Como blog estaremos aqui para escrever as nossas opiniões, observações e para que quem nos visite deixe também as suas. Tentaremos, dentro das possibilidades, manter este local actualizado com o que vai acontecendo à nossa volta em Macau e um pouco em todo o lado...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Seis novos casos, 3 portugueses


Mais uma creche afectada


quarta-feira, 8 de julho de 2009

Marina Bay Sands adiado para 2010

O resort Marina Bay Sands, em Singapura, que estava planeado abrir no fim deste ano, viu a sua data de abertura adiada para o início de 2010.
O promotor, a nossa conhecida Las Vegas Sands, justifica o adiamento com as complicações ligadas à construção do resort SkyPark situado no topo do hotel de 55 andares.
Metade das infra-estruturas, incluindo o casino, metade da zona comercial e de restauração, assim como os primeiros 20 andares das três torres de hotéis têm abertura projectada para o início de 2010, numa primeira fase. A outra metade do projecto abrirá dois ou três meses mais tarde.
O SkyPark é um projecto no terraço da torre do hotel, com 340 metros, três piscinas e jardins capaz de acolher 3900 pessoas. A sua construção começa no próximo mês.
O Marina Bay Sands é o primeiro projecto de casino em Singapura a ser premiado (em 2006). Além do Jogo o complexo inclui hotel, centro de convenções, área de compras de luxo e espaços de espectáculos.
Um segundo casino, no Resorts World em Sentosa, tem abertura faseada programada para o início de 2010 também e vai albergar o maior oceanário do mundo, com mais de 700 mil espécies de peixes e um parque temático da Universal Studios.

Fonte: Channel NewsAsia

Cada vez mais perto...

Não sei se foi confirmado, nem fiquei para ver! Mas esta foi a imagem com que fomos brindados hoje à hora de almoço quando saíamos do local de serviço. Duas ambulâncias destacadas para o edifício da Esquadra Policial Número 1 na Calçada do Gambôa. Espero que, caso se confirme o que todos tememos, mais um caso positivo de H1N1, que se verifique todo o edifício e quem nele vive e trabalha, visto ser misto de residencial e escritórios públicos, além da esquadra, onde por dia passam centenas de pessoas.
13:02 do dia 8 de Julho de 2009 para que conste.

Democratas assentam arraiais

Ontem pela hora de almoço fomos brindados com um espectáculo pouco abonatório para a imagem de Macau em pleno Largo do Senado. No coração da cidade os auto denominados Democratas de Macau assentaram arraiais, de microfone na mão e de altifalantes em altos berros, falaram à população de Macau.
Acredito na democracia e na liberdade de expressão mas, por outro lado, também acredito que a minha liberdade acaba quando começa a interferir com o bem-estar da restante população.
Defendo que todos têm direito a vocalizar a sua opinião, da mesma forma que o faço sempre que quero. No entanto, assim como também o faço, devem-no fazer de acordo com regras e de forma que não perturbe as outras pessoas. Ou, pelo menos, que permita que as pessoas que não estejam interessadas o possam evitar. Tal não aconteceu ontem tal não era o volume de ruído que os altifalantes despejavam em todas as direcções do Largo do Senado, deixando transeuntes boquiabertos e algo surdos!
Pessoalmente simpatizo com a irreverência demonstrada por alguns elementos do Novo Macau Democrático, apesar de ultimamente terem perdido algo da sua genuinidade inicial, mas não consigo aceitar que lhes seja permitido fazer tal arraial em local nobre da cidade.
Imaginem que todas as listas decidem fazer o mesmo até à data das eleições do Chefe do Executivo ou da Assembleia Legislativa!

A foto aqui publicada foi retirada a publicação online do JTM e que aparece na versão impressa referenciada como sendo do OuMun. No entanto, no jornal chinês não foi publicada, tanto quanto consegui apurar. O Hoje Macau impresso também trazia uma foto alusiva ao ajuntamento mas sem que fosse identificada, pelo que se depreende que seja do próprio jornal.
www.jtm.com.mo
www.hojemacau.com

62 casos


terça-feira, 7 de julho de 2009

CCG actualizado

Apraz-me dizer que, finalmente, o sítio da internet do Centro de Coordenação da Gripe está actualizado.
Deixo aqui o endereço do local para que se possam ir consultando as notícias oficiais mais recentes.
Ainda há muito por fazer na página no que diz respeito a informação de formação cívica e de promoção das formas de prevenção do contágio. No entanto, a evolução desde a sua criação é positiva.

