Como blog estaremos aqui para escrever as nossas opiniões, observações e para que quem nos visite deixe também as suas. Tentaremos, dentro das possibilidades, manter este local actualizado com o que vai acontecendo à nossa volta em Macau e um pouco em todo o lado...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Festival da Lusofonia e Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa 2010

De 22 a 29 de Outubro Macau volta a ser o centro da Lusofonia. Todos os anos, na Avenida da Praia a cena repete-se. Barraquinhas, muita música, comes-e-bebes e muita, muita gente de noite e de dia.

Este ano, depois da experiência de 2008, a iniciativa volta ao formato de Festival e com a duração de uma semana, contando com a participação do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Além das actividades tradicionais já da Avenida da Praia, onde se concentra o grosso de toda a animação o evento vem para Macau, estando programadas acções no Largo do Senado, Largo do Mercado do Iao Hon, na Casa Garden. Na Taipa, além da Avenida da Praia, há também algo para ver no Largo do Carmo, no Jardim Municipal da Taipa, na Rua da Restauração, na Feira do Carmo e no Campo Desportivo e Recreativo da Taipa.

Como é já do conhecimento público, esta é uma organizaçào doInstituto para os Assuntos Cívicos e Municipais e da Direcção dos Serviços de Turismo que, pela segunda vez, conta com a preciosa participação do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Os patrocínios este ano são da Companhia de Electricidade de Macau, Smartone, Hovione FarmaCiência, Macao Water e Jockey Clube de Macau.

De acordo com o comunidado da organiçào, este festival tem como objectivos a promoção das culturas dos países e regiões de língua portuguesa e da China, realçando os aspectos de contacto, de influência mútua e de intercâmbio, assim como de homenagem às comunidades de expressão portuguesa em Macau que ajudaram a construir o território e que decidiram permanecer na RAEM, apoiando o seu desenvolvimento. Ao mesmo tempo, almejam afirmar este evento no calendário das grandes festividades de Macau, promovendo, assim, o turismo local e a animação urbana e espaços de recreio e lazer para todos e revitalizar o modelo cultural próprio de Macau, pela divulgação dos elementos populares e tradicionais de uma das culturas que está na génese da identidade do território.

O programa das actividades, durante uma semana é exaustivo. Fica aqui na íntegra para quem se queira saber o que vai acontecer:


ACTIVIDADES DO FESTIVAL E SEMANA CULTURAL


Abertura Oficial do Festival e Semana Cultural

Às 17h30 do dia 23 de Outubro, sábado, será realizada uma cerimónia de abertura oficial do Festival da Lusofonia e Semana Cultural da China e dos Países de Língua Portuguesa, onde haverá, entre outras actividades, a actuação do grupo artístico de Sichuan, China e de grupos de dança/música tradicional dos diversos países/regiões de língua portuguesa, simbolizando o encontro das culturas chinesa e lusófona na RAEM.


Feira de Artesanato da Lusofonia

De 22 a 29 de Outubro, entre as 16h00 e as 21h00, decorre na Feira do Carmo da Taipa uma mostra de trabalhos de artesanato fabricados por artesãos provenientes dos países/regiões de língua portuguesa. A província de Sichuan da República Popular da China também estará representada num dos expositores da feira, apresentando trabalhos com linho, pintura com açúcar queimado e bonecos de farinha. Os artesãos demonstrarão as suas técnicas durante a feira e as suas obras estarão à venda. A cerimónia de abertura terá lugar às 17h30 do primeiro dia da feira. Estarão representados os seguintes artesãos propostos pelas dez Associações lusófonas locais:

Mestre Makiesse (Angola), com trabalhos em madeira

Teresinha Carvalho da Silva (Brasil), com trabalhos em escamas de peixe

Gisela Figueira Lopes da Silva Mariano (Cabo Verde), com trabalhos em pano, búzios e pedras

Garcia Biifa Bedeta (Guiné-Bissau), com trabalhos em madeira

Digamber Kunkolikar (Goa), com trabalhos em barro

Albertina Picoto (Macau), com trabalhos em macramé, estanho e pasta modelada

Suzette Honwana (Moçambique), com trabalhos em pano

Paulo Valentim Ribeiro de Almeida (Portugal), com trabalhos em cerâmica e azulejo

Geanezildo do Nascimento de Castro (São Tomé e Príncipe), com trabalhos em metal

Rosa Moreira Rato (Timor Leste), com trabalhos em pano


Exposição Colectiva de Artistas Contemporâneos de Angola

No dia 22 de Outubro, pelas 18:30h, inaugura-se na Casa-Museu de Exposições Temporárias da Av. da Praia, na Taipa, uma mostra colectiva de artistas contemporâneos de Angola. A exposição ficará aberta ao público, diariamente e até ao dia 14 de Novembro, entre as 10 e as 18 horas. Prolonga-se, no entanto, a abertura daquela exposição até às 24h, durante o fim-de-semana do Festival da Lusofonia, na zona do Carmo. Esta mostra, que integra o trabalho de cinco artistas no feminino angolano, com expressões na pintura e fotografia, reúne os nomes de Eduarda Costa Ferraz, Gracinda Candeias, Isabel Teixeira de Sousa, Mónica Miranda e Ana Silva. Autoras curriculadas e consagradas que exprimem novas estratégias da arte na contemporaneidade, com uma cuidadosa e reflexiva abordagem multidisciplinar sobre como as relações estéticas reagem na promoção de novos aspectos conceptuais e criativos, em processos de diferenciação, evolução e inovação, ajudando o público a conhecer o imaginário e a arte que se produz actualmente em Angola. Num tempo de experimentações de novas linguagens artísticas globalizantes, esta exposição afirma a complexidade de um país africano hegemónico, que sofistica também pelas artes plásticas, as suas identidades nacionais, a particularidade e universalidade da sua cultura.


Exposição Individual de Nilton Lima

Pintura de Cabo Verde

Também no dia 22 de Outubro, mas pelas 19h, inaugura-se na Casa de Recepções da Av. da Praia, na Taipa, um acervo de trabalhos do pintor Nilton Lima de S. Vicente, Cabo Verde. A exposição estará aberta ao público, até ao próximo dia 14 de Novembro, entre as 10 e as 18 horas. Durante o fim-de-semana do Festival da Lusofonia, o horário de abertura prolongar-se-á até às 24 horas. O jovem artista, valor emergente da pintura cabo verdiana autóctone, revela capacidades inatas no aperfeiçoamento das técnicas utilizadas por um certo impressionismo naturalista, numa abordagem e composição figurativa eminentemente humana. O prodígio experimental dos seus trabalhos murais, converge pelo apego telúrico e retratista dos costumes e realidades mundanas da sua terra, para o escopo da tela. A etnicidade transversal nos seus trabalhos, parece traduzir o ligamento das simbologias a um certo levantamento etnográfico e literário, nesta fase do artista.


Exposição de Bonecas de Pano de Suzette Honwana

“Festa na Ilha”, de Moçambique

No dia 27 de Outubro, pelas 18h30, teremos a inauguração de uma Exposição de Bonecas de Pano de Suzette Honwana, de Moçambique, com o título “Festa na Ilha”, na Casa Garden. A exposição, organizada pela Associação dos Amigos de Moçambique, permanecerá aberta ao público até ao próximo dia 7 de Novembro, entre as 10h00 e as 19h30 de 2ª a 6ª feira e entre as 10h00 e as 17h00, aos sábados e domingos. Trata-se da reprodução fiel dos trajes da mulher moçambicana, da panóplia de adereços que completam as indumentárias domésticas e cerimoniais, e de um esforço na apropriação e materialização etnológica e artística de registos vivenciais e culturais da mulher moçambicana de ontem, de hoje e por certo de amanhã. Complementam-se estes registos com os ritos de socialização, recriando ambientes e esferas do uso da capulana em diversas partes do país. É um trabalho de sistematização do uso dos materiais têxteis e da sua conotação social, da terminologia e léxico antropológico e sociológico das diferentes comunidades moçambicanas e ainda, sem esgotar, a pretensão estética de fazer moda, de propôr o novo, o criativo, o “fashionable”.


Colóquio “Crioulos Ibero-Asiáticos : perspectivas Comparativas”

Organizado pela Universidade de Macau, o colóquio terá lugar nos dias 28 e 29 de Outubro, entre as 09h00 e as 18h00, na Biblioteca da Universidade de Macau. Trata-se de um colóquio científico que reunirá em Macau, pela primeira vez, os maiores especialistas mundiais no estudo dos crioulos asiáticos de base lexical portuguesa e espanhola. Do painel fazem parte 12 estudiosos reconhecidos e activos na área, vindos de Portugal, Espanha, Alemanha, Finlândia, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos da América e Macau. A vinda deste simpósio a Macau é indicada e proveitosa numa altura em que a sociedade civil da RAEM debate o valor e a preservação do Patuá, e não podemos desperdiçar a presença no território dos maiores especialistas nas línguas crioulas da Índia, Sri Lanka, Malaca, Macau e Filipinas para promover a troca de ideias. A reflexão que se pretende sobre o passado, presente e futuro das línguas crioulas da Ásia servirá para melhor compreender os verdadeiros contornos da lusofonia nesta parte do globo, e realçar a sua preponderância no contexto do impacto que as línguas ibero-românicas tiveram nesta parte do globo.As línguas de trabalho serão o Português, o Espanhol e o Inglês, e todas as sessões estarão abertas ao público.

