Como blog estaremos aqui para escrever as nossas opiniões, observações e para que quem nos visite deixe também as suas. Tentaremos, dentro das possibilidades, manter este local actualizado com o que vai acontecendo à nossa volta em Macau e um pouco em todo o lado...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Santa estupidez!

Raios partam a santa ignorância daqueles que passam por Macau e que, depois de alguns dias no território, voltam à parvónia e metem-se a emitir declarações do tipo das que o actor Diogo Amaral, da novela da TVI que recentemente viu algumas imagens rodadas no território, proferiu.
Este sinólogo e conhecedor de Macau diz que gostou do território (pudera, tratado como um rei durante os dias que aqui esteve), só não gostou da culinária porque não se vê a comer cão ou barbatana de tubarão!
Pobre do rapaz, deve ter passado fome. A nossa dieta conta com estes dois ingredientes assim como a dieta em Portugal conta com as tripas ou com os caracóis!
Raios partam tanta ignorância das figuras públicas da Santa Parvónia à beira mar plantada. Mais valia ficarem de boquinha calada e dar a cara para a fotografia. Pelo que parece é mesmo só cara, o cérebro há muito que se foi!
Ah Diogo, da próxima vez que vieres contacta-me... Eu levo-te a comer tartaruga que, a par do cão e das barbatanas de tubarão, perfaz a trilogia da dieta de Macau…
Não voltem por favor…
Só poderia ser resultado dos Morango com Açúcar, actores e personalidades feitos à martelada!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Gripe e falta de higiene

NUMA semana em que o sentimento de medo aumenta, devido à cada vez mais próxima possibilidade de podermos ter casos de gripe suína em Macau, preocupa-me que nada, ou quase nada, tenha sido feito para alertar a população para as precauções a tomar.
Todos sabemos que a gripe se transmite por partículas suspensas no ar, saídas de alguém infectado, ou por contacto directo com essa pessoa. Sabe-se também que o vírus consegue sobreviver algum tempo fora do organismo, tornando assim o risco de contágio mais elevado. No entanto, é do conhecimento geral também, que em ambientes limpos e desinfectados o H1N1 tem poucas possibilidades de sobreviver e passar para outras pessoas. Daí que a solução tenha de passar, essencialmente, pela limpeza, tanto pessoal como de todos os locais públicos, especialmente aqueles onde exista uma constante concentração de pessoas, assim como das nossas próprias habitações e prédios.
As medidas tomadas no sentido de medir a temperatura e preencher declarações à entrada das fronteiras de nada servem, se não houver uma efectiva aplicação de todas as directivas de higiene prescritas pela legislação vigente em Macau.
O território tem, desde há muito, leis que proíbem fazer lixo, nomeadamente cuspir para o chão ou deixar lixo fora dos contentores. Mas, como todos sabemos, poucos são os transgressores que acabam por ser chamados à atenção, autuados ou levados perante a justiça. Para tal, basta passar pelo Largo do Senado a qualquer hora do dia e ver algumas pessoas, especialmente turistas, a cuspir para as plantas que estão nos canteiros, a deixar lenços de papel no chão, entre outras transgressões que estão contempladas como merecedoras de autuação.
Não sou um perito em virologia ou doenças transmissíveis, mas o que se lê dos especialistas na matéria e o que nos ensina o senso comum é mais que suficiente para sabermos que a higiene ambiental e pessoal é meio caminho para controlar a proliferação de qualquer vírus, especialmente quando se transmite por contacto directo ou por estar disperso na atmosfera.

Promoção é necessária

Quem está em Macau há mais de seis anos lembra-se, certamente, da crise da Pneumonia Atípica e toda a histeria à sua volta. Lembram-se de todas as campanhas de limpeza promovidas pela cidade. Diariamente se viam pessoas de todas as idades de balde e esponja na mão a limpar paredes, passeios, corrimãos e cadeiras em todos os locais públicos. A par disso, havia na televisão, rádio e jornais, tanto locais como de Hong Kong e da China continental, uma intensa campanha de promoção dos cuidados básicos de limpeza. Estas campanhas chegavam ao ponto de nos ensinar como se deveria fazer a solução de água e lixívia para desinfectar a nossa habitação e os lugares comuns do nosso prédio.
Na altura considerou-se muita desta publicidade como exagerada. A verdade é que resultou e Macau pouco sofreu com tal doença, tendo sido mesmo considerado quase milagroso o facto do território ter passado sem qualquer caso mortal. Aliás, o único caso registado foi de um «importado» da China.
Com o vírus da Gripe Suína à porta, é altura de voltarmos aos exageros porque, como me habituei a ouvir em pequenino, já que «mais vale prevenir do que remediar».
Gostaria de ver o Governo a abrir uma Linha Aberta, exortando os moradores a inscrever-se para efectuar a limpeza do seu edifício. É que, como se sabe, se tal tarefa for deixada a cargo da iniciativa de cada um, nunca se passará à acção. Terá de ser o sector público a tomar a iniciativa e a dianteira, criando mais campanhas, listando os edifícios com e sem condomínio para limpeza geral. Torna-se conveniente organizar sessões públicas de esclarecimento em zonas arejadas da cidade, onde grupos grandes se possam juntar sem medo de contágio. O Largo da Torre de Macau ou os largos existentes em muitos dos jardins do território podem servir muito bem para este efeito e, certamente, muitos dos cidadãos irão aderir.
Relativamente à vacinação contra a gripe, e não havendo provas suficientes de que a actual vacina seja efectiva, penso que não se deve avançar para uma campanha geral de vacinação, visto estarmos no fim da «estação da gripe». Contudo, dado que há camadas da sociedade mais sensíveis, como os doentes crónicos, idosos e crianças, o Governo deveria insistir para que estas pessoas sejam vacinadas, caso não o tenham sido no início da estação.
Este é um processo complicado, mas como vamos agora entrar no período de entrega dos Vales de Saúde, – parte do Plano de Ajuda Pecuniária do Governo, – o Executivo poderia optar, em paralelo, por oferecer a vacinação a esta franja da sociedade no acto do levantamento dos dez cupões de cinquenta patacas.
Mesmo não estando provado que a vacina seja efectiva para o vírus H1N1, o efeito psicológico poderá ser muito benéfico para quem a tome e para a restante população.
Quanto às outras recomendações do Governo, é necessário manter o ambiente limpo, as casas ventiladas, usar máscara de protecção, caso tenhamos sintomas de gripe, ou tenhamos de frequentar áreas com aglomeração de pessoas (hospitais, centros de saúde e centros médicos) e manter uma boa higiene pessoal, lavando frequentemente as mãos.

OMS deve estar louca!

Sinceramente, gosto da forma como a Organização Mundial de Saúde, e os órgãos de comunicação social de todo o mundo têm vindo a tratar o problema da gripe A, H1N1, gripe suína ou gripe mexicana.
Informação concisa, esclarecida e que tem um efeito calmante na população.
Senão, reparem na última da OMS. Na quinta-feira, na sua sede em Genebra, na Suíça, anunciou, sem papas na língua, que o número de infectados, caso esta crise se torne numa pandemia, poderá chegar aos dois mil milhões! Assim, sem mais nem menos para que as pessoas fiquem completamente descansadas!
O chefe da gripe da OMS, o japonês Keiji Fukuda, que fez tais afirmações, disse ainda que, de acordo com os registos conhecidos, em casos epidémicos como este, cerca de um terço da população mundial acaba infectada!
No entanto, muitos especialistas independentes, apesar de concordarem com os números, dizem, e muito bem, que muitos dos infectados nem sequer terão sintomas. Um detalhe que faltou ao senhor Fukuda!
Será que não existem assessores de imprensa que revejam e aconselhem estas pessoas a falar, o que falar, e como o dizer, antes de irem para o palco do mundo abrir a boca?
Todos sabemos da gravidade do problema mas vir a público dizer que um terço da população mundial está condenada é a última cosa que queremos ouvir!
Ver a totalidade da notícia aqui

O bom exemplo

Nem onde há capitais portugueses se preserva a língua de Camões... Brilhante CTM...

Foto tirada à hora de almoço na loja da CTM no Largo do Senado.
Muitas vezes tenho falado sobre a CTM e reconheço que têm feito muitos esforços para melhorar a situação do uso do português. No entanto, quando se faz uso de símbolos comuns, como é o caso das placas da toponímia de Macau (tipicamente portuguesa), o cuidado deveria ser maior. Daí esta ressalva e chamada de atenção.
Como de costume, e como aconteceu das outras vezes que abordei o tema “CTM” alguém da empresa virá meter água na fervura e apresentar a desculpa do costume. Há falta de pessoas a falar português!
Bom, digo-lhes, estou aqui se precisam de mim, assim como estão mais uns milhares de falantes de língua portuguesa, muitos deles nem portugueses são!