As pessoas não falam

O que se pode pensar quando se opta por nomear uma chefia de substituição que acabou de entrar ao serviço em detrimento de pessoas que ali trabalham há anos?
Acontece amiúde nos serviços de Macau, seja por amizade ou outra qualquer razão que nos passa ao lado.
Num certo serviço, onde existem várias pessoas, chinesas, macaenses, nascidas em Macau, nascidas em Portugal, entre muitos outros locais. Bilingues, não bilingues, falantes de uma das línguas oficiais ou não. A escolha de substituto acaba por recair, regra geral, numa pessoa com experiência mas, de vez em quando, é nomeado alguém que nem experiência tem, em detrimento de outras que, além de provas dadas e comprovadas pela avaliação que recebem anualmente, têm mais anos de serviço. Existem pessoas que nunca para tal foram nomeadas apesar de terem dezenas de anos de serviço.
Como se explica que, havendo pessoas mais qualificadas se escolha uma pessoa que recentemente entrou no serviço?
Existem, do meu ponto de vista, várias explicações. Uma prende-se com o facto da chefia a ser substituída não o querer ser por uma pessoa com mais qualificações para a função do que ela própria. O medo de perder autoridade, ou mesmo o cargo faz as pessoas fazerem escolhas que podem meter em causa a qualidade do serviço.
Outra das justificações que encontro prende-se com o facto de haverem crispações e relações privilegiadas dentro de cada serviço, no entanto, o trabalho não deve ser afectado por razões pessoais. Caso tal aconteça a chefia não se pode considerar profissional o suficiente ao deixar que o lado pessoal influencie o desempenho profissional.
A ultima das justificações que encontro, e talvez a mais grave por meter em causa a própria Lei Básica, prende-se com o facto de para a tal substituição nunca ter sido nomeada uma pessoa que domine português, apesar de alguns deles serem dos mais antigos funcionários. Esta escolha mete em causa a Lei Básica e o ponto onde se especifica que ninguém pode ser prejudicado no progresso na carreira baseado no factor linguístico, visto que domina uma das línguas oficiais.
Estas injustiças acontecem diariamente na Função Pública em Macau e, assiduamente, os deputados, nomeadamente Pereira Coutinho, dão eco delas na Assembléia Legislativa. No entanto, a situação não muda. As pessoas não falam com medo de represálias e a situação arrastasse.
É a realidade com que todos vivem diariamente.

60 casos de H1N1



São já seis dezenas os casos de H1N1 em Macau. Ontem foram registados mais quatro casos, dois importados e dois de contágio local. Destes, um levanta várias questões quanto à forma como tem sido tratada toda esta crise.
O infectado local é funcionário do Centro de Prevenção e Controlo da Doença dos Serviços de Saúde e tem trabalhado directamente com casos infectados, tendo nos últimos tempos desenvolvido actividades de pesquisa junto de pacientes já confirmados.
Apesar de usar, de acordo com os serviços oficiais, equipamento de protecção, acabou por ficar infectado.
A gravidade da situação levanta várias questões, entre elas e talvez a mais premente, é saber se os procedimentos usados em Macau estão a ser correctamente aplicados. Se assim for, por que se registam contaminações no seio de quem, supostamente, está mais protegido. E, se estes técnicos ficam infectados, que garantias tem o normal cidadão de que está a ser bem tratado? É que, de acordo com a nota do GCS de ontem não se sabe como esta contaminação aconteceu. “Este apareceu com sintomas de gripe na tarde do dia 05 e, à noite, recorreu a uma consulta médica no Centro Hospitalar Conde de São Januário, tendo-se confirmado a infecção pelo vírus da gripe A (H1N1), após realização do teste. Recentemente, o doente em causa apoiou a pesquisa epidemiológica junto de doentes com gripe A e indivíduos com contacto próximo, realizada no Centro de Prevenção e Controlo da Doença e, nos dias 4 e 5, com um técnico superior e um outro técnico, procederam a uma pesquisa epidemiológica de dois doentes. Este funcionário não teve contacto próximo, permaneceu por um período breve perto dos doentes e usou equipamento de protecção durante o período de trabalho. O técnico superior e o outro técnico que acompanharam os doentes para a enfermaria de isolamento, não se sentiram mal dispostos. 7 dias antes da manifestação dos sintomas não se deslocou ao exterior, nem contactou com outros doentes com sintomatologia gripal. Após a manifestação dos sintomas, o doente em causa usou máscara, não tendo contacto com outrem.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

9 tiveram alta


54 casos

No Sábado, os casos já ultrapassavam a meia centena. “Até à presente data, registaram-se 54 casos da Gripe A (H1N1), havendo 7 novos casos importados. Actualmente, 31 doentes estão a ser submetidos a tratamento médico no hospital e o seu estado de saúde é satisfatório, com excepção do trigésimo sétimo, trigésimo oitavo, quadragésimo segundo, quadragésimo terceiro e quadragésimo sexto a quadragésimo oitavo casos que ainda apresentam febre e sintomas gripais. Para além disso, 6 doentes tiveram alta, estando 125 indivíduos em observação médica nos seus próprios domicílios, que não apresentam febre e sintomas gripais.

Na sexta-feira havia 47 casos


O "storm surge"... outra vez...

Estão neste momento a falar do “Storm surge” na Rádio Macau, afirmando que não se conseguiu encontrar o termo em português, apesar de se ter procurado afincadamente.
Aquando da publicação em Boletim Oficial já aqui indicávamos as várias denominações que se podiam usar para “storm surge” em português. E, acreditem, não nos deu muito trabalho a encontrar, tanto em páginas do Brasil como de Portugal. Existem, pelo menos, dois termos.
O locutor dizia que António Vizeu dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos procurou muito pelo termo mas não o conseguiu encontrar, pelo que ficou mesmo em inglês…
Vejam este sítio de Portugal onde se explica, tecnicamente, e em português, o que é um “storm surge”.

