia vai ter, a partir do próximo domingo, mais uma publicação política. Isto nada teria de anormal não fosse esta nova publicação, bimensal, ter como título Voice of Thaksin ( A voz de Thaksin) e ser lançada precisamente no dia do sexagésimo aniversário do antigo primeiro ministro.
O dinheiro para fundar a revista veio do seio dos apoiantes do primeiro ministro deposto, segundo explicou um antigo membro do dissoluto partido Thai Rak Thai (criado por Thaksin Shinawatra, que se encontra exilado desde o golpe de estado que o retirou do assento de primeiro ministro).
Das páginas da publicação, que se assume como apoiante e defensora do antigo primeiro ministro, vão constar periodicamente artigos de outros políticos que se encontram fora do país ou que são procurados pela justiça tailandesa e por activistas conhecidos como opositores do partido no Governo. Jakrapob Penkair, Somyos Prueksakasemsuk, Jaran Ditha-apichai and Sunai Julapongsathorn, são alguns dos nomes que vão assinar os artigos desta revista que promete ir agitar ainda mais o frágil balanço social na Tailândia.
A revista vai estar nas bancas dos os dias 1 e 15 de cada mês, estando o primeiro número planeado para o dia 26 para assinalar o aniversário de Thaksin Shinawatra. Ao mesmo tempo será lançado o website da publicação.


Fonte: Asiamedia

139 casos


Injustiça à moda de Macau

Mais uma injustiça à moda de Macau… A aprovação ontem na Assembleia Legislativa do novo Regime das carreiras da Função Pública.
Além de não contemplar a actualização salarial para todos os funcionários, mas apenas para as chefias, tem ainda retroactividade a 2007!
Muitas perguntas se levantam, sendo a mais importante a da necessidade da retroactividade a 2007 quando o regime é novo.
A estas e outras perguntas a secretária Florinda respondeu que a actualização serve para resolver outros problemas de carreiras. Não fosse ela também chefia!
Mais uma vez dois pesos e duas medidas no tratamento dos funcionários públicos de Macau. Um peso para quem manda e outro para quem obedece.
Maior injustiça parece ser impossível de imaginar defendem muitos dos líderes das associações que defendem (tentam) os direitos dos funcionários.
O que se pergunta agora é o seguinte. Que estado de espírito terão os funcionários para trabalhar com os seus chefes quando souberem que estes receberam centenas de milhar de patacas de retroactivos, enquanto eles continuam com os seus salários normais.
O assunto nos jornais locais.
Hoje Macau (not available)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Macau é só pasteis de nata

Um artista, dito especialista de cultura portuguesa, diz agora na Rádio Macau… no programa “E assim Acontece com Carlos Pinto Coelho”, afirma que o maior legado português de Macau é o pastel de nata… logo depois de outro ter defendido que o maior legado será o Direito de raiz portuguesa.
Santa ignorância! E dá a rádio estatal tempo de antena a esta gente... O do pastel de nata, além de ser completamente ignorante, nem sequer se lembra que o pastel de nata foi trazido para Macau por um inglês!
O que ele diz pode ser verdade, e se calhar até o é… Mas tal não deve ser dito tão levianamente. Especialmente por alguém que se diz especialista e que tem vindo a Macau frequentemente.
É por estas e por outras que Portugal é o que é e ninguém nos liga nenhuma... de nada valeu os séculos que aqui passámos...
Se não formos nós a defender a nossa cultura e a nossa presença, certamente que não serão os outros a faze-lo por nós.
Olhemos para os exemplos ingleses e americanos que, apesar de se criticarem muito internamente mostram-se unidos quando se trata de política externa e de defesa dos seus valores no estrangeiro.

