Como blog estaremos aqui para escrever as nossas opiniões, observações e para que quem nos visite deixe também as suas. Tentaremos, dentro das possibilidades, manter este local actualizado com o que vai acontecendo à nossa volta em Macau e um pouco em todo o lado...
sexta-feira, 5 de junho de 2009
David Carradine morreu
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Tiananmen 20 anos depois
Muitas são as vozes que se manifestam contra a posição do Governo. Pequim, por seu lado, fecha a porta e nada diz defendendo que nada há mais para adiantar.
Será que um país possa ter futuro se não se reconciliar com o seu passado?
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Castro em Macau com novo livro
O meu amigo Joaquim de Castro está de volta a Macau, onde amanhã vai apresentar o seu ultimo livro.
Homem de andanças por esse mundo fora, dedicado à presença portuguesa pelos quatro cantos do globo, Castro presenteia os seus leitores com uma obra sobre os vestígios dessa presença na Indonésia. Resultado das muitas viagens que fez no arquipélago e das várias vezes que por ali andou a “divagar”.
Estará em Macau até à próxima semana apenas, visto que no dia 10 de Junho terá de estar em Portugal, onde o seu livro faz parte das comemorações oficiais.
No entanto, ficou a promessa de voltar em breve a esta terra onde viveu durante anos a fio e onde, oficialmente, ainda reside.
Fica a obra e o amigo. E, para quem queira, desloquem-se amanhã às 6.30 da tarde à Livraria Portuguesa, para ver a sessão de apresentação da obra.
Desde já, os meus sinceros parabéns ao Joaquim e um abraço amigo que lhe darei pessoalmente hoje ao almoço.
Homem de andanças por esse mundo fora, dedicado à presença portuguesa pelos quatro cantos do globo, Castro presenteia os seus leitores com uma obra sobre os vestígios dessa presença na Indonésia. Resultado das muitas viagens que fez no arquipélago e das várias vezes que por ali andou a “divagar”.
Estará em Macau até à próxima semana apenas, visto que no dia 10 de Junho terá de estar em Portugal, onde o seu livro faz parte das comemorações oficiais.
No entanto, ficou a promessa de voltar em breve a esta terra onde viveu durante anos a fio e onde, oficialmente, ainda reside.
Fica a obra e o amigo. E, para quem queira, desloquem-se amanhã às 6.30 da tarde à Livraria Portuguesa, para ver a sessão de apresentação da obra.
Desde já, os meus sinceros parabéns ao Joaquim e um abraço amigo que lhe darei pessoalmente hoje ao almoço.
Um mar de especiarias...
terça-feira, 2 de junho de 2009
Obras sem identificação
Existe regulamentação em Macau para a execução de obras. Entre as muitas regras que se tem de seguir, existe a obrigação de constar, no local da obra, um painel onde se possa saber quem é o responsável, o dono, e o executor da mesma. Isto são regras aplicáveis a todas as obras que se fazem em Macau. E, quando as mesmas têm lugar em locais perto do Patrimônio Mundial, estas regras deveriam ser mais apertadas.Deixo dois exemplos, um no início da Rua da Palha, perto da Bodyshop. Aqui as obras seguem, aparentemente, todos os requisitos legais e a dita identificação está em local bem visível desde o primeiro dia.

No segundo exemplo, na Travessa de Sancho Pança, ao lado do Templo Na Cha. Obra que teve início recentemente e que, em apenas dois dias, ocupou, literalmente, toda a zona de passagem de peões na dita travessa, deixando apenas um pequeno espaço onde não cabem duas pessoas ao mesmo tempo. Nesta obra não existe qualquer tipo de identificação e, como tive oportunidade de presenciar no domingo passado, nem respeitam o descanso obrigatório.
Contra Ponto continua sem Clarim
A Rádio Macau continua com a mesma arrogância o programa Contra Ponto somente com os jornais diários de língua portuguesa. Apesar dos comentários e das críticas feitas por vários sectores pela não inclusão do mais antigo jornal de língua portuguesa de Macau, O Clarim, os responsáveis da rádio continuam sem querer dar qualquer explicação, numa atitude autoritária de quero, posso e mando.
Como se lia há dias sobre o assunto, ignorar O Clarim quando se convida um director de outro jornal percebe-se, ignorar O Clarim quando todos os outros são convidados não dá para perceber.