Para obter informações mais detalhadas sobre o Colóquio poderão visitar o website : www.umac.mo/fsh/ciela/ibero


Expositores das Comunidades Lusófonas

Durante a festival do fim-de-semana de 22 a 24 de Outubro estarão representadas, através das Associações locais, as seguintes comunidades lusófonas, residentes na RAEM – Angola (Associação Angola Macau), Brasil (Casa do Brasil em Macau), Cabo Verde (Associação de Amizade Macau-Cabo Verde), Goa, Damão e Diu (Núcleo de Animação Cultural de Goa, Damão e Díu), Guiné-Bissau (Associação Guineense dos Naturais e Amigos da Guiné-Bissau), Macau (Associação dos Macaenses), Moçambique (Associação dos Amigos de Moçambique), Portugal (Casa de Portugal em Macau), São Tomé e Príncipe (Associação dos São-tomenses e Amigos de São Tomé e Príncipe, Macau-China) e Timor Leste (Associação de Amizade Macau-Timor Lorosae). Nos respectivos expositores irão apresentar mostras de artesanato, música, vídeos, fotografias, trajes típicos, cartazes, petiscos e bebidas típicas, entre outros exemplos que promovam e representem a cultura do respectivo país/região.


Expositor do Grupo de Arte Popular da Província de Sichuan, China

No dia 22 de Outubro, entre as 19 e as 24h00 e nos dias 23 e 24 de Outubro, entre as 14h00 e as 24h00, nas Casas-Museu da Taipa, esse grupo apresentará vários tipos de arte popular dessa província ao público que visitar o Festival, nomeadamente trabalhos com linho, pintura com açúcar queimado e bonecos de farinha, bem como petiscos tradicionais.


Espectáculos de Música e Dança no Festival da Lusofonia

A partir das 19h30 do dia 22 de Outubro, no Anfiteatro das Casas-Museu da Taipa, actuarão os grupos locais de Dança Folclórica Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau e Axé Capoeira do Mestre Eddy Murphy. A partir das 20h00 subirão ao palco os artistas convidados da Província de Sichuan, China e dos países de língua portuguesa, Lahane (Timor-Leste) ; Kepemchim Kirnnam & Belinda e Grupo local de Danças e Cantares de Goa (Goa, Damão e Díu) e Manecas Costa (Guiné-Bissau). No dia 23 de Outubro, a partir das 18h30, actuarão os grupos locais : Crianças do Jardim de Infância D. José da Costa Nunes ; Grupo Folclórico Infantil e Dança Hip-Hop da Escola Portuguesa de Macau ; Grupo Lebab e Grupo de Danças e Cantares de Macau. Às 20h00 iniciará a actuação dos grupos convidados da Província de Sichuan, China. ; Ferro Gaita (Cabo Verde) ; Muxima (Portugal) e Companhia Nacional de Canto e Dança de Moçambique. No domingo, 24 de Outubro, a partir das 18h00, actuarão os artistas locais, Banda da Escola Portuguesa de Macau ; Teatro “Tru e Tru” pelo Grupo Maranatha ; Grupo Dança Brasil ; Tuna Macaense ; Elvis de Macau ; Banda “Js and I” e Grupo da Associação de Danças e Cantares Portugueses “Macau no Coração”. A partir das 20h00, depois de uma nova actuação do Grupo Artístico da Província de Sichuan, China, subirão ao palco os artistas convidados, Semba Muxima (Angola) ; Nó em Pingo D’Água (Brasil) e Equipson Master (São Tomé e Príncipe)


Espectáculos nos Largos do Senado e do Mercado do Iao Hon

Nos dias 26 e 27 de Outubro, a partir das 19h30, no Largo do Senado e nos dias 28 e 29 de Outubro, também a partir das 19h30, no Largo do Mercado de Iao Hon, actuarão o Grupo Artístico da Província de Sichuan, China e os 9 artistas convidados dos países/regiões de língua portuguesa : Ferro Gaita (Cabo Verde), Lahane (Timor-Leste), Kepemchim Kirnnam & Belinda (Goa, Damão e Díu), Muxima (Portugal), Semba Muxima (Angola), Companhia Nacional de Canto e Dança (Moçambique), Nó em Pingo D’Água (Brasil), Manecas Costa (Guiné-Bissau) e Equipson Master (São Tomé e Princípe). O objectivo destas actuações é a divulgação da música e dança tradicional lusófona e chinesa junto dos vários estratos da população de Macau e dos turistas.


Restaurante e Bares

Durante a festa do fim-de-semana os visitantes poderão deliciar-se com os sabores da gastronomia das diferentes comunidades lusófonas no restaurante intitulado “Gastronomia Lusófona”, que funcionará no Jardim Municipal do Carmo, entre as 12h00 e as 15h30 ao almoço e entre as 18h30 e as 22h30 ao jantar, nos dias 23 e 24 de Outubro e à hora do jantar do dia 22 de Outubro. Fará parte do menu do restaurante a cachupa de Cabo Verde, a feijoada do Brasil, o sarapatel de Goa, Damão e Díu, a moamba de Angola, os grelhados (frango, entrecosto, febras, sardinhas, etc.), o caldo verde, entre outros. Na Av. da Praia será instalado um quiosque/bar para fornecimento de bebidas e petiscos, o qual, funcionará entre o meio-dia e a meia-noite, no sábado e domingo e a partir das 19h00 de 6ª feira.


Rádio Carmo

Durante todo o período da festa do fim-de-semana, nas Casas-Museu da Taipa, funcionará uma “estação de rádio”, cujo objectivo é animar, acompanhar e apresentar as actividades desenvolvidas durante a festa, transmitindo música, entrevistando as personalidades, os transeuntes, os grupos musicais, relatando as actividades e apresentando os espectáculos. Esta rádio, tal como nos anos anteriores, será transmitida através de aparelhagem sonora instalada na zona do Carmo, sendo a emissão da responsabilidade de uma equipa de animadores profissionais que farão a locução em chinês, português, e inglês.


Jogos Tradicionais Portugueses

No âmbito da promoção do desporto para todos, através do reviver de actividades lúdicas praticadas nas várias regiões de Portugal, será levado a efeito duas sessões de jogos tradicionais portugueses, coordenados pela Casa de Portugal em Macau, entre as 15h00 e as 18h00 das tardes de sábado e domingo (23 e 24 de Outubro). Os Jogos populares que irão ter lugar serão a corrida de sacos, corrida de esquis, tracção à corda, jogo do burro, subida ao pau de sebo, corrida de andas, tiro às latas, entre outros. Estas actividades estão abertas à participação do público e vão contar com distribuição de prémios típicos destes jogos, nomeadamente bacalhau, garrafões e garrafas de vinho português, sardinhas enlatadas e chouriço português.


Torneios de Matraquilhos

Igualmente, coordenados pela Casa de Portugal em Macau, serão realizados dois torneios de matraquilhos (um para jovens até aos 15 anos e outro para os que têm idade superior a 16 anos). As equipas serão constituídas por 2 elementos e as inscrições decorrerão entre as 19h00 e as 24h00 do dia 22 de Outubro, 6a feira, e as 12h00 e as 16h00 do dia 23, sábado. Os jogos das eliminatórias terão início a partir das 17h00 desse mesmo dia, logo após sorteio no local. No dia seguinte, às 18h00, terão lugar as finais, seguidas da cerimónia de entrega de medalhas aos vencedores dos 2 escalões e prémios monetários aos vencedores do escalão de +16 anos (1o classificado = $800.00 ; 2o classificado = $600.00 ; 3o classificado = $400.00). Durante o período da festa estarão à disposição do público mesas de matraquilhos para se divertirem.


Torneio de Futebol de 7 da Lusofonia, por convites

Coordenado pela Associação dos Amigos de Moçambique, será realizado no dia 24 de Outubro, domingo, entre as 15h00 e as 22h00, no Campo Desportivo e Recreativo do Carmo (junto ao Quartel do Exército de Libertação da R.P.C., na RAEM). Para este torneio, cujo objectivo é o convívio entre as comunidades lusófonas residentes na RAEM, foram convidadas essas comunidades a formarem 8 equipas constituídas por elementos naturais desses países/regiões. Os quatro primeiros classificados do torneio serão premiados com taças e medalhas. A cerimónia de entrega de prémios terá lugar às 22h00, logo a seguir ao jogo da final.


Simulador do Grande Prémio

Entre as 19h00 e as 22h00 do dia 22 de Outubro e as 14h00 e 20h00 dos dias 23 e 24 de Outubro, os Serviços de Turismo de Macau colocarão à disposição do público, nas Casas-Museu da Taipa, um simulador de um automóvel de corrida para que os visitantes possam sentir as emoções fortes do Circuito da Guia, onde se irá realizar o 57º Grande Prémio de Macau, de 18 a 21 de Novembro do corrente ano.


Passeios de Pónei para Crianças

Patrocinado e coordenado pelo Jockey Clube de Macau, nas tardes de 23 e 24 de Outubro, entre as 15h00 e as 18h00, nas Casas-Museu da Taipa, estarão à disposição das crianças dois póneis, para curtos passeios e sessões fotográficas.


Insufláveis Gigantes

No período da tarde, entre as 14h00 e as 17h00, dos dias 23 e 24/10, nas Casas-Museu da Taipa, estará à disposição das crianças, entre os 3 e os 6 anos, um insuflável gigante para se divertirem.


Concurso de Fotografias sobre o evento

Com a colaboração da Associação de Fotografia Digital de Macau, este concurso está aberto a todos os amadores da fotografia. Não haverá limites do número de fotografias a serem submetidas a concurso e cujo prazo de entrega das obras será a 19 de Novembro. Os vencedores do concurso receberão taças e prémios monetários. No mês de Dezembro próximo será realizada uma Exposição das Fotografias premiadas do Concurso.