Um cheirinho do meu artigo

Esta semana falo-vos das pistolas de medição de temperatura. A polémica está instalada desde os tempos da SARs e agora tornou-se, mais uma vez, actual. Falei com alguns especialistas e fabricantes destes aparelhos e, unanimemente, afirmam que, apesar de não serem, directamente, perigosas para a saúde, há que ter cuidados na sua utilização. Sendo que o problema maior que apresentam é mesmo a falta de fiabilidade. “Não são desenhados para medir temperatura humana.” Estes aparelhos são feitos para medir temperaturas de superfície não a temperatura corporal, pelo que se tal for feito os valores obtidos são sempre inferiores à temperatura real, explicou este especialista da 3M ao O Clarim.
Para ler na totalidade na próxima sexta-feira.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A opção Doca dos Pescadores

A LOCALIZAÇÃO do evento que todos os anos comemora a cultura lusófona em Macau foi abordada recentemente, durante numa entrevista num programa radiofónico na Rádio Macau.
Há vários anos que a escolha do local para levar a cabo tal iniciativa tem sido alvo de críticas por parte dos que nele, de algum modo, estão envolvidos. Reparos que chegam de quem activamente nele trabalha, de quem o visita e de quem colabora, abordando a falta de salubridade, o espaço exíguo e a higiene insuficiente, entre outros problemas que são apontados.
Num tom não crítico, mas sim de lançamento de novas ideias no programa da manhã da rádio local, falou-se da opção Doca dos Pescadores como sendo o local ideal para a organização do evento.
Confesso que a princípio fiquei surpreendido e nada receptivo à nova ideia. No entanto, depois de pensar melhor, reconheço que tem alguma razão de ser. Aliás, vim a descobrir que tal é defendido por uns quantos há já algum tempo, mas só agora foi tornado mais público.
A Doca dos Pescadores, espaço nobre e que tem todas as condições para acolher eventos de grande envergadura, seria, pois, uma óptima opção. Claro que, sendo este um espaço privado, é necessário proceder a negociação com quem o administra.
Conhecendo o seu proprietário, David Chow, e alguns dos seus colaboradores mais directos, penso até que a empresa que detém a Doca dos Pescadores se vai mostrar bastante receptiva à ideia. E aponto desde já duas razões para o sucesso da ideia: seria uma iniciativa que ajudaria a promover o local e a levar mais visitantes, algo que a Doca dos Pescadores necessita; o empresário David Chow é conhecido por estar sempre disponível para iniciativas de carácter lusófono, desde logo até por ser cônsul honorário de Cabo-verde em Macau.
Durante o referido programa radiofónico, em que a entrevistada era a artista plástica e poetisa de Moçambique Sónia Sultuane, tendo-se falado da semana cultural moçambicana, acabou por se falar também, ainda que marginalmente, de lusofonia. Foi aí que veio à conversa a natural necessidade de se encontrar um local mais adequado para a realização do certame, que todos os anos assinala a vivência de língua portuguesa em Macau.
A opção da Doca dos Pescadores, na qual eu nunca tinha pensado mas que subscrevo em toda a linha, apresenta-se como muito viável e seria uma forma do Governo promover um local que, manifestamente, precisa de ser dinamizado.
Esta estrutura privada tem todos os equipamentos necessários para um evento da envergadura da Festa da Lusofonia, além de ter espaço mais do que suficiente para um eventual aumento do número de visitantes, sem causar quaisquer transtornos. Seria uma forma de, indirectamente, o Governo promover e tornar aquele espaço mais dinâmico e atractivo para o turismo, dando mais condições a um dos eventos que, de ano para ano, se assume como um dos principais do cartaz cultural popular do território.
A organização da festa na Avenida da Praia, é verdade, tem fundamentos simbólicos, por esta zona ser de cariz manifestamente português; mas a dimensão do evento ganhou já tais proporções, que não se coaduna com sentimentalismos ligados à vivência portuguesa em Macau. Aliás, mudar o evento para um local com mais condições apenas o dignifica e lhe dá mais visibilidade. Que maior elogio se pode fazer a uma manifestação cultural, senão dar-lhe um palco maior?
As pessoas precisam de espaço para se sentirem confortáveis e em segurança e de um local que possa acolher ainda mais visitantes que o habitual. Ora a Doca dos Pescadores pode oferecer tudo isto sem quaisquer problemas.
No empreendimento há zonas, nomeadamente a zona de traça portuguesa, mas também de outros países de língua lusófona, que servem perfeitamente para receber a Lusofonia. Isto, para além do local em questão possuir todo o tipo de infra-estruturas de apoio necessárias a este tipo de evento, inclusive um anfiteatro que pode ser usado para concertos e outros espectáculos.

42 casos e contando...


quinta-feira, 2 de julho de 2009

34 casos de H1N1


Como já vem sendo hábito, o GCS voltou ontem a fazer a actualização dos dados sobre a gripe A H1N1. São já 34 os casos confirmados no território.
Entre polémicas das declaraões que os funcionários públicos têm que preencher, ou os medidores de temperatura usados nos departmentos governamentais, a única certeza é que o número de infectados aumenta de dia para dia.
"Até à presente data, são 34 os casos da Gripe A (H1N1), dos quais 3 são novos casos locais e 3 são novos casos importados. Actualmente, 17 doentes com gripe A (H1N1) estão a ser submetidos a tratamento médico e o seu estado de saúde é satisfatório. Para além disso, 4 doentes tiveram alta hospitalar, estando 108 indivíduos em observação médica nos seus próprios domicílios.
No período entre 30 de Junho e o meio-dia de 1 de Julho, 3 alunos que tiveram contacto próximo com o 26º. caso confirmado, meninos que frequentam a turma A do 5º. ano do ensino primário da Escola Choi Kou, foram confirmados portadores da gripe A (H1N1).
" (1 de Julho de 2009)

Esquecimento?