Pelo menos, e porque temos direito de saber quais os critérios da escolha, deveriam esclarecer a razão por detrás de tal decisão. (ah… não com ameaças e insultos a coberto do anonimato para os comentários do blog ou email pessoal... pois isso somente demonstra a baixeza de carácter de quem o faz.)
Tanto quanto sei nem o próprio jornal recebeu esclarecimento oficial.
Como se lia há dias sobre o assunto, ignorar O Clarim quando se convida um director de outro jornal percebe-se, ignorar O Clarim quando todos os outros são convidados não dá para perceber.
Pelo menos, e porque temos direito de saber quais os critérios da escolha, deveriam esclarecer a razão por detrás de tal decisão. (ah… não com ameaças e insultos a coberto do anonimato para os comentários do blog ou email pessoal... pois isso somente demonstra a baixeza de carácter de quem o faz.)
Tanto quanto sei nem o próprio jornal recebeu esclarecimento oficial.
Por outro lado, de salientar que a Rádio Macau agora tem um programa da manhã, o Acorda Macau, de grande qualidade. Especialmente quando apresentado em conjunto pelo Hélder e pelo Jorge. Estão de parabéns os dois e todos quantos contribuem para o programa.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Serviços de Turismo esquece português
O DIA 18 de Maio foi o Dia Internacional dos Museus e, como já vem sendo hábito, a data é assinalada em Macau com visitas gratuitas a museus do território.Na edição deste ano participaram, na península de Macau, a Casa Cultural de Chá de Macau e a Casa Memorial Dr. Sun Iat Sem, o Centro de Ciência de Macau e a Casa de Penhores Tradicional. Abriram também as suas portas gratuitamente o Museu de Arte e o Museu de Arte Sacra, o Museu dos Bombeiros e o das Telecomunicações. Juntaram-se ainda o Museu do Grande Prémio e o do Vinho, o Museu de Macau, o Marítimo e o Memorial Lin Zexu, o Museu das Ofertas sobre a Transferência de Soberania de Macau e o Núcleo Museológico da Santa Casa da Misericórdia. Na Taipa, as Casas-Museu e o Museu da História das Ilhas. Em Coloane, o Museu Natural e Agrário no parque de Seac Pai Van.
A maior parte destes museus esteve aberta ao público durante todo o fim-de-semana que antecedeu o Dia Internacional dos Museus, para que turistas e a população em geral os visitassem, sem terem que pagar o habitual ingresso.
Os vários locais de exposição da RAEM, bem mais do que estes que fizeram parte da festividade deste ano, são visitados por inúmeras pessoas e o preço dos ingressos nem é muito elevado. Aliás, Macau está muito bem apetrechado no que diz respeito a museus e espaços museológicos. O que falta, isso sim, é uma adequada promoção dos mesmos, assim como informação acessível a todas as franjas da população. No que diz respeito às duas línguas oficiais, os espaços do Governo cumprem, em geral, o estipulado. Há, no entanto, excepções, pois em alguns casos a informação existente é apenas em versão chinesa, não se encontrando nenhuma em português e em inglês; ou, se se encontram, é um caso raro. Aliás, muitas vezes existe em chinês (e em inglês, como segunda língua), o que torna o problema ainda mais preocupante. É que, como museus que são, devem ser um dos baluartes da tradição e dos valores de Macau, a começar pelas duas línguas oficiais (chinês e português).
Mesmo assim, e havendo sempre espaço para se melhorar, o balanço é positivo, sendo de louvar os esforços para essa melhoria constante.
DST não cumpre
Apesar de considerar que o serviço prestado pelos museus é positivo, há outras instituições, a começar pelos próprios Serviços de Turismo do Governo, que não merecem tal distinção. Apesar de serem os responsáveis pela promoção de Macau lá fora e também dentro de portas, os Serviços de Turismo continuam a disponibilizar um serviço pouco digno no que diz respeito às línguas oficiais.
Veja-se a iniciativa inserida na promoção do Património Mundial, a decorrer até Julho e que está a ser promovida no Largo do Senado. Pelas fotos pode-se ver que o inglês ultrapassou o português, que desceu para terceiro plano. De tal forma que a língua oficial da RAEM nem sequer mereceu aparecer no local onde se explica como se processam as inscrições para as visitas guiadas.
