Como blog estaremos aqui para escrever as nossas opiniões, observações e para que quem nos visite deixe também as suas. Tentaremos, dentro das possibilidades, manter este local actualizado com o que vai acontecendo à nossa volta em Macau e um pouco em todo o lado...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

As mal empregadas e a falta de visão legislativa

QUANTOS de nós já nos deparámos com o problema de procurar uma empregada doméstica!? É uma tarefa recorrente para quem fica em Macau por algum tempo. O facto de trabalharmos de manhã à noite não nos deixa tempo para as tarefas de casa. Ou, por outro lado, havendo tempo para tal, falta a vocação para os trabalhos caseiros. Falo por mim, porque cada vez que tento passar uma camisa a ferro acabo por ter de comprar uma nova! Daí, o proliferarem em Macau estas empregadas e empresas que sobrevivem à sua custa.
A lei que regula esta actividade é bem clara. Cada empregada pode trabalhar apenas num único local. «Lei nº 21/2009; Lei da contratação de trabalhadores não residentes; Secção II; Infracções administrativas; Artigo 32º; Infracções; 5. É punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas), sem prejuízo de outras medidas que ao caso couberem, o não residente que: 2) Estando autorizado a permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, preste a sua actividade a empregador diferente daquele para o qual esteja autorizado a trabalhar». As punições para o empregador e «sponsor» são ainda mais significativas.
A questão que se levanta é a seguinte: Se cada empregada pode apenas trabalhar num local, quer dizer que em Macau terá de haver, pelo menos, uma empregada por cada agregado familiar que tal precise! Digamos que sejam 10% da população, o que equivaleria a, mais ou menos, 50 mil empregadas domésticas.
Estes números são completamente irrealistas e facilmente se depreende que não é o que acontece. Isto revela simplesmente que muitos de nós andamos «fora da Lei», pois, como não será difícil compreender, nem todos precisamos de empregadas a tempo inteiro.
A verdade é que a lei assim o determina. Se precisamos ou não, os legisladores não se preocupam. Como sempre, cega e justa, a lei apenas diz que cada empregada só pode trabalhar num único local. Esquece, porém, que as empregadas são também pessoas e, como tal, têm direito à dignidade profissional. Só que, olhando para os padrões dos ordenados, será difícil com 2500 patacas mensais, ou mesmo três mil, se tiverem a sorte do empregador lhes pagar subsídio de residência, conseguir tal dignidade.
Estamos, assim, perante dois dilemas. Por um lado, as empregadas só podem trabalhar num local e recebem um salário que quase não dá para viver; por outro, a maior parte das pessoas em Macau não precisa de uma empregada oito horas por dia (seis dias por semana) em casa!
Este problema arrasta-se há anos, como é do conhecimento geral, mas a lei continua a ignorá-lo, realidade esta que é claramente impossível sustentar. Pelo que, na maioria das vezes, quando contratamos empregada, fazemo-lo à hora, duas ou três horas por dia, duas ou três vezes por semana. Ficando esta empregada (que forçosamente tem de ter um «empregador» a tempo inteiro para que possa ter a devida autorização de trabalho e residência em Macau – vulgo «sponsor») livre para ter mais do que um biscate. Muitas vezes trabalham em duas ou três casas por dia, duas ou três horas por dia, seis dias por semana. Facto que leva a que trabalhem, mais ou menos, o mesmo número de horas de um contrato normal (48 horas semanais), mas recebendo muito mais. Regra geral, recebem uma média de 25 a 30 patacas por hora, ou seja, num mês (duas horas por dia, em três casas diferentes por dia, seis dias por semana), um total que oscila entre 3.600 patacas (mínimo) e 4.320 patacas (máximo). Há algumas que conseguem ainda mais do que isto, caso queiram trabalhar mais horas por dia. Entretanto, o Governo recebe impostos de 2500 patacas mensais. Portanto, sem que ninguém fique a perder (a não ser o Estado, em impostos, porque continua com uma venda nos olhos não querendo ver a realidade), ficam as empregadas com um ordenado digno e satisfeitas as pessoas que precisam dos seus serviços.
Esta realidade sempre existiu em Macau e assim irá continuar. Com efeito, não parece ser possível que o Governo consiga pôr cobro a tal. Na verdade, tal seria um contra-senso, porque a maioria das pessoas que precisam, e podem pagar, os serviços a uma empregada, não têm necessidade do seu serviço a tempo inteiro. Muitas vezes as pessoas precisam apenas de alguém que lhes limpe a casa, prepare a roupa e pouco mais. Isto faz-se em duas ou três horas por dia. E, neste caso, o Governo não pode estar a proibir, ou obrigar, as pessoas de terem acesso a esta comodidade.
Não cabe ao Governo dizer quem precisa ou quem não precisa de ajuda em casa, pois isso é uma decisão pessoal de cada residente. Assim como não cabe ao Governo decidir se preciso de empregada a tempo inteiro ou tempo parcial. Mas, de acordo com a lei actual, o Governo obriga-me a ter uma empregada a tempo inteiro e a pagar-lhe um ordenado de miséria, quando a mesma pessoa poderia estar a trabalhar para duas ou três famílias, aliviando o encargo de cada uma delas, ao mesmo tempo que aumentava o seu rendimento mensal e as contribuições de impostos. E, ao mesmo tempo, diminuiria o número de residentes não permanentes no território.
Uma questão que urge ser repensada! Considero que está na altura do Governo, de uma vez por todas, dar o exemplo e legislar a sério e realisticamente.

Bolo da NaE

A NaE voltou a publicar mais uma receita. Desta vez um bolo de crepe recheado de chantily... acreditem, uma delícia... e que se pode guardar no congelador para ir comendo...

http://naeskitchen.blogspot.com/2010/02/crepe-cake.html

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Nae's Kitchen: แกงส้ม~~Thai Sweet and Sour Prawn Soup (Kaeng som)

Nae's Kitchen: แกงส้ม~~Thai Sweet and Sour Prawn Soup (Kaeng som)

Nae's Kitchen: ไข่ลูกเขย ~~ Kai Look Koie: Son-in-Law Eggs

Nae's Kitchen: ไข่ลูกเขย ~~ Kai Look Koie: Son-in-Law Eggs

Nae's Kitchen: บิสกิตโรล ~~ Biscuit Roll

Nae's Kitchen: บิสกิตโรล ~~ Biscuit Roll

Nae's Kitchen: น้ำมะม่วงผสมแอปเปิ้ลเขียวกับน้ำส้มปั่น ~~ Mango + Green Apple + Orange smoothie

Nae's Kitchen: น้ำมะม่วงผสมแอปเปิ้ลเขียวกับน้ำส้มปั่น ~~ Mango + Green Apple + Orange smoothie

A cozinha da NaE, em TH, EN e PT

A Nae deu início a um novo projecto. Em sequência da sua paixão por comida e pela sua confecção, decidiu compartilhar com todos os amigos as suas receitas de comida Tailandesa e algumas sobremesas internacionais.

As receitas, que tem já escritas em tailandês, são mais de nove dezenas. O trabalho de tradução livre para inglês e português será demorado mas, acreditem, valerá a pena.

Visitem, com regularidade, o seu blog http://naeskitchen.blogspot.com/ para irem acompanhando o que se vai publicando.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

De que serve a Pataca?

HÁ certos hábitos em Macau que, mesmo havendo leis apontando em sentido contrário, os comerciantes continuam a seguir.
O caso das taxas abusivas referentes ao uso do cartão de crédito foi já aqui abordado mais do que uma vez. No entanto, parece que ninguém do Governo (Economia ou Finanças?) se interessa. Quanto ao Conselho dos Consumidores, funcionou (mais ou menos) bem, enquanto por lá andou Alexandre Ho. Depois do seu suicídio (a que terá sido levado, sabe-se lá por quais razões), aquele Conselho deixou de funcionar e apenas serve como receptáculo de queixas que nunca saem das gavetas. Aliás, já antes pouco ou nada podia fazer, visto ser apenas um órgão fiscalizador, sem quaisquer poderes sancionatórios. Por isso, por muito que queiram, se é que o querem, nada farão, por terem as mãos e os pés atados por via das leis que regem esta terra.
Além dos casos dos cartões de crédito, há outro aspecto ligado aos pagamentos que se tornou assunto corrente. Refiro-me ao facto de certas lojas, nomeadamente cadeias internacionais, apenas terem os preços marcados em dólares de Hong Kong. Cito, por exemplo, a sapataria na Almeida Ribeiro, junto da Esprit, que quando confrontados com o facto de terem de exibir o preço em patacas (ou seja, a moeda local), nos informaram que têm ordens dos escritórios de Hong Kong para tal não o fazerem. E, se possível, não aceitar pagamentos em moeda local. Quando tiverem de o fazer, segundo explicaram, usam uma taxa de conversão muito superior aos oficiais 103.3 mop por 100 dólares de HK.
Perante isto, e mesmo havendo uma lei que o proíbe, nada se pode fazer. De facto, se não aceitarmos as regras que nos impõem, temos de deixar o estabelecimento sem o produto pretendido.
Tive conhecimento, aliás, não nesta loja, mas em outra do género, onde um cliente chinês se deu ao trabalho de chamar a polícia para que a letra da Lei fosse aplicada e o agente disse nada poder fazer perante a inflexibilidade do comerciante.
Claro que se pode sempre recorrer à apresentação de queixa a nível dos tribunais, mas, como se compreende, a maioria dos clientes não está disposta a tanto trabalho, porque sabem que à partida pouco se irá resolver. Além de saberem que terão muitos problemas se a tal recorrerem com idas a audições e despesas judiciais.
Cabe ao Governo, seja qual for o departamento responsável, fiscalizar estes assuntos e obrigar a que a Lei seja cumprida.
Há em Macau três moedas correntes, podendo os pagamentos, desde há algum tempo, ser feitos, além da moeda local, também em dólares de Hong Kong e renminbi. No entanto, a Lei é clara quando diz que os preços e as transacções devem ser feitas em moeda local, podendo as outras ser usadas cumulativamente. Pelo que, o uso das duas moedas «estrangeiras» nunca poderá substituir a moeda local. Pode, quanto muito, ser um complemento, ficando à decisão do cliente optar por pagar nessas moedas, caso assim o entenda.
Quanto aos preços afixados, podendo ser mostrados em moeda estrangeira, têm, forçosamente, de também ser apresentados em moeda local, sendo esta a principal moeda a ser exibida.
Antes de terminar e mudar de assunto, gostaria também de referir que este problema do uso dos dólares de Hong Kong, em detrimento da moeda local, se verifica também no maior motor da economia da RAEM. Os casinos, desde sempre (tanto quanto sei) apenas usam no seu interior a moeda da antiga colónia britânica.
Se, – e como parece, – o Governo não se importa com as queixas apresentadas por residentes e turistas, porque não acabar com a pataca e implementar, de uma vez por todas, o uso ou do renminbi ou do dólar de Hong Kong? Assim acabariam muitos problemas!