Para quem queira mais informação, leiam aqui o PDF do programa, em Chinês e em Português:

http://www.iacm.gov.mo/ShowFile.ashx?p=scrweb/Activities/634218975632536.pdf


Para ver imagens dos grupos e das várias actividades clique neste link:

http://www.iacm.gov.mo/ShowFile.ashx?p=scrweb/Activities/634218795399508.pdf

Em Memória de Henrique de Senna Fernandes

65102_477589016741_757966741_6699273_3837502_nAs exéquias fúnebres em memória de Henrique de Senna Fernandes vão ter lugar a partir de Sexta-feira como se descreve a seguir segundo informação da família para os interessados em participar nas últimas homenagens a este homem bom:

Dia 8 de Outubro, Sexta-feira, a partir das 17h00 na Casa Mortuária da Diocese (frente ao Canídromo) com orações e velório, sem missa.

No dia 9 de Outubro, Sábado, às 11h00, na Igreja de S. Lázaro, Missa de corpo presente. Depois da homilia, corpo seguirá para o Continente, onde será cremado.

No dia 10 de Outubro, Domingo, pelas 18h00 na Sé Catedral, Missa do sétimo dia.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Não há foto da bandeira monárquica no Consulado?

Para animar as hostes aqui em Macau, no Dia da República alguns monárquicos (suponhamos) decidiram hastear a bandeira azul e branca no mastro do Consulado Geral de Portugal em Macau! Logo num dia em que o nosso ilustre representante diplomático, o Senhor Cansado, estava ausente em Hong Kong!

Dia feriado em Portugal, logo também assinalado no Consulado de Macau, pelo que o representante de Portugal foi à ex-colónia britânica passear oficialmente!

A brincadeira, por se tratar de violação de espaço privado, não teve graça nenhuma. Mas, por outro lado, até veio animar um dia que em Macau já nem sequer é assinalado pelas nossas autoridades!

Pena não haver fotografias do ensejo que foi comunicado à Lusa por mensagem de telemóvel (logo deverá haver um número que a Lusa deve guardar ao abrigo da confidencialidade das fontes jornalísticas!) e mais tarde confirmado pelo nosso Cônsul que adiantou que a situação foi rapidamente resolvida.

Deixa-me curioso como pode uma pessoa entrar no perímetro do consulado sem que seja detectado!


Aqui o despacho da Lusa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

o lixo em Macau

O lixo em Macau está cada vez a ficar mais amontoado. Seja pela falta de eficácia da companhia concessionária, seja por este tipo de pessoas que diariamente o rebuscam na procura de ganha-pão. Não querendo ser insensível, acredito existirem coimas para quem pratica este tipo de actividade mas será que alguém alguma vez foi autuado? E, se o foi, será que é civicamente moral fazê-lo? Acredito que quem se vê obrigado a vasculhar lixo não o faça por vontade própria, fá-lo por pura necessidade porque a sociedade onde vive não lhe proporciona as condições mínimas necessárias para a sua sobrevivência. Onde anda o Estado Social de Macau? Ou melhor, como anda…

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Henrique de Senna Fernandes deixou-nos

Um dos grandes vultos da escrita portuguesa deixou-nos com uma grande obra. Partiu do nosso convívio mas deixou para trás milhares de páginas e histórias inesquecíveis. Henrique de Senna Fernandes morreu, a literatura de língua portuguesa ficou mais pobre.

Transcrevo aqui a descrição do Homem e da sua obra pela editora Gryphus.

http://www.gryphus.com.br/autor_sseena%20fernandez.html

“Henrique de Senna Fernandes é a personificação da Macau do século XX. Nascido em 1923, neste pequeno enclave na foz do Rio das Pérolas, acompanhou de perto a transição deste território sob administração de Portugal desde 1557 até o arriar da bandeira portuguesa, em 19 de dezembro de 1999, quando Macau se tornou uma Região Administrativa Especial da República Popular da China. Com mais de 400 anos de História, foi o primeiro entreposto e a última colônia européia na China.

Filho de uma das mais antigas e ilustres famílias macaenses, Henrique de Senna Fernandes teceu uma vida próspera e confortável com os seus 11 irmãos até o início da Segunda Guerra Mundial na Ásia, quando o pai perdeu a fortuna na Bolsa de Hong Kong, e a família teve de procurar abrigo em Macau, fugindo ao avanço japonês. Passou por um período de miséria terrível e sofreu discriminação social. Não obstante, sua determinação em não vergar perante as intempéries dessa vida no limite, fortaleceu o talento para a escrita. E é nele que a Macau dos anos 30, 40 e 50 encontra um legítimo testemunho, através de livros como Nam Van – Contos de Macau e Amor e Dedinhos de Pé. .

A mulher – e as suas múltiplas facetas – é o tema central da obra de Henrique de Senna Fernandes, e o amor, a sua natural conseqüência, envolvendo com freqüência uma moça chinesa e uma rapaz macaense. De alguma forma, há referências autobiográficas em seus livros. Também ele, o orgulho de uma família tradicional macaense, amou e casou-se com uma bela mulher chinesa, desafiando as convenções de uma cidade pequena e conservadora.

Estudou Direito em Coimbra, tornou-se advogado, regressou e montou escritório, apenas para conseguir independência financeira. Sua verdadeira vocação foi sempre escrever e ensinar.

Filho incondicional da sua terra, sempre teve (e ainda tem) orgulho das raízes portuguesas. “Se Portugal é a minha pátria, Macau é a minha mátria”, gosta de dizer.”


Aqui fica a sua página no Facebook

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Hong Kong vs Macau

The biggest difference.
In Hong Kong: Should there be any disparity between the Chinese and the English versions, the English version should prevail.
In Macau: Should there be any disparity between the Chinese and the Portuguese versions, the Chinese version should prevail.

A grande diferença.
Em Hong Kong: Caso se registe alguma disparidade entre a versão Chinesa e Inglesa, prevalece a versão Inglesa.
Em Macau: Caso se registe alguma disparidade entre a versão Chinesa e Portuguesa, prevalece a versão Chinesa.

domingo, 3 de outubro de 2010

Um carro por família?

capa_lrgOS problemas de trânsito são cada vez mais uma realidade para a população de Macau. O constante aumento do número de veículos motorizados, sejam eles de duas, três, ou mais rodas, está a tornar as ruas do território intransitáveis. Tal aumento faz crescer a preocupação nos cidadãos relativamente à sua segurança como peões. Os acidentes envolvendo transeuntes e automóveis ou veículos de duas rodas vão-se registando diariamente e cada vez mais graves. Pelo que, caso não seja feito nada para impedir este aumento desenfreado do número de veículos a circular nas ruas do território, em breve teremos menos quilómetros de estrada do que os necessários para manter todos os veículos em circulação ao mesmo tempo.

Macau, sendo um local com manifesta falta de espaço, tem de implementar regras para aquisição de veículos. Este tema é por demais polémico, mas não o serão todas as medidas que levem à regulação da vida em sociedade? Há que ter coragem e avançar com medidas, porventura, impopulares, mas necessárias para se resolver definitivamente este tipo de problemas. Num espaço como este onde vivemos, a limitação do número de veículos por agregado familiar poderá ser a solução mais adequada.

Para uma família com o máximo de dois filhos, havendo duas cartas de condução (de automóvel e de motorizada), o limite de um automóvel e um veículo motorizado de duas rodas poderia ser um bom começo. Nunca de dois automóveis ou de duas motorizadas. No caso de existirem mais de dois adultos na família, o limite de veículos motorizados de duas rodas subiria para dois. Para ter direito a possuir dois automóveis, a família deveria ser composta por mais de cinco pessoas, visto que a capacidade de um automóvel é essa mesmo, cinco lugares. Sendo que o segundo automóvel poderia ser de dois ou mais lugares.

Pessoalmente, conheço famílias que possuem mais de dois veículos por pessoa!

A restrição dos direitos, neste caso o direito à propriedade, é sempre uma questão muito sensível e que leva a queixas e alarme. No entanto, estando Macau num beco sem saída, uma solução tem de ser encontrada para que, pelo menos temporariamente, se possa atenuar o problema.

O que aí vem

O Governo anunciou uma série de medidas relacionadas com o sistema de transportes públicos, mas se estas medidas não forem acompanhadas de outras que restrinjam o uso de veículos particulares, os autocarros e o futuro metro ligeiro vão continuar a andar meios cheios e as ruas cheias de carros.

Os transportes públicos existentes, nomeadamente os autocarros nas carreiras mais utilizadas, andam quase sempre lotados, pelo que a solução aqui aparenta ser ainda mais difícil. Aumentar o número de frequências só irá meter mais veículos nas estradas, entrando-se assim num ciclo vicioso.

O anunciado metro ligeiro, por muito eficiente que venha a ser, nunca irá fazer com que os cidadãos deixem os carros em casa. A não ser que seja construída uma estação na entrada de cada prédio. A verdade é que o ser humano é comodista e se tiver a oportunidade de conduzir o seu veículo de casa para o trabalho, não lhe passará pela cabeça andar cem ou duzentos metros para ir de metro ligeiro.

A introdução de parquímetros em todo o lado, apesar de ter sido bem intencionada, veio criar mais problemas do que soluções, porque quem estacionava os seus carros nos lugares não pagos vê-se agora obrigado a ter de proceder ao pagamento de duas em duas, ou de cinco em cinco horas. Perante esta obrigação muitos foram os que decidiram passar a conduzir os seus veículos diariamente para o local de trabalho onde, com menos esforço, podem proceder ao pagamento horário. A rotatividade dos lugares de estacionamento terá sido alcançada, mas foi-o à custa da sobrecarga das vias públicas.

Meios fracassos

O recurso ao investimento em serviços de transporte em massa pode resultar e é isso que o Governo espera. Contudo, se isto for feito sem restrições severas sobre o uso de veículos particulares, temo que seja uma decisão votada ao fracasso e ao esbanjamento de dinheiros públicos.