É disso que se trata! Os Serviços de Turismo disponibilizam, de acordo com o cartaz escrito em três línguas e em três fachadas, cada uma com a sua língua (chinês tradicional, simplificado e inglês), visitas guiadas em mandarim (língua oficial) e inglês (língua de trabalho aceite em Macau, mas não oficial).
É um tema recorrente e pode ser debatido de diversas formas. No entanto, há princípios de que não poderemos, nunca, abdicar. Neste caso é possível argumentar que o público-alvo será falante de chinês (mandarim) e turistas ocidentais (que, na sua maioria falam, ou dominam, o inglês). No entanto, tal não pode servir para que o português não faça parte, pelo menos, do cartaz promocional. Que mais não seja, para que os turistas vejam e sejam alertados para o facto de, em Macau, haver duas línguas oficiais (chinês e português), sendo que o inglês é aceite como língua de fácil comunicação entre as diversas comunidades que habitam esta região.
Outra argumentação recorrente e que normalmente é usada para o facto de se escolher o inglês em detrimento do português (quando se fala de língua oral), é que há falta de guias que dominem a língua portuguesa. Na verdade, nos próprios Serviços de Turismo há muitas pessoas capazes e que dominam a língua portuguesa e a inglesa (cumulativamente), e alguns até dominam uma terceira e uma quarta língua, sendo essas o cantonense e o mandarim, pelo que um só guia poderia servir para todas as línguas, as duas oficiais, a do dia-a-dia e a de comunicação universal.
Senhores responsáveis, ponham-se do outro lado da barricada e imaginem que, em vez do português, faltava o chinês!
Será que iriam achar a mesma piada?
Um cheirinho do meu artigo
Esta semana n’O Clarim podem ler um artigo sobre a falta de coerência e de empenho dos Serviços de Saúde de Macau relativamente à lingua portuguesa. Em duas ocasiões tive de sair de Macau, por duas fronteiras diferentes, e os exemplos eram mais do que muitos.
“(…) A única mudança visível foi a troca da palavra aves por porcos! Caso para dizer que os Serviços de Saúde podem ser acusados de muitas coisas mas de certeza que uma delas não é a falta de coerência!
Mais tarde, e pensando que os Serviços de Saúde se apercebessem do erro e o rectificassem passado algum tempo, tive de preencher mais uma vez a dita declaração no aeroporto depois de uma viagem à Tailândia e voltei a verificar que os erros continuavam os mesmos. Com uma agravante de não haver qualquer informação em português nos cartazes ali expostos para os viajantes que chegam a Macau por esta via.
Aliás, pelo que vi, no aeroporto os Serviços de Saúde têm dado prioridade ao uso do inglês em detrimento quer do chinês quer do português, sendo que esta última língua oficial é totalmente ignorada. (…)"
“(…) A única mudança visível foi a troca da palavra aves por porcos! Caso para dizer que os Serviços de Saúde podem ser acusados de muitas coisas mas de certeza que uma delas não é a falta de coerência!
Mais tarde, e pensando que os Serviços de Saúde se apercebessem do erro e o rectificassem passado algum tempo, tive de preencher mais uma vez a dita declaração no aeroporto depois de uma viagem à Tailândia e voltei a verificar que os erros continuavam os mesmos. Com uma agravante de não haver qualquer informação em português nos cartazes ali expostos para os viajantes que chegam a Macau por esta via.
Aliás, pelo que vi, no aeroporto os Serviços de Saúde têm dado prioridade ao uso do inglês em detrimento quer do chinês quer do português, sendo que esta última língua oficial é totalmente ignorada. (…)"
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Campo de Férias da EPM 2009
Actividades a Desenvolver:
- Campo de Férias
- Cultura Chinesa
- Oficina de Teatro
- Danças e Andanças
- Fantasias em Feltro
- Escolinha de Futebol
- Escolinha de Ténis
Para mais informações consultar os folhetos disponíveis na Escola Portuguesa de Macau.Inscrições de 1 a 12 de Junho na Secretaria da EPM.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Video de Fernando Chui
Vejam o link...
Ou no post seguinte.
Ponto Final em final de semana!
Deve ser da vontade de estar de fim-de-semana.