UMAC fica mal na fotografia!

Não quero deixar passar em branco as declarações do vice-reitor da Universidade de Macau ao jornal Ponto Final, relativamente à resposta à interpelação feita pelos Conselheiros das Comunidades Portuguesas em que abordavam a problemática da falta do uso do Português na página da internet do estabelecimento de ensino. No mesmo artigo refere-se ainda que, na conferência de Imprensa de apresentação das novidades para o novo ano lectivo, apenas os preços foram disponibilizados na «língua de Pessoa». A estas críticas, Rui Martins, personalidade que muito estimo e tenho nos mais altos patamares de consideração no que diz respeito a pergaminhos académicos, sobre esta questão disse que «a língua da internet é o inglês» e torna-se «muito difícil para uma universidade manter um site em três idiomas». Quanto à conferência de Imprensa, defendeu que «deve ser encarado como uma situação pontual».
Podemos acreditar em tudo o que disse o meu caro amigo e digníssimo representante da UMAC, e aceitamos que não seja fácil manobrar entre tantas especificidades de Macau, mas, em minha opinião, situações pontuais numa conferência de Imprensa não são admissíveis e usar três línguas ao mesmo tempo pode ser – e é de certeza ­– difícil, mas não pode ser desculpa para que tal não se faça, tanto mais que há exemplos de quem o faz, mesmo aqui no território. Daí que, se uns conseguem, porque não conseguem todos? Aliás, penso ser esta uma questão de princípio que a UMAC deveria levar a peito, visto ser uma instituição de ensino superior e, como tal, ter o dever de dar o exemplo à sociedade e aos seus alunos.
Que mais não seja, por obrigação moral e basilar de uma instituição que forma futuros líderes, a questão do igual tratamento das duas línguas oficiais deveria ser tratada como um assunto premente e sempre na ordem do dia.
Considero que, neste caso, não possa haver qualquer tipo de desculpa que possa justificar tal acto.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Macau, a Região Autónoma

Gosto de ouvir o nosso Embaixador em Pequim chamar “Região Autónoma” a Macau!!! Graças a Deus que está de malas aviadas para a Austrália!!!
Declarações num programa da Rádio Macau emitido ontem.
Santa ignorância...e é isto o representante de Lisboa nas mais altas instância de Pequim… depois admiram-se que em Portugal não sabem de nada acerca da China… Quando nem sequer sabem que Macau é um Região Administrativa Especial da RPC… Região autónoma temos duas no meio da água!
Para ouvir aqui... para que acreditem...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Lixo nas barbas da PSP

Este monte de lixo pouco falta para estar na porta de entrada da Esquadra Número 1, na Calçada do Gamboa em Macau!
Por muito que possam dizer que não vêm, parece impossível visto que por ali são obrigados a passar, pelo menos uma a duas vezes ao dia... Está aos olhos de todos e há vários dias sem que nada se faça.
Recentemente, vi alguém do IACM a tirar fotografias do local mas ainda nada fora feito.
A responsabilidade de recolha de detritos é da CSR mas como se encontra fora do local de recolha de lixo, esta ignora. Pelo que, mesmo havendo outras autoridades habilitadas a fazer a fiscalização, os polícias deveriam, por uma questão de autoridade e para dar o exemplo, tomar em mãos o assunto. Sendo mesmo à sua porta, só lhes fica mal ignorarem-no...
A Calçada do Gamboa fica em zona de Património da Humanidade, pelo que a urgência é ainda maior porque milhares de turistas passam pela zona.

Serviços de Saúde estão-se nas tintas

O DESCARADO desrespeito pela língua portuguesa nos Serviços de Saúde (SS) continua, sem que ninguém faça nada para o contrariar.
Ainda não há muito tempo, aqui referi um episódio ocorrido no hospital, na especialidade de oftalmologia, que devido a problemas de comunicação acabou por gerar um problema nos olhos de uma paciente. Algo que os SS nunca reconheceram e apenas se dignaram a pedir desculpa por telefone. Como se meras desculpas resolvessem, neste caso, alguma coisa!
Agora, e como já vem sendo hábito há muitos anos, as comunicações em português são postas de parte.
Prestem atenção à documentação referente à vacinação da Gripe A H1N1. Existe documentação em chinês e em inglês; quanto ao português, nada se sabe. Sei que existe, mas não se encontra disponível nos locais onde se pode encontrar a informação nas outras duas línguas. Por vezes, ficamos com a impressão de viver em Hong Kong. Pena é que a qualidade do serviço aqui prestado nem lhe chegue aos calcanhares! Quem nos visita acha estranho e põe em causa o facto de não encontrar informação em português.
Em variados locais do território, nomeadamente nos locais públicos, encontram-se uns panfletos referentes à vacina, à sua função, efeitos e outras informações bastante úteis, Mas, para surpresa minha, nunca encontrei a versão portuguesa nos locais onde se vêem as versões em chinês e inglês. Encontram-se também uns formulários que se devem preencher antes de sermos vacinados e nos quais se informa o pessoal médico sobre vários detalhes que podem ser contraproducentes para quem leva a vacina. Só que, também neste caso, apenas consegui encontrar versões em chinês e inglês, o que, para muitas pessoas nascidas em Macau e aqui residentes há muitas gerações, os torna obsoletos, porque não lêem chinês (mesmo que o falem fluentemente) nem lêem inglês suficientemente bem para entenderem um questionário de carácter clínico.
Perante tal facto, e na esperança de encontrar alguma informação em português, tentei consultar a página do Centro de Coordenação da Língua, que se apresenta como trilingue! Mas, pelo que pude observar, o trilinguismo é só aparente. Ao tentar usar o link (http://www.ssm.gov.mo/h1n1vaccine), que daria acesso directo à página, e passar a copiar o nome tal como aparece no cabeçalho, – «Vacinação da gripe pandémica (H1N1) 2009; Vacina “contra a gripe suína”», – deparo com uma página com título em português e em chinês, mas apenas isso. Tudo o resto constante dessa página informativa estava em chinês, sem qualquer forma de aceder à informação na outra língua oficial da RAEM.
Contactados os SS, através de um tal doutor Leong Iek Hou, do «Unit for Communicable Disease Prevention and Disease Surveillance» (!), fomos informados da existência desses panfletos em português, que nos foram enviados logo via email, mas todo este serviço foi feito numa linguagem algo «ríspida», pouco digna de quem tem por missão informar e ser prestável à sociedade.
A questão que aqui pretendo pôr em claro não é a da existência, ou não, da dita informação – aliás, mal estaríamos se a informação não fosse divulgada em português, – mas sim chamar a atenção para o facto do chinês e do português estarem em pé de igualdade nas leis que nos regem e que tal deve ser respeitado. De resto, um pouco à semelhança de Hong Kong, deveria ser o Governo o primeiro a dar o exemplo e mostrar todo o empenho e zelo em respeitar a Lei. Tal não acontece, neste caso concreto com os SS, que continuamente optam pelo inglês, por facilidade de comunicação. Acontece que o uso e respeito por leis não se coadunam com facilidades. A Lei é para ser cumprida, por muito difícil que seja. E, perante isto, não pode haver lugar para qualquer tipo de desculpa.
Quando dizem que não conseguem encontrar pessoal médico de Portugal para prestar serviço em Macau, só me dá vontade de rir. Das duas uma: ou não procuram, ou estão a atirar-nos areia para os olhos.
Apesar de não ser matéria da minha competência ou responsabilidade, eu próprio conheço, pelo menos, meia dúzia de profissionais da área que estariam disponíveis para vir para Macau! Portanto, não nos venham com «histórias» inventadas, ou de conveniência.
Para quem não saiba, profissionais a falar português podem encontrar-se não só em Portugal, como também no Brasil, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor Leste. A questão, pelo que me parece, tem a ver com a falta de vontade dos responsáveis e não com a dificuldade do recrutamento…