Coutinho fala da morte no EPM na AL

Recentemente ocorreu uma morte no Estabelecimento Prisional de Macau. Uma morte que as autoridades rotularam como suicido. No entanto, a família não se mostra satisfeita com a explicação.
O deputado Pereira Coutinho apresentou a polémica na Assembléia Legislativa.
Fica aqui a intervenção no original feita pelo deputado hoje na Assembleia Legislativa.
Na madrugada do dia 18 do corrente, morreu, em circunstâncias estranhas, no Estabelecimento Prisional de Macau (EPM), uma senhora detida de apelido Lei, de 45 anos de idade, mãe de dois filhos, que se encontrava a cumprir uma pena de prisão de 3 meses por violação duma simples medida de interdição nos casinos. De acordo com as informações que obtive junto dos seus mais directos familiares, a falecida encontrava-se nos últimos dez anos sob observação médica do foro psiquiátrico, contudo a falecida tinha estado a recuperar bastante, desde que a sua filha conseguiu um contrato de trabalho.
Por solicitação dos seus mais directos familiares, desloquei-me, no dia 19 do corrente e pelas 13h30 ao EPM, onde na altura se encontravam já concentradas à entrada do referido estabelecimento prisional cerca de 30 pessoas entre familiares e amigos. Os familiares directos da vítima queriam e insistiam a minha presença na reunião com os responsáveis do EPM, uma vez que os mesmos familiares, não estavam a par dos procedimentos burocráticos e legais. Contudo, e muito lamentavelmente, e mesmo na qualidade de deputado fui impedido de assistir sem qualquer fundamento às explicações, não obstante ter dito aos responsáveis não haver qualquer impedimentos legais ou outro que impedisse a minha presença de meramente assistir à referida reunião. Aliás, ainda tentei explicar a obrigação legal do dever geral de cooperação que assiste a todos os órgãos e serviços públicos de colaborarem no exercício das funções de deputado. Por isso, fiquei na porta do EPM, cerca de uma hora, a fim de aguardar o resultado final da reunião.
No final da referida reunião, os familiares mostraram-se muito insatisfeitos e mais indignados, porque não foram dadas quaisquer explicações convincentes quanto à causa da morte, nem razões das circunstâncias de ter sido enclausurada com mais 4 prisioneiras numa única cela, sabendo de antemão que a mesma sofria de doença do foro psiquiátrico.
Por isso, os familiares, hoje presentes neste hemiciclo, pretendem saber o seguinte:
1. Porque razão, a falecida, condenada por mero crime de interdição nos casinos, ficou numa cela com mais 3 prisioneiras e não obstante os responsáveis do EPM terem pleno prévio conhecimento de sofrer de doença de foro psiquiátrico e estar sob medicação? Porque razão, não foi providenciada à vítima uma cela individual, a fim de garantir a sua segurança, face à provável instabilidade psicológica e devido aos muitos anos de ter estado sujeita a medicação?
2. Quais as razões, de até hoje, os familiares não terem conseguido visionar as câmaras de vigilância interna do EPM, a fim de apurar as circunstâncias da morte, uma vez que o cadáver aparentava sinais de escoriações na face e no peito? Porque razão, até hoje, não foram ouvidas, as três detidas que estavam na mesma cela e muito provavelmente assistiram ao trágico acontecimento?
3. Considerando que está em causa uma vida humana e independentemente do inquérito do competente órgão de polícia criminal, vai o Governo instaurar um inquérito por entidade independente e de tutela diferente, a fim de apurar as circunstâncias que originaram o nefasto acontecimento e evitar que situações idênticas venham a repetir? Que medidas vão ser adoptadas para que no futuro estas situações não venham a repetir?
Este é mais um caso, de quase total falta de transparência dum serviço público com elevadas responsabilidades, que está aparentemente a ser gerido duma forma deficiente, que nem sequer têm a consciência de como enfrentar situações de crise, impedindo que um deputado estivesse presente numa reunião a fim de poder acalmar os ânimos de familiares que perderem um familiar em circunstâncias muito estranhas. Esta forma de actuação dos responsáveis do EPM deu a entender à meia centena de presentes que estiveram horas à porta do EPM, que a instituição teria algo muito grave a encobrir. E por isso impediu um deputado de assistir à referida reunião.
Estas atitudes dos responsáveis do EPM só contribuem para por em causa em causa a credibilidade e a confiança dos cidadãos. Os responsáveis máximos do EPM, deveriam, em primeiro lugar, ter a noção, de zelar pela segurança e integridade física dos detidos e em segundo lugar, preparar os reclusos para a sua futura integração na sociedade. Neste caso, parece-nos pelo menos, que houve negligência grosseira, e como de costume, quando aparecem escândalos, tentam abafar, e utilizar todos os meios para tentar encobrir os erros e os problemas. Enfim adequa-se muito ao famoso provérbio macaense “Macau Sã Assim”.