Um cheirinho do meu artigo

Na proxima sexta-feira n'O Clarim vai ser possível :
(...)"Se não nos é dada a oportunidade de escolher, universalmente, quem queremos no governo não valerá a pena andarmos a perder tempo a criticar, analisar ou mesmo elogiar quem entra na corrida.
Fica apenas a intenção e o esforço de, regularmente, alertar nestes artigos os dirigentes e pessoas de decisão que ainda leiam em português para o que consideramos que está menos bem e para os anseios do cidadão comum. É esse um dos principais objectivos destes artigos, dar voz a quem não a tem e alertar para os problemas que, na nossa opinião, vão afectando o dia-a-dia das pessoas que vivem nesta cidade.
" (...)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O texto de Fão vs Gilberto

E como o prometido é devido e somos um blog de “palavra” aqui estão os “scans” das duas páginas do jornal. Uma de ontem (5 de Maio de 2009) onde Jorge Fão, fazendo uso do Direito de Resposta, desanca, a bem desancar, no autor do artigo. E uma imagem da página de hoje (7 de Maio de 2009) onde o autor pede desculpas esfarrapadas. Abram se querem ler… as imagens têm qualidade suficiente para que se leia… assim como a prosa…
Ao contrário desta que aqui vai saindo que não agrada a ninguém. Nem isso é importante porque o que quero é exprimir o meu ponto de vista, por muito distorcido que seja!



...posts anteriores....



Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Gilberto pede desculpas...
A comunicação de Macau está cada vez mais engraçada!
Hoje, no seguimento do desanco de Jorge Fão em Gilberto Lopes, que ontem aqui dei conta, o alvo das críticas veio pedir desculpas públicas e tentar explicar que não seria bem assim. Que tinha tirado ilações precipitadas!Uma no cravo outra na ferradura como se diz na Beira Litoral! Por um lado atira para o ar, por outro diz-se amigo dos seus alvos e que os tem na sua maior estima.Vamos ver as cenas dos próximos capítulos…
PS:Não podemos, infelizmente, disponibilizar os links para ambos os textos porque o Hoje Macau não os disponibiliza. Se tiver a oportunidade de os digitalizar (ou scanar como se diz aqui em Macau!) prometo que os meto no blog
Posted by PubEd 0 comments at 5/07/2009 04:40:00 PM
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Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Fão descasca em Gilberto
Leiam o desanco de Jorge Fão no edição de hoje do Macau Hoje. Refere-se a uma opinião veiculado pelo director da Rádio Macau na sua coluna semanal no diário, relativa aos apoios a chefe do executivo e de Chui Sai On ser o candidato dos portugueses e macaenses! Jorge Fão, membro convidado para a Comissão Eleitoral desanca, a bem desancar, dizendo que, ao contrário do que o Gilberto afirma (que Fão, Peireira Coutinho e Francisco Manhão, ou seja APOMAC e ATFPM não apoiariam o actual secretário).Jorge Fão acusa o director da Rádio de o querer manipular e forçar a manifestar publicamente quem apoia.Isto começa a compor-se!Jorge Fão, membro influente da comunidade portuguesa e macaense, ex-deputado, parece pouco dispostos a que lhe estejam a impingir candidatos e parece que, como sempre, não lhe vão fazer a cabeça!Vamos ver as crónicas dos próximos episódios!
Posted by PubEd at 5/06/2009 11:43:00 AM
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Gilberto pede desculpas...

A comunicação de Macau está cada vez mais engraçada!
Hoje, no seguimento do desanco de Jorge Fão em Gilberto Lopes, que ontem aqui dei conta, o alvo das críticas veio pedir desculpas públicas e tentar explicar que não seria bem assim. Que tinha tirado ilações precipitadas!
Uma no cravo outra na ferradura como se diz na Beira Litoral! Por um lado atira para o ar, por outro diz-se amigo dos seus alvos e que os tem na sua maior estima.
Vamos ver as cenas dos próximos capítulos…
PS:Não podemos, infelizmente, disponibilizar os links para ambos os textos porque o Hoje Macau não os disponibiliza. Se tiver a oportunidade de os digitalizar (ou scanar como se diz aqui em Macau!) prometo que os meto no blog

São Domingos caótico

Sempre que falamos de trânsito em Macau lembramo-nos que não existem estacionamentos suficientes, que há carros e motorizadas a mais e que isto tudo mais parece uma selva.
Quem devia regular nada faz ou o que faz é manifestamente insuficiente. Criou-se um gabinete para tratar do assunto e meteu-se uma pessoa à frente que, na primeira ocasião, afirma e pede a compreensão de todos porque não percebia muito do assunto!
Quem tem a competência de fiscalizar e impor a Lei, o departamento de trânsito da PSP, anda ocupado em passar multas a torto e a direito mas, de preferência, em locais de estacionamento com parquímetro.
Quando se aborda a questão das motorizadas e da excessiva utilização destas em Macau, muitas vezes esquecesse que estes veículos têm de ter locais para estacionar. E, sendo que na sua maioria são utilizados para levar os seus proprietários para o local de trabalho, é nestes locais que devem ser criados mais estacionamentos e não nas zonas residenciais.
Recentemente, e não pela primeira vez, deparei com uma insólita situação junto do Mercado de São Domingos, ali para os lados do Largo do Senado.
Quem por ali circula já deve ter reparado que as scooters estão em todo o lado. Existem duas ruelas paralelas entre o Largo do Senado e a Rua dos Mercadores que ladeiam o dito mercado. Em vários locais dessas ruas existem estacionamentos para velocípedes mas devido ao elevado número destes os locais são insuficientes, tendo os seus proprietários, que trabalham nas imediações, de procurar outras opções. A mais fácil é mesmo estacionar obstruindo as entradas e locais de circulação do mercado.
Apesar dos responsáveis do mercado afixarem papéis com proibição de estacionar em chinês e português, de nada serve. A estratégia agora passa por espetar cópias dos papéis nos próprios motociclos! Pode ser que assim aprendam!
Eu sugiro ainda mais, entregar uns papéis aos polícias que por ali passam raramente para que olhem, com olhos de ver, para a situação e, de uma vez por todas, metam cobro a algo ilegal.
Afinal é para isso que andam fardados!

Estupidez japonesa!

O pânico e o ridículo estão a apoderar-se do Japão. Conhecido como sendo um país pragmático e pouco dado a histerias colectivas, o Japão, nomeadamente a capital Tóquio, parece estar a sofrer de um efeito colateral da influenza A H1N1.
De acordo com notícias veiculados nos media internacionais hospitais de Tóquio estão a recusar atender pessoas com sintomas gripais ou de febre com receio que estejam infectadas com o H1N1.
Algo de muito errado se deve passar na cabeça dos responsáveis hospitalares japoneses! Então, não é tarefa dos hospitais tratar das pessoas, e em caso de epidemias, tentar control­á-las? Parece que não, no Japão mandam-nos embora com a recomendação de que se dirijam aos “centros de febre” especialmente criados para o efeito!
De acordo com a imprensa centenas de pessoas foram recusadas em vários hospitais, especialmente pessoas que trabalhavam no aeroporto internacional, em locais visitados por turistas e pessoas com amigos estrangeiros!
Estaremos perante um caso de simples estupidez nipónica? Xenofobia derivada da Gripe Suína?
Estes japoneses devem estar loucos… e ainda criticam os chineses pelas medidas de quarentena!

PSP ignora irregularidades

Num post antigo referi um problema relacionado com motociclos abandonados na via pública que estavam, manifestamente, a poluir o ambiente e a causar perturbações a quem usufruía da área em questão. Mais tarde escrevi também a relatar que uma das situações, na Travessa de D. Queixote, tinha sido resolvida passados dois ou três dias com a CSR a limpar a zona.
Relativamente à outra questão na Rua do Monte enfrente do restaurante “First Bite”, perto da Rua da Palha (que vai para as Ruínas de São Paulo)” (como descrevia no post de 14 de Abril), continua igual. Na altura referia que o motociclo se encontra ao lado de um estabelecimento de comidas onde, todas as manhãs, agentes da PSP vão tomar o pequeno-almoço, pelo que me parece ser impossível que não vejam a situação. Hoje tive a oportunidade de fazer o registo fotográfico de tal situação quando encontrei uma motorizada da PSP (de salientar que toda esta rua é de circulação proibida!) ao lado do motociclo em questão, o que faz da argumentação de “não terem visto” mais difícil de defender.
Sei que não cabe à PSP resolver tais situações, no entanto, e como o motociclo apresenta apenas imposto de circulação de 2007, a PSP pode muito bem actuar para resolver o problema e mandar remover tal monte de lixo de um local frequentado por milhares de turistas diariamente.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

China deixa americanos de fora

Os americanos andam outra vez às cabeçadas com os chineses!
Depois de mais um incidente a envolver barcos das duas marinhas, a China anunciou na sua página da internet que os vistos rápidos para americanos vão deixar de ser emitidos. Se os cidadãos dos Estados Unidos da América quiserem visitar a China vão ter de esperar o tempo normal (três a quatro dias úteis) para terem acesso ao seu visto (se for aprovado).
A notícia poderá estar relacionada com os recentes casos (suspeitos) de Influenza A H1N1 registados na China, no entanto, as autoridades dos Negócios Estrangeiros Chineses nem admitem nem desmentem tais ligações.
Quem conhece as coincidências dos incidentes diplomáticos mais recentes pode tirar as ilações que quiser!