Os exemplos abundam em cidades ao redor de Macau. Hong Kong tem um dos sistemas de metro mais eficientes do mundo; no entanto, o tráfego à superfície é caótico e os níveis de poluição devido aos fumos de escape cada vez piores. Kuala Lumpur, na Malásia, tem um dos sistemas de metro elevado, o «monorail», que apesar de ter vindo a contribuir muito para o desanuviamento do trânsito em algumas artérias da cidade, não conseguiu diminuir o uso de veículos particulares. O terceiro exemplo é o de Banguecoque, que com o «Skytrain» pensava resolver o problema da deslocação de mais de um milhão de pessoas diariamente da periferia para o centro da cidade. É verdade que a capital tailandesa muito ganhou com a criação do sistema elevado de metro ligeiro, mas tal não se reflectiu na diminuição do número de veículos a circular nas estradas. O trânsito continua tão ou mais caótico do que antes!

Macau tem de olhar e aprender, antes de implementar medidas que, no futuro, serão difíceis de alterar.

PubEd

sábado, 2 de outubro de 2010

Primeiro concorrente, Fogo-de-artifício Internacional de Macau. 1 de Outubro de 2010

 

Primeira parte do fogo-de-artifício do primeiro concorrente
Segunda parte do fogo-de-artifício do primeiro concorrente

Japão vence Fogo-de-artifício de 2010

A equipa Tamaya Kitahara Fireworks Co., Ltd., do Japão, venceu o 22º Concurso Internacional do Fogo de Artifício de Macau (CIFAM), que hoje fechou o pano. Em segundo lugar ficou a equipa do Interior da China, Panda Fireworks Group Co., Ltd., e em terceiro a equipa das Filipinas, Platinum Fireworks, Inc.

Gabinete de Comunicação Social do Governo da RAEM

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

BCP envergonhado com a portuguesidade


Gostei de ver a falta de consideração pela língua portuguesa na cerimónia de lançamento oficial da delegação local do Millenium BCP.

Pelo menos o banco português não se esqueceu que o Chinês é língua oficial em Macau. Mas, por muito que venham explicar, o facto de esquecerem-se da sua própria língua será difícil de engolir.

Se não somos nós a proteger o que é nosso, ninguém o fará por nós. A começar pelas grandes empresas portuguesas que vão marcando presença em Macau.

Como cliente, começo a sentir vergonha de o ser.

Assim que tiver fotos para ilustrar aqui as publicarei… Até, vergonha na cara senhores do Millenium BCP…

Como havia sido prometido, aqui está a fotografia do corte-de-fita onde se pode ler muito bem... Inauguration Cermony For Banco Comercial Português, S.A. Macao Branch...

Vou ter de pedir desculpas por dizer que se esqueceram do português... afinal escreveram o nome do Banco na língua Lusa!

Mas nem Macao (sic) se deram ao luxo de escrever na segunda língua oficial de Macau!



Vejam aqui o artigo da Lusa (em português) da cerimónia de lançamento…

http://www.lusa.pt/lusaweb/user/showitem?service=310&listid=NewsList310&listpage=1&docid=11580821

TV cables

how about some more tv cables crossing the street...
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o estado da felicidade

o estado de degradacao a que esta a chegar a Rua da Felicidade
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No where else to park

No where else to park... nice example from our policemen...and this for breakfast...
Rico exemplo dos nossos policias... Nao ha outro local para estacionar? E isto para tomar pequeno-almoco...
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mais uma vez em toda a Macau

O ANO tem passado a uma velocidade estonteante, com acontecimentos a sucederem-se em catadupa, fazendo com que o tempo passe por nós sem que nos apercebamos. Chegamos ao último quarto de 2010 e com ele chega um evento que já faz parte do panorama cultural da RAEM. Não vos vou falar do seu programa, pois já foi abordado aquando da apresentação oficial.
O Festival da Lusofonia vai voltar a ter o formato de 2008, ou seja, passa a ser de uma semana, ao invés de três noites. A alteração de formato deve-se, de novo, ao envolvimento do Fórum para a Cooperação Económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa. O Festival e a Semana Cultural vão prolongar-se de 22 a 29 de Outubro e contar com a tradicional animação musical na zona do Carmo e também em dois palcos na península de Macau – um no Largo do Senado e outro na zona Norte, junto ao Mercado do Iao Hon.
Como já vem sendo hábito, a «Lusofonia» é alvo de críticas e elogios todos os anos. Há quem defenda que devia mudar de local e há quem advogue que não faz sentido existir um evento que congregue apenas as culturas lusófonas, visto que Macau é uma mistura destas com a Oriental. A verdade é que, de ano para ano, o Festival (ou Festa) tem vindo a ganhar adeptos e cada vez mais os residentes não falantes do idioma de Camões, de Jorge Amado e de tantos outros ilustres, vão-se juntando às actividades e fazendo destas um acontecimento que querem presenciar anualmente. A par destes, vai crescendo a presença de turistas, os quais, ao virem a Macau, aproveitam para ver algo de diferente, que dificilmente conseguiriam apreciar noutros locais, mesmo fora da Ásia. Um trabalho de promoção da direcção de serviços sob a chefia de Costa Antunes, que merece ser louvado e destacado.
A entrada do «Fórum» na organização, com a sua ampliação para uma semana, faz com que mais verbas estejam disponíveis e seja possível extrapolar para fora da Avenida da Praia, trazendo o evento para a península e indo ao encontro de outros públicos, que, por tradição, não são muito afoitos a estas iniciativas de cariz cultural lusófono.
Em 2008 estive directamente envolvido na primeira experiência da expansão, tendo presenciado em primeira mão a recepção da população do Norte da cidade. Muitos deles nem sabiam da existência do Festival e ficaram agradavelmente surpreendidos pelo facto de se ter decidido levá-lo ao seu encontro. Uma das grandes dificuldades com que se debatia era a de captar o público não lusófono. Assim sendo, se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé!
Isto sim é o encontro de culturas! A realidade de Macau é esta mesma! Há pessoas que vivem completamente alheadas do facto de coexistirem diferentes culturas na RAEM, não por sua culpa ou por não se interessarem, apenas porque nas suas preocupações diárias tal não tem lugar. Mas, caso lhes seja proporcionado o acesso a essa diversidade, acolhem-na de braços abertos, como ficou provado com o Festival da Lusofonia de 2008. Como resultado, houve um aumento do número de pessoas de etnia chinesa que visitaram a edição de 2009, quando voltou a ficar confinada à Avenida da Praia.
Depois da experiência de 2008 o Festival voltou às fronteiras do Carmo, mas os que no ano anterior tinham tido a oportunidade de o presenciar vieram à sua procura fora do local habitual. É esse efeito que se quer num evento desta natureza: cativar e atrair novos espectadores para o intercâmbio de culturas, que tem em Macau um palco privilegiado desde há vários séculos.
Este ano, a organização vai introduzir uma novidade. Vai realizar-se na Feira do Carmo, todos os dias à tarde, uma mostra de artesanato dos países participantes com artistas vindos propositadamente para mostrar a sua arte. Mais um contributo que pode fazer com que mais pessoas, de diferentes culturas e credos, se juntem à festa que se quer de todos para todos, mas com um cariz marcadamente lusófono. Afinal Macau é isto mesmo, desde há quase 500 anos, e assim vai continuar por muitos mais.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Soluções à Macau

AQUILO que se anunciava há muito, está agora oficializado. A novela que envolvia a adjudicação dos serviços de autocarros, emperrada desde que a TCM (Sociedade de Transportes Colectivos de Macau, SARL) impugnou o concurso por ter sido excluída, parece ter encontrado a porta de saída. Chegou ao fim a sequela ao estilo de Macau!
Depois de idas e voltas a todos os tribunais, a TCM conseguiu o que queria. Em vez de duas licenças, como o Governo sempre defendeu e para o qual abriu concurso, foram obrigados a criar três! Mantiveram-se as duas existentes, – Transmac (Transportes Urbanos de Macau, SARL) e a referida TCM, – mais a nova empresa, a Reolian, resultado de uma colaboração entre a companhia francesa Veolia e o grupo de Macau H. Nolasco.
A história que envolve o concurso de adjudicação tem contornos com muitas dúvidas, resumindo-se ao facto da TCM ter entregado a proposta fora do prazo por apenas alguns minutos. Razão que levou à sua exclusão inicial. No entanto, não concordando com tal argumentação por parte das autoridades governamentais responsáveis pelo concurso público, lutou em todos os tribunais, recebendo, umas vezes, apoio, noutras, respostas negativas. Mas, no final e como já nos vamos habituando em Macau em casos de conflito com grandes grupos económicos, acabaram por levar adiante a sua vontade e acabaram recebendo também uma das licenças.
Ao que se sabe, a decisão foi tomada porque a nova empresa no mercado acordou em «abrir mão» de 13 das rotas para que a contenda se resolvesse e não se prolongasse indeterminadamente.
A questão que mais me incomoda não é saber se são duas ou três empresas, pois, para mim, até podiam ser cinco ou seis. O que me preocupa, e deve preocupar a maior parte dos utentes, é a qualidade do serviço prestado por cada uma delas e a forma como tal será fiscalizado. Se tudo continuar como até agora, mais vale a pena andarmos a pé.
Todos sabemos que Macau não tem condutores suficientes e os que ainda estão a trabalhar demonstram muita má qualidade. Basta andar de autocarro e passar pela experiência de os sentir parar, abrandar ou arrancar. Entre correrias e ultrapassagens dignas de um piloto do Circuito da Guia, os condutores fazem de tudo. Agora com a entrada de mais um operador em campo, certamente que a tendência é para piorar. Não havendo mais condutores em Macau, – já só com duas companhias havia problemas de recrutamento, – a solução não se adivinha nada fácil. Vai caber à terceira empresa tentar encontrar soluções para contratar os seus funcionários. As companhias já a operar irão, com toda a certeza, manter os que já têm. Contudo, visto o panorama local não ser animador, a Reolin deverá ter de recorrer ao outro lado da fronteira, acabando por cometer os mesmos erros e trazendo a mesma falta de qualidade para Macau.
Contratar a tempo parcial condutores do continente, com todos os perigos que isso apresenta (má qualidade, falta de educação e pouca preparação para conduzir um veículo que transporta dezenas de pessoas), é a solução que menos agrada aos utentes mas talvez a única viável.
Como já disse, não me diz respeito, nem me perturba, serem uma, duas ou três empresas. A única coisa que me interessa é a qualidade e ver se o Governo, como sempre apregoa que vai andar a controlar a qualidade dos transportes públicos, realmente o exige.
A par de exames anuais de reciclagem, pedem-se critérios apertados e regras claras para todos os operadores; pedem-se mecanismos de queixa dos utentes e informação visível e acessível a todos os que vivem em Macau; pede-se às empresas que disponibilizem serviços nas línguas oficiais sem lacunas e recorrendo ao inglês como terceira língua. No interior dos autocarros pede-se, também, informação sonora em cantonense e português e, se possível, em inglês. O caderno de encargos é bastante claro e as empresas devem respeitá-lo.
De nada serve terem autocarros novos se os condutores não os souberem conduzir e continuarem a provocar a queda de passageiros, cada vez que param com os travões a fundo nas paragens ou quando arrancam ainda com as portas abertas. De nada serve se, durante a carreira num autocarro novo, a informação das paragens for apenas dada em chinês. Exige-se, como está estipulado no caderno de encargos do concurso, que toda a informação seja disponibilizada nas duas línguas oficiais.
Aliás, o exemplo deve começar pela Direcção dos Assuntos de Tráfego. Os painéis que colocaram nas paragens de autocarro com informação em tempo real não respeitam as línguas oficiais. A queixa foi endereçada para a DSAT. Foi respondida com a promessa de ser rectificado, mas passados quase seis meses tudo continua na mesma.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Principado do Ilhéu da Pontinha