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

DSI rectifica

Apraz-me dizer que, pontualmente, alguns serviços públicos levam as queixas a sério! Recentemente tinha notado que a página da DSI apresentava a língua portuguesa em terceiro lugar. Ao reparo que lhes fiz no dia 1, responderam ontem a agradecer e a dizer que já tinha sido reposta a ordem correcta...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Duarte, Antena 1

DUARTE ao vivo e em directo
Quinta-feira, 04.02.2010 pelas 15:00 horas - Rádio Antena 1 - programa Viva a Música com apresentação de Armando Carvalheda e produção de Ana Sofia Carvalheda.SITE OFICIAL:http://www.duartefadista.com/
MYSPACE:http://www.myspace.com/fadistaduarte

DUARTE live
Thursday, 04.02.2010, around 03:00PM - Antena 1 Radio - Viva a Música radioshow presented by Armando Carvalheda and production by Ana Sofia Carvalheda.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Ajudem o Afonso e outras crianças

Amigos, foi diagnosticada leucemia ao filho do piloto de automóveis, português radicado em Macau, André Couto.


www.macaucloser.com/save_afonso.html

Claro que existem, como ele, milhares de pessoas a sofrer de leucemia no mundo.

Para ajudar o Afonso ou outras pessoas na mesma situação basta tornarem-se dadores de medula óssea. Não custa nada, basta dar sangue num centro de dadores para os testes iniciais. A doação, em caso de compatibilidade, pode ser feita por colheita de células estaminais no sangue, sem necessidade de recorrer a cirurgia.

No Brasil, caso pretendam participar, podem encontrar aqui todas as informações úteis.

http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64

Em Portugal leiam aqui:

http://apcl.staging.sapo.pt/PresentationLayer/ctexto_00.aspx?ctlocalid=13

Se estiverem em Portugal, ou no Brasil, ou se aí forem passar férias, tirem umas horas para ajudar quem precisa.

Os dadores ficam registados numa base de dados internacional e podem salvar uma ou varias vidas em qualquer parte do Mundo.
Agradecemos todos.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Um recado à CSR

A NOSSA cidade, aos olhos de quem nos visita, é um local aprazível e limpo. Pelo menos é o que ouço mais frequentemente da boca de amigos que me visitam e ficam impressionados pelo grau de limpeza que a cidade apresenta.
O facto de lhes mostrar uma urbe que consideram limpa deixa-me inquietado porque, apesar de considerar haver outros aspectos de Macau que merecem ser alvo de melhorias, o da limpeza ocupa um lugar de destaque.
A cidade não é suja, se a compararmos com o interior da China, mas, mesmo assim, tem muito onde melhorar. Se a compararmos, por exemplo, com qualquer cidade da Suíça, ou, aqui mais perto, com Singapura… Um dos aspectos que critico seriamente é o facto da Companhia de Sistemas de Resíduos (CSR), responsável pela limpeza, fazer recolhas de lixo durante o dia, quando em todas as grandes cidades mundiais tal serviço é feito durante a noite, para evitar incomodar os cidadãos e causar mais problemas no já caótico trânsito.
Outro dos aspectos que merece ser aqui referido é o da limpeza, ou falta dela, nos locais turísticos, nomeadamente nos locais mais antigos e que são Património Mundial da Humanidade.
Não é a primeira vez que a CSR é acusada de não fazer o serviço que lhe é pago. As desculpas são as de sempre. Falta de acessos, ruas difíceis e impossíveis de aceder pelas vias normais e falta de cooperação dos cidadãos.
Como sabemos, Macau é geminado com diversas cidades no mundo e três delas são portuguesas: Coimbra, Porto e Lisboa. Geminações que vêm dos tempos da administração portuguesa e que se mantiveram e vão dando alguns frutos.
Eu usaria o exemplo de uma cidade que também tem a sua zona histórica inserida no Património Mundial da UNESCO e que apresenta, a nível de fisionomia das suas ruelas, algumas semelhanças com Macau. Trata-se de Coimbra, nomeadamente a zona Alta e a zona da Universidade. Mas podia também ser o Porto. No entanto, como a fotografia que tenho foi tirada na cidade do Mondego, simplifica-se o assunto.
Quem conhece, sabe que a Alta de Coimbra é feita de um emaranhado de ruas e ruelas, muitas delas onde não conseguem passar duas pessoas a par. Semelhante ao que acontece em travessas e becos da zona histórica de Macau. No entanto, em Coimbra não existe lixo porque decidiram começar a usar sistemas mecânicos para limpeza das ruas. Deixaram de parte os varredores que faziam o trabalho há muitos anos e que pouco ou nada limpavam, para começar a usar uns «aspiradores» de rua que limpam, lavam, desinfectam e são operados por apenas um funcionário.
Quando me deparei com este funcionário da empresa municipal responsável pela limpeza das ruas lembrei-me da utilidade que tal mecanismo teria em Macau. Em vez de andarem pessoas de vassoura, a arrastar uns caixotes atados com uma corda que mais parece artefacto do terceiro mundo, seria preferível ter as mesmas pessoas a operar uns equipamentos desta natureza.
Segundo o que consegui apurar junto deste funcionário, o aparelho lava a quente e frio, desinfecta e aspira, havendo ainda outros que oferecem também a opção de transportar água que pode ser usada para rega de plantas.
Levantei a questão do abastecimento dos tanques, ao que o funcionário esclareceu que os detergentes e químicos usados eram mais do que suficientes para cinco horas de trabalho contínuo. Quanto à água, podiam atestar os tanques em qualquer boca de água disponível na rua. Relativamente à energia para fazer o equipamento funcionar era proveniente de uma bateria que tinha autonomia de 12 horas e levava apenas duas horas para carregar, pelo que me explicou.
Fica apenas a questão para a CSR resolver. Será que alguma vez iremos ter em Macau algo semelhante e, de uma vez por todas, ter a cidade de Macau limpa de verdade?
Seria bom que, pelo menos uma vez, a empresa concessionária se desse ao trabalho de responder às criticas dos cidadãos. Falo por mim, tenho escrito diversas vezes sobre o assunto e nunca nada me foi respondido. E daqui tiro duas conclusões: ou a CSR não lê os jornais portugueses; ou, se os lê, nem sequer se dá ao trabalho de responder às críticas de que é alvo.

Carne de porco em vez de Viagra

Não sei se é verdade ou não mas, vindo de uma presidente de um país soberano, tenho mesmo de acreditar. Para mais, ela diz que o comprovou pessoalmente.
Comer carne de porco é tão eficiente como tomar comprimidos de Viagra para reavivar a vida sexual. Quem o afirma é presidente da Argentina, Cristina Fernandez.
A presidente aconselhou os seus concidadãos a comerem carne de porco como alternativa ao famoso comprimido Viagra na passada quarta-feira, afirmando que tinha passado um fim-de-semana bastante “satisfatório” com o marido depois de um churrasco de carne de porco.
“Recentemente foi-me dito algo que não sabia. Não tinha conhecimento que comer carne de porco poderia melhorar a minha vida sexual. Posso afirmar que é muito melhor comer um bom bocado de carne de porco grelhada do que tomar um Viagra”, afirmou a presidente perante uma plateia de criadores de suínos e de industriais do ramos da transformação de carnes.
Especificando, disse que recentemente tinha comido carne de porco e que “as coisas tinham corrido muito bem no fim-de-semana, pelo que pode muito bem ser verdade.”
Os argentinos são os maiores consumidores, per capita, de carne de vaca no mundo, mas o Governo tem tentado promover o consumo de carne de porco nos últimos anos devido ao crescente preço da carne de bovino e também como forma de tentar diversificar a indústria.
“Experimentar não custa nada, portanto, porque não...” desafiou a presidente Fernandez num discurso que foi transmitido ao vivo pela televisão.

Ver no original no YahooNews....

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Playback já era!

Duas cantoras chinesas foram multadas por recorrerem ao playback em concertos ao vivo!
Depois da vergonha que passaram na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos as autoridades chinesas não estão a facilitar a vida aos criadores do país. O recurso ao playback em concertos ao vivo foi banido em toda a China.
As primeiras vítimas do sistema, as actrizes-cantoras Yin Youcan e Fang Ziyuan foram multadas em 80 mil reminbi por um concerto realizado no ano passado.
No entanto, os advogados têm tentado inverter a pena do tribunal alegando que ambas são mais dançarinas do que cantoras, pelo que se a lei que só proíbe o playback não se lhes pode aplicar!
Só mesmo da China podem vir leis deste tipo! E depois ainda dizem que a censura da internet não é uma redução das liberdades dos cidadãos!
Acreditem… isto parece anedota mas é verdade…
Leiam na íntegra a notícia relativa às multas por playback!