Blog do Castro

Vejam e leiam o blog do meu amigo Joaquim Magalhães de Castro acerca das suas deambulações pelo património português no mundo... em 80 dias...
Vale a pena perder umas horas a ler o que ele descreve acerca daquilo que os nossos antepassados foram deixando por todo o mundo. Muito do que descreve é desconhecido para mais de 99 por cento dos portugueses!
A ler e seguir... e não esquecer comprar os seus livros...

Livraria até 2010...

Da notícia que hoje se lê nos jornais portugueses, relativa a Rui Rocha e ao IPOR, destacam-se dois aspectos. O primeiro de louvar e que diz respeito ao ensino do Português na China e no resto do Oriente ficar a cargo do Instituto Camões, logo sob tutela directa do Ministério em Portugal, ficando o IPOR apenas (para já arrisco-me a dizer) só com Macau. É uma notícia de louvar e que augura bons horizontes para a nossa língua na Ásia. Pode ser que, de uma vez por todas, tenhamos uma estratégia de ensino e não comercial.
O outro aspecto é o facto de Rui Rocha, que agora vai passar a ser o director do IPOR, deixando a Fundação Oriente, dizer que a Livraria Portuguesa estará segura até 2010! E depois de 2010? Vamos ter a mesma novela para o ano?
Quanto ao ensino do português do IPOR em Macau (não criticando os professores porque esses fazem o melhor que podem) basta dizer que da última vez que ali estive não havia nenhuma informação em português para os interessados em conhecer os cursos!
Esperamos que o IC pegue no ensino em Macau também o mais rapidamente possível...

A arte dos títulos


O GCS começou a inverter a estratégia de fazer os títulos relativamente à gripe A em Macau. Agora, em vez de dar ênfase aos novos casos salientam os que tiveram alta!
Portanto ontem diziam que 94 doentes já tiveram alta. No entanto, o número acumulado de pessoas infectadas aumenta diariamente. Ontem eram já 136 os casos positivos. “Até à presente data, registaram-se cumulativamente 136 casos de Gripe A (H1N1). Entre 20 e 21 de Julho à tarde, os Serviços de Saúde registaram 9 novos casos de gripe A (H1N1), 4 homens e 5 mulheres, com idades variando entre os 6 e os 33 anos. Dos três novos casos locais, dois são de trabalhadores da Polícia Judiciária e o outro é o do filho de um caso confirmado, nos últimos dias, correspondente a um trabalhador da Polícia Judiciária. Seis novos casos confirmados foram classificados de casos importados.

IC desmente com cara de pau

O Instituto Cultural vem hoje nos jornais responder às críticas de Pereira Coutinho relativas à falta de limpeza e segurança. Diz o IC que existem instalações suficientes e que, no caso de se instalarem mais infraestruturas no local, fica comprometida a segurança no caso de necessidade de evacuação!
Das duas uma, ou IC tenta tapar o sol com uma peneira, ou não sabe mesmo do que estão a falar!
Pergunto-me mesmo, será que nos últimos tempos alguém do IC se deu ao trabalho de passear por aqueles lados?
Não será muito difícil ver que a zona é suja, para tal basta ver a quantidade de lixo que se encontra no chão. Desde caixas de tapau a papéis, beatas, excrementos de animais e mesmo preservativos, de tudo se encontra nas zonas públicas que rodeiam a Fortaleza do Monte.
A par da falta de limpeza outro aspecto ainda mais grave, a falta de segurança. Depois das 7 da tarde quem por ali passa sente-se inseguro com a falta de vigilância e com a quantidade de pessoas, de origem desconhecida, que por ali deambulam e que, não poucas vezes, importunam quem aproveita para esticar as pernas na única zona verde daquela área da cidade.
Senhores do IC tenham um pouco de “tino” e olhem para os problemas sem querer atirar areia para os olhos de quem se queixa. O deputado não se queixou só por queixar. Fê-lo porque é essa a sua missão como representante da população. Certamente que Pereira Coutinho, assim como os milhares de residentes que vivem nas redondezas da Fortaleza do Monte (e onde orgulhosamente me incluo) e vossas excelências se ali vivessem, gostariam de ter um local onde passear ao fim do dia sem se sentirem ameaçados, seja pela falta de higiene seja pela cada vez maior falta de segurança.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Mais seis casos de gripe


Segundo as autoridades locais os casos de H1N1 são 127… sendo que 90 dos casos confirmados desde o início já tiveram alta.
Ontem confirmaram-se mais seis novos casos, três deles da Judiciária. Aliás, este serviço é o mais afectado até agora. Mais de duas dezenas de casos são de funcionários desta força policial…
Os Serviços de Saúde apelam aos indivíduos que tiveram contacto próximo como os doentes, que devem prestar atenção à sua saúde, e no caso de apresentarem sintomas de gripe devem evitar ir ao serviço ou à escola, e devem recorrer à consulta médica.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O dia de todos os recordes!