A Rádio Macau fala sempre no programa da manhã dos artigos dos jornais, opinando e apelando para que se compre a imprensa local, fazendo o papel que lhes compete de divulgação e serviço público. Falam de tudo e de todos, referindo a maioria dos artigos de opinião dos vários jornais de língua portuguesa mas hoje, convenientemente, esqueceram-se de falar do Editorial do JTM, onde Rocha Dinis fala de jornalistas e as suas obrigações e actividades que lhes estão vedadas…
Conveniente não será?...
Assim que estiver disponível online disponibilizá-lo-ei aqui para que todos o possam ler e tirar as próprias ilações.
Afinal, publicidade e jornalismo em Macau andaram sempre, convenientemente, de mãos dadas.
Eu gosto destas particularidades de Macau…

quarta-feira, 1 de julho de 2009

28 casos em Macau


IAS diz-se atento

terça-feira, 30 de junho de 2009

De novo o "storm surge"

No passado dia de Portugal referia aqui que o uso do português continua a ser “violado” em toda a linha em Macau. Na ocasião referia-me a uma Ordem Executiva do CE onde se anunciava a criação do Aviso de “Storm Surge”. O dito aviso de uma maré de tempestade ou maré ciclónica, assim se deve chamar em português, foi hoje anunciado com pompa e circunstância pelos Serviços Meteorológicos e Geofísicos aqui da terra.
Nem o subdirector Viseu, nem o director Kun, ambos bem falantes de português, se lembraram de denominar o dito aviso com nome em português! Maré ciclónica, maré de tempestade ou ressaca… é difícil dizer que não existe termo adequado!
O dito sistema vem agora tentar evitar que repitam episódios como os das inundações quando passou o tufão Hagupit pelo território.
Fica a nota integral do GCS.

A gripe chega à creche

Ainda hoje de manhã, quando “postava” a informação mais actualizada do GCS, opinava acerca do que poderia vir a acontecer com o sector escolar, agora que as ferias estão à porta. Em contraponto com Hong Kong, onde não houve reticências em fechar escolas, em Macau vai-se sempre adiando porque ninguém parece ter coragem para tomar medidas impopulares. Estamos em ano de eleições…
Segue o novo despacho do Gabinete de Comunicação Social onde se fala das creches. “Algumas crianças da Creche da Associação Geral das Mulheres de Macau sita na Rua do Campo foram diagnosticadas em definitivo como casos da gripe A (H1N1), ocorrendo, deste modo, uma infecção colectiva local. Os Serviços de Saúde solicitaram à creche em causa a suspensão imediata das aulas e a desinfecção no interior desta instituição, estando a proceder ao acompanhamento dos contactos próximos. Na conferência de imprensa a ter lugar no Centro de Coordenação da Gripe, hoje (dia 30), pelas 16:40, serão dados detalhes sobre a situação.

A validade da água

Nunca se questionaram porque razão as garrafas de água têm validade? A água, no seu estado natural, não se deteriora com a passagem do tempo. Água será sempre água, tirando este ou aquele cheiro que possa adquirir. As suas características químicas nunca se alteram. Bom, a validade da água, ou a sua obrigatoriedade, pode ser apontada ao Estado de Nova Jérsia nos Estados Unidos da América. Em 1987 este Estado lançou uma lei que visava a rotulagem de validade, nunca superior a dois anos, em todos os produtos alimentares. Perante esta nova obrigação os produtores de água começaram a imprimir a validade máxima de dois anos nas garrafas produzidas, o que se tornou regra de mercado passados poucos anos com a globalização.
De acordo com o U.S. Food and Drug Administration nunca foi estabelecido um período de validade para a água desde que esta fosse produzida de acordo com as regras de higiene e engarrafamento estabelecidas. Alguns anos mais tarde a Lei foi alterada e a água deixou de ter obrigatoriedade de período de validade, no entanto, como a regra estava já de tal forma enraizada na indústria, ainda hoje se mantém, sendo todas as garrafas de água embaladas com uma validade de dois anos.
Isto não quer dizer que se consumirmos água com mais de dois anos iremos ter problemas de Saúde, nem, por outro lado, quer dizer que água com mais de dois anos tem melhores qualidades do que águas mais “novas”.
O único inconveniente de beber água engarrafada há muito tempo prende-se com o plástico utilizado nas garrafas. O mesmo é feito de polyethylene poroso, o que faz com que a água possa absorver odores do exterior onde está armazenada com o passar do tempo. Já com garrafas de água de vidro o problema não se põe.

O estudante infectado tinha frequentado a escola

O Gabinete de Comunicação Social anunciava ontem que “Face às informações divulgadas de que o aluno do jardim de infância, confirmado como caso da nova gripe, não tinha ido à escola, o Director da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, Dr. Sou Chio Fai, na conferência de imprensa do Centro da Coordenação da Gripe realizada ontem, aclarou a questão. De facto, o aluno da classe pré-primária do infantário do Colégio Perpétuo Socorro Chan Sui Ki regressou no dia 25 das Filipinas, e foi à escola no dia 26, pela parte da manhã, para o ensaio da cerimónia de graduação, não tendo participado no dia seguinte nesta cerimónia.
Esta informação vem levantar dúvidas acerca da efectividade do sistema de controlo e das medidas aplicadas em Macau. Assim como levanta reticências à não existência de mais casos no seio da comunidade escolar, em contraste com o que acontece em Hong Kong. Aliás, a situação nas escolas da região vizinha foi tal que as autoridades não hesitaram em fechar as instituições onde se detectaram casos suspeitos.
Em Macau, vamos esperar para ver…