Caixa para dormir

Russian architects Arch Group have designed a booth for taking a quick nap in busy urban environments.
O grupo de arquitectura russo, Arch Group, criou uma cápsula para dormir em zonas urbanas.
Called Sleepbox, the units could be rented for between fifteen minutes and several hours.
As Sleepbox podem ser alugadas por períodos entre os 15 minutos e várias horas.The architects envisage them installed at train stations, airports and shopping centres.
Os seus criadores acreditam ser possível instalá-las em zonas de grande circulação de pessoas, como estacões de comboios, centros comerciais e aeroportos.
Between users the bedding would be automatically changed, with sheets wound from one roller onto another.
A troca de lençóis é automática entre ocupantes.
Imagine the situation that you are in the modern city, where you are not a local resident, and you have not booked a hotel.
Imaginem-se numa cidade que não conhecem e que não reservaram hotel. It is not comfortable situation, because in the modern, aggressive cities there are no opportunity to rest and relax. If you want to sleep, while waiting your plane or train, it may cause many security and hygiene problems. We believe that urban infrastructure should be more comfortable for people. For this purpose we have developed a device SLEEPBOX. It provides moments of quiet sleep and rest from the city without wasting time searching for a hotel.
Não será uma situação confortável. As cidades não oferecem locais seguros para que possamos descansar e dormir. Se queremos descansar enquanto esperamos pelo comboio ou voo deparamos com problemas de segurança e mesmo de higiene. Estes criadores acreditam que as infra-estruturas urbanas devem oferecer mais conforto aos viajantes, razão que os levou a criar a Sleepbox que oferecem a possibilidade de descanso sem ter que perder tempo a procurar um hotel.
Here are the possible locations for SLEEPBOX:
Possíveis localizações para a Sleepbox:

Railroad stations
Airports
Expocentres
Public and shopping centers
Accommodation facilities
In countries with warm climate SLEEPBOX can be used on the streets. Thanks to SLEEPBOX any person has an opportunity to spend the night safely and cheaply in case of emergency, or when you have to spend few hours with your baggage.
Estações de comboio
Aeroportos
Centros de exposições
Centros comerciais
Em países com clima mais temperado podem mesmo ser instaladas na rua. Graças ao Sleepbox todas as pessoas podem encontrar um local seguro e barato quando se tem de esperar algumas horas com a bagagem.
SLEEPBOX is a small mobile space (box) 2mx1.4mx2.3m (h). The main functional element in it is a bed 2×0.6 m, which is equipped with automatic system of change of bed linen. Bed is soft, flexible strip of foamed polymer with the surface of the pulp tissue. Tape is rewound from one shaft to another, changing the bed. If a client wants to sleep in maximum comfort, he can take the normal set of bed linen for an extra fee.
A Sleepbox é uma pequena caixa móvel de 2metros por 1.4 metros e de 3 metros de altura. Com uma cama multifuncional de 2x0.6 metros equipada com um sistema automático de mudança de lençóis. Macia, feita de tiras flexíveis de um material esponjoso. Os lençóis são mudados por um sistema de fitas, que rodam dando lugar à secção limpa, como nos sistemas de toalhas das casas de banho. Se o cliente quiser um toque de conforto extra e preferir lençóis tradicionais, pode fazê-lo, pagando uma taxa extra.

SLEEPBOX is equipped with a ventilation system, sound alerts, built-in LCD TV, WiFi, sockets for a laptop, charging phones. Also under the lounges is a place for luggage.
O Sleepbox está equipado com sistema de ventilação, sistema de alarme, ecrã de LCD, sistema wi-fi, ligações para carregar o computador e o telemóvel. Além disso tem também local para guardar a bagagem.After the clients exit, automatic change of bed linen starts and quartz lamps turns on. Payment can be made on a shared terminal, which provides the client with an electronic key. It is possible to buy from 15 minutes to several hours.
Depois da saída do cliente o sistema muda automaticamente os lençóis e lâmpadas de quartzo ligam.
O pagamento pode ser feito num terminal único que entrega a chave electrónica ao cliente. Pode-se comprar entre 15 minutos e várias horas.


SLEEPBOX is intended primarily to perform one main function – to enable a person to sleep peacefully. But it can also be equipped with various additional functions, depending on the situation. Application of the device can be very broad, not only in the form of paid public service, but also for internal purposes of organizations and companies.
A função principal do Sleepbox é providenciar um local seguro e calmo para uma pessoa dormir. No entanto, pode também ser equipado com variadíssimos extras, dependendo de cada situação. A sua aplicação pode ser muito abrangente, não só para aluguer como também em grandes organizações e empresas.Area: 3.75 m2
Architects: Goryainov A., Krymov M.
Design: 2009

CTM dá exemplo a seguir

O NÃO cumprimento das garantias é algo que nesta terra acontece frequentemente e que muitas vezes aqui falamos. No entanto, o exemplo que desta vez trago dá conta de outra história e deveria servir de exemplo para as empresas que operam em Macau.
Trata-se de um assunto relacionado com a CTM, empresa que várias vezes aqui foi criticada por diversos motivos. No entanto, importa referir que, mesmo criticando alguns aspectos, a Companhia de Telecomunicações de Macau esforça-se por melhorar, sempre que são detectadas lacunas.
Neste caso, que passo a explicar, envolve um telefone de marca Nokia, comprado na CTM e que ainda estava dentro da garantia. O aparelho foi devolvido ao balcão onde foi comprado, tendo sido posteriormente enviado ao fabricante para verificação. A Nokia devolveu-o dizendo que a garantia não servia de nada porque o aparelho não funcionava devido a ter estado em contacto com água. Não foram bem estes os termos técnicos, mas, e sendo o mais importante, a Nokia peremptoriamente disse que não reparava ou substituía o aparelho, pedindo quase quatro mil patacas para o reparar! Ou seja, custava mais repará-lo do que comprar um novo! Algo que, naturalmente, o cliente se recusou a aceitar.
O que se passou foi que o aparelho esteve desactivado praticamente desde que fora adquirido, em meados do ano passado. Por altura do Natal foi ligado e «recusou-se» a funcionar. Durante todo esse período tinha sido utilizado, no máximo, duas semanas, sem nunca ter estado em contacto com água, nem sequer perto dela. Quanto muito, segundo o seu proprietário, poderá ter apanhado humidade por não ser utilizado, visto que o clima de Macau é propenso a tal.
Apesar de todas as explicações, a Nokia continuou sem querer honrar a garantia que oferece aos clientes, insistindo que o aparelho tinha estado em contacto com água. Em suma, era a palavra do pequeno cliente contra a do gigante Nokia.
Sendo a CTM um intermediário na transacção, pouco ou nada poderia fazer neste caso, como foi explicado mais do que uma vez. Aliás, esta empresa foi além das suas atribuições, tendo conseguido mesmo negociar uma cotação mais baixa para a reparação do aparelho. Depois da intervenção da CTM ficaria, mesmo assim, por cerca de duas mil patacas, algo inaceitável visto que o telefone estava dentro da garantia.
Perante tal situação, a CTM decidiu ser ela própria resolver o assunto, tomando-o em mãos e negociando directamente com o cliente, para que o prejuízo fosse o menos possível. A decisão foi simples e rápida. Foi feita ao cliente a proposta de optar por um telefone igual, ou optar por outro modelo, pagando a diferença.
Em Macau, onde os direitos dos consumidores são constantemente atropelados, este exemplo da CTM até parece um «milagre». Esperamos que outros lhe sigam o exemplo.
Pode ser que um dia deixemos de ter casas comerciais a cobrar taxas adicionais sobre pagamentos com cartões de crédito, ou a exigir mais dinheiro, se quisermos uma garantia abrangente e que, realmente, seja «garantia» de coisa alguma. Infelizmente, as queixas ao Conselho de Consumidores de nada servem. Digo por experiência própria que um dia apresentei ao CC uma denúncia sobre uma casa comercial que me cobrou 3% sobre um pagamento com cartão de crédito. O CC disse nada estar autorizado a fazer e aconselhava que esquecêssemos o assunto, porque não iríamos conseguir resolver nada!
É isto que acontece em Macau. São cobradas taxas ilegais, são negligenciadas garantias e nada se pode fazer para inverter a situação.
Felizmente, há algumas empresas que, por bons princípios comerciais, vão reconhecendo e tomando em linha de conta os interesses dos seus clientes. Benvindos sejam estes exemplos! Não serão perfeitas em tudo o que fazem tais empresas, mas marcam a diferença, num universo onde reina a desonestidade.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Caos devido a um "tefellin"