Amigos do Ponto Final… vamos ter de esperar mais uns dias… hoje é ainda dia 26 de Maio de 2009, Terça-feira. Não é Sexta-feira, 29 de Maio de 2009 como se lê na vossa primeira!
Fica o apontamento pela sua piada. Não passa disso.
De resto, no seu interior a data estava correcta, TER 26 de Maio de 2009. De salientar que hoje publicava um excelente artigo sobre a candidatura de Fernando Chui Sai On a Chefe do Executivo e da polémica causada ontem por dois alunos do grupo anti-Chui na internet.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Um cheirinho do meu artigo
Na próxima edição d’O Clarim vai ser possível ler um artigo onde se fala do esquecimento da língua portuguesa por parte dos Serviços de Turismo de Macau. Em causa estará um painel que está visível no Largo do Senado desde há alguns dias.
“(…)É disso que se trata. Os Serviços de Turismo disponibilizam, de acordo com o cartaz escrito a três línguas e em três fachadas, cada uma com a sua língua (chinês tradicional, simplificado e inglês), visitas guiadas em mandarim (língua oficial) e inglês (língua de trabalho aceite em Macau mas não oficial).
É um tema recorrente e pode ser debatido de diversas formas. No entanto, existem princípios dos quais não poderemos, nunca, abdicar. Neste caso é possível argumentar que o público-alvo será falante de chinês (mandarim) e turistas ocidentais (que na sua maioria falam, ou dominam, o inglês). No entanto, tal não pode servir para que o português não faça parte, pelo menos, do cartaz promocional. (…)"
“(…)É disso que se trata. Os Serviços de Turismo disponibilizam, de acordo com o cartaz escrito a três línguas e em três fachadas, cada uma com a sua língua (chinês tradicional, simplificado e inglês), visitas guiadas em mandarim (língua oficial) e inglês (língua de trabalho aceite em Macau mas não oficial).
É um tema recorrente e pode ser debatido de diversas formas. No entanto, existem princípios dos quais não poderemos, nunca, abdicar. Neste caso é possível argumentar que o público-alvo será falante de chinês (mandarim) e turistas ocidentais (que na sua maioria falam, ou dominam, o inglês). No entanto, tal não pode servir para que o português não faça parte, pelo menos, do cartaz promocional. (…)"
naTerra em newsletter
O grupo de jovens de Macau que se encontra em Timor Leste a ensinar permacultura e actividades de subsistência às populações locais publicou o primeiro newsletter para divulgar as actividades que vão desenvolvendo.Fica a introdução constante no website do grupo. ““naTerra” é uma associação sem fins lucrativos que desenvolve projectos na área da Educação para o Desenvolvimento Sustentável. Somos uma equipa multidisciplinar que une a Educação Holística e o Design de Permacultura para criar alternativas, partilhar soluções e agir directamente com as comunidades no âmbito da sustentabilidade.
Com sede no território da RAEM e coração no mundo, “naTerra” surge como veículo social para participar activamente no que acredita ser a emergência de um novo paradigma. Em paralelo com o ritmo acelerado do desenvolvimento económico e suas consequências, grupos de pessoas unidas por valores comuns criam iniciativas sociais nos vários cantos de mundo. Através de estilos de vida alternativos apresentam soluções criativas e eficazes para questões ambientais, económicas e sociais.
A reconnecção com a Natureza, a auto-suficiência e a partilha de competências têm conduzido à implementação de muitos casos de sucesso, alcançando uma forma mais saudável de estar no mundo. Surgem como alternativas que apoiam a viabilidade económica e a criação de ecossistemas saudáveis, através da modificação de padrões de consumo e da implementação de um enquadramento social equalitário.”
Fica o website www.naterra.org
domingo, 24 de maio de 2009
Ka Hó é para os ricos
Fazia já algum tempo que não passava por aquele típico lugar da ilha de Coloane. Desde sempre que ali encontrei algo que me atraía; nesta última passagem, porém, não tive a oportunidade de o voltar a ver. Assim, regressei a Macau desapontado.
Esta incursão naquilo que Macau tem de mais provinciano deu-me a conhecer uma alarmante realidade: a triste verdade das construções ilegais.