Este mundo anda cada vez mais doido e existem ainda jornais que lhes dão “tempo de antena”.
Ilhéu da Madeira, que alguém proclama ser sua propriedade, quer ser independente! O príncipe Renato Barros (!) quer ver o Principado do Ilhéu da Pontinha como território independente. A história tem feito correr litros de tinta em todo o mundo e tem tido ampla cobertura mediática!



No DN







Numa página sobre nobreza (!)
http://www.nobility.co.uk/index.php?dispatch=products.view&product_id=37

terça-feira, 14 de setembro de 2010

JCR precisa da ajuda de todos

Este mundo é feito de injustiças e todos nós cometemos erros que, mesmo que não nos arrependamos deles, devem ser metidos de lado quando uma pessoa precisa de ajuda. O sofrimento de um ser humano é algo que deve unir todas as pessoas com o intuito de tentar minora-lo e, se possível, mesmo extingui-lo.
Há um português em Macau, por muitos conhecido pessoalmente e por muitos mais conhecido apenas por nome, que precisa da ajuda de todos nós.
O apelo foi lançado por um padre e chegou-me via correio electrónico. Não se mendiga, apenas se pede que se adquira parte da sua obra, pois assim poderá fazer face às despesas mais imediatas.
Aqui fica o apelo, tal qual foi redigido na mensagem electrónica, com endereços de correio electrónico para o contacto.
_______________________________
From: Domingos Soares [mailto:dominsoares@hotmail.com]
Sent: Monday, September 13, 2010 11:50 AM
Subject: Solidariedade
Caros amigos,
Talvez, conhecam o jornalista e historiador Jose de Carvalho e Rego. Ele agora encontra-se paralisado e com dificuldades financeiras, precisando da nossa ajuda.
Disse-me ele numa carta:
"A doenca e a imobilidade criaram-me imensos problemas quer do lado fisico, quer do lado economico - pois todos os cinco dias tenho de adquirir material higienico para limpeza das minhas feridas, etc. eu nao quero pedir dinheiro, nem que seja dado ou emprestado, porque tao cedo nao pderei pagar. Preciso de auxilio do senhor Padre Domingos - para isso propunha entregar 25 livros meus (o preco da capa e' de mop 250,00) para serem vendidos ao preco de mop.100,00 - dai, vendendo tudo ja conseguiria mop.2.500,00, que me ajudava a liquidar este mes contas do condominio, luz e agua".(11/9/2010).

Os livros com o titulo MACAU - FIGURAS DE RELEVO DO PASSADO, 500 paginas, estao agora comigo no Cartorio da Se e, tambem, na Livraria de Sao Paulo, onde as Irmas Paulinas estao fazer o favor de os vender.
E' um acto de amizade, solidariedade e caridade.
Aguardo a sua resposta.
Com amizade,
pe domingos
_______________________________

Que país é este que deixa os seus chegar a este estado.
Quer queiram, quer não, JCR é um dos que mais escreveu sobre Macau e a sua obra fica para a posteridade. Merecia, apesar de tudo, um pouco mais de consideração.

Entretanto, foi já anunciado que o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, onde Rita Santos é a Secretária-Geral Adjunta do Secretariado Permanente, adquiriu a totalidade dos livros disponíveis.

A pronta acção de Rita Santos e do gabinete que dirige é de louvar. Esperamos que outras entidades sigam o exemplo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

NYT destaca Centro Champalimaud

É uma pena que tenhamos de saber destas notícias pela imprensa internacional. Nem mesmo o que é feito dentro de fronteiras é do conhecimento do público português.
O maior investimento privado alguma vez feito em Portugal na área da pesquisa médica, e um dos maiores da Europa, vai abrir em Lisboa e ninguém sabe dos pormenores, foi preciso o New York Times publicar um artigo a elogiar o feito.
O artigo no Jornal de Notícias a citar a publicação americana, hoje dia 13, e aqui o artigo original em inglês na edição do NYT da passada Quarta-feira.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A China promove, Macau esquece

VOU novamente usar o exemplo da Companhia de Telecomunicações de Macau que, depois de algum tempo em que se esforçou por usar ambas as línguas oficiais, parece ter regredido e voltado a esquecer que há clientes que não falam chinês. No entanto, a CTM é apenas um exemplo entre muitos outros. Esta empresa, apesar do bom serviço que vai prestando ao nível das telecomunicações, tem áreas em que são precisas mais melhorias, sendo que os alertas dos consumidores devem ser levados em conta.
Recentemente lançaram um novo «portal» de Internet, bastante mais funcional e que tenta agregar todos os serviços tornando o seu uso mais fácil ao utente (www.eservices.ctm.net). Contudo, se não ler chinês ou inglês de nada lhe vale. Esperamos que em breve isso seja resolvido e que a segunda língua oficial constante do artigo nono da lei fundamental passe a figurar como opção, a par das duas já existentes.
O exemplo da CTM não é único em Macau mas, sendo esta uma empresa de grande importância para quem fala português, acaba por ser visada nesta coluna várias vezes.
Quem conhece a realidade do território sabe que para se usar a língua portuguesa tem de haver esforço de todas as partes. E, no caso das empresas privadas, esse esforço tem de ser acompanhado de uma dose de boa vontade. No caso da CTM, que tem capitais estatais portugueses, ­– através do accionista Portugal Telecom, – pedir que se use a língua portuguesa não será nada de mais. O idioma de Camões é oficial em Macau e é também a língua do segundo maior accionista. Se usam chinês porque é a língua mais usada pelos clientes, deveriam ter o português em segundo lugar por respeito à Lei Básica e ao seu accionista português. Quanto ao inglês, continua a ser a terceira língua e a de trabalho.
A empresa manifestamente faz esforços para que tal seja uma realidade e eu sou testemunha disso. Mas, apesar de tudo, as lacunas são ainda muito grandes e cabe a todos nós a responsabilidade de ir apontando o que está menos bem. O facto de ser citada nesta coluna assiduamente justifica-se com o facto de ser uma fornecedora de serviços que usamos a todo o momento. Por isso, sempre que nos deparamos nas lojas, na nossa caixa do correio ou na Internet com informação que não obedece ao que em Macau consideramos normal, devemos fazer disso exemplo.
Durante o mês de Agosto promoveram uma campanha de vendas, entre o dia 20 e 22, onde os clientes que soubessem ler chinês (porque o que me foi enviado para a caixa de correio electrónico não tinha outra língua, apenas tendo sido reparado depois de eu reclamar junto de uma pessoa na organização, que ainda se vai preocupando com o uso correcto das línguas) teriam a possibilidade de adquirir serviços e aparelhos a preços promocionais.
A própria mensagem automática recebida, aquando da queixa feita por correio electrónico, veio redigida em três línguas, mas com o português em terceiro plano.