O dia de todos os recordes foi o Domingo. No período de 24 horas, entre Sábado e Domingo, registaram-se 14 casos! “Até à presente data, registaram-se cumulativamente 121 casos da Gripe A (H1N1), em Macau. Desde a tarde do dia 18 até às 14 horas do dia 19 de Julho, os Serviços de Saúde registaram 14 novos casos da Gripe A (H1N1), incluindo 12 indivíduos do sexo masculino e 2 do sexo feminino, tendo os mesmos idade entre 5 e 44 anos. Dos novos casos, 8 são investigadores criminais de uma subunidade da Polícia Judiciária. Os mesmos apresentaram com sintomas gripais entre 16 e 17 de Julho. A fonte de infecção não foi identificada, mas considerada preliminarmente que não esteve relacionada com a operação efectuada na manhã do dia 16. A filha de um dos investigadores criminais e um rapaz com ela teve contacto foram também confirmados como casos de infecção. Os casos referidos foram classificados casos locais. A par disso, 3 casos confirmados foram, também, classificados casos locais, que estão relacionados com os casos confirmados anteriormente. Além disso, registou-se um caso importado, o doente em causa é membro de uma equipa de esgrima da qual também faziam parte os 4 casos confirmados sucessivamente nos últimos dias. Até à presente data, houve um total de 5 membros desta equipa que foram confirmados como casos de infecção da Gripe A (H1N1).

107 no sábado


A barreira dos 100


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Residentes consomem água demais

FALA-SE constantemente da necessidade de poupar água, mas raramente se vai ao âmago da questão. Quantas pessoas sabem qual é o consumo de água feito pela população de Macau? Qual é o sector de Macau que mais água consome?
Por muitas campanhas que se façam, por muito que se tente explicar à população o quão é «moderno» poupar água, ou porque está «na moda» preocuparmo-nos com o ambiente, a verdade é que, se não atirarmos com os números frios e crus à cara das pessoas, as consciências continuam tão impávidas e serenas como se nada soubessem.
É da natureza humana não nos preocuparmos com esses pequenos pormenores. Todos pensam que fazemos o suficiente e que cabe ao «governo» fazer mais, sempre e cada vez mais. A verdade é que, se olharmos para os números mais recentes do consumo desse bem essencial à vida, – a água, – podemos muito bem mudar de opinião.
Torna-se enfadonho falar de cifras num texto desta natureza, pelo que vou tentar manter a sua citação ao mínimo.
Em 2008 consumiram-se 67 460 000 metros cúbicos de água em Macau. Só para se ter uma ideia de quanta água isto significa, digo-vos que servia para encher quase 45 mil milhões de garrafas de litro e meio (cerca de oito mil garrafas para cada residente de Macau), ou para encher mais de 21 mil piscinas olímpicas (para quem não saiba, uma piscina olímpica leva ou pode conter 3.125.001 litros).
Destes números, o consumo em nossa casa assume a maior fatia, quase 47 por cento do total (ou seja, 9.840 piscinas); o consumo comercial daria para encher apenas 8.137 piscinas (38.75 por cento), enquanto que o industrial não chega a 8.5 por cento (1,733 piscinas olímpicas) e o institucional é pouco mais de seis por cento (1.288 piscinas).
Estes números mostram-nos que muito ainda há a fazer no que diz respeito à poupança de água em nossas casas. O consumo doméstico é igual ao de todo o sector profissional do território. Só por si, este número diz tudo.
Quando a população residente, que não ultrapassa os 600 mil habitantes, consegue consumir mais água que todos os hotéis, indústrias, restaurantes e similares, algo de muito errado se passa com as preocupações ambientais dos residentes. Não basta andarmos a apregoar que nos preocupamos com o ambiente;l é necessário acção e, se tal não resultar com campanhas de sensibilização, há que recorrer a métodos mais persuasivos. Nada melhor do que criar tarifas mais caras e que penalizem quem mais consuma, a nível doméstico. A par, claro está, de outras tarifas que incentivem a poupança, dando benefícios a quem, por seu lado, faça um esforço para reduzir o seu consumo.