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Gripe em Hong Kong, wi-fi em Macau

A PARANÓIA com a gripe A H1N1 está instalada, agora que Macau regista também três casos de febre suína, sendo que o primeiro cidadão infectado era um filipino que aterrou na Taipa, e o território continua apenas com o nível cinco de alerta da Organização Mundial de Saúde porque não houve ainda contágio directo. No entanto, isso deve estar para breve, se continuarem a tratar os casos suspeitos como fizeram ontem no aeroporto. Eu estava à espera de alguém que iria chegar num voo às nove da noite, quando vi chegar uma ambulância com técnicos de saúde equipados com fatos especiais. Entraram na zona onde as pessoas esperam por quem chega e dirigiram-se à zona de desembarque, saindo pouco depois com um indivíduo com bata descartável e máscara. Passaram pelo mesmo caminho que tinham tomado para entrar, ou seja, pelo meio de todos quantos se encontravam na zona de chegadas! No caso do indivíduo estar infectado é certo que todas as pessoas no terminal de chegadas correm o risco de estar também infectadas!
Com toda a promoção e alguma paranóia que se vê em muitos serviços públicos, não se entende que os principais responsáveis pelo controle da epidemia actuem desta forma!
Aqui ao lado, em Hong Kong, onde já existem casos confirmados há vários dias, o nível seis está em vigor há já algum tempo. Mas, por incrível que pareça, as pessoas não parecem muito preocupadas. Apesar de na Comunicação Social «pintarem» a situação como de caos total e fazerem parecer que as pessoas andam todas paranóicas com a situação, a realidade é que na antiga colónia britânica os habitantes parecem bem mais descontraídos do que em Macau, quando se fala da gripe A!
Recentemente, num fim-de-semana, estive em Hong Kong e, pelo que pude presenciar em vários locais turísticos e não turísticos aonde me desloquei, além das normais preocupações com aspectos de higiene pessoal e ambiental, pouco mais se vê. À entrada é medida a temperatura e recolhida a declaração de saúde, mas pouco mais. Aliás, ao contrário de Macau onde a declaração é recolhida por um segurança, em Hong Kong a mesma declaração é entregue ao polícia que inspecciona o passaporte. Um sistema mais eficiente, em minha opinião, e que poupa em recursos humanos e, obviamente, também ao erário público.
Já na cidade, pouco se vê que nos dê a perceber estar activado o nível mais alto de alerta da Organização Mundial de Saúde.
Posso relatar que no hotel onde fiquei as preocupações eram mais acentuadas, visto ser um local onde pessoas vindas de vários destinos se encontravam. Era possível ver um maior cuidado com a limpeza ambiental: os botões dos elevadores estavam protegidos com uma película de plástico para mais fácil limpeza; em todos os andares havia distribuidores de álcool para desinfectar as mãos. Mas as preocupações acabavam por aqui.
Em Macau, além das engraçadas mensagens dos Serviços de Saúde, temos um sentimento de paranóia em tudo quanto é repartição pública. Medidores de temperatura em tudo quanto é lado, máscaras, avisos, e seguranças que parecem tão guardiães da verdade suprema, que estão sempre prontos para nos insultar e levantar a voz quando não nos submetemos à medição da temperatura. Mesmo que seja a décima vez, no mesmo dia, no mesmo local. Seguem as ordens à risca. Quem entra, seja pela primeira vez ou pela enésima, tem de ser medido!
Todos compreendemos que se deve ter cuidado e que a situação é grave, mas medidas e comportamentos destes apenas servem para irritar a população e espalhar ainda mais o receio de contágio.

Chega o wi-fi mas…

O Governo anunciou há dias que vai gastar milhões para disponibilizar acesso à internet sem fios em 34 locais do território.
Agrada-me a ideia de termos acesso à internet em todo o lado. Se olharmos aqui à volta, tal possibilidade de acesso sem fios existe já em vários países e territórios, com Hong Kong e Tailândia a liderar o pelotão. Aliás, na Tailândia, qualquer pessoa pode fazer o registo à chegada ao país para ter acesso gratuito, bastando para tal aceder à página do Governo e registar-se com o número de passaporte.
Na Europa, a liderança cabe à Estónia, onde na quase totalidade do país é possível o acesso gratuito sem fios à internet.
Em Macau, apesar de ser de louvar o investimento, alertamos para a necessidade de outras infra-estruturas paralelas. Com efeito, de nada vale ter acesso à internet no Largo do Senado, no Tap Seac ou na Praia de Hác Sá, se não houver locais onde nos possamos sentar à sombra, ou abrigados da chuva. De nada valerá, se para navegarmos na internet tivermos de nos sentar num bar, café ou restaurante e pagar para tal.
A internet sem fios agora anunciada é paga com impostos dos contribuintes e é para eles que tal serviço é criado. Pelo que será um contra-senso obrigar a um pagamento suplementar para usar algo que, afinal, já é pago por todos nós…
Por outro lado, a internet sem fios poderia muito bem ser o motivo para, de uma vez por todas, reorganizar o Largo do Senado. É já altura de devolver esta praça à população e a quem nos visita, deixando de ser sala-de-estar de pessoas que não têm nada para fazer e que ali passam os dias a comer, fumar e a deixar tudo quanto é lixo.