Pormenores

O facto de abordar amiúde estas situações tem-me dado alguns dissabores na rua, muitos deles vindos de portugueses. Algumas pessoas chegam a dizer que é demais andar sempre a criticar a falta do uso de português e que nada irá mudar. Uma perda de tempo!
No entanto, considero que se não formos nós a reclamar o uso da nossa língua ninguém o fará e o português acabará por ser completamente colocado de parte. Cabe a todos nós, com mais ou menos fundamentalismo, fazer com que a língua lusa se mantenha em Macau e que seja usada nos serviços que directamente se relacionam com a vida de todos os cidadãos.
Se, por um lado, temos Pequim a dar sinais claros de que aposta no português por causa do enorme mercado que representa; por outro, temos Macau e as entidades de Macau a retirar-lhe cada vez mais a importância que tem.
Não se trata de saber se o português é usado ou não. Todos sabemos que ao longo do tempo a língua de Camões apenas foi usada nos meios governamentais, e mesmo aí, a sua aplicação tende a diminuir. Mas apesar de tudo o Governo vai fazendo algum trabalho de casa em alguns departamentos.
Mas há exemplos de má promoção das línguas oficiais. Vejam o dos Serviços de Turismo, que promove a campanha contra as pensões ilegais. Há panfletos por todas as entradas de Macau. Os da fotografia são das Portas do Cerco. O português desapareceu!
A verdade é que Pequim decidiu que seria Macau o pólo ideal para dinamizar o uso e ensino do português. Com a estrutura toda montada torna-se mais fácil o recrutamento e a coordenação dos quadros necessários para explorar as oportunidades de negócio que a China tem em todos os Países de Língua Portuguesa. Conhecendo-se a tendência internacional para a aposta na diplomacia económica, espero que a aposta do Governo Central nos países de língua portuguesa signifique que a língua de Camões passe a ter uma importância ainda maior.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

PSP sem multas

Olhem para o pormenor do sinal de trânsito! Não quer aquilo dizer que é PROIBIDO ESTACIONAR? Ou será que as leis só se aplicam ao pobre povo que, na falta de mais locais de estacionamento, se vê obrigado a deixar os veículos em locais proibidos.
Esta é uma das infrações recorrentes da Polícia e parecem pouco se incomodar. Até na entrada da esquadra o fazem. Mais valia pedirem a DSAT para remover o sinal de proibição, substituindo-o por um de estacionamento reservado. Assim poupariam o embaraço de não conseguirem explicar porque é que se estão nas tintas!

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Afinal ainda se usa...

Esta fotografia vai ao encontro daqueles que se queixam de já não haver sinalética nas três línguas em Macau. Esta, a crer na ordem das línguas, deve ainda datar da “era” portuguesa, está bem visível num estabelecimento na cidade.
Deve ser quase peça de museu pelo que as autoridades deveriam apressar-se a fazer cópias para distribuir pelos estabelecimentos comerciais da RAEM para promover o tão aclamado (eu diria martirizado) artigo 9 da Lei Básica de Macau.

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The world's most expensive cars - Rare beasts for the filthy rich - on BoreMe

Para quem não sabe o que fazer a tanto dinheiro, deixamos umas sugestões que não envolvem Ferraris ou Porches… mas também são carros…

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Ou Mun aborda rumores do Clarim

De acordo com uma notícia publicada hoje no maior jornal de Macau, ou jornal de lingual chinesa Ou Mun “existem rumores de que o jornal da Diocese de Macau, O Clarim, está a ser alvo de pressão por parte de representantes governamentais. E, ainda de acordo com a notícia do Ou Mun, depois de uma reunião entre o editor do jornal e o Bispo D. Domingos Lam, o jornal “deixa de abordar política de Macau”.
Ao Ou Mun o bispo afirmou que apenas convocou o editor do jornal para lhe reiterar a posição da Diocese em relação às questões políticas.
O jornal chinês cita ainda o deputado Pereira Coutinho como tendo sido quem deu o alerta para a situação via SMS, tendo referenciado o caso estando ligado à publicação do artigo “Em nome do Pai”, publicado na edição de 13 de Agosto, e onde se aborda a questão de sepulturas perpétuas.
Coutinho adiantou ainda que o jornalista lhe disse que na reunião com o bispo lhe foram dadas ordens para não abordar temas de política local e apenas se focar em desporto, cultura e assuntos da paróquia. O deputado disse também que o jornalista lhe ligou porque não estava satisfeito com o facto de estar a ser alvo de pressão e que o bispo lhe disse que estavam a ser alvos de pressão na paróquia porque o jornal é um órgão Católico e tem de ser cuidadoso nos assuntos que aborda.

Leiam o artigo em chinês ou usem o tradutor do Google para o traduzir. Não é o ideal mas dá para entender.

domingo, 5 de setembro de 2010

Algo vai mal no Consulado

HÁ não muito tempo dirigi-me ao nosso Consulado Geral para levantar o novo passaporte, como me havia sido indicado dias antes quando procedi à sua renovação. Eram 14:27 horas quando cheguei à entrada do edifício. As portas ainda estavam fechadas! Depois de ler as instruções afixadas em placas no local, dirigi-me à porta do lado direito e esperei. Às 14:33 horas a porta abriu pela mão do segurança e como tinha três pessoas na fila à minha frente esperei que me dessem ordem de entrada, tendo logo sido encaminhado para o balcão respectivo para o levantamento do documento em causa.
No momento em que me dirigi à fila de espera do balcão, com apenas uma pessoa na minha frente, o funcionário disse-me, literalmente, para me encostar ao balcão. Surpreendido, porque como mandam os bons costumes devemos esperar na fila até que a pessoa na nossa frente seja atendida, lá obedeci à descabida ordem sem reclamar. A insistência do funcionário foi de tal forma que tive mesmo de me encostar de modo a tocar no balcão, ao lado da pessoa que tinha chegado antes de mim. Achei curiosa a exigência, mas, no entanto, aguardei que me fosse pedido o recibo para levantamento do passaporte.
O dito recibo foi-me exigido de forma pouco educada, juntamente com o passaporte antigo, acerca do qual disse para terem atenção, pois não deveriam inutilizar o visto para a China, até porque já havia pago para manter o documento antigo. Alguns segundos mais tarde foi-me entregue o passaporte e o recibo com a resposta de que não tinham passaporte nenhum para me dar! Se quisesse que voltasse mais tarde, porque os mesmos tinham chegado na remessa da manhã e ainda não estavam disponíveis! Isto já passava das 14:30 horas.
No meu direito e educadamente perguntei a razão, visto que o recibo indicava apenas o dia (sem menção de hora, logo poderia ser das nove até ao fim do dia). A resposta indiferente e num tom agressivo veio apenas reforçar o que tinha sido dito anteriormente. Ao perguntar a razão de tal falta de educação, porque nessa altura já as pessoas que estavam no interior das instalações olhavam para o balcão em questão, foi-me respondido que não poderiam fazer nada e que não estavam interessados em explicar fosse o que fosse.
Perante tal situação e falta de consideração para com os utentes pedi para chamarem o Chanceler, pois queria saber ao certo o que se passava. O funcionário que me tinha atendido já havia deixado claro que não me iria explicar mais nada. Em resposta ao pedido recebi, entre resmungos do mesmo indivíduo, que poderia fazer queixa a quem bem quisesse que a ele nada o afectaria.
Já farto da situação, retirei-me e perguntei a outro funcionário onde seria possível contactar o responsável. Queria, pois, saber como obter o meu novo passaporte. Na altura nem sequer tinha em mente apresentar qualquer queixa. Queria apenas ter o passaporte, porque não tinha oportunidade de perder mais um dia de trabalho para voltar ao Consulado, que apenas abre durante as horas normais de expediente.
Passados alguns minutos de espera, já na entrada principal do Consulado, o Chanceler chegou. Depois de explicada a situação prontamente fui atendido e vi o meu caso resolvido. Tudo feito educadamente e sem qualquer rispidez.

Queixas recorrentes

As queixas de mau tratamento no Consulado repetem-se e nada tem sido feito para as resolver.
Pelo tratamento que me foi dado por, apenas, um funcionário, fiquei com uma péssima ideia de toda a instituição. No entanto, a forma como o meu problema foi resolvido e o atendimento que os outros funcionários me deram deixam-me acreditar que o problema não é da instituição nem de todos quantos ali trabalham. O problema reside apenas numa pequena minoria, que pensa poder fazer tudo o que lhe apetece, gozando de plena imunidade.
O conselho de várias pessoas, tanto do interior da instituição como do exterior, foi de que procedesse a uma queixa formal junto de Lisboa, pois só assim acreditam que tal seja corrigido.
Nós, que vivemos em Macau e temos de usar os serviços consulares, não o fazemos para agradar a quem lá trabalha. Quando ali vamos tratamos quem nos atende com cordialidade e apenas esperamos o mesmo de volta.
Neste caso, o passaporte já estava no Consulado e não havia necessidade de ter de voltar mais tarde. Isso foi provado com o facto de eu ter vindo embora, alguns minutos mais tarde, com o documento na mão. Bastava que o funcionário tivesse tido a amabilidade de pedir para esperar um pouco.
Espero que os responsáveis tomem em atenção às queixas dos utentes e tentem corrigir o que está errado.
Quem não serve para trabalhar na linha da frente pode muito bem passar a trabalhar noutro local onde não tenha de atender pessoas directamente.
Resta acrescentar que a queixa seguiu os trâmites normais em Portugal, na Direcção de Serviços da Administração e Protecção Consulares do Ministério dos Negócios Estrangeiros e na DECO. Informaram-me que o responsável do Consulado em Macau está ao corrente do assunto e que serei actualizado sempre que haja desenvolvimentos do caso.
Espero, mais não seja, que sirva para melhorar o serviço prestado a todos quantos se deslocam ao Consulado Geral de Portugal em Macau e para dignificar o nome de quem lá trabalha.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

São Marino comemora 1709 anos

São Marino, denominada oficialmente a Muito Serena República de São Marino, é um país localizado do lado Este da cordilheira dos Apeninos. Um local completamente continental e rodeado pela Itália. Com uma area de pouco mais de 61 km² e com uma população estimada de 30,000 habitantes. A Capital é a Cidade de São Marino. É um dos micro estados europeus, a par do Liechtenstein, Vaticano, Mónaco, Andorra, e Malta, São Marino é o membro do Conselho da Europa com menor população.
São Marino reclama para si o título de República soberana mais antiga do mundo, visto que a sua comunidade monástica foi fundada a 3 de Setembro de 301 pelo pedreiro Marinus de Rab. A lenda diz que Marinus deixou Rab, então a colónia romana de Arba em 257 quando o futuro imperador, Caio Aurélio Valério Diocleciano, emitiu um decreto recrutando todos os pedreiros para a reconstrução das muralhas da cidade de Rimini, que tinham sido destruídas por piratas Liburianos.
A Constituição de São Marino, elaborada em 1600, é a mais antiga constituição ainda a ser aplicada. A Economia do país depende do Turismo e a sua cultura é, essencialmente, italiana, mais concretamente da região Emília-Romanha. É um dos países mais ricos do mundo em termos de rendimento per capita, com valores semelhantes aos das regiões mais desenvolvidas de Itália como a Lombardia e Bolzano-Bozen. São Marino é visto como tendo uma economia estável, com uma das mais altas taxas de emprego da Europa, sem dívida externa e um orçamento positivo.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