Fão descasca em Gilberto

Leiam o desanco de Jorge Fão no edição de hoje do Macau Hoje. Refere-se a uma opinião veiculado pelo director da Rádio Macau na sua coluna semanal no diário, relativa aos apoios a chefe do executivo e de Chui Sai On ser o candidato dos portugueses e macaenses! Jorge Fão, membro convidado para a Comissão Eleitoral desanca, a bem desancar, dizendo que, ao contrário do que o Gilberto afirma (que Fão, Peireira Coutinho e Francisco Manhão, ou seja APOMAC e ATFPM não apoiariam o actual secretário).
Jorge Fão acusa o director da Rádio de o querer manipular e forçar a manifestar publicamente quem apoia.
Isto começa a compor-se!
Jorge Fão, membro influente da comunidade portuguesa e macaense, ex-deputado, parece pouco dispostos a que lhe estejam a impingir candidatos e parece que, como sempre, não lhe vão fazer a cabeça!
Vamos ver as crónicas dos próximos episódios!

Jornais de Macau...

Anuncia-se hoje, com grande alarido, que o New York Times, jornal de referência do mundo anglo-saxónico, aumentou o preço para fazer face à crise e à diminuição de publicidade.
A edição normal do jornal, que é líder de mercado nos Estados Unidos da América há vários anos, custava 1 dólar, qualquer coisa como 8 patacas! Agora passa a custar 1,5 dólares, portanto, grosso modo umas 12 patacas. Um exagero defendem maior parte dos críticos, uma necessidade defende o corpo gerente da empresa que detém o jornal.
Mesmo assim, e visto à distância, o NYT contínua a ser mais barato do que os jornais portugueses em Macau. Apesar de custar mais duas patacas agora, o seu preço por página é bastante mais barato do que qualquer jornal luso “diário” (à moda de Macau) na RAEM. O NYT custa, ao preço actual, 0,461 patacas por página, enquanto que os portugueses aqui custam entre meia leca (0.5mop) e 0.625 patacas, consoante tenham 16 ou 20 páginas!
Comparado com o preço anterior do NYT a diferença é ainda mais abismal! Quando o preço de capa era de 1US$ (8mop) o preço por página era de 0.307mop, ou seja, quase metade do preço por página dos jornais portugueses que se vão publicando por aqui.
Ou muito me engano ou existe uma troca de valores. Estaremos nós a pagar demais pela informação em português, ou estará a informação em inglês em preço de saldo? Ou será que a qualidade da informação em Macau é mais cara porque se encontra num patamar muito acima da do New York Times!
Ah! Se compararmos com a edição diária do Washington Post, outro pasquim, a diferença ainda se nota maior. Seis patacas por cada edição do pasquim americano!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Zero caso, um caso, dois caso...e por aí em diante...

O grande exemplo do Governo no que diz respeito ao bom português. Visto e lido recentemente no portal do Governo da RAEM e relativo às últimas da Gripe A, suína, mexicana, H1N1 ou lá como lhe queiram chamar!
Zero caso suspeito ou caso em investigação... visto que Zero (não é plural, para isso teria de ser 2 deve ter pensado quem escreveu!) é menos do que 1, isto é, não chega a 1, portanto é caso... e não CASOS…
Santa paciência... e assim vamos divulgando notícias sérias...
O que interessa é que ainda não foi detectado nenhum caso em Macau. Até ao dia 4 (segunda-feira) tinha sido medida a temperatura a mais de cem mil pessoas só nas Portas do Cerco!

Windows 7

A Microsoft está a lançar hoje a nova versão do Windows… o 7… e espera com esta nova medida de marketing que os consumidores os ajudem a identificar o que está mal, o que é necessário melhorar e o que foi mesmo bem feito.
Ainda não refeita do fiasco comercial que foi o Windows Vista, que nunca foi capaz de consensos e apresentou diversos problemas técnicos, a Microsoft muda agora de estratégia e lança, em fase de teste (beta), uma versão do Windows7.
O novo software, um desenvolvimento do Vista com muitos melhoramentos, está disponível no website da empresa para download livre.
Vamos ver no que dá.
Aqui em Macau, quem estiver interessado, poderá ir à Escola Portuguesa para ver uma demonstração às 15 horas, no Sábado dia 9.

Me2Everyone o novo embuste?

Está a surgir um novo conceito na internet.
Uma empresa inglesa de software, a Dolphin Promotions decidiu lançar-se num projecto de criação daquilo a que chamam um cruzamento entre os conceitos do Facebook, Google e eBay, tudo na mesma plataforma. Será verdade ou apenas mais uma forma de fazer uma lista de emails para mais tarde vender?
Iniciativas como esta têm surgido esporadicamente. No entanto, esta parece estar a ganhar cada vez mais adeptos. Conta já com quase 450 mil membros e nem sequer está ainda operacional, segundo o que anunciam!
A empresa espera estar operacional e a funcionar no fim deste ano ou início de 2010. Até lá, quem se registar tem direito a deter acções da nova empresa! É este o grande atractivo que oferecem.
Sem pedir nada em troca estão a oferecer a quem se registe um pacote de acções que, depois de entrarem em funcionamento e listados na bolsa, podem ser livremente transaccionadas.
Aquilo a que se chama um negócio da China e de desconfiar. No entanto, como não pedem qualquer informação pessoal, nada há a perder!
Eu registei-me e usei um email que tem um bom filtro de spam!
É esperar para ver se é um conto do vigário ou se é mesmo verdade.
A incitativa chama-se Me2Everyone e o endereço para quem se quiser fazer membro www.me2everyone.com/418572 .

Carro invisível!

Uma estudante de arte inglesa pintou um carro invisível!
Sara Watson, estudante da University of Central Lancashire, demorou três semanas a pintar o carro até que este “desapareceu”, criando a ilusão num parque de estacionamento do predico onde vive em Preston.
O carro agora está a ser usado para campanhas publicitárias pela empresa que o doou para a experiência.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ex-governadores oferecem jantarada!

Quero hoje ressuscitar uma notícia que avancei aqui no mês de Março, no dia 19 (Jantarada para todos), e que se prendia com o suposto manjar oferecido pelos ex-Governadores de Macau a ex e actuais residentes que a 27 de Junho estejam por Portugal. A notícia vinha confirmada nas página da imprensa local de Domingo.
De acordo com o despacho os antigos Governadores, com a “ajuda” da Fundação Jorge Álvares, vão promover o “original” encontro para assinalar os 10 anos da criação da Região Administrativa Especial de Macau.
Dizem estar a contar com cerca de mil convivas nas instalações da Escola Prática de Infantaria de Mafra.
Como referi em Março, recebi o convite, são não referiram nada relativamente ao bilhete de avião e ao preço do jantar. Ou será que a Fundação e o Governadores suportam tudo do seu bolso?
Não seria pedir muito depois de tudo o que levaram daqui…
O link anterior...

Um cheirinho do meu artigo

Na sexta-feira n'O Clarim vai ser possível ler um artigo relativo ao H1N1 e a minha opinião relativamente ao que o Governo e as pessoas em geral podem fazer para o prevenir:
(...)
"As medidas de medição de temperatura e de preenchimento de declarações à entrada das fronteiras de nada servem se depois não houver uma efectiva aplicação de todas as directivas de higiene que existem na Legislação vigente em Macau.
O Território há muito que tem Leis que proíbem fazer lixo, nomeadamente cuspir para o chão ou deixar lixo fora dos contentores. Mas, como todos sabemos, poucos são os transgressores que acabam por ser chamados à atenção, autuados ou levados perante a justiça. Para tal basta passar pelo Largo do Senado a qualquer hora do dia e ver algumas pessoas, especialmente turistas, a cuspir para as plantas que estão nos canteiros, a deixar lenços de papel no chão, entre outras transgressões que estão contempladas como merecedoras de autuação.
" (...)

Não quero listas étnicas

COMEMORA-SE hoje o Dia do Trabalhador. Apesar desta efeméride, vou falar, porém, de outro assunto que considero bem mais importante neste momento. Há várias semanas, tenho vindo a tentar compreender como é que há ainda quem defenda a existência de listas étnicas para as eleições legislativas; contudo, por muito que me esforce, não consigo. Faz-me confusão que concepções raciais possam ainda ser invocadas nos nossos dias, para fazer sobressair uma comunidade. E isto numa época em que cada vez mais se fala de integração e igualdade. Especialmente em Macau, onde é tão evidente a pluralidade de culturas e uma sã convivência entre diferentes credos e convicções. Não critico quem quer que seja que defenda tal concepção, mas considero inaceitável tal pretensão. Com o aproximar das eleições para a Assembleia Legislativa, várias têm sido as movimentações da comunidade portuguesa local. São tantas, que só revela a divisão que nela existe. No último acto eleitoral, essa mesma divisão evidenciou que de nada valem listas étnicas. Aquela onde pontificavam ilustres macaenses que recentemente deram entrevistas aos jornais, nem um único deputado obteve, tendo atingido um resultado nada dignificante para uma comunidade como a nossa. Agora, a poucos meses de novas eleições, vários nomes começam a chegar-se à frente com a mesma conversa sobre a necessidade de listas que representem esta ou aquela comunidade. Aproveito, desde já, a oportunidade para afirmar que, pelo que me diz respeito, não quero nenhuma lista a representar-me como pertencente à etnia portuguesa radicada em Macau! Quero, sim, que me representem enquanto residente, enquanto pertencente a uma comunidade que vê Macau como a sua terra e, se possível, que represente interesses também identificativos com a minha classe profissional. É tudo o que espero do candidato em quem votarei. Assim o fazia em Portugal e assim o faço aqui. Quanto a representar a minha etnia, fica a meu cargo no dia-a-dia e com quem me relaciono pessoal e profissionalmente. Recentemente o único candidato português eleito directamente para o hemiciclo veio afirmar que se candidata e que estaria até disponível a formar uma lista de consenso com outros líderes da comunidade. Mas, como é natural, e sendo ele o único que fora eleito directamente, não abdica da sua posição de cabeça de lista. Os outros líderes ficaram ultrajados e bloquearam qualquer tentativa de entendimento. Em minha mera opinião, tal tipo de reacções apenas denota um objectivo: o desejo de protagonismo, reduzindo as eleições apenas a um pretexto para esse fim. Ao contrário do que deveria ser aquele acto cívico: uma forma de servir Macau e quem aqui vive. É isso, aliás, que se espera de quem ocupa ou pretende ocupar lugares públicos, especialmente aqueles para os quais é eleito directamente. O facto de Pereira Coutinho não abdicar da posição de cabeça de lista é, no meu entendimento, compreensível. Afinal, é ele quem tem levado a lista aos lugares do hemiciclo e tem provas dadas, ao longo dos anos, que vem trabalhando na coisa pública. Os outros, se ambicionam ser cabeças de lista, têm de apresentar primeiro resultados a nível político, pois só assim merecerão ser líderes de uma lista ganhadora. Pessoalmente, tenho boas relações com todos os que até agora se pronunciaram sobre a questão das listas. Nutro por todos eles um carinho especial e considero que, cada um na sua área específica, tem muito para dar a esta terra. Já que diz respeito a política, as decisões são do foro privado e resolvem-se nas assembleias de voto.