Um cheirinho do meu artigo

Na próxima sexta-feira n’O Clarim vai ler-se um texto onde se aborda um evento cultural de Macau. Uma festa que, de ano para ano, tem vindo a ocupar cada vez mais um lugar de relevo no panorama cultural do território. A sua envergadura é tanta que o local onde se realiza está a tornar-se exíguo, havendo necessidade de encontrar uma solução que seja, ao mesmo tempo, digna e apropriada. “A Doca dos Pescadores, espaço nobre e que tem todas as condições para acolher eventos de grande envergadura, seria uma óptima opção. Claro que, sendo este um espaço privado, é necessário proceder a negociação com quem o administra.

Mais um caso local


Ontem, no Domingo 28 de Junho, foi anunciado mais um caso de contágio local, de um residente local funcionário do Casino Venetian. “O nível de alerta de pandemia foi aumentado para 6 pela Organização Mundial de Saúde, sendo a sua gravidade moderada. Actualmente, o nível de alerta de Macau é 6 (cor azul), sendo o risco de transmissão moderado. Até ao presente momento, são 18 casos acumulados de gripe A (H1N1), 12 doentes encontram-se sujeitos a tratamento. O quarto doente e o oitavo doente apresentam ainda sintomas de febre, o sexto doente aparece com sintomas de gripe, enquanto os restantes se encontram de estado satisfatório. Além disso, 4 pessoas estão a ser submetidas a observação médica nos locais indicados pelos Serviços de Saúde, sendo 14 pessoas submetidas a observação médica nos seus próprios domicílios.” (28 de Junho de 2009)

Mais um caso importado

H1N1 em Macau

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Jantarada para todos...Hoje em Mafra...

!!!A NÃO ESQUECER!!!
Realiza-se hoje o fausto jantar que anunciei no dia 19 de Março.
No post Jantarada para todos que agora aqui transcrevo.

“Reparem no email que me chegou…
A ser verdade, gostaria de saber quem irá pagar tamanha conta. Os contribuintes em Portugal ou as verbas idas de Macau para a FJA ou FO?
Ou será que terão de “Going Dutch!")

Caros amigos:
Os Ex-Governadores de Macau vão estar presentes num almoço para o qual convidam todos os ex-residentes em Macau, ou que trabalharam em Macau ou que nasceram em Macau, a realizar no próximo dia 27 de Junho de 2009, a propósito dos 10 anos que passaram sobre a Transição da Soberania para a RPC.
Para pormenores da organização, muito agradecíamos que tivessem a gentileza de enviar os vossos contactos contactos (residência, telefone e correio electónico), no caso de agendarem positivamente o evento na data acima indicada, para os emails rss@jorgealvares.com ou mailto:oufundacao@jorgealvares.com ou fmacau@netcabo.pt ou ainda para o endereço do remetente.
Com amizade
Manuel Gameiro
(TLM 91 724 11 10)

A ser verdade… até teria a sua nobreza. Afinal Portugal lembrar-se-ia de Macau!”

Vejam o link.

IPOR em chinês

O novo director do Instituto Português do Oriente, Rui Rocha, deu ontem uma entrevista a José Costa Santos da Lusa em Macau, onde afirmou que a instituição, que agora está vocacionada para o ensino e “divulgação da língua portuguesa apenas em Macau” (sic!!!) espera que consigam chegar aos 1500 alunos…
Eu deixaria um conselho a Rui Rocha, a começar pela disponibilização de informação em português e inglês para quem visita a sede do IPOR. É que da última vez que lá me dirigi para obter informações foi-me dito que não tinham disponível nenhuma informação impressa em português ou inglês, só havia em chinês! O jornalista de Portugal que me acompanhava ficou, admirem-se, deveras impressionado. Uma instituição dedicada à divulgação da língua portuguesa no estrangeiro não ter, primeiro, informação na língua que ensina, segundo, não ter informação na língua internacional, é um excelente indicador da qualidade oferecida e da forma como desenvolvem o seu trabalho.
Pena que em Macau as opções para se aprender português se limitem ao IPOR e mais uma ou duas outras instituições. Por isso está a língua portuguesa em Macau na situação que todos conhecemos...
Leiam a peça completa da Lusa
E, se estiverem interessados em saber mais acerca de Rui Rocha e a língua portuguesa, leiam esta “pérola” publicada em 2002 pela BBC

H1N1, actualização oficial

Jackson morreu esta noite

Michael Jackson morreu. A “estrela criança do pop” ficou conhecido como o Rei da Pop e a maior celebridade mundial, posto que só perdeu depois de uma série de episódios menos claros e escândalos que afectaram a sua imagem. Tinha 50 anos e morreu no UCLA Medical Center em Los Angeles. A sua morte foi confirmada por um elemento da polícia de Los Angeles, sendo agora anunciada uma investigação para apurar as exactas causas do incidente.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

H1N1 actualizado, 24 de Junho

O GCS publicava ontem mais uma nota de imprensa com a actualização dos dados relativos à situação da gripe A H1N1 no território.
No dia 24 do corrente mês, ocorreram mais quatro novos casos importados e confirmados da Gripe A (H1N1), sendo dois deles residentes locais, um do sexo feminino e o outro um rapaz indiano.” (24 de Junho de 2009)

SEQUÊNCIA ÚNICA

ÁS QUATRO HORAS
CINCO MINUTOS
E
SEIS SEGUNDOS
DO DIA 7
DE AGOSTO
DESTE ANO

O TEMPO E A HORA SERÃO:
04:05:06 07/08/09

ESTA SEQUÊNCIA NUNCA MAIS ACONTECERÁ

ANA prepara-se para deixar ADA?