Os residentes da ilha de Coloane há muitas décadas tentam convencer o Governo de que têm documentos comprovativos da sua posse da terra: precisamente as chamadas escrituras em papel de seda. A verdade, porém, é que nunca ninguém as viu; daí que o Governo tem de se contentar com a «palavra» de meia dúzia de residentes.
Não pretendo aqui sacar conclusões sobre quem tem, ou não tem, razão. Nem tão pouco é meu objectivo apurar se quem alega ser dono da terra e ter esse direito assegurado numa escritura de papel de seda, está a dizer a verdade.
A realidade é simples: não existindo documentos verídicos e oficiais, os terrenos são propriedade da Região Administrativa Especial de Macau. A Lei é clara e deve ser cumprida por todos por igual.
Este passeio de fim-de-semana fez-me deparar ainda com outra grande realidade que, de certa forma, está intimamente ligada à das escrituras de papel de seda: é o facto de em Ka Hó estarem a surgir construções ilegais como se fossem cogumelos. Só junto à estrada que atravessa a povoação surgem agora quatro prédios de três andares, acabados de construir.
À sua frente, como casas de campo que são, grandes carros com dupla matrícula, enquanto que, uns metros depois, pessoas de idade, nas suas casas antigas, tentam levar a vida a que estão habituados há dezenas de anos.
Esta realidade salta aos olhos de todos e o que é surpreendente e, até, escandaloso, é não haver quem de direito, a nível de autoridade, que ponha cobro a tais abusos. Ao ritmo a que os prédios ali crescem, aquela aldeia irá, muito em breve, perder todo o seu encanto, para se tornar um refúgio de meia dúzia de milionários.
O Governo, no dizer de Jaime Carion, continua a afirmar que está tudo controlado e que as construções pararam. Ora não é isso que se vê. As casas estão concluídas, outras continuam em construção e nada acontece. Algo de muito grave deverá estar a passar, para continuarem a atirar areia para os nossos olhos.
Quando passava de motorizada na rua principal, – incrédulo com o que via, – decidi parar para registar a ocasião com o meu telefone. E logo que me preparava para registar em imagem o que estava à vista, alguém, de uma dessas novas casas, me aconselhou a não o fazer, pelo que me vi obrigado a montar o meu veículo e seguir caminho. As fotos que aqui apresento, aliás com pouca qualidade, são tiradas da Estrada da Barragem de Ká Hó, ali perto de umas sepulturas centenárias, e de onde se pode agora ter uma visão panorâmica da aldeia, visto que toda a vegetação foi retirada para que o terreno fosse terraplanado. Possivelmente para, em breve, receber mais construções. Para já acolhem uma miríade de estaleiros de material de construção sem qualquer tipo de protecção e cuidados higiénicos ou ambientais.
Receio que, muito em breve, Ká Hó passe a ser um «resort» de gente rica e de ascendentes pouco aconselháveis.
A falta de fiscalização e de pulso forte por parte do Governo é preocupante. Queremos acreditar na palavra de que tudo está a ser fiscalizado e que as construções pararam e vão ser demolidas mas, também, que os seus responsáveis vão ser levados à justiça. A realidade que salta à vista, contudo, diz-nos que o que se ouve de quem deve fiscalizar não passa de palavras vãs e sem qualquer sentido.
Tenho pena de que, nos lugares típicos de Macau, como o de Ká Hó, tudo seja, pouco a pouco, demolido para dar lugar ao orgulho desmedido de pessoas ricas e sem escrúpulos.
Nesta polémica que afecta quem ali vive desde sempre e também todos os outros que vivem em Macau, o mais importante não é o que se diz, mas sim o que se vê fazer. Do departamento do Governo que diz estar atento ao que ali se verifica, exige-se bem mais do que vir a público afirmar que fiscaliza. Deve claramente passar à acção e embargar as obras em situação de manifesta ilegalidade. É obrigatório e urgente que o faça em nome da lei, da justiça e em defesa do património público que é de todos nós.