Afirmações infelizes

O actor de Hong Kong que se tornou estrela graças aos pontapés e graçolas com pouca graça em Hollywood, parece que perdeu a memória! Para quem não se lembrasse, Jackie Chan foi, em tempos, um feroz crítico do regime chinês aquando do Massacre de Tiananmen. Agora, e porque lhe convém profissionalmente (muitos dos seus investimentos estão focalizados na China) vem a público defender que uma sociedade livre não será benéfica para a China! «Não tenho a certeza de que gozar de liberdade seja algo positivo. Cada vez mais penso que nós, os chineses, temos de ser controlados. Se ninguém nos controlar, faremos apenas aquilo que queremos», afirmou a estrela no fórum económico realizado na ilha de Hainão! E acrescentou ainda que a liberdade fez de Taiwan e Hong Kong sociedades caóticas. Estas afirmações acolheram fortes aplausos do «establishment» chinês, mas foram bastante criticadas por Taiwan e por defensores da democracia em Hong Kong, assim como um pouco por todo o mundo democrático e mesmo na China «continental». Das duas uma: ou Jackie Chan tem memória muito curta, ou está a sofrer de algum efeito secundário provocado pela participação no vídeo de promoção do combate à comercialização de produtos piratas. Quem tem passado a fronteira em GongBei sabe a que me refiro! A desculpa que deu posteriormente, de que estava a referir-se ao meio cinematográfico, só veio piorar ainda mais a situação!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gripe... E a crise económica?

Andamos todos alarmados com a gripe dos porcos e, segundo a Organização Mundial de Saúde, não é para menos. Parece que a coisa é mesmo muito séria e corremos todos o risco de andar com o nariz a correr e a guinchar pelos cantos.
Brincadeiras à parte, as coisas têm de ser levadas a sério mas será que é necessário andar a alarmar o mundo inteiro com uma pandemia global?
Será que já ninguém se lembra da Crise Financeira que todos agoiravam poder acabar com a Economia como nós a conhecemos?
As informações hoje em dia são mesmo assim. Mediatismo a toda a força e, desde que o título capte a atenção, não vale a pena pensar mais no que está para trás.
Agora temos a gripe suína, ontem tínhamos a crise financeira. Amanhã, bom amanhã é outro dia e se as agências noticiosas trouxerem um tema mais interessante, a gripe passa para segundo plano.
Eu aposto que, se nestes dias se repetir uma tragédia do tipo terramoto em Itália, ou em Sichuan na China, a epidemia da gripe deixa de ter a importância que tem, e a pandemia desaparecerá como desaparece qualquer problema de vírus da gripe que aparece todos os anos.
Não me interpretem mal, não quero dizer que a situação não seja grave. É claro que o é e devemos todos tomar precauções para que não se torne numa catástrofe a nível planetário. Simplesmente não acredito que venha a ter a dimensão da gripe Espanhola (1918), ou da Gripe de Hong Kong (1968 e 1969). As realidades são outras, os avanços da medicina são outros e a própria consciência de higiene pessoal é outra. E, como postei anteriormente, grande parte do problema prende-se com graves problemas de higiene pessoal e de falta de cuidado com limpeza.
Importa saber que o vírus já fez a OMS subir o sinal de aviso para o número 5. o máximo é 6!
Já há quem chame a esta gripe, a Gripe Mexicana. Caso dos israelitas porque, segundo consta, como não podem comer porco por razões religiosas, decidiram baptizar a gripe com o nome do país onde teve inicio. Aliás, como foi feito com a espanhola e a de Hong Kong.

O que se lê...

A manchete de hoje do Jornal Tribuna de Macau é deveras curiosa…““Steve Wynn afirma ver (aparece com acento ^ na versão do JTM) “luz ao fundo do túnel””.
Será que vê mesmo? É que segundo as informações mais recentes o patrão da Wynn está a ficar cada vez mais cego devido a um problema que afecta as córneas oculares!
No Hoje Macau lê-se uma resposta do Ministério Público, ao abrigo do Direito de Resposta, relativamente à notícia e comentário avançados por este jornal na edição de ontem e onde se lia que o MP apoia e incentiva a redução do uso da língua portuguesa. O MP acusa o Hoje de manipulação da informação escrita no relatório anual. A verdade é que no relatório está, preto no branco, aquilo que o HM transcreve! O MP atira areia para os olhos e acusa o jornal de “descodificação errada”. Acontece que os jornalistas não descodificam, informam!
No Ponto Final quero destacar a excelente entrevista de Amélia António que toca assuntos quentes da realidade de Macau. Sem papas na língua esta advogada aponta o dedo ao CCAC por ter avançado com a “Lei Anti-corrupção no sector privado” sem ouvir os advogados do território e diz que na RAEM existem papistas a mais, temendo uma excessiva aproximação do Segundo Sistema ao Primeiro. A advogada defende também que, para as eleições legislativas, os portugueses devem inserir-se em diversas listas porque os “interesses da comunidade não são exclusivos de um grupo étnico”.
De encontro àquilo que defendo no meu artigo desta semana n’O Clarim...
No Macau Post Daily uma fotografia assustadora tirada no Posto Fronteiriço das Portas do Cerco.
Um elemento de bata branca (que deve ser dos Serviços de Saúde de Macau) aponta uma arma de laser à testa de uma senhora de idade que entra em Macau.
Já durante a crise da Pneumonia Atípica e da Gripe das Aves veio a público, por diversas vezes, o perigo que são este tipo de medidores de temperatura para os olhos. Se não bem usados podem causar lesões nos olhos facilmente, visto que o feixe de raios infravermelhos é extremamente concentrado. Por diversas vezes foi pedida a substituição destes aparelhos pelo uso de medidores que utilizem outra tecnologia, no entanto, continuamos a ser obrigados a passar por este atentado diariamente se nada podermos fazer.
É altura de, finalmente, mudarem os aparelhos de leitura por infravermelhos por outros que não sejam perigosos para a saúde humana.
Quanto ao Macau Daily Times quero apenas frisar que gosto do facto de só terem 3 páginas dedicadas ao local, sendo que nenhuma das notícias é de produção própria!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

5 anos de cadeia

O técnico de informática que retirou as imagens de cariz sexual do actor de Hong Kong, Edison Chen, foi a tribunal e saiu considerado culpado, tendo agora de cumprir até um máximo de cinco anos de prisão. A sentença será conhecida a 13 de Maio!
Quem se lembra do escândalo, lembrar-se-á que fez correr muita tinta e ainda mais horas de internet para se ter acesso aos famosos filmes onde o cantor e amigas faziam as coisas mais variadas que se possa imaginar!
De pouca qualidade diga-se, depois de aprofundada pesquisa, que foi necessária para escrever estas linhas (porque não se pode escrever sem se saber bem o assunto em questão). Algumas delas, com treino, poderiam ter algum sucesso noutro campo artístico!
Nas fotos e nos filmes que o técnico informático fez o favor de divulgar o cantor aparece a “contracenar” com cerca de meia dúzia de colegas diferentes. No entanto, afirmam as más-línguas da imprensa cor-de-rosa chinesa, que seriam muito mais caso o técnico informático não tivesse sido descoberto!
Entretanto a estrela masculina refugiou-se no Canadá e diz-se muito perturbado com toda a publicidade, tendo mesmo desistido da carreira artística e pedido desculpas em público, via teleconferência!
Quanto às actrizes, onde se incluía as cantoras Bobo Chan e Gillian Chung e a actriz Cecília Cheung, depois de toda a indignação, mantêm agora uma postura mais recatada.
Certamente que não fazem filmes, ou se os fazem, logo os apagam!