SAGRES devia zarpar

A polémica envolta da SAGRES e da sua não vinda a Macau está cada vez mais condimentada. Agora, como se lê por toda a imprensa em artigos baseados num despacho da LUSA, o comandante veio enaltecer a recepção dada ao veleiro em Xangai. Afirmando mesmo que é a melhor que tiveram até hoje. Declaração que deve ter deixado muito contente quem os recebeu anteriormente!
As confusões são tantas, com a Defesa a dizer uma coisa, os Negócios Estrangeiros outra e até a China afirma uma terceira versão.
Agora, de acordo com uma fonte da Capitania dos Portos de Macau, afinal a SAGRES poderia vir a Macau visto que dos quatro portos do território, dois deles teriam condições técnicas para a receber. E, mesmo que assim não fosse, haveria sempre a hipótese de a fundear ao largo de Macau e organizar uma ligação de barco para quem a quisesse visitar.
Sinceramente deixa-me triste, seja qual for a justificação para a não vinda do barco a Macau. Seria uma oportunidade única para os residentes do território visitarem uma embarcação única no mundo.
Com um pouco de boa vontade da parte da China penso que tudo se poderia resolver. E, caso assim continue, volto a dizer que Portugal deveria ordenar à Marinha para zarpar rumo a Díli rapidamente.
Fiquem com algumas imagens da passagem da SAGRES por Macau em 1979...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

SAGRES devia deixar Xangai...

A pouca vergonha veio agora a público numa notícia avançada, em primeira mão pelo blog de João Severino. Embora digam, e como comprova o plano de navegação agora dado a conhecer, a não vinda a Macau era conhecida há muito tempo por quem está envolvido no projecto.
O navio escola SAGRES afinal não vem a Macau na sua viagem de circum-navegação. Depois de ter navegado todo o continente americano e ter atravessado o Oceano Pacífico rumo ao Japão, está agora em Xangai. Mas, com atracagem marcada para Macau no dia 28 de Agosto e partida agendada para o primeiro dia de Setembro rumo a Timor Leste. No entanto, apesar do pedido ter sido feito há vários meses segundo os responsáveis pela missão, a resposta de Pequim foi negativa. As versões sào várias, desde o facto de Macau não estar autorizado a receber embarcações de Guerra (o que contradiz com o facto de Hong Kong as receber frequentemente, mesmo que para tal precisem de autorização de Pequim) ou porque Macau não tem condições técnicas para que o barco atraque em condições de segurança.

Bom, sendo pouco diplomático, apetece-me dizer para mandarem a China às favas! Levantando âncora o quanto antes de Xangai, fazendo as autoridades de Pequim perder a face. Pois a Portugal só resta mostrar que, apesar de pequenos, temos coluna vertebral. E, se não vos deixam passar por Macau que tem toda a carga histórica que é do conhecimento público, também nada fazem em Xangai.
É de lamentar que as autoridades de Macau e da China cheguem a este ponto, não se mostrando abertas a colaborar e encontrar uma solução que possibilite a vinda, tão simbólica, deste embaixador da boa vontade e da fraternidade entre as nações.
Por onde passa, nas palavras do seu comandante, mas também dos milhares de marinheiros que no SAGRES tiveram o prazer de navegar, a embarcação granjeia elogios e deixa amigos. Se a China não a quer em Macau, pois que Portugal não a queira em Xangai e que parta, imediatamente, rumo a Díli para prosseguir viagem por países onde é acolhida de braços abertos. O navio escola, depois de chegar a Timor Leste segue para Jacarta, Banguecoque e Singapura. A viagem de regresso a Lisboa terá início em Malaca e rumo traçado por Kuala Lumpur na Malásia, Goa na Índia e Alexandria no Egipto, passando por Argel e chegando a Lisboa, finalmente, no dia 23 de Dezembro.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Outra vez o Festival secreto

EM Novembro ou Dezembro de 2009 surgiu uma polémica em redor de um festival de cinema que ninguém sabia o que era, de onde vinha, e que tinha surgido em Macau como que por magia. Pois, o mesmo voltou e foi apresentado recentemente pelos mesmos organizadores. Não vou citar nomes porque, de acordo com o que li na Imprensa portuguesa e inglesa diária, o responsável e promotor do evento anda já a processar judicialmente seja quem for que o critique. No entanto, a mesma personalidade, que pouca gente de Macau sabe quem é e de onde veio (não que isso me tire o sono), não se coíbe de criticar a Imprensa local pela falta de cobertura do «seu» evento. Acusando mesmo, indiscriminadamente, os profissionais da comunicação de Macau de não saberem dar a cobertura devida e profissional a eventos de expressão mundial.
Vivendo em Macau há mais de uma dezena de anos e sem qualquer intenção de deixar o território, só me apetece dizer a este senhor que, se pretende que o seu evento seja comparado ao de Cannes, deve começar pelos princípios mais básicos. Primeiro, o «Festival de Cannes» apresenta-se na língua oficial do local onde nasceu (neste caso o francês, em Macau deveria ser em chinês e português), mas não esquece que é internacional; por isso também se apresenta em inglês, árabe, espanhol, japonês e grego. O de Macau começou mal, apenas se apresentando em chinês, daí comprometendo grandemente a sua faceta internacional e, na minha opinião, desrespeitando completamente a tradição de Macau no que diz respeito a línguas.
Também, segundo o que li, o dito director, quando lhe perguntaram se o festival iria fazer acordos com parceiros internacionais (no caso citaram Hong Kong e Portugal), a resposta foi negativa.
Na verdade, não consigo compreender como se pode organizar um evento de cinema, neste caso um festival, sem que haja um completo envolvimento das entidades locais e das entidades culturais de Macau.
Concordo e agrada-me ver o sector privado a tomar iniciativas de carácter cultural, mas quando está em causa a imagem do território no exterior, defendo que o Governo tem um papel marcante a desenvolver. Que mais não seja, um papel de suporte e de apoio em todas as frentes.
Este festival, que muitos acusam de ser uma fachada para obter lucros pessoais, começou com o pé esquerdo na primeira edição, envolto em secretismos e com uma aura de dúvida que lhe turvou a imagem. Na segunda edição, que agora apresentaram, vieram acusar a população e a Imprensa local de serem os principais responsáveis pelos maus resultados obtidos. Penso ser um mau presságio sacudir a água do capote e atirar as culpas para quem os acolhe.
A edição que agora apresentaram vem recheada de extras. Entre eles a promessa de salas de cinema 3D e de uma academia de cinema, entre parcerias com altas individualidades do panorama chinês. Se se querem atingir níveis como o que se faz em Cannes, dêem-se ao trabalho de ver a sua ficha técnica e olhar para a diversidade que faz um festival internacional.
Apetece-me dizer que de promessas está Macau farto e o inferno cheio. A mim convencer-me-ão, quando começar a ver resultados a nível internacional e críticas positivas sobre o trabalho que desenvolvem.
Até lá, o meu modesto conselho é que deixem de atirar pedras aos telhados dos vizinhos, porque os seus também são de vidro.

Desejo de menino

Desde pequenino tenho um desejo secreto: de visitar uma central de incineração. Quanto era mais novo e vivia naquele rectângulo plantado à beira do Atlântico, nunca tive essa oportunidade porque ainda não existiam. Depois que me radiquei em Macau pensava que esse sonho se iria concretizar. Infelizmente, parece que tal não será possível. Assim como eu, penso que centenas de meninos e meninas, crescidos e crescidas, partilham da mesma expectativa. Não é que as centrais locais sejam locais ultra-secretos, nem que a empresa que as gere esteja de portas fechadas, porque de Setembro a Dezembro são organizadas visitas, todos os primeiros, segundos e terceiros sábados do mês, duas vezes ao dia, com transporte gratuito e com a oferta de um chapéu-de-chuva e a possibilidade de ganhar prémios monetários. O problema é que, se não falamos Cantonense, ficamos a olhar para a chaminé, se é que as centrais de incineração as têm.
Como disse, nunca visitei nenhuma e, pelos vistos, nunca irei realizar o tal meu «desejo secreto», em Macau.
Estou desolado… não me deixam concretizar um sonho de infância…

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Os animais que somos

OS ANIMAIS de companhia sempre foram uma presença constante em Macau. Desde tempos idos, cães e gatos marcam o quotidiano da vida de quem aqui vive. Apesar do evoluir da sociedade, com o aumento do número de pessoas e a consequente diminuição de espaço, o número de animais continua a aumentar. Segundo os números não oficiais das instituições que se dedicam a proteger os animais, há cada vez mais cães e gatos vadios nas ruas da cidade. Sem ou com números oficiais, a verdade é que os canis de Macau estão cheios e todos os dias aparecem mais animais abandonados.
O querer adquirir um animal de estimação não é decisão que se possa tomar de ânimo leve, porque um cão ou um gato podem chegar a viver uma dezena de anos, aliás alguns chegam mesmo a passar largamente essa marca. Pelo que, ao decidir levar um amigo de quatro patas para casa, temos de fazê-lo depois de muito ponderar e conscientes de que temos as condições necessárias para o tratar de modo conveniente. Caso não se assuma essa responsabilidade, mais vale desistir da ideia porque, mais cedo ou mais tarde, acaba-se por abandonar o animal.
Apesar de saber que estas palavras, possivelmente, irão cair em saco roto, penso que se deve continuar a sensibilizar a população. O Governo, através do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, faz um esforço louvável, sendo também de salientar e enaltecer o trabalho das associações protectoras dos animais no dia-a-dia. Mas, apesar disto, e da dedicação de centenas de pessoas, a situação parece ainda estar longe de ser a ideal.
Falta em Macau uma estrutura que considero essencial na educação e sensibilização das pessoas, ou seja, uma federação ou qualquer outro organismo que congregue, a nível institucional, todas as entidades privadas e públicas que se dedicam à protecção e promoção dos animais de estimação. São essas federações, ou clubes, que organizam eventos e competições, em que os donos e os interessados podem ver os animais em acção: uma actividade que pode servir, em grande medida, para sensibilizar quanto aos direitos dos animais e obrigações dos seus donos. Assim como pode ser um veículo extremamente eficiente para promover as leis que regulam a posse de animais e o comportamento que os seus proprietários devem ter em conta para evitar serem punidos. Para tudo na sociedade tem de haver regras e a posse de animais não deve ser diferente.