Aliás, por toda a Região se vêem tantas e tantas obras de construção em curso ou já concluídas, que deveriam, pura e simplesmente, ser embargadas e obrigar os seus donos a demolir o que é ilegal e fruto da ganância imobiliária.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Finalmente limpo
Devem estar lembrados dos meus posts relativos a uma motorizada, com evidentes sinais de abandono, ali para os lados da Rua do Monte, a caminho das Ruínas de São Paulo. Por duas vezes aqui assinalei a vergonha que era, especialmente por ser numa zona frequentada por milhares de turistas diariamente e por estar mesmo nas barbas dos agentes de autoridade que, todas as manhãs, tomam o pequeno-almoço num pequeno café ali na zona.Pois bem, quero agora anunciar que a motorizada foi, finalmente, removida. Não sei por quem, nem tal se torna importante aqui. O importante é que já não está no local e a zona está limpa, apresentando um aspecto mais digno.
É caso para dizer que, afinal, há que se importe com o que vai mal em Macau. Obrigado a quem quer que seja que rectificou a situação.
Picassinos vai direito à questão
Já que falei do artigo do CMJ, quero também referir o editorial de hoje de Carlos Picassinos. Aborda o mesmo tema mas por outro prisma. Picassinos toca num assunto de extrema importância. Mais do que se conhecer o nome dos candidatos, o que é importante é conhecer-se os seus programas de campanha e de governo. “Já antes aqui escrevi que mais do que o totobola dos candidatos o que mais me interessa discutir são os compromissos que eles estejam em condições de cumprir (…).
O director do HM diz ainda, e muito bem na minha opinião, que “acredito que não vai ser uma candidatura isolada. Dois nomes de peso significariam um passo em frente para a maturidade democrática na RAEM.”
Uma coluna a ler, em conjunto com a de CMJ no mesmo jornal.
Disponibilizarei os links assim que estiverem disponíveis.
O director do HM diz ainda, e muito bem na minha opinião, que “acredito que não vai ser uma candidatura isolada. Dois nomes de peso significariam um passo em frente para a maturidade democrática na RAEM.”
Uma coluna a ler, em conjunto com a de CMJ no mesmo jornal.
Disponibilizarei os links assim que estiverem disponíveis.
Parabéns CMJ
Aproveitam hoje para ler o excelente artigo do CMJ no Hoje Macau. Aborda a novela dos nomes do próximo Chefe do Executivo. Como sempre, polémico, mas acertado, Carlos Morais José, no seu estilo muito próprio diz que nós temos um problema: orelhas muito compridas! Concordo completamente com o Carlos neste artigo e considero que tocou mesmo no âmago da questão. “Independentemente do Chefe do Executivo, um novo governo certamente que trará outro fôlego à cidade, sangue fresco, novas ideias (…)”Assim que estiver disponível no link no website do HM…
Casa de Portugal em Macau
Queria deixar aqui os meus públicos parabéns a toda a lista que venceu as eleições para a Casa de Portugal em Macau.Por muitas criticas que se possam vir a fazer, a verdade é que o trabalho que estas pessoas têm vindo a fazer é de grande mérito.
Apesar de não ter havido concorrência à lista liderada pela advogada Amélia António, o mérito é o mesmo e as provas dadas estão no trabalho que desenvolveram ao longo dos dois últimos anos.
Desejos de que continuem a fazer um bom trabalho em prol da cultura e da comunidade de língua portuguesa.
Insultos em anonimato
Deve andar muita gente preocupada com a ortografia no blog…
Pena é que quando optam por ataques pessoais o façam a coberto do anonimato. Há que ter coragem quando se fazem ataques pessoais, pois assim ficam todos a saber as cores com que se vestem as pessoas que os fazem. Quem não deve não teme!
Para que se saiba, comentários anónimos e insultuosos não são publicados.
Tenham frontalidade para se assumirem como na realidade são.
Não somos obrigados a gostar de tudo o que lemos mas, como pessoas de bem, devemos assumir aquilo que dizemos.
Criticar e insultar no anonimato denota falta de frontalidade e de coragem para assumir aquilo que se defende..
Pena é que quando optam por ataques pessoais o façam a coberto do anonimato. Há que ter coragem quando se fazem ataques pessoais, pois assim ficam todos a saber as cores com que se vestem as pessoas que os fazem. Quem não deve não teme!
Para que se saiba, comentários anónimos e insultuosos não são publicados.
Tenham frontalidade para se assumirem como na realidade são.
Não somos obrigados a gostar de tudo o que lemos mas, como pessoas de bem, devemos assumir aquilo que dizemos.
Criticar e insultar no anonimato denota falta de frontalidade e de coragem para assumir aquilo que se defende..
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