Actriz coreana enforca-se

Parece que na Coreia no Sul está a surgir um vírus que causa o suicídio de jovens actores.
A vítima mais recente foi a bela actriz Woo Seung-yeon que se enforcou em casa deixando uma nota para a família pedindo desculpas por os deixar desta forma.
De acordo com familiares e amigos a actriz sofria de depressão pelos recentes fracassos em audições para novos papeis e também devido a ter terminado uma relação amorosa de longa duração.
A actriz de 24 anos, capa de revista por diversas vezes e famosa pelos filmes “Herb” de 2007 e “Private Eye” já deste ano, é apenas uma das muitas vítimas de suicídio entre as celebridades sul coreanas.
Choi Jin-sil, Ahn Jae-hwan and Jang Ja-yeon foram outros que meteram termo às suas vidas recentemente.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O que é isto?

Vejam este vídeo sobre o papel de pai e sobre a paciência que é necessária para criar um filho. Fez-me chorar e reflectir naquilo que muitas vezes dizemos aos nossos progenitores quando não estamos com paciência para aturar ninguém...

O amor de pai é mesmo algo insubstituível...

H1N1 a caminho

Vem aí a gripe dos porcos… Era só o que nos faltava agora!
Num ano de crise económica, com a ameaça sempre constante da gripe das aves, do H5N1, da SARs, das vacas loucas e do sei lá que mais, agora até os porcos nos fazem a vida complicada com a mutante H1N1.
Tudo parece ter começado na terra dos churros e dos tacos e passou logo para a terra do Tio Sam. Muitos já dizem que é o poder divino a escrever direito por linhas tortas!
O que não compreendo é como que somos sempre todos afectados com os erros dos outros.
Macau, como qualquer outro local preocupado com os seus cidadãos (isto soa bem... mas é mesmo só o som!), meteu em prática uma data de medidas promovidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e voltaram a promover o uso de desinfectantes para as mãos e de máscaras.
Lá vamos nós ver outra vez o excesso dos medidores de temperatura em tudo quanto é lugar, seguranças de armas (de infravermelhos) em punho e prontos a aponta-la à cabeça de qualquer um. Muitas vezes sem qualquer tipo de treino, usando as ditas sem qualquer cautela, sabendo muito bem que o feixe de raio-X, quando em contacto directo com as vistas, pode causar cegueira.
Já da última ameaça de epidemia, a da Gripe Aviária houve quem saísse a ganhar, principalmente o laboratório farmacêutico que fabrica o Tamiflu e todas as empresas que forneceram os líquidos desinfectante e as máscaras médicas!
Aqui por Macau as 500 lecas de vales médicos deveriam ser possíveis de converter em vales para comprar estes itens...
Vamos a ver se isto não é mais fumo do que fogo. Os primeiros sinais são preocupantes mas será caso para tanto?
Quanto a mim, cuidados de higiene, cuidados básicos de Saúde e muita limpeza na cidade, são, certamente, as melhores formas de lidar com a situação.
Sem limpeza e higiene não se pode querer uma boa Saúde.

Tailândia descontente com Media estrangeira!

A novela da Tailândia continua com pedras a serem arremessadas de ambos os lados da barricada. Agora foi a vez do Ministro do Gabinete do Primeiro Ministro, Satir Wongnongtaey, vir dizer que o Governo está de olho na comunicação social estrangeira.
A afirmação é tanto mais grave e vem depois de afirmações semelhantes do Porta-voz do Partido Democrático, Buranaj Smutharaks, no Clube de Correspondentes Estrangeiros em Banguecoque. O responsável do PD defendeu que o antigo primeiro-ministro Thaksin, enquanto esteve no poder nunca teve nenhum pudor em negligenciar os direitos e liberdade de imprensa, agora auto proclama-se como o bastião da democracia. A par disso, acusou a comunicação social estrangeira de dar cobertura ao que o antigo primeiro-ministro diz.
É baseado neste pressuposto que o Governo está de olho na comunicação social do exterior e vai tentar inverter a situação defendeu o Ministro Satir Wongnongtaey.
O que está em causa não é o facto de saber quem é, ou não é, inocente. Todas as pessoas sabem que Thaksin, enquanto esteve no poder, cometeu abusos e tomou decisões erradas.
O que se pergunta é o seguinte: que legitimidade tem este governo num país que se diz democrático?
O antigo primeiro-ministro defendia, erradamente, que um governo eleito pelo povo tinha mandato para fazer o que bem entendesse. Isto denota, sem sombras de dúvidas, uma total distorção dos valores e das bases democráticas. No entanto, o facto de o derrubarem para terem acesso ao poder, não dá ao PD mais legitimidade do que a detida por Thaksin anteriormente.
A legitimidade, num país democrático e livre, ganha-se nas urnas e no dia-a-dia, fazendo alguma coisa pela maioria da população.
O povo da Tailândia quer pouco saber quem está no Governo. O que querem (e se os governantes forem para a rua ouvir o seu povo vão também aperceber-se disto) é que, quem quer que esteja no Poder, faça algo pelo país e pelo nível de vida da população em geral. Todos sabem que, sejam quem for Governo, vai acabar o mandato mais rico do que antes de ter tomado posse.
A questão não é ser ou não ser honesto. A questão é se fazem ou não algo em prol do povo. Roubar todos roubam, uns mais outros menos.
É assim em todo o lado e a Tailândia não é diferente.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Morse tem 128 anos

Faz hoje 218 anos que nasceu o homem que inventou o Código de Morse.
Samuel Finley Breese Morse nasceu a 27 de Abril de 1791 em Charlestown, Massacusetts, nos Estados Unidos da América, filho de um pastor e geógrafo (Jeridiah Morse) e Elizabeth Ann Finley Breese. O seu pai era um excelente pastor Calvinista e apoiante dos Federalistas que via como os grandes defensores das tradições Puritanas (na estrita observância do Sabbath) e acreditava numa aliança com os ingleses para um governo forte para a então colónia americana. O pai de Samuel Morse defendia uma educação ao estilo Federalista e moldada pela virtude e orações Calvinistas. Depois de frequentar a Academia Phillips em Andover, Massachusetts, Samuel Morse entrou no Yale College para estudar filosofia religiosa e ciência equestre. Durante a sua estada em Yale estudou electricidade com Benjamin Silliman e Jeremiah Day. Durante os anos de estudo ganhou dinheiro pintando e em 1810 graduou-se com honras Phi Beta Kappa.
Samuel Finley Breese Morse foi inventor e pintor de retratos e cenas históricas. Tornou-se mundialmente célebre pelas suas invenções: o Código Morse e o telégrafo.
O Código Morse é um sistema de representação de letras, números e sinais de pontuação através de um sinal codificado enviado intermitentemente. Foi desenvolvido por Samuel Morse e Alfred Vail em 1835.
Uma mensagem codificada em Morse pode ser transmitida de várias formas em pulsos (ou tons) curtos e longos.
Samuel Finley Breese Morse aos quatro anos de idade mostrava grande interesse pelo desenho e, aos catorze, ganhava o seu próprio dinheiro fazendo desenhos de seus amigos e pessoas da cidade.
Ainda na época de colégio, Morse escreveu uma carta aos pais dizendo que queria ser pintor. Os pais, preocupados com o futuro do filho, preferiram transformá-lo em vendedor de livros. Morse passou a vender livros de dia e a pintar à noite e, perante a persistência do filho, os pais decidiram enviá-lo para Londres para a Royal Academy.

sábado, 25 de abril de 2009

Letrado Chapado

Lembram-se dos Dóci Papiaçám di Macau? Estão de novo em cena, no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau, nos dias 16 e 17 de Maio.

Os bilhetes estão já disponíveis aos balcões da Kuong Seng.

Desta feita o grupo liderado por Filipe Senna Fernandes traz-nos uma sátira à suave profissão, a de advogado.

Letrado Chapado, Patrono de Gema, é uma alegoria à via dos advogado locais em geral e um olhar mais sério à situação do sistema judicial de Macau.

E hoje é 25 de Abril!

Nunca fui muito dado a festejos nacionalistas nem revolucionários.
Por sorte aqui em Macau pouco se vê. É já uma tradição que vem ainda do tempo da administração portuguesa...
Parece que anda por aqui o José Lello mas ainda não o vi! Não é que faça questãoa, se tal fizesse iria ao beija mão ou ao convívio da filial socialista como fazer muitos outros!
Acho que para me convencerem a tal têm de me arranjar um tacho primeiro!
VIVÓ 25 DE ABRIL!!!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Japão paga para se ver livre de imigrantes

Do Japão chega uma estratégia de combate ao desemprego algo caricata. As autoridades japonesas estão a pagar aos trabalhadores de outros países, que rumaram ao Sol Nascente à procura de melhor vida, para regressarem ao país de origem e nunca mais voltarem!
Se a moda pega em Macau vamos ver muitos filipinos, indonésios e até portugueses de malas aviadas e a pedir os milhares de dólares ao Governo!
O governo japonês está a oferecer pacotes que incluem viagens e indemnizações a milhares de brasileiros (descendentes de japoneses) que vivem no Japão e que perderam o emprego devido à crise financeira.
Ao pagar o Japão vê-se livre de pessoas que, de outra forma, teriam de viver da assistência social do país. Portanto, optam por pagar apenas uma vez em detrimento de um encargo prolongado no tempo!
Leia o resto aqui.