Esclarecimento sobre termómetros laser

No seguimento do artigo da passada semana, em que referia não ter recebido nenhuma explicação oficial acerca da utilização das pistolas «laser» em Macau, quero dizer que o Centro para o Controlo e Prevenção de Doença (CDC) enviou uma mensagem (recebida na minha caixa do correio no dia 9 de Julho às 16:19 horas), mas que não foi possível incluí-la no artigo. Pelo que aproveito agora para a referir. O CDC (sigla inglesa), numa mensagem completamente redigida em inglês e não numa das línguas oficiais de Macau, refuta todas as informações avançadas, adiantando que em Macau os Serviços de Saúde utilizam aparelhos autorizados e que são qualificados pelo US FDA (autoridade americana) como sendo «Class II General Hospital and Personal Use Devices». Pelo que, – e cito na íntegra e na língua original – «The Health Bureau uses products for measurement of human body temperature according to manufacturer's instruction, and the practice has been completely safe and satisfactory for years» (em tradução não-oficial, isto significa: Os Serviços de Saúde utilizam instrumentos de medição de temperatura em humanos de acordo com as especificações dos fabricantes e a prática tem sido completamente segura e com resultados satisfatórios há vários anos).
Tenho a dizer que, primeiro, nem no artigo nem na mensagem enviada às autoridades governamentais foi referido que se tratava dos medidores de temperatura dos Serviços de Saúde. Aliás, nos SS sempre que nos medem a temperatura utilizam termómetros «laser» de ouvido. O que está em questão no artigo publicado são as pistolas que se vêem na fotografia do artigo da semana passada e podem ser encontradas em muitos locais em Macau. Essas pistolas, tanto quando foi referido por especialistas de Hong Kong e dos Estados Unidos, não são indicadas para uso humano, mas podem ser usadas. O que estará em questão é, primeiro, o facto de serem um risco quando manuseadas por pessoas não qualificadas; segundo, porque não são fiáveis quando controlam temperatura humana, porque só medem à superfície.
Relativamente às pistolas que referi, o CDC diz não ter nada a ver com o assunto porque, tanto quanto se percebe na missiva em inglês, apenas se responsabiliza pelos Serviços de Saúde!
No entanto, no decorrer da mensagem electrónica aproveita para citar alguns cuidados, de acordo com regulamentação de Hong Kong. Diz que devemos «assegurar que informação suficiente e explicativa deve estar visível no instrumento. E, caso o tamanho deste não o permita, uma etiqueta terá de ser incluída na caixa ou na documentação».
Ficamos assim a saber que o CDC não se responsabiliza pelo que é usado noutros departamentos governamentais e que as pistolas devem ter etiquetas de aviso sobre os seus perigos e formas de usar. Fica, no entanto, a pergunta no ar, sem se saber quem controla e autoriza os medidores de temperatura que grassam por Macau.
Quero aproveitar o esclarecimento do SS, mas também deixar o reparo para que usem as línguas oficiais e enviem a informação em tempo útil, para que possamos, dessa forma, a disponibilizá-la aos nossos leitores.
Os contactos posteriores à primeira resposta foram muito expeditos, refira-se!

Um cheirinho do meu artigo

Na próxima sexta-feira n’O Clarim vai poder ser lido um artigo sobre um café que existe do outro lado da fronteira e que, por incrível que pareça, é onde encontro do melhor pão nesta zona do globo… A notícia é mesmo essa, o facto de ser interessante encontrar-se melhor pão ao estilo ocidental do outro lado do que aqui em Macau. “Tempos ouve em que nas pastelarias/padarias portuguesas o pão era como o que se come em Portugal, saboroso, com a quantidade certa de sal, e bem cozido. Agora, seja pela farinha seja pelo muito fermento, esse alimento básico da nossa dieta, sabe a pouco e em nada se parece com o que me habituei a comer na minha juventude.
No entanto, devo dizer que, de vez em quando, sempre se vai encontrando algum que satisfaz o gosto mais exigente. É isso que aqui quero destacar. E faço-o porque, contrariando todas as probabilidades, não foi em Macau que o encontrei. Foi do outro lado da fronteira num pequeno estabelecimento que abriu este ano.
A oferta é variada, desde pão “normal”, a pão com cereais, pão integral, bolos, de tudo se pode encontrar e feito ao sabor ocidental.