Estará a ANA-Aeroportos de Portugal a preparar também a saída de Macau a par da TAP? Ao que parece pelos sinais exteriores tudo indica isso. O próprio nome da empresa deu já lugar à denominação em inglês, como se pode comprovar por esta imagem de um dos veículos de serviço da empresa que gere o Aeroporto Internacional de Macau.
Como se pode ler e ver, aparece a denominação em chinês, inglês e só depois a língua portuguesa.
Podem-se fazer duas ilações, a primeira é que nem as empresas portuguesas se esforçam para fazer prevalecer a língua oficial portuguesa em Macau, a segunda é que não vale mesmo gastar-mos o nosso latim porque quando quem tem autoridade não se preocupa, de pouco vale insistir-mos...
Depois da manifesta intenção da TAP sair do capital da AirMacau, e depois da Telecom ter deixado a CTM, será agora a vez da ANA deixar a ADA-Administração de Aeroportos, Ltd? Ou será que apenas se estão pouco “lixando” para a língua do país de origem que, por acaso, também é língua oficial em Macau?
Deixa-nos tristes estes exemplos do dia-a-dia quando tais vêm de quem mais obrigação moral tem de defender um direito que tanto custou a garantir...
__________REPARO______________
Pelo que me foi informado, o logótipo da ADA já está com esta sequência desde que a ANA passou a deter apenas 49% do capital da ADA, sendo que a CNAC detém 51%.
O reparo fica feito... O que não invalida o facto de haver uma ordem para as línguas oficiais em Macau, devendo ser usado o chinês e o português e, cumulativamente, o inglês...
__________REPARO______________

TDM transmite Letrado Chapado mas sem legendas!

A Televisão de Macau ontem surpreendeu-nos mais uma vez. A feliz ideia de transmitir as imagens da última récita de patuá, Grupo de Teatro Dóci Papiaçám di Macau
Letrado Chapado (Patrono de Gema), teria sido completamente feliz se tivessem tido a ideia de incluir legendagem!
Quem teve oportunidade de ver a peça ao vivo teve acesso a legendagem em directo em chinês, português e inglês, que se pode ver a tempos na própria transmissão da récita na televisão. No entanto, na preparação das filmagens para transmissão os profissionais da TDM esqueceram-se de incluir as ditas legendagens…
As desculpas podem ser muitas mas acredita-se que, transmitir por transmitir, mais valia não ter feito nada! Ou se faz o trabalho e se apresentam um serviço de qualidade ou não vale a pena apresentar nada. Meios trabalhos não servem para dignificar a já negra imagem da televisão de Macau.
Para a próxima deveriam ter mais zelo naquilo que fazem porque afinal trabalham para todos os residentes de Macau, que pagam os vossos ordenados com os impostos que descontam.

Assim vamos longe... H1N1 para todos...

Prestem atenção nesta sequência de fotos que aqui vou publicar e tentem perceber o que se está a passar… Aconteceu no Aeroporto Internacional de Macau recentemente quando já estava em vigor o nível VI de alerta da Organização Mundial de Saúde...
Os elementos dos Serviços de Saúde chegam ao aeroporto e coordenam com os elementos da Polícia e segurança no local.
Acertam-se os últimos pormenores antes de entrar na zona de chegada.

A ambulância estava sempre com o motor em espera no exterior. Esperou mais de meia-hora sem desligar o motor...

Alguns momentos mais tarde saem da zona restrita de chegadas com o paciente, passando apressadamente por entre quem esperava na zona de chegadas do aeroporto.

Com medidas de precaução destas não admira que dentro em breve tenhamos a gripe em todo o lado em Macau.
As medidas de isolamento aplicadas ao paciente que se vê a sair do aeroporto na última fotografia de nada valeram. Ao fazerem o paciente passar pela zona de chegadas meteram em perigo a vida de todos quantos ali estavam.
Assim vão as medidas de precaução da H1N1 em Macau...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Universidade vai para a Montanha (oficial)

A RAEM vai arrendar terrenos da Ilha da Montanha para instalar o novo campus da Universida de Macau.
O mais alto órgão legislativo da China deliberou ontem que dava autorização a Macau para arrendar 1,1 quilómetros quadrados de terreno na ilha da Montanha pelo período de 40 anos.
A proposta, submetida na nona sessão do Comité Permanente da 11° Congresso Nacional Popular, servia para ratificar a autorização da passagem da administração desse terreno da ilha da Montanha para a jurisdição de Macau, para que aí seja instalado o campus da Universidade de Macau.
O novo campus estará sob a administração do Governo da RAEM e acessível somente pelo lado de Macau através de uma ligação especial que será construída entre o território e esse terreno na ilha da Montanha.
O acesso ao terreno arrendado não dará para visitar outras partes da ilha da Montanha.

Liu Xiaobo acusado formalmente

Um dos mais mediáticos dissidentes chineses, Liu Xiaobo, foi acusado oficialmente de incitação à subversão, depois de ter sido detido no ano passado por promover uma petição para por termo ao sistema de partido único.
Esta acusação formal é mais um passo rumo ao desfecho do julgamento e um duro golpe nas esperanças das organizações de defesa dos Direitos Humanos, que ainda esperavam que Liu Xiaobo fosse libertado depois de passada a data dos 20 anos dos Incidentes de Tianamen.
A agência Xinhua publicou há pouco uma informação onde se lia que os juízes aprovaram a prisão de Liu ontem em Pequim sob a acusação de “alegadamente incentivar actividades que incentivavam a subversão e o derrube do sistema socialista”
Se for julgado culpado, o dissidente de 53 anos pode passar, no máximo, 15 anos na prisão, segundo o advogado Mo Shaoping que foi impedido de o defender porque também tinha assinado a petição lançada por Liu.
De acordo com a Xinhua Liu “confessou as acusações nas investigações preliminares da polícia”.