Desperdício de espaço

Em Macau há falta de espaço e o pouco que existe disponível, regra geral, é logo usado pelos patos bravos para construir habitações a preços módicos (para os bolsos deles, entenda-se!). Veja-se o exemplo do pequeno espaço que havia ali entre o mercado de S. Domingos e a Rua dos Mercadores, numa pequena esquina que mal dá para estacionar dois carros!
O exemplo que vi hoje é de puro abandono numa zona em que não existe espaço livre e onde milhares de pessoas se amontoam diariamente, seja para dormir ou para fazer a suas compras.
Poucos devem estar familiarizados com este local, visto ficar um pouco fora de mão e, para os que aqui vivem há pouco tempo, será difícil de descobrir.
No entanto, quem por cá vive há muitos anos saberá, concerteza, onde se localiza sem problemas. Falo da Rua do Barão, ali perto do Mercado de São Lourenço provisório, que começa entre a Calçada do Januário e a Rua de Inácio Baptista e termina na Rua de S. José e a Calçada da Feitoria.
Nesta rua existe um recinto, que se pode ver pelas fotos que tirei, completamente dotado ao abandono. Era um antigo recinto desportivo, onde ainda se pode ver as tabelas de basquetebol, e que agora está coberto de lixo e restos de folhas velhas.
Numa zona de população envelhecida, onde espaços livres não existem, tão pouco existem jardins ou locais onde os mais idosos, e os outros residentes possam passar os tempos livres, vê-se um local como este vedado e a criar mosquitos.
Um mau exemplo quando o Governo tenta promover a criação de mais espaços verdes e a racionalização dos poucos espaços disponíveis numa cidade cada vez mais congestionada.
Será que alguém com responsabilidade vê isto e decide por cobro à situação?

Um cheirinho do meu artigo

Para a semana n'O Clarim vai ser possível ler um artigo relativo às próximas eleições legislativas e a minha opinião relativamente às listas étnicas defendidas recentemente por várias pessoas:
(...)
"Agora, a poucos meses de novas eleições, várias pessoas começam a chegar-se à frente com a mesma conversa de haver necessidade de listas que representem esta ou aquela comunidade.
Eu, aproveito esta ocasião para afirmar solenemente que não quero nenhuma lista a representar-me enquanto pertencente à etnia portuguesa radicada em Macau! Quero sim, que me representem enquanto residente, enquanto pertencente a uma comunidade que vê Macau como a sua terra e, se possível, que represente interesses também identificativos com a minha classe profissional. É tudo o que espero do candidato em quem votarei. Assim o fazia em Portugal e assim o faço aqui. Quanto a representar a minha etnia, fica a meu cargo no dia-a-dia e com quem me relaciono pessoal e profissionalmente.
" (...)

Filme sobre macaenses sem macaenses

CHAMA-SE «A história de Ao Ge» e está a ser realizado pelo famoso, se bem que ainda jovem, cineasta chinês Zhang Chin. Trata-se de uma adaptação cinematográfica da obra «As alucinações de Ao Ge», da autoria da escritora e também sub-chefe da divisão de suplementos literários do jornal Ou Mun, Lio Chi Heng, e está a ser promovido como mais uma iniciativa para assinalar os dez anos da criação da Região Administrativa Especial de Macau.
O filme, de acordo com o seu realizador, pretende retratar o sentimento dos macaenses durante a transferência de soberania de Macau para a República Popular da China, mas não vai contar com a participação de nenhum dos «filhos da terra».
A polémica começa mesmo aqui. Como pode o filme retratar o sentimento dos macaenses, se estes, segundo referiram as associações ligadas à comunidade, nem sequer foram contactados para participarem no levantamento que antecede qualquer projecto desta natureza? E ainda para mais, com a agravante, como foi veiculado por um jornal local, de o filme nem sequer contar com actores da comunidade que se pretende retratar!
Os papéis principais são representados por um actor de origem hispânica e outro britânico. O papel feminino principal foi confiado a uma actriz chinesa! Um actor macaense foi aos «castings» e foi dispensado porque, de acordo com o realizador, não era suficientemente profissional e não tinha fisionomia «euro-asiática!»
Se um macaense não é a personificação da mistura entre a cultura asiática e europeia (entenda-se, de cariz português, neste caso), – pergunto-me, – quem o será?!
Estamos habituados, ao longo dos anos, a ver iniciativas no campo da promoção das singularidades de Macau, que tinham tudo para ser bem sucedidas, mas que se revelaram um autêntico fracasso.
Quando se vêem projectos como este, – e que são pagos pelos nossos impostos, – servirem os interesses de apenas alguns, é caso para nos sentirmos ofendidos e manifestarmos a nossa indignação.

Dinheiro mal gasto

Este filme é pago – note-se – pelas autoridades de Macau, de Portugal e da China, pelo que entendo deveria servir para dar visibilidade à cultura de Macau e às suas ligações com a tradição portuguesa.
Se consideram que se podem usar actores de Hong Kong para dar visibilidade à cultura singular de Macau, podemos muito bem dizer que nem vale a pena insistir em querermos ser diferentes. Mais vale deixarmos os nossos vizinhos fazer o que bem entendem com aquilo que é nosso.
Em conversa com um ilustre membro da comunidade local, em torno deste tema, referiu-me que, no caso da escolha dos actores, seria o mesmo que ir-mos fazer um filme sobre a cultura mongol das estepes da Ásia Central, servindo-se de actores de Macau!
Por muita boa vontade que exista, há aspectos básicos que têm de ser escrupulosamente seguidos. Primeiro, e antes de mais, tem que se entender a cultura singular dos macaenses. Ora isso, só mesmo sendo «da terra» se pode perceber. E mais: para se considerar fidedigno deveriam servir-se de pessoas que conhecem e vivem essa mesma cultura.
A um jornal local, o actor macaense José Pedruco afirmava que não foi escolhido para o filme porque, segundo o realizador, não seria suficientemente profissional, assim como também não reunia as características de um euro-asiático!
Estamos em condições de avançar que, além de José Pedruco, outro membro da comunidade dos filhos da terra foi também abordado para o mesmo fim, mas viu-se obrigado a declinar o convite para protagonista por estar demasiado ocupado com os seus compromissos académicos. As tentativas de encontrar um «macaense» ficaram-se por aqui.
Ao que parece, os produtores contactaram também os «Dóci Papiaçam di Macau» para participarem nas filmagens, mas o seu mentor, Miguel de Senna Fernandes, viu-se obrigado a renunciar devido a estarem, presentemente, demasiado ocupados com a preparação do compromisso que têm anualmente com o Festival de Artes de Macau.
Como me foi explicado, os produtores pretendiam filmar uma cena do protagonista a assistir a uma peça dos «Dóci», mas mesmo isso parece que não vai ser possível porque o contacto foi feito muito em cima da hora, não dando tempo suficiente para se preparem minimamente.

Descolonização exemplar!

O antigo presidente da República Mário Soares há muito que deveria ter arrumado as botas. De há tempos para cá cada vez que abre a boca só diz disparates. O último é um elogio à descolonização que Portugal levou a cabo em África. Afirma o ex-Presidente que foi exemplar e que muitos países ficaram bastante impressionados com a rapidez e eficiência!
Sinceramente não sei onde foi buscar tais ilações o Dr Soares mas acredito que devem ser produto de puro delírio. A descolonização portuguesa foi uma vergonha e o resultado está à vista de todos. Em todos os países onde estivemos em África deixámos caos e guerra civil. Infelizmente não fomos capazes de conduzir um processo de descolonização calmo e atempado, de forma a que as populações estivessem, minimamente, preparadas para conduzir os seus destinos.
Mário Soares falava no encerramento das Jornadas de Ciência Política 2009 promovidas pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.
No entanto, a culpa não é dele, é de quem o convida!

Bkk mai pen rai

O Estado de Emergência foi levantado em Banguecoque. Finalmente, depois de duas semanas sob apertado controlo militar e policial, com inúmeras proibições, a população de Banguecoque pode voltar à normalidade. O mesmo se aplica para os turistas. A partir de hoje já podemos voar para a Tailândia para o fim-de-semana e sair do hotel em segurança. Já poderemos ir para as zonas de bares e de compras sem qualquer preocupação.
Agora que o senhor Abhisit Vejjajiva decidiu levantar o Estado de Emergência, tudo volta à normalidade.
Mas, não estaria tudo normal anteriormente? Não ouvi ninguém queixar-se com problemas de segurança, nem nenhum turista a dizer que não foi possível ir às compras ou para a farra à noite!
Afinal, o Estado de Emergência foi mesmo só para os políticos!
Aliás, o Estado de Emergência foi levantado, não para tentar criar um ambiente de reconciliação como defende Abhisit Vejjajiva mas sim porque, por incrível que pareça, com Estado de Emergência declarado o governo não poderia reunir. Isto porque, de acordo com a Lei que regula o EE não se podiam realizar reuniões, de carácter político ou contestatário, com mais de cinco pessoas! Portanto, o Conselho de Ministros não podia ser convocado pelo Primeiro Ministro!
Leis feitas em cima do joelho!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Comentário a “Visto de Bangkok”

Eu há muito que me questiono acerca da real razão da tentativa de assassinato de Sondhi.
Sabe-se que quem levou a cabo a tentativa imobilizou a viatura atirando para os pneus e depois aproximando-se para disparar. Isto aconteceu quando já estavam apeados.
Pois bem, apeados, perto da viatura, a disparar a seu belo prazer, será que não conseguiriam abater o seu alvo? Não terá sido antes uma forma velada de dar um aviso à “navegação”.
Não será necessário ser especialista em armas ou estratégias militares para se saber que, 2 ou 3 pessoas armadas de AK47 a metros do alvo, sem qualquer oposição, poderiam fazer o que bem entendessem. Se fosse para morrer teria morrido sem qualquer problema e estaria o problema resolvido.
Agora sabe-se que as balas pertencem ao exército assim como se sabia que a polícia, muitas vezes, depois de acabarem os turnos vestiam as camisas vermelhas e iam juntar-se aos seus.
Quanto aos “blanks” e ao “live ammunition” nas manifs, a historia será outra. Disparar directamente munição verdadeira dá o resultado que deu com o Sondhi.
Quando disparadas para o ar balas verdadeiras, só refiro o que aconteceu em Macau há uns anos! Numa manifestação de 1Maio um polícia disparou para o ar uma pistola de pequeno calibre e, a mais de mil metros de distância do local onde a bala foi disparada, quase matou um motociclista que nada tinha a ver com a manifestação!
Tudo o que sobe acaba no chão!