O mais recente susto relacionado com uma ameaça de bomba num avião pode muito bem servir de piada. Ao contrário do que se pode pensar, muitos de nós certamente que cometeria o mesmo erro.
O incidente deu-se nos Estados Unidos e envolveu dois jovens, um deles judeu ortodoxo. Este, como todos os judeus que levam a sua religião ao limite, usava uma peça da indumentária judaica chamada de “tefellin”. Aos olhos de uma pessoa que não esteja familiarizada com a religião judaica, um “tefellin” passará muito facilmente por uma qualquer engenhoca que pode explodir a qualquer momento. Aliás, foi o que o jovem americano pensou, tendo logo alertado a tripulação do avião que deu ordem para que a aeronave fosse desviada e aterrasse.
Depois de um interrogatório veio a apurar-se que nada de grave se passava e que tudo não tinha passado de um falso alarme devido ao desconhecimento por parte do passageiro.
Um “tefellin” é um artefacto constituído por duas caixas com uma tira do mesmo material, com versos sagrados no seu interior e que é utilizado, e de ser usado, nas orações da manhã. No entanto, o artefacto, pela sua forma e pela sua colocação no corpo do crente, leva facilmente a outras interpretações. Uma das caixas de cabedal é colocada na nuca sendo que a tira de cabedal é usada para a manter nessa posição. A outra é colocada no braço com a tira de cabedal enrolada nesse membro do crente.
Portanto, quem não sabe e vê alguém usando duas caixas suspeitas atadas ao corpo, facilmente poderá ser levado a pensar o pior!
Não censuro o rapaz que causou o pânico, assim como não censure o judeu por ter sido causador do engano. Cada um tinha a sua convicção.
Lembro-me de toda a polémica em França acerca da proibição do uso de véus e “burkas” às mulheres muçulmanas. Não seria também preferível que a Lei fosse mais abrangente? Ou será que os judeus estão acima da Lei?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Being a Bone Marrow Donor

Following the previous post on the URGENT need to find a compatible bone marrow donor for Afonso, I use this opportunity to clarify some doubts about donating bone marrow.
The initial collection for the compatibility testing can be done without any type of surgery.
Compatibility test can be done through a simple blood sample. If the person is compatible with some patient in need, will be asked to her if still want to proceed and which method want to use. There are two methods to extract bone marrow material.
The best known, and oldest, it’s a minor surgical procedure with anesthesia, which is a small puncture to the pelvic bones to remove a portion of the bone marrow (the bone marrow is renewable, and can donate more than once). This process is what stops most of the people from becoming donors.
However, nowadays is another process that involves the collection of blood, without any surgical intervention. Let's say it will be similar process (do not start attacking me, I am using this only as an example) to hemodialysis, where blood leaves the body by one arm, passes through a machine that removes the cells that are required, and re-enters the body of the donor thru the other arm.
Before the collection the donor will have to take medication that stimulates the creation and concentration of cells needed for transplant.
This information can be found on the website of the Bone Marrow Donor Programme (http://www.bmdp.org/faq.html).

Moreover, the donor may, at any time and without having to explain his reasons, refuse to donate.

Please, at least disclose this information and help save lives.
Who knows if tomorrow we will not be in need of help also.

Ser dador de medula

(for the ones who dont read or understand portuguese, please use the translator on the right side. It's not perfect but will be enough to understand the main idea on this text. Meanwhile, I will try to post if in English ASAP with links also in English)

No seguimento do anterior post, relativo à necessidade URGENTE de se encontrar um dador de medula compatível com o Afonso, aproveito para esclarecer certas dúvidas que me chegaram por email e por comentários no blog.
A recolha de medula, ou na fase inicial os testes de compatibilidade, podem ser feitos sem recurso a qualquer tipo de intervenção cirúrgica.
A compatibilidade pode ser feita através de uma simples recolha de sangue. No caso de se mostrar compatível com o Afonso, ou qualquer outra pessoa em necessidade, o dador decide se quer fazer a doação e como a quer fazer.
Existem dois métodos. O mais conhecido, e mais antigo, passa por uma pequena intervenção cirúrgica, com anestesia, onde é feita a punção dos ossos da bacia para remover uma porção de medula (a medula é renovável, sendo possível doar mais do que uma vez). Este processo é o que mais impede as pessoas de se tornarem doadoras. No entanto, hoje em dia existe um outro processo que passa pela recolha de sangue, sem qualquer tipo de intervenção cirúrgica. Digamos que será um processo semelhante (não me agridam, estou a usar isto só como exemplo) à hemodiálise, onde o sangue sai do organismo por um braço, passa por uma máquina que remove as células necessárias, e volta a entrar no organismo do dador pelo outro braço. Previamente o dador terá de tomar uma medicação que estimula a criação e concentração das células necessárias para o transplante.
Estas informações podem ser consultadas no website do Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão (Centro de Histocompatibilidade do Norte) (http://www.chnorte.min-saude.pt/faq.php).

Aliás, o dador pode, a qualquer momento e sem que nada lhe seja perguntado, desistir da doação.

Por favor, pelo menos, divulguem esta informação e ajudem a salvar vidas.
Quem sabe se amanhã não seremos nós a precisar de ajuda.

Ajudem por favor... Help Please...

A saga do pequeno Afonso continua a ser um exemplo de coragem e luta com que todos devemos aprender.
Nestas alturas devemos meter para traz das costas os orgulhos estúpidos e unir as mãos para tentar salvar quem mais precisa.
O Afonso é filho de André Couto (piloto português que corre no Japão) e sofre de Leucemia Linfoblástica Aguda, uma das mais agressivas formas desta doença. No entanto, a sua tenacidade e vontade de viver mostra-nos que enquanto houver vida há sempre lugar para esperança. Por isso, desde que lhe foi diagnosticada esta terrível doença e foi sabida a necessidade de um transplante de medula, que os apelos se têm multiplicado. Em Portugal (onde se encontra internado) e em Macau (onde o Afonso nasceu e vive) tem havido uma corrente humana de apoio e solidariedade que não tem deixado ninguém indiferente.
Em Macau organizam-se viagens a Hong Kong para testes sanguíneos de compatibilidade (infelizmente não se podem fazer em Macau) ao mesmo tempo que em Portugal se fazem recolhas por todo o país.
Isto não serve apenas para o Afonso mas sim para todas as crianças, em todo o mundo, que neste momento se agarram à vida com todas as forças na esperança de encontrarem um dador compatível.
Vamos, juntemo-nos a este esforço. Não custa nada e pode salvar vidas. Não passa de uma doação de sangue, apenas mais prolongada.

Vejam os pormenores no Facebook
Ou contactem por email:
Ou contactos mais genéricos de centros de doação em Portugal e no mundo:

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O que pensar?

Pois bem… O Haiti foi devastado e milhares de corpos ainda estão por recolher. O número exacto de vítimas mortais nunca será apurado na sua totalidade. As imagens têm corrido muito e causado uma onde de solidariedade internacional nunca antes vista. Nem no tsunami que assolou as praias da Tailândia e da Indonésia, Índia e outros países na região viu tanta ajuda ser angariada em tão pouco tempo.
Agora veio a público que, mesmo neste cenário dantesco de destruição, há quem se desloque a esta ilha das Caraíbas para turismo!
Sinceramente não sei o que pensar. Concordo com todos os argumentos, os pró e os contra. Deixo ao critério de cada um pensar o que quiser. Ambos os lados da questão têm o seu quê de positivo.
Leia tudo aqui neste artigo publicado no YahooNews.
Publico-o aqui na íntegra para quem não lê inglês possa usar o tradutor do blog para o ler em português. Para tal basta usar o menu do tradutor do lado direito da página.


Royal Caribbean's decision to dock ships at Haitian resort creates controversy
Tue Jan 19, 2:21 pm ET


By now, most of us have seen and heard about the profound devastation and suffering wrought upon Haiti last week after a massive earthquake. So you'd probably think there's no way that cruising tourists could have returned to frolicking on Haiti's beaches mere miles from where people are trapped beneath the rubble of a decimated city. Unfortunately, you'd be wrong.
On Sunday, the Guardian reported that Florida-based Royal Caribbean Cruise Lines is docking ships at the "picturesque wooded peninsula" known as Labadee, which it leases on Haiti's northern coast. At Labadee, passengers "enjoy jetski rides, parasailing, and rum cocktails delivered to their hammocks." The British paper also reported that passengers can spend their time "shopping for trinkets at a craft market" while armed guards stand at the entry to the complex to guarantee their safety.
Despite the fact that the ships have delivered relief supplies to the island, some passengers on the ships are reportedly "sickened" over the decision to dock there. One passenger took to an Internet message board to protest the idea of vacationing where "tens of thousands of dead people are being piled up on the streets, with the survivors stunned and looking for food and water."
When Royal Caribbean announced its decision to resume stops at Labadee last week, a company executive cited the economic importance of the resort to the local citizens as well as the opportunity to deliver much-needed supplies.
"We also have tremendous opportunities to use our ships as transport vessels for relief supplies and personnel to Haiti," said associate vice president John Weis. "Simply put, we cannot abandon Haiti now that they need us most."
Still, Royal Caribbean, which recently raised eyebrows when it announced that it's organizing a "cougar cruise" for older single women, has been catching heat from all corners on their decision, prompting company CEO Adam Goldstein to post a defense of the company on their website. Saying that he is "proud of what our people and our ships are doing," Goldstein writes:
The ships going back to Labadee, including Navigator of the Seas today, are obviously making a very valuable contribution to the relief effort by offloading supplies at Labadee. The media understand this and generally have written and spoken about the relief effort in positive terms. But in the last 24 hours, sparked by an article in the Guardian in the UK, a different and more critical view has emerged that questions how our guests can justify having a good time in Labadee when there is such misery less than 100 miles away.
My view is this - it isn't better to replace a visit to Labadee (or for that matter, to stay on the ship while it's docked in Labadee) with a visit to another destination for a vacation. Why? Because being on the island and generating economic activity for the straw market vendors, the hair-braiders and our 230 employees helps with relief while being somewhere else does not help. These 500 people are going to need to support a much larger network of family and friends, including many who are in (or are missing in) the earthquake zone. Also, the north is going to bear a good part of the burden of the agony of the south, and the more economic support there is to the north, the better able the north will be to bear this burden. People enjoying themselves is what we do. People enjoying themselves in Labadee helps with relief. We support our guests who choose to help in this way which is consistent with our nearly 30 year history in Haiti.