A ler na próxima semana.

94 casos em Macau e ilhas...


quinta-feira, 16 de julho de 2009

Quase na centena!


Os casos de H1N1 crescem de dia para dia. Começa mesmo a não ser mais notícia esta contabilidade diária!
Ontem contavam-se em nove dezenas as pessoas infectadas em Macau entre casos locais e importados. O GCS descrevia a situação da seguinte forma: “No dia 15 de Julho, os Serviços de Saúde registaram 3 novos casos da gripe A H1N1 e 7 doentes confirmados tiveram alta hospitalar, depois de tratamento. Até à tarde do dia 15, um total cumulativo de 73 doentes confirmados recuperaram e tiveram alta, estando 15 a ser submetidos a tratamento médico, sendo o estado de saúde de todos satisfatório e estável.

Artista da estrada

Este “artista” que se vê aqui ao volante de uma máquina alemã ficou muito indignado, ontem à hora de almoço, quando um condutor de Macau lhe chamou à atenção para a infracção que estava a fazer. Parado na zona amarela, onde é expressamente proibido parar, impedia os veículos que vinham da Avenida da Praia Grande (junto ao Palácio do mesmo nome) e que pretendiam virar com sinal verde para o sentido da Torre de Macau. No entanto, com este “artista” parado no local onde estava, ninguém passou enquanto o sinal dele não passou para verde e pode seguir viagem. Mais indignado ainda ficou quando parei para lhe tirar fotografia para a posteridade.
Infelizmente em Macau vê-se disto todos os dias. Na ocasião era um carro de matricula da China e de Macau. É hábito aqui dizer-mos que os condutores do outro lado conduzem mal mas, diga-se, os de cá também não são exemplo para ninguém.
Quem ficou também muito mal na fotografia foi um agente da autoridade que estava nas imediações e que nada fez para resolver o problema apesar das queixas dos envolvidos.
Em Macau para que o trânsito melhore tem que se mudar, antes de mais, mentalidades. Mentalidades dos condutores, dos agentes da autoridade e de todos quantos usam as estradas, peões incluídos!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Vírgina Trigo e Hu Jintao

O Jornal de Negócios publicou, como é usual às terças-feiras, a coluna da nossa conhecida Vírgina Trigo. Desta vez abordou a não ida a Portugal do presidente chinês e o significado desse cancelamento.
Ao contrário do que muitos pensam, a desistência da visita a Portugal só tem aspectos positivos segundo a antiga presidente do Instituto de Formação Turística de Macau e que agora é docente do ISCTE.
Vejam na íntegra a coluna do Jornal de Negócios publicada a 14 Julho de 2009 em Portugal.

87 casos positivos


Já vem sendo hábito o aumento diário de dois casos positivos de H1N1, pelo que a terça-feira não foi excepção. Assim sendo conta-se já 87 casos em Macau. A pouco e pouco vão aumentando os novos casos, ao mesmo tempo que alguns dos pacientes vão tendo alta hospitalar.
No dia 14 de Julho, os Serviços de Saúde registaram 2 novos casos de gripe A H1N1 e 1 doente teve alta hospitalar depois de tratamento. Até à tarde do dia 14, 66 casos confirmados e recuperados tiveram alta, estando 18 a ser submetidos a tratamento médico, sendo o estado de saúde de todos satisfatório e estável.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Chui, agora é que é!

O candidato a Chefe do Executivo, antigo secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Fernando Chui Sai On, tem passado os últimos dias em constantes contactos com a comunidade local. Até parece que anda em acesa campanha eleitoral, não fosse nós sabermos que está já eleito até poderíamos pensar que em Macau a corrida a Chefe do Executivo é de sufrágio directo e universal.
Além do caricato da situação há outro pormenor que me causa surpresa. Chui Sai On tem prometido mundos e fundos, como se com ele no cargo máximo Macau fosse ser transformado no nirvana. Ele é casas para artistas, melhores condições de vida, mais cuidados de Saúde, etc, etc e mais etc.
Pergunto-me, não era Chui Sai On tutela de todas estas áreas no Governo de Edmund Ho. Afinal, porque não foi isso feito durante o seu mandato como secretário da tutela e vai ser agora feito quando for Chefe do Executivo?