Nokia 1100 vale 32mil Euros!

Quem tiver em casa um telemóvel da Nokia, mais concretamente o modelo 1100 fabricado em Bochum na Alemanha, poderá estar na posse de uma pequena fortuna!
É que há pessoas que chegam a pagar até 32 mil Euros por estes telefones em particular.
Mas, há sempre um mas! Claro que pagam porque, segundo especialistas, estes telefones, ou melhor o seu software, permite, depois de alterado por hackers, proceder a transferências bancárias sem ser detectado!
Este pequeno detalhe tem feito o preço deste velho telemóvel disparar nos meios criminosos, especialmente na Europa, atingindo preços astronómicos.
Os hackers descobriram uma forma de modificar o número do telefone de forma a que possam enviar e receber SMS sem serem detectados nem identificados, o que lhes permite receber o mobile Transaction Authentication Number (mTAN). Um código que os bancos enviam para os telefones para autenticar as transferências feitas via SMS.
Este pequeno problema no software permite que os criminosos possam esvaziar contas (das quais tenham previamente adquirido a password e o username) sem que os bancos ou o seu proprietário nada possa fazer!
Daí o preço elevado que se disponibilizam a pagar pelos velhos Nokia 1100.
A empresa continua a afirmar que nada de errado existe no software do telefone. No entanto, empresas de segurança continuam a trabalhar para tentar identificar a falha que os hackers usam para fins criminosos.

Castro lança novo livro

Hoje não me apetece escrever (até parece uma contradição… mas não o é…). Poderia ter deixado uma gravação mas preferi usar o teclado.
A verdade é que não vi nada de interessante ainda na imprensa ou nos outros órgãos de comunicação social.
Informação aborrecida...
Apenas destaco o facto do meu amigo Joaquim de Castro ir publicar mais um livro das suas viagens. É lançado amanhã (24 de Abril) em Lisboa. O livro chama-se Mar das Especiarias e tem a chancela da Editorial Presença e um prefácio da euro deputada Ana Gomes.
Infelizmente perdi o seu contacto e não lhe posso enviar as felicitações pessoalmente. Se alguém souber onde pára, ou estiver em contacto com ele, façam-lhe chegar os meus sinceros votos de mais sucesso. Enviem-lhe este link para que ele possa entrar em contacto.
De resto... não me apetece escrever mais… deve ser do clima.
Vamos ver da parte da tarde como me sinto!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Buddha Bar muda de nome!

O Buddha Bar deixou de ser Buddha Bar…
Ao que chega o extremismo religioso!
Em Jacarta, aquele que seria o primeiro Buddha Bar da Ásia (da cadeia baseada em Paris e onde nasceu o primeiro Buddha Bar), viu-se obrigado a mudar de nome depois de pressões de sectores budistas indonésios que se mostraram ultrajados com o nome de Buddha estar ligado a um bar!
O bar-restaurante (ao estilo HardRock Café) abriu recentemente num edifício de estilo holandês na zona histórica da capital indonésia mas cedo viu a sua licença cancelada pelo Ministro dos Assuntos Religiosos Maftuh Basyuni!
O bar agora chama-se Bataviasche Kunstkring, o antigo nome do edifício onde está instalado e que era parte um escritório da migração.
Imagino o que seria se o bar se chamasse Alah Bar num país como a Indonésia…
Thanks god was Budha!

Vietname chega-se

Numa altura em que se ataca tudo quanto é trabalhador não-residente em Macau, o primeiro-ministro vietnamita faz-nos uma visita!
Na Praia Grande ouvem-se apelos incessantes para que se reduza, alguns defendem para metade, o número de trabalhadores não-residentes. Diariamente ouvem-se, cada vez mais, gritos contra as comunidades não permanentes, especialmente os filipinos que, por serem os mais desprotegidos, acabam por levar com todas as culpas.
Sempre que se fala de não-residentes, lembram-se sempre dos filipinos mas esquecem-se dos chineses, dos indonésios e de outras nacionalidades!
A visita do primeiro-ministro vietnamita coincide, como muitos poderiam interpretar, com um período pouco atractivo para a as comunidades não-residentes.
Apesar dessa ser a mais fácil interpretação eu vejo na visita outro aspecto. Desde há algum tempo que o director da área dos trabalhadores, que tem ligações (familiares mesmo penso eu) à comunidade filipina tem vindo a perder força no executivo, causa de inúmeros problemas relacionados com o facto de estar no departamento há muito tempo. A imagem de uma pessoa na liderança de um departamento tão sensível em tempos de crise acaba, por muito forte que seja, por sair fragilizada. Shuen Ka Hung tem perdido poder de decisão, muitas vezes por culpa dele, e a reboque vai o poder de influência da comunidade Filipina.
Agora, com a visita do primeiro-ministro do Vietname, poderá ver-se uma crescente influência dessa comunidade em detrimento da proveniente de Manila.
Vamos esperar para ver os frutos da passagem por Macau do senhor vietnamita.

Veneza sem português

Na Praça do Senado está uma estrutura a publicitar as obras de Macau que participam na Bienal de Veneza deste ano. São 15 os artistas que participam, em nome colectivo e individual.
As obras estiveram já em exposição no Museu de Arte de Macau.
O que se critica é que, ao contrário do que aconteceu aquando da promoção da exposição no MAM, desta feita a informação não existe em português.
Os cartazes disponíveis na praça nobre do território apenas aparecem em chinês e inglês, menosprezando a língua oficial portuguesa.
Parece que estamos em Hong Kong e não em Macau.
Cada vez mais se vê o completo desrespeito pela ordem das línguas oficiais em Macau. Primeiro começou-se pelo sector privado, agora são os próprios departamentos do governo a não se interessarem minimamente.
Participam na Bienal de Veneza deste ano, a 53ª:
Mafalda Botelho, João Jorge de Magalhães, James Chu Cheok Son, Lee Yee Kee, Rita Portugal Lima, Konstantin Bessmertnyi, Rui Miguel Rebelo Leão, Wu Chong Wai, Bonnie Leong Mou Cheng, Kitty Leung Mou Kit, Wong Ho Sang, Cheong Cheng Wa, Kuan Keng Leong, Ho Kuan Mui e João Ó Bruno Soares.
Num local como o Largo do Senado, visitado por milhares de turistas e por onde milhares de residentes passam todos os dias, deveria haver uma maior preocupação em mostrar que em Macau se respeita a Lei Básica e se tem orgulho da cultura própria do território.
Afinal, parece que estou enganado…

terça-feira, 21 de abril de 2009

Mais polémica vinda do Sol Nascente

Lembram-se do primeiro-ministro japonês que irritava os países asiáticos, especialmente a cândida China, cada vez que visitava um templo para prestar homenagem aos antepassados?
Pois bem, o novo primeiro-ministro japonês, que todos esperavam ser o “salvador” veio agora a saber-se que tem enviado “prendas” para o tal santuário!
Ainda não o visitou publicamente, pelo menos que se saiba, mas tem dado ordens aos seus subordinados para que sejam enviados objectos de culto.
Entre 2001 e 2006 o antigo primeiro-ministro, que para muitos foi o mais competente ministro japonês, Junichiro Koizumi, irritava a China e a Coréia do Sul uma vez por ano, sempre que se deslocava ao templo de Yasukuni para rezar e prestar homenagem aos antepassados.
Agora é a vez de Taro Aso enviar um vaso com a planta sakaki (Cleyera japonica) no início do festival da Primavera japonês.
Segundo os responsáveis do templo também o anterior primeiro-ministro (que antecedeu Taro Aso) Shinzo Abe enviou a planta pelo mesma altura. No entanto, tal não foi tornado público!
Este acto torna-se mais visível porque Taro Aso tem agendada uma visita à China para os próximos dias...
A China, um dos países invadidos pelos japoneses, fica bastante irritada quando os governantes japoneses honram os seus mortos de guerra (parece que a ingerência em assuntos internos que a China tanto advoga não se aplica a eles mesmos!).
O templo de Yasukuni honra os milhões de japoneses mortos durante a Segunda Grande Guerra, incluindo 14 considerados criminosos de guerra.