- Brett Michael Dykes is a contributor to the Yahoo! News blog

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Onde anda o Português?

TERÁ passado quase despercebido para a maioria das pessoas, mas, como já vem sendo tradição há vários anos, realiza-se na última noite do ano uma corrida de São Silvestre. O fim de ano de 2009 não fugiu à regra, o que, só por si, não seria motivo suficiente para ser aqui referido. Acontece que, como foi possível ver nas imagens televisivas e fotográficas difundidas nos dias seguintes, a língua oficial, o Português, foi completamente esquecido no evento.
Não seria de admirar, nem motivo para nos insurgirmos, caso tal actividade fosse organizada por uma qualquer instituição privada. Infelizmente, a lei de Macau já não contempla a obrigatoriedade do uso das duas línguas oficiais por todas as instituições do território. Tal dá origem a que tudo quanto é empresa privada ignore em absoluto, e sem qualquer escrúpulo, o uso do Português. Com total desrespeito, tal acontece, muitas vezes, em detrimento da língua inglesa, a coberto da desculpa de que esta é a língua de comunicação entre as várias comunidades em Macau, e acabando por repudiar as centenas de anos de história do território. E, como já estamos habituados, ninguém se mexe para resolver o problema. Gostaria de saber o que aconteceria em Hong Kong, se o Governo negligenciasse o inglês!
Neste caso, sendo uma actividade organizada pelo Instituto do Desporto, tutela do Governo, deveria ter havido mais cuidado com a inclusão da língua portuguesa. Que mais não fosse, porque havia atletas de língua lusa! Ou porque sendo «organizado» pelo Governo, ou seja, com dinheiros públicos, deveria ser aplicada a regra da obrigatoriedade das duas línguas oficiais, que constam na Lei Básica.
É já uma tradição dos primeiros dez anos da RAEM o constante atropelo da língua portuguesa. Mesmo em acontecimentos oficiais, tem sido esquecida inúmeras vezes. Aqui vamos, de vez em quando, dando voz a estes incidentes. Nem sempre se obtêm os resultados pretendidos, no entanto, cabe à comunidade defender os seus próprios interesses. Se tal não fizermos, estes apelos e gritos de indignação caem em saco-roto.

Estranho caso do BNU

Mais que uma vez já aqui escrevemos sobre o tratamento que as diversas instituições de Macau dão aos seus utentes e clientes. Lembram-se ainda, certamente, do caso que aqui referi sobre uma promoção do Banco Nacional Ultramarino/American Express, na qual se oferecia, a preço promocional, um computador portátil. A início só havia versões em chinês! Depois de muita troca de correspondência com um cliente, finalmente apareceram as versões em inglês! Entregues em Macau na sede do banco!
Agora volto ao BNU, que nos brinda com mais uma promoção do género: viagens turísticas, sendo o parceiro a Visa International. Acontece que, desta vez, o cliente ainda não se deu ao trabalho de contactar a Caixa Geral de Depósitos em Portugal acerca do assunto.
A resposta do BNU foi peremptória: «(…) O BNU não tem interferência directa nas promoções em causa, que são negociadas pela Visa International com Agências de Viagem e, posteriormente, colocadas à disposição dos bancos emissores de cartões de crédito. Nem o conteúdo, nem o “layout” do material publicitário podem ser alterados».
No entanto, – perante a evidência da referência do banco, que leva os clientes a consultar a promoção, estar em Português («Os pacotes que a Visa lhe oferece em colaboração com agências de viagem são irresistíveis. Para informações detalhadas clique aqui, por favor»), – um email da instituição diz que, pelo facto de «(…) na frase através da qual se pode aceder aos pacotes em causa não ser referida a necessidade de contactar as agências de viagem para informações pormenorizadas, teremos este aspecto em consideração em futuras promoções».
O caso dos computadores foi resolvido, mesmo não tendo o BNU «interferência directa nas promoções», logo que Lisboa tomou conhecimento do assunto. Já neste caso, sacodem a água do capote, atirando as responsabilidades para a VISA International.
Sendo o BNU um banco detido pelo Governo português e sendo o Português uma das línguas oficiais de Macau, não seria pedir muito que, pelo menos, interferissem um pouco naquilo que oferecem aos clientes. Afinal, somos todos iguais, ou não? Se os vossos parceiros não vos oferecem garantias de tratamento igual com todos os vossos clientes, será mais aconselhável que eles deixem de o ser, caso o banco não queira assumir a responsabilidade de ter de tratar da informação, de modo que todos os seus clientes sejam tratados de forma correcta.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sapatos tradicionais

Para quem diz que em Portugal não se faz nada positivo gostaria de deixar apenas este recorte que encontrei na internet.
As críticas que se podem fazer ao país são-no, muitas vezes, com razão de ser, especialmente no tocante às políticas seguidas e formas de enfrentar desafios (como as crises económicas).
No entanto, como se sabe, o povo português é trabalhador e só não faz mais porque os dirigentes ou lhes cortam as pernas com impostos e regulamentos ou então, muito ao estilo de ocidental, oferecem subsídios para inactividade. O resultado é o que se sabe. Pessoas a não quererem trabalhar porque acabam por lucrar mais do que se estiverem o dia todo com as mãos ocupadas.
Vejam, como com uma arte das mais tradicionais do país, a de sapateiro, se pode fazer muito. Infelizmente não há quem queira seguir o mesmo e o Governo não incentiva estas actividades.
Vejam a notícia neste link do Café Portugal….

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

29 de Novembro de 2009

Aqui fica, para quem esteve presente, e também para quem não esteve, um slideshow (que ainda não está pronto) com fotografias do nosso Casamento, no passado dia 29 de Novembro. Espero que gostem...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mau gosto em todo lado

Desta feita falo de algo que vi muito longe de Macau mas que, sinceramente, poderia ser visto em qualquer esquina da RAEM.
"ESTIVE fora de Macau quase um mês e deu para me aperceber que o que muitas vezes criticamos não é exclusivo do local onde vivemos. Há em mim uma faceta que detesta, de todas as formas, qualquer tipo de danificação de bens públicos, fazendo de mim, à partida, um acérrimo defensor da não proliferação da arte do «grafitti». Gosto de arte, aprecio pintura de rua (sendo ela mesmo algumas vezes de «grafitti»), mas deve ter bom gosto e ser apelativa para os meus olhos. Quando se trata apenas de meia-dúzia de riscos ou efémeras declarações de amor, não considero isso arte, mas apenas uma falta de respeito para com a propriedade que é de todos.
Em Macau há uma franja da sociedade, e cada vez maior, que se dedica a este tipo de manifestação artística (como lhe chamam). Os exemplos espalhados pela cidade são mais que muitos e todos eles de muito mau gosto. Raras são as excepções em que se pode dizer que o trabalho final é apelativo.
As autoridades têm feito o que podem para tentar evitar que estes artistas danifiquem o que é propriedade pública. As campanhas têm sido sucessivas e estão previstas mesmo coimas para quem seja apanhado a transgredir os regulamentos. No entanto, a fiscalização que é feita é insuficiente. Sabendo-se que na sua maioria estes trabalhos são feitos pela calada da noite, a fiscalização que é feita diariamente torna-se infrutífera. Mesmo as patrulhas da polícia, que circulam de carro toda a noite, acabam por ser pouco produtivas porque, na sua maioria, os locais por onde passam não são os mesmos onde estes artistas dão azo à sua inspiração.
Diria que os autocarros, como já muitos de nós reparámos, há muito que são «laboratórios de treino» para estas pessoas. Usam as costas dos assentos para escrever e desenhar, como se de um caderno de papel cavalinho se tratasse. Daí, penso eu, passam para os taludes das obras e depois para as fachadas de edifícios históricos.
Apesar de nos queixarmos, este problema, no entanto, não é exclusivo de Macau. Todas as grandes cidades, especialmente europeias e americanas, vivem com este suplício há muitos anos. Trago-vos o exemplo de Paris, onde escrevi este artigo e onde os autocarros, metro e paredes de tudo quanto é edifício no centro da cidade, e até mesmo os caixotes do lixo, são «atacados» por estes artistas da noite.
À semelhança de Macau, também em Paris parece ser pouca a sensibilidade dos turistas e dos cidadãos, em geral, para preservar o património histórico. Em todas as visitas que fiz, tive a oportunidade de ver registos de quem por lá tinha passado antes de mim. Vi inscrições e desenhos dos quatro cantos do mundo. Para exemplificar, deixo-vos duas fotografias de um exemplo na língua portuguesa e outro numa língua asiática, deixados na escadaria de acesso à cúpula na Basílica do Sagrado Coração de Montmarte. As próprias autoridades francesas, assim como os próprios residentes de Paris com quem tive oportunidade de trocar impressões, mostram-se indignados com este comportamento, mas dizem-se sem capacidade para o resolver.
É tudo uma questão de educação, diziam-nos. E é verdade. Isto não passa senão de um problema de educação, ou melhor, como me disse uma senhora parisiense já idosa, de falta de educação, porque para expressões artísticas, mesmo no caso de «grafitti», em Paris há instalações disponíveis para quem se queira expressar dessa forma.
Com efeito, eu próprio tive oportunidade de visitar um desses locais (onde não me foi permitido fotografar, devido às preocupações com os direitos de autor das obras em elaboração) e fiquei a saber que todos são livres de ali entrar, registar-se e dar asas à sua imaginação da forma que entenderem. Sem qualquer restrição ou linha mestra imposta pelas instituições estatais. O local, apesar de ser apoiado pelo Governo (pela Câmara Municipal de Paris) era cedido por um privado, ao abrigo da lei do mecenato. Algo que, em Macau, muitos empresários estariam interessados em fazer, se de tal tirassem proveitos fiscais.
As cidades não são assim tão diferentes umas das outras. Seja na Europa ou na Ásia, as preocupações são as mesmas e os anseios da população também. É tudo uma questão de educação."
Para ler n'O Clarim de hoje juntamente com muito mais...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Faltas na fronteira