Evento sem tradução

A Doca dos Pescadores vai ser palco, este fim-de-semana (começa hoje e termina no Domingo) de um evento denominado (numa tradução livre porque não existe nem sequer versão em inglês) Olimpíadas dos Animais de Estimação. Pelo que consegui perceber no sítio da internet (www.olympets.net), trata-se de uma competição/exibição/certame com cães. O dito evento é apenas uma das etapas de um calendário que já passou por Cantão, Xangai e Hong Kong, voltando depois novamente a Xangai e, por fim, passa por Zhuhai.
Como se pode ver pelo seu carácter «internacional» (!), este evento usa erradamente o nome «International Pet Oympic Games Association», visto que, para ser «international», deveria contar com a participação de países estrangeiros e, antes de mais, deveria ser promovido convenientemente, de modo que os «internationals» pudessem perceber de que tipo de evento realmente se trata. Tal não acontece, pois tudo é comunicado unicamente em chinês, sem qualquer versão em português ou, em última instância, em inglês.
É de louvar que em Macau se organizem eventos desta natureza, mas considero que quando se dá autorização, deve ser exigido que, pelo menos, se usem as duas línguas oficiais e também o inglês, pois só assim se pode assegurar que a população de Macau (que fala chinês, português e inglês) seja um alvo potencial das campanhas de sensibilização.
Desejo, mesmo assim, que o evento possa decorrer da melhor forma e que no próximo ano, caso volte a Macau, seja organizado de forma que todos possamos ser informados devidamente e entender, de facto, o evento.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Thai Tiger com planos para Macau

A Thai Airways e a Tiger Airways vão lançar uma nova companhia de voos de baixo custo. O anúncio foi feito ontem em Banguecoque, depois de muitas negociações feitas em total secretismo. A falta de informação pública foi de tal forma que alguns membros do Parlamento Tailandês pediram à Thai Airways, que é detida maioritariamente pelo Estado, para que viessem explicar a razão por terem apenas anunciado a operação quando esta já estava concluída.
Com início de operações programado para o próximo ano, a nova operadora de voos de baixo custo vai apostar nos mercados da China, com Macau a ser um dos destinos com partida de Banguecoque, Índia e Indonésia.
A nova companhia, que se vai chamar Thai Tiger foi, desde logo, alvo de críticas por parte de outros operadores, nomeadamente por parte do CEO da Thai Airasia, Tassapon Bijleveld. O homem da maior lowcost baseada na Tailândia apontou o dedo à empresa do Governo, dizendo que fizeram uma má aposta porque o mercado da região é de baixo valor. Segundo Tassapon a aposta da Thai, como empresa bandeira do país, deveria passar pelo mercado de topo e não pelo de baixo custo.
Com o início de operações marcado para o início de 2011, a nova empresa terá o seu capital dividido em 49 por cento para a Tiger Airways e os restantes 51 por cento entre a Thai Airways e outras subsidiárias do grupo Thai. A nova companhia irá operar com o mesmo tipo de aeronave que a Tiger Airways está a usar na sua frota e terá a sua base no aeroporto de Suvarnabhumi em Banguecoque oferecendo voos num raio de cinco horas.
A nova aposta é bem vista pelas agências de investimento que dizem ser um passo inteligente por parte da Thai Airways aproveitar a estrutura da Tiger Airways para reforçar a sua posição no mercado de baixo custo.

domingo, 1 de agosto de 2010

Saúde sem português

AGORA que estamos em finais de Julho, quero voltar a um assunto que não abordo há algum tempo: a língua portuguesa e os Serviços de Saúde (SS). Parece ser uma «guerra» perdida, tendo em conta a reacção dos responsáveis deste sector essencial da nossa sociedade. Ou melhor, a falta total de resposta.
Quando falo dos SS, quase sempre acabo por me referir à qualidade dos seus serviços que, de há dez anos a esta parte, parecem tornar-se cada vez piores, na opinião dos utentes. No entanto, o que mais estranho e muito me incomoda é mesmo o completo desrespeito da língua oficial portuguesa. Por muito que os dirigentes dos SS não queiram aceitar, é o que prescreve a Lei. E se aos cidadãos é pedido que a cumpram, aos SS pede-se que dê o exemplo.
Sempre que se aborda tal tema, a reacção dos responsáveis deste serviço é ríspida. Aliás, das últimas vezes, – não sei se por falta de educação ou por não saberem ler ou não se darem ao trabalho de passar os olhos pela Imprensa em língua portuguesa, – nem responderam às críticas feitas.
Os jornalistas, e quem colabora na Imprensa, quando escrevem fazem-no, na maior parte das vezes, criticando. É verdade! Mas confesso que não o fazemos por prazer. Pessoalmente, gostaria de ter oportunidade de escrever mais vezes sobre assuntos positivos. Quando critico, ou exponho algo que considero não estar certo, faço-o com a melhor das intenções e sem qualquer objectivo de denegrir seja o que for. Apenas me interessa que as situações sejam identificadas e rectificadas, nada mais. O que se procura e espera é que as críticas sirvam para melhorar o que pensamos estar mal. Nunca me irão ver aqui a dizer mal de alguém, pelo simples gáudio de denegrir qualquer pessoa ou instituição.
Na semana seguinte à publicação do que escrevo, é com agrado que recebo telefonemas relativamente ao assunto abordado. Não poucas vezes os visados, ou os responsáveis pela questão visada, telefonam a agradecer o facto de terem sido chamados à atenção. As conversas acabam, regra geral, com promessas de tentarem corrigir o que está errado e com votos de que continuemos atentos ao que se faz, pois assim consideram ser uma das funções da Comunicação Social e de quem nela colabora.
Por várias vezes já aqui abordei temas que, mais tarde, acabo por verificar que não eram exactamente como eu os tinha retratado. Erros acontecem de ambos os lados, tanto de quem escreve, como de quem é visado na escrita. Porém, o facto de os assumir e tentar corrigi-los só mostra que os responsáveis têm abertura de espírito suficiente para aprender com as críticas.
Os SS, contudo, parece não aprenderem nada com o que se vai escrevendo, embora tenha que reconhecer que alguns dos problemas aqui criticados foram já melhorados. Dou o exemplo do Centro de Saúde do Tap Seac, que não tinha qualquer tipo de informação em português. Neste momento, apesar de não estar totalmente bilingue, muito já foi feito. Muito há ainda para fazer e as pessoas responsáveis nunca devem esquecer que as melhorias são uma tarefa contínua.
Os responsáveis dos SS podem pensar que fazem o suficiente, mas quem deve dizer se fazem o suficiente, ou não, é a população que usa as instalações diariamente. Assim penso e julgo que se forem perguntar aos residentes que apenas falam português se a informação é suficiente, a resposta será certamente negativa. E a desculpa de que fazem os possíveis não serve porque, se quando fazem o que podem não chega, têm de fazer ainda mais. Mesmo que para isso tenham de tentar fazer o impossível!

Um pequeno exemplo

Infelizmente, há vários anos que sofro de uma problema relacionado com os ossos. Apesar de não ser nada fatal ou que dê muitas dores de cabeça, momentos há em que se torna bastante arreliador e me obriga a tomar medicação e a consultar o médico. Numa dessas idas às consultas de especialidade, deparei com uma brochura sobre o assunto e que datava de 2007. Um folheto sobre dieta com baixos teores de purina (Low Purine, em inglês), mas que apenas encontrei em chinês, pelo que pedi aos SS, via «e-mail», que me fosse fornecido em português. Só que nem se dignaram responder. Assumo que tal não exista; caso contrário, penso que alguém dos SS me teria contactado para me enviar a informação requerida. Que mais não fosse pelo facto de todo o residente de Macau, de acordo com a legislação que nos rege, ter direito a ser informado na sua língua de preferência.
Considero que não esteja a pedir nada de mais aos SS, nem aos outros serviços, quando exijo que nos informem em português. O Governo investe milhões todos os anos na formação e aperfeiçoamento de tradutores e intérpretes, pelo que aos serviços governamentais apenas se exige que façam o que está na Lei.
As críticas que se fazem não têm o objectivo de denegrir ou de perseguir quem quer que seja. Se perseguimos alguma coisa com a constante fiscalização e denúncia, apenas e só o fazemos em prol da igualdade de direitos e de tratamento das duas línguas oficiais, como de resto consagrado na Lei Básica. Apenas, e só, até 19 de Dezembro de 2049. Depois, logo se verá!

NaE's kitchen A Cozinha da NaE

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