Mais um, menos um


segunda-feira, 13 de julho de 2009

Mais dois


Os casos confirmados cifram-se já em 83. Ontem foram confirmados mais dois, depois de no sábado não se ter registado nenhum. Segundo dados oficiais "O nível de alerta de pandemia foi elevado para 6 pela Organização Mundial de Saúde, sendo a sua gravidade moderada. Actualmente, o nível de alerta de Macau é 6 (cor azul), sendo o risco de transmissão moderado. Até à presente data, registaram-se 83 casos de Gripe A (H1N1), em Macau. De acordo com os Serviços de Saúde, registaram-se, em 12 de Julho, mais 2 novos casos da Gripe A (H1N1) e 1 doente teve alta hospitalar após tratamento médico. Até ao presente, houve, no total, 61 doentes de casos confirmados que tiveram alta hospitalar e 20 doentes encontram-se submetidos a tratamento médico, estando todos em bom estado de saúde e estáveis.

Morreu Manuel Carrascalão

Digam o que disserem, Manuel Carrascalão para mim foi, e será sempre, um dos maiores heróis da resistência timorense. Figura polémica pelas posições que tomou relativamente aos invasores indonésios foi muitas vezes mal interpretado. A verdade é que Timor Leste muito lhe deve, assim como a todos os elementos da sua família, uma das mais influentes antes e depois da independência.
O político morreu, este sábado, aos 78 anos num hospital em Díli, vítima de complicações de saúde na sequência de uma embolia cerebral. À Lusa, a sua irmã Gabriela dizia “o meu irmão morreu hoje cerca das 14h30 de Lisboa no hospital Guido Valadares, em Díli, rodeado de familiares e amigos”. Gabriela Carrascalão, assessora de um ministro timorense, estava em Portugal na altura, tendo já regressado a Timor.
O mais velho da família Carrascalão foi uma das principais figuras associadas ao processo de consulta popular em 30 de Agosto 1999, que conduziu o território à independência, após 27 anos de ocupação indonésia. Processo que lhe havia de levar o filho mais novo, Manelito, massacrado pelas milícias na sua casa onde se refugiavam centenas de pessoas fugidas da violência.
Manuel Carrascalão, figura carismática com uma barba peculiar que lhe dava um ar austero mas que era de trato muito afável e simples, destacou-se ainda no tempo da ocupação indonésia por desafiar o regime imposto por Jacarta, fundando um movimento unitário de resistência (MURPTL) que congregou a quase totalidade das forças políticas que se opunham à anexação do território.
Após o fim da ocupação indonésia, em Novembro de 1999, foi eleito presidente do Conselho Nacional, um órgão consultivo criado pela administração da ONU em Timor-Leste e extinto antes das eleições constituintes.
As cerimónias fúnebres só se realizam depois de toda a família se reunir em Timor. Manuel Carrascalão tem filhos a viver em Cabo Verde e nos Estados Unidos da América.
Outro dos irmãos, João Carrascalão, que é presidente do Comité Olímpico de Timor-Leste, estava em Lisboa a acompanhar a comitiva timorense a participar na segunda edição dos Jogos da Lusofonia.

domingo, 12 de julho de 2009

Nenhum caso pela primeira vez


Mais oito, menos oito


Na passada sexta-feira o GCS adiantava que existiam mais oito casos de gripe A e que também oito pacientes tinham tido já alta. “O nível de alerta de pandemia foi elevado para 6 pela Organização Mundial de Saúde, sendo a sua gravidade moderada. Actualmente, o nível de alerta de Macau é 6 (cor azul), sendo o risco de transmissão moderado. Até à presente data, registaram-se 81 casos da Gripe A (H1N1), dos quais 3 são novos casos importados e 5 novos casos locais. Actualmente, 23 doentes estão a ser submetidos a tratamento médico no hospital e 1 doente está a ser submetido a tratamento médico no domicílio, sendo satisfatório o seu estado de saúde. Para além disso, 8 doentes tiveram alta, estando 46 indivíduos em observação médica nos seus próprios domicílios.” (10 de Julho de 2009)

NaE's kitchen A Cozinha da NaE

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