Será possível que a Polícia de Segurança Pública de Macau não tome em consideração os milhares de pessoas que cruzam a fronteira das Portas do Cerco diariamente e que não lêem chinês?
Desde que foi aberta a nova secção do posto fronteiriço que estão nas paredes, em todo o percurso entre o controlo automático dos Bilhetes de Identidade e as escadas rolantes de saída para o lado da China, uns papéis com indicações de direcção No entanto, como se pode constatar na fotografia, apenas estão em chinês.
Lembramos os responsáveis das autoridades na fronteira, mais uma vez, que existem duas línguas oficiais em Macau que devem ser utilizadas em todas as comunicações oficiais. E, que mais não seja, devem respeitar o facto de uma grande fatia da população de Macau não saber ler os caracteres chineses, apesar de falarem a língua!
A situação pode ser vista por diversas vezes no referido percurso. E, nas novas fronteiras automáticas acontece que somente aparece a língua chinesa e inglesa, sendo a segunda língua oficial negligenciada. O que não acontecia nas fronteiras automáticas instaladas anteriormente.
Esperamos, para o respeito de todos na RAEM, que a situação seja revista a bom tempo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo

Já passou muito tempo desde que fiz o meu último post no blog. Tenho andado arredado destas lides devido a afazeres pessoais. Quem me conhece sabe do que estou a falar e, para que fiquem a saber melhor, basta consultarem a página no Facebook, pois lá está a “reportagem” fotográfica detalhada de todos os movimentos nestes últimos dias.
Desde o dia 23 de Novembro em Macau, e no mundo, aconteceu muita coisa. No campo pessoal, posso dizer que tem sido o mês mais feliz da minha vida. Tive amigos juntos durante dias, tive os meus pais de visita ao local que adoptei como minha casa, estive de visita ao local onde nasci e passei os melhores dias com a pessoa mais importante da minha vida. Agora? Agora é tempo de voltar ao trabalho e ao dia-a-dia do escritório.
Dentro em breve estaremos a entrar num novo ano, o de 2010, o fecho da primeira década deste século.
Transcrevo agora, porque o não fiz até agora, os meus textos publicados n’O Clarim. Não o faço na íntegra porque seria muito maçudo. Deixo-vos apenas um excerto e o link para a página do jornal para que possam ler a sua totalidade.
Até breve… Depois vos falarei das mudanças que vi encontrar em Macau depois de um mês fora.

No dia 27 de Novembro publicava n’O Clarim um artigo sobre o Festival de Gastronomia, ou melhor “food festival” visto que o português nem sequer fazia parte das línguas usadas! “Não seria um caso de maior importância, se o mesmo não fosse suportado pelo Governo e pago, se não na totalidade, pelo menos em grande parte, por dinheiros públicos.
Porventura para condizer com a quase inexistência de presença de restaurantes de comida portuguesa, o único que se pode, a muito custo, apelidar de comida portuguesa que está presente é o Restaurante Carlos, além do Café OuMun, esse sim genuinamente português, mas que tem como «prato forte» a pastelaria e padaria, apesar de servir refeições diariamente.
Na imprensa, a organização dizia, pela voz do deputado e presidente da Associação dos Empresários do Sector da Restauração – responsável pela organização do evento, Chan Chak Mo, que «este é o único evento do género em Macau que se apresenta como uma boa oportunidade para os restaurantes locais promoverem a sua cozinha junto dos turistas e residentes». E dizia ainda que a culinária portuguesa estava presente com sete restaurantes do território, que se associaram ao evento para dar a conhecer e provar algumas das iguarias lusas, como o pão com chouriço, enchidos e vinhos.
Já no dia 4 de Dezembro escrevi sobre o que há muito tempo se pedia. Igualdade de tratamento entre Macau e Hong Kong. “FOI anunciado recentemente que os residentes de Macau, desde o início de Dezembro, não teriam de preencher a declaração de entrada em Hong Kong. Algo que era reivindicado há vários anos e que, do meu ponto de vista e à luz da reciprocidade, era discriminatório e deixava os residentes da RAEM prejudicados em relação aos seus vizinhos da antiga colónia britânica.
Entretanto, uma notícia veio agora a público informando que a data exacta é o próximo dia 10, depois de Hong Kong ter aprovado um novo diploma de combate à imigração ilegal. Ao ler-se o que foi publicado, fica-se com a impressão de que o facto de nós não entrarmos em Hong Kong apenas com o bilhete de identidade se deve ao facto de o nosso documento de identificação não ser avançado tecnologicamente até há bem pouco tempo!
Na edição de 18 de Dezembro, por dificuldades de comunicação, não me foi possível enviar o habitual artigo para publicação. No entanto, ainda fui a tempo de enviar o de Natal. Publicado no dia 23 de Dezembro, falava do que se passou durante o ano e do meu desejo para prenda de Natal e para 2010. “É tradição pedirem-se prendas de Natal e eu creio que este ano muitos dos residentes de Macau devem estar a sonhar com o desejo de encontrar no sapatinho mais surpresas agradáveis do que no Natal de 2008.
Se olharmos para trás, vemos um ano cheio de tragédias e de preocupações. A nível mundial foi aquilo que todos sabemos: crise económica, crise do imobiliário, «crash» das bolsas, conflitos bélicos e a gripe A H1N1. Isto só para mencionar algumas das aflições que inquietaram o mundo. A nível local, tivemos também os nossos problemas. A crise económica afectou Macau da pior forma, deixando milhares sem emprego, devido à paragem das obras no COTAI. As grandes empresas (refiro-me nomeadamente aos casinos) deixaram de contratar, afectando sobremaneira a mão-de-obra local. Quanto à gripe A H1N1, também nos afectou e continua a afectar, com novos casos diários e mortes registadas. A juntar a tudo isto, temos o facto da China, numa tentativa compreensível de proteger a sua economia na região do Delta do Rio das Pérolas, ter voltado a restringir a atribuição de vistos individuais a quem nos queria visitar. E de um momento para o outro decidiu acabar com os vistos que permitiam aos residentes do continente visitar Macau e Hong Kong de uma só vez. Com esta medida, acabou por tirar grande parte dos apostares da RAEM, fazendo as estatísticas caírem a pique logo nos primeiros meses do ano. No entanto, como sempre acontece e sem ninguém perceber muito bem como, o sector do Jogo começou a recuperar e a dar sinais de liderança no processo de saída da crise económica, acabando o ano com mais umas marcas nunca antes registadas. O que, em ano de crise, faz com que todos pensemos que esta passou ao lado do sector mais forte da economia de Macau.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CAR for SALE... good conditions...

Para os residentes de Macau. For Macau residents
Um anúncio de um amigo. A friends announcement
Carro para venda em muito bom estado e primeiro dono. Car for sale, pristine conditions, first owner.