Polícia tailandesa investigada

Enquanto a população em geral continua a fazer a sua vida normalmente, a clique politica tailandesa continua a entreter-se com resquícios dos incidentes de há uma semana.
Em resultado da interrupção da reunião da ASEAN em Pattaya vários responsáveis da polícia, nomeadamente o comandante da polícia na cidade de Pattaya e o comandante provincial de Chonburi vão ser transferidos para postos no comando central em Banguecoque! Será uma promoção ou castigo?
A investigação aos incidentes, que culminaram com a saída apressada dos líderes das seis nações participantes, para embaraço internacional do governo tailandês, está a ser levada a cabo pelo General chefe da polícia, Patcharawat Wongsuwan.
Na altura os presidentes e ministros de vários países tiveram de ser retirados de helicóptero do hotel na cidade resort de Pattaya porque a polícia se viu incapaz de evitar que os manifestantes, apoiantes do antigo primeiro-ministro Thaksin, entrassem no recinto. Um incidente que levou ao cancelamento da reunião e humilhou a Tailândia aos olhos do mundo.
Só aos olhos do mundo porque, pelo que se viu nos dias seguintes, a clique governativa nem sequer se preocupou com o assunto!
A vida continua!
Os chefes máximos são transferidos para Bangkok, para posições mais vantajosas de certeza e tudo fica bem!
A população, essa continua a sofrer com todas as lutas políticas sem ter culpa absolutamente nenhuma...

Tailândia a três cores!

Até agora tínhamos os amarelos (supostamente apoiantes da monarquia, ou escudados na figura do Rei para esconder verdadeiros objectivos) e que fecharam o aeroporto lançando o país na maior anarquia até que recebessem o poder de mão beijada.
Os vermelhos, que foram retirados do poder pelos amarelos, e que depois vieram para a rua, instigados pelo deposto Thaksin, e que levaram o país à beira da guerra civil, causando variadas batalhas campais em plena capital.
Agora surgem os azuis. Um terceiro grupo liderado por Nevin Chidchob e que, segundo alguns críticos, agrupa interesses do exército, da polícia e até de um Ministro do Governo. Quem o afirma é o próprio filho do conselheiro real que foi vítima de atentado na semana passada! Segundo este filho do magnata da comunicação social, são os azuis que tentaram matar o seu pai e não os vermelhos, como tentaram fazer o mundo acreditar!
E vai mais longe, diz que existe também um plano para acabar com o primeiro-ministro!
O texto foi publicado no Manager Online, uma das publicações do vasto grupo de Sondhi Limthongkul.

CEM e os milhões

Macau vai ver, mais uma vez, as tarifas de electricidade reduzidas? Ou será que é o subsídio aos consumidores que vai ser prolongado por mais um ano? Se bem me lembro temos estado a beneficiar de uma redução de 150 patacas na factura mensal do consumo eléctrico. Um apoio que, ao contrário do que a Companhia de Electricidade quer fazer crer, é suportado pelo Governo. Se bem me lembro bem discriminado na factura como Subsídio Mensal do Governo–150 mop.
Com os lucros avultados que a empresa apresenta anualmente, até mesmo em tempo de crise tão forte que até os casinos sofrem, deveriam ter vergonha em continuar a cobrar dos preços mais elevados do mundo pela electricidade que consumimos em casa.
Que mantenham os preços para a energia industrial tudo bem, agora para o consumo doméstico? Só lhes ficava bem, como empresa exclusiva de serviço público, reduzir todas as tarifas domésticas e suportar, assim como o Governo, todas as facturas dos consumidores mais carenciados.
Afinal, a CEM é próspera, graças a todos nós...

Ahmadinejad outra vez!

Então o nosso amigo Mahmoud Ahmadinejad acabou a falar sozinho em Genebra? O que será que se passa na cabeça daquele grande estadista que continua a insistir que o Holocausto não aconteceu, que tudo é uma grande invenção ocidental!
Aquele grande estadista que se orgulha de não haver males como drogados e homossexuais no seu país. Um país que, como todos suspeitam, deve ser um paraíso na terra e onde todas as liberdades estão garantidas! Pergunte-se às mulheres!
Com uma coisa concordo com ele. Israel é um estado xenófobo e invasor. Mas será que não haverá outra forma de resolver a questão israelo-palestianiana sem andar à batatada?
Olhem para Portugal e Espanha! Roubamos aldeias uns aos outros e ninguém se queixa... Vivemos todos como irmãos, mesmo com Espanha a tomar conta da nossa Economia nacional.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Artigos no Registo

20 de Abril 2009
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Tempos difíceis para os migrantes

A liberalização que deu origem à abertura de mercados, de fronteiras e a um infindável fluxo de bens de consumo e serviços criou também inúmeras oportunidades de emprego nos países asiáticos. Trabalhadores migrantes, como nos anos sessenta havia em Portugal e ainda hoje se vêm por altura das colheitas de fruta e das vindimas principalmente, são uma constante nesta parte do mundo. A diferença aqui é que as distâncias percorridas são maiores, envolvendo muitas vezes vários países. Agora, face à crise que se instalou, muitos dos países emergentes que eram o destino de grande parte destes trabalhadores estão a fechar as portas para se protegerem dos efeitos nefastos dos problemas financeiros. Dois dos grandes “fornecedores”
de mão-de-obra barata nesta parte do mundo, as Filipinas e o Sri Lanka, têm milhões de cidadãos a trabalhar no estrangeiro que face aos problemas que os empregadores enfrentam poderão regressar a casa de um momento para o outro. Só nas Filipinas, até ao final de Janeiro deste ano, o departamento responsável pelo controlo dos trabalhadores migrantes (Department of Labor and Employment - DOLE) registou mais seis mil despedimentos entre os trabalhadores migrantes em diversos países asiáticos (Overseas Filipino Workers - OFW). Especialmente os que se encontravam
em Taiwan foram seriamente atingidos com a crise mundial. No entanto, de acordo com vários artigos publicados nesta zona do globo, os números oficiais, regra geral, são mais baixos do que os avançados pelas organizações não governamentais. ONGs que se dedicam ao apoio a estes trabalhadores, como a Hope Workers Center registou, só em Dezembro de 2008 mais de dois mil despedimentos em Taiwan, enquanto que o DOLE avançava com pouco mais de mil. Mas nem só Taiwan acolhe os OFW das Filipinas. Países como a Austrália, o reino do Brunei, a Coreia do Sul, Macau e os Emirados Árabes Unidos, assim como o Reino Unido na Europa, estão também seriamente afectados pelo arrefecimento da economia mundial, pelo que os postos de trabalho destes trabalhadores migrantes estarãotambém em perigo. Para estes casos não há estatísticas oficiais. Relativamente a Macau, só a título de exemplo, e apenas num empreendimento ligado ao Jogo, de uma só vez, foram despedidos mais de mil funcionários provenientes deste arquipélago asiático. Apesar de tudo, e sabendo-se que nesta zona do globo a crise tem afectados sectores como a indústria electrónica, o entretenimento, a construção e os serviços, os números ainda não são alarmantes de acordo com os especialistas. Relativamente ao mercado de mão-de-obra barata do Sri Lanka tem sido mais afectado nas áreas da construção, banca e financeiro. De acordo com dados publicados na imprensa e atribuídos ao departamento governamental que regista todos os cidadãos que trabalham fora do país (Sri Lanka Bureau of Foreign Employment) até Dezembro de 2008 tinham conhecimento de mais de vinte mil desempregados devido a despedimentos de empresas que enfrentavam problemas relacionados com a crise mundial. O Japão, um dos destinos principais dos trabalhadores do Sri Lanka desde meados do ano passado tem dificultado a atribuição de permissões de trabalho. Em Novembro do ano passado o governo japonês previa que cerca de 90 mil empregados migrantes iriam perder os seus postos de trabalho em seis meses (de Outubro a Março). Ao anunciar estes números Tóquio queria realmente dizer que as medidas que iria meter em prática eram para tentar salvaguardar os empregos dos seus cidadãos, em despesa dos trabalhadores migrantes. Enquanto que os países fornecedores de mão-de-obra barata reconhecem que estes despedimentos colectivos vão fazer engrossar a já extensa lista de desempregados no seus países, pouco ou nada podem fazer para o contrariar. No entanto, as Filipinas não ficam de braços cruzados, tendo já metido em prática um plano de contingência para ajudar estes OFWs que regressam de vários países depois de perderem o emprego. A primeira medida passa por ajuda-los a tentar encontrar trabalho noutro país ou, no caso de se revelar impossível, optam por os apoiar na criação de pequenos negócios nos seus locais de origem para que possam garantir a sua subsistência e a das suas famílias, ao mesmo tempo que contribuem para dinamizar a economia doméstica. Isto pode parecer irrisório e de pouca importância, mas até em Portugal recentemente se tem falado das remessas dos imigrantes. Só para que possamos ter uma ideia das remessas do OFWs nas Filipinas, em 2008, de acordo com o Banco Mundial, ascenderam ao equivalente a 18 mil milhões de Euros, cerca de dez por dento do Produto Interno Bruto de Portugal. Dá para perceber o peso destes trabalhadores nas economias dos seus países de origem e os problemas que os seus despedimentos podem causar. Em diversos países asiáticos o desemprego tem levado milhares de trabalhadores, sobretudo emigrantes, a protestar nas ruas.
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NaE's kitchen A Cozinha da NaE

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