TOYOTA ECHO 1.3 5 Doors M/T
車牌號碼Matrícula Registration: MJ-27-XX
顏色Cor Color: AZUL METALIZADO Blue

價錢Preço Price: 港幣四萬八千元HKD48,000
電話Telefone Telephone: 甄先生 6682 1816 (Mario)


Um cheirinho do meu artigo

Na última edição de Novembro d’ O Clarim não queria deixar passar a oportunidade de vos falar do maior evento gastronómico de Macau. Termina no próximo dia 29 e penso já ser tarde para reparos este ano. No entanto, tenho esperança de que no próximo ano alguns erros possam ser redimidos.
Na imprensa a organização dizia, pela voz do deputado e presidente da Associação dos Empresários do Sector da Restauração - responsável pela organização do evento, Chan Chak Mo, que “este é o único evento do género em Macau que se apresenta como uma boa oportunidade para os restaurantes locais promoverem a sua cozinha junto dos turistas e residentes”. Afirmando ainda que a culinária portuguesa estava presente com sete restaurantes do território, que se associaram ao evento para dar a conhecer e provar algumas das iguarias lusas, como o pão com chouriço, enchidos e vinhos.
Sinceramente, apesar de lá ter ido duas vezes, nada vi além do que referi anteriormente.
Vi sim vários restaurantes locais apelidados de comida portuguesa e que já aqui várias vezes critiquei e apelei para que autoridades portuguesas fizessem algo em relação ao assunto porque, na minha opinião, é um atentado ao bom nome do nosso país, costumes e cultura gastronómica. Porque, servir comida que nada tem a ver com a tradição de Portugal e chamar-lhe “comida portuguesa” só pode ser um insulto à nossa inteligência e à nossa identidade como povo.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Ideias formosinas

NÃO quero que me interpretem mal sobre o tema que vou abordar no texto de hoje, mas como estamos habituados a tanta decisão sem qualquer senso em Macau, porque não mais uma?
Há um problema que algumas associações de defesa de direito dos animais tentam combater de diversas formas e que tem a ver com o aumento contínuo do número de cães abandonados nas ruas de Macau. Número esse que, sempre que a Economia abana, tende a aumentar ainda mais.
Do mesmo modo, quando os bolsos têm mais dinheiro, aumenta o número de cachorros comprados pelas famílias com posses em Macau. As que não têm assim tantas possibilidades compram-nos do outro lado da fronteira, sem que as autoridades policiais pareçam preocupar-se com isso, pois basta dar mais 100 reminbis para que passem o dito para este outro lado da fronteira!
As razões de abandono aqui apontadas são, frequentemente, resultantes da falta de espaço, de tempo e de paciência. E eu acrescentaria mais uma: a falta de carácter (para não dizer outra coisa menos apropriada) de quem assim procede. O que me veio à mente seria bem pior!
Pois bem! Aqui ao lado, em Taiwan, um jovem empresário teve a brilhante ideia de criar um conceito novo de hotel canino. Difere dos muitos que vão aparecendo aqui e além, por oferecer espaço, actividades e um serviço completo aos seus hóspedes. Além de oferecer a possibilidade, a quem não tem casa com condições para ter um animal, de deixar ali o seu cão e ir visitá-lo sempre que quiser. As condições que oferecem não são umas pequenas gaiolas onde colocam os pobres animais quando os seus donos ainda têm o civismo suficiente para os manter em casa e pagar por um local onde possam ser acolhidos durante as férias.
Este hotel, segundo uma notícia veiculada pela imprensa internacional, cobra por dia cerca de 100 patacas, excluindo comida, mas oferece piscina, jardins, animadores e quartos privados para cada cachorro, no caso de não estarem bem em sociedade!
Pode parecer que dão mais atenção aos cães do que às pessoas, mas a verdade é que, quando assumimos o compromisso de ter um cão, se devem ponderar muito bem todas as condições exigidas pelo animal, nomeadamente, as condições financeiras que permitam ao seu dono sempre que, por qualquer razão, tenha de ausentar-se de Macau, deixar o cachorro alojado em local condigno.
Pessoalmente já tive cães e sei que surge uma grande dificuldade quando se pretende ir de férias, por não haver locais em Macau onde se possa deixar o animal (ou animais) nas condições mínimas exigidas. Pois deixar um animal, que se tem como sendo parte da família, num local com pouco mais de um metro quadrado, onde não pode correr ou andar livremente, não me parece que seja o mais indicado.
Por essas razões e pelo facto das casas em Macau não estarem minimamente preparadas para animais de estimação, decidi não ter mais cão em casa.
Quando me lembrei de referir este exemplo de Taiwan, fi-lo com o propósito de lembrar que, por estranho que pareça, este projecto poder ser aplicado em Macau sem grandes obstáculos. Como há inúmeros edifícios industriais abandonados, ou em ruínas, estes poderiam, sem muito investimento, ser transformados neste tipo de hotéis. Muitos deles poderiam ser mesmo usados pelo Governo para albergar condignamente os animais das pessoas que não os querem, ou não os podem ter em casa.
À semelhança deste caso de Taiwan, poderia também ser oferecido o serviço de hospedagem vitalícia (um pouco à semelhança de creche ou lar de idosos), onde quem não tem, ou não quer ter, um animal em casa pudesse ir e visitar o seu animal, sendo responsável pela sua alimentação e estadia. Em Taiwan, aliás, comparam este serviço ao de babysitter a tempo inteiro. Porém para animais é mais barato!
Numa época em que todos reclamamos quanto ao preço das casas e pela falta de habitação social do Governo, esta sugestão poderá cair mal em algumas mentes mais conservadoras. Porém, visto que os animais são como parte da família, seria sensato recorrer a edifícios devolutos para oferecer mais um serviço útil e assim contribuir para, de uma vez por todas, acabar com os cães vadios nas ruas de Macau, dando-lhes um local devidamente apropriado. Ao mesmo tempo, desse modo dar-se-ia também, a quem não tem condições em casa para ter um animal de estimação, a possibilidade de ter um, assumindo a respectiva responsabilidade de cuidar dele.
Claro que tudo isto funciona em Taiwan! Em Macau tenho as minhas sinceras dúvidas que as pessoas continuassem a honrar o compromisso de cuidar e pagar para o seu animal de estimação! Com efeito, se têm a falta de carácter de os abandonar, quando já não lhes convém tê-los em casa, que fariam se estivessem num estabelecimento deste tipo?!
São precisas leis que protejam os animais e a população! Mas, acima de tudo, é preciso que, seguidamente, essas leis sejam realmente postas em prática com o rigor que se impõe.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Food Festival uma vergonha em Macau

Ontem desloquei-me ao Nono Festival da Gastronomia de Macau, ou melhor, 9th Macau Food Festival, visto já nem existir a denominação em português no local do evento. Porventura para condizer com a, quase, inexistência de presença de restaurantes de comida portuguesa. O único que se pode, a muito custo, apelidar de comida portuguesa que estava presente era o Restaurante Carlos, além do café OuMun, esse sim genuinamente português mas que tem como "prato forte" a pastelaria e padaria, apesar de servir refeições também.
A organização, a cargo da associação que agrega proprietários de restaurantes de Macau e outras do sector, mas que conta com um volumoso apoio do
Governo, seja a nível monetário (ascende a vários milhões o investimento feito) que seja a nível logístico com o apoio da Direcção dos Serviços de Turismo na sua promoção além de outros organismos governamentais. Aliás, este evento é, a par do Grande Prémio de Macau, um dos maiores do cartaz anual da RAEM.
O desprezo é tal que não se vislumbrava uma única palavra em português nos cupões ou nos cartazes no recinto. O inglês que se ía vendo era, muitas das vezes, usado pelos restaurantes convidados da Malásia.
No local de compra dos cupões, quando tentámos falar inglês (porque o português estaria fora de questão) olharam para nós como se estivéssemos a cometer o maior dos crimes. Quanto perguntamos algo, acerca do uso dos cupões, começaram a comentar em chinês (pensando que não iríamos perceber certamente) que vínhamos para ali falar inglês como se eles tivessem obrigação de nos entender!
Não a têm , claro está, alias depois falou-se em chinês e até pedido de desculpas houve. No entanto, existem duas línguas oficiais em Macau e o Governo, visto que ali enfiou milhões de patacas de todos nós, tem mais que os obrigar a usar os dois idiomas. Quanto ao inglês, devem-no utilizar porque este evento é turístico e grande parte dos turistas que nos visitam usam a língua inglesa como meio de comunicação, na falta do português ou do chinês.
É apenas uma questão de bom senso para uma cidade que se diz INTERNACIONAL.
Quanto ao português, é do Governo a obrigação, e da associação que organiza o evento com o dinheiro do Governo, fazer o seu uso adequado.
Não será, certamente, pedir muito.
Basta olhar para o evento da Lusofonia, onde o chinês e o português são usados em pé de igualdade, mesmo sendo um evento virado para as comunidades de lingua portuguesa.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Um cheirinho do meu artigo

Esta sexta-feira n’ O Clarim vai sair um texto que, apesar de abordar um tema importante e premente, versa mais o lado humorístico do problema dos animais abandonados em Macau. Apresenta-se uma solução vinda de Taiwan recentemente e que em Macau poderia, sem grandes problemas, vir a ser aquilo a que popularmente apelidamos “matar dois coelhos (pobres diabos!) de uma cajadada só!”...
A ler na sexta-feira, depois deste cheirinho. “(...)Existem inúmeros edifícios industriais abandonados, ou em ruínas, que podem sem muitos investimentos, serem transformados neste tipo de hotéis. Muitos deles poderiam ser mesmo usados pelo governo para albergar condignamente os animais das pessoas que não os querem, ou não os podem ter em casa.
À semelhança deste caso de Taiwan, poderia também ser oferecido o serviço de hospedagem vitalícia (um pouco à semelhança de creche ou lar de idosos) onde quem não tem, ou não quer ter, um animal em casa pudesse ir e visitar o seu animal, sendo responsável pela sua alimentação e estadia. Em Taiwan, aliás, comparam este serviço ao de babysitter a tempo inteiro, mas para animais e mais barato! (…)

NaE's kitchen A Cozinha da NaE

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