Leiam mais no The Star Online

H1N1 pelo GCS

Noticias do Gabinete de Comunicação Social:
Face ao aparecimento do primeiro caso confirmado local em Macau e em conformidade com o programa definido pela Equipa Coordenadora da Pandemia de Gripe, o nível de alerta elevou-se para 6. No dia 23 do corrente mês ocorreram mais três casos confirmados da Gripe A H1N1, o de uma filipina, o de um indonésio e o de um jovem que estuda no Reino Unido.” (23 de Junho de 2009)
A Equipa Coordenadora da Pandemia de Gripe face ao sistema de previsão e de alerta de emergência (Despacho do Chefe do Executivo nº78/2009) e de acordo com a evolução epidémica da Gripe A H1N1, elaborou o Mapa de classificação sobre “Nível VI da pandemia em Macau – epidemia local” considerando quatro diferentes níveis: “Especialmente Grave (cor vermelha)”, “Muito Grave (cor laranja)”, “Grave (cor amarela) e “Moderado (cor azul)”.” (23 de Junho de 2009)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Desmistificar a gripe A

O grupo médico Hope (HOPE International Macau) organiza hoje, pelas 7.30 da tarde, no primeiro andar do Edifício Fu Wah, 24-26 da Avenida Sidónio Pais, nas instalações da clínica, um seminário sobre a gripe A H1N1.
O seminário, denominado em inglês “Swine Flu – The Facts”, será seguido de um período de perguntas e respostas entre os oradores e o presentes.
Para contacto use o telefone 2858 9000.

Primeiro caso local de H1N1, nível 6 de alerta

Os Serviços de Saúde de Macau acabaram de anunciar que se registou o primeiro caso de contágio local de gripe A H1N1. Trata-se de uma cidadã filipina que vive com a funcionária do Aeroporto Internacional de Macau que tinha sido diagnosticada recentemente com a gripe.
Já ontem os Serviços de Saúde tinham anunciado os casos da funcionária filipina do aeroporto e de uma estudante local que se tinha deslocado à Tailândia. Entretanto, estavam a contactar as pessoas que tinham mantido contacto com estas pessoas, tendo sido descoberto este novo caso, agora de contaminação local.
Em consequência deste caso o nível de alerta da Organização Mundial de Saúde foi alterado para o nível máximo, o nível 6.
Aguardam-se agora mais pormenores.
Assim que disponíveis serão aqui publicados.

Kodachrome acabou!

A Kodak retirou do mercado o negativo Kodachrome. A razão por detrás desta decisão está o declínio nas vendas devido à cada vez maior popularidade do formato digital. O formato de filme kodachrome, imortalizado numa canção de Paul Simon, foi lançado no mercado há 74 anos. Tendo vivido os anos de glória nas décadas de 50 e 60. De acordo com dados da empresa Eastman Kodak Co. os filmes kodachrome representam menos de 1% do volume de vendas de filmes para fotografia e é produzido numa só fábrica.
A decisão foi tomada com base nestes dados e no facto do fabrico do kodachrome necessitar de materiais cada vez mais raros para a sua produção.
Mais no YahooNews.

São já cinco os casos

"No dia 22 do corrente mês, ocorreram mais dois casos importados da Gripe A (H1N1), o de uma filipina e o de uma finalista universitária."
São já cinco os casos confirmados… e, se os Serviços de Saúde continuarem a actuar da forma como actuaram no aeroporto na noite de domingo, certamente teremos muitos mais em breve. Ao entrarem pelo aeroporto, pela zona de chegadas, e retirar o paciente suspeito pela mesma zona, será meio caminho andando para que o vírus se propague livremente.

O despacho do GCS sobre os dois novos casos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Um cheirinho do meu artigo

Na próxima sexta-feira n’O Clarim podem ler um artigo sobre o assunto do momento. A Gripe A chegou, finalmente, a este artigo. O que me levou a escrever foi algo que vi no aeroporto internacional e a paranóia que se vive em Macau… “(…) Entraram na zona onde as pessoas esperam por quem chega e dirigiram-se à zona de desembarque, saindo pouco depois com um indivíduo com bata descartável e máscara. Passaram pelo mesmo caminho que tinham tomado para entrar, ou seja, pelo meio de todos quantos se encontravam na zona de chegadas! No caso do indivíduo estar infectado é certo que todas as pessoas no terminal de chegadas correm o risco de estar infectadas!
Com toda a promoção e alguma paranóia que se vê em muitos serviços públicos não se entende que os principais responsáveis pelo controle da epidemia actuem desta forma!
Aqui ao lado em Hong Kong, onde já existem casos confirmados há vários dias, o nível seis está em vigor há mais tempo. Mas, por incrível que pareça, as pessoas não parecem muito preocupadas. Apesar de na comunicação social “pintarem” a situação como de caos total e fazerem parecer que as pessoas andam todas paranóicas com a situação, a realidade é que na antiga colónia britânica os habitantes parecem bem mais descontraídos do que em Macau quando se fala da gripe A! (…)
"

Gripe A H1N1

Notícias do Gabinete de Comunicação Social relativas à epidemia da gripe A em Macau desde sexta-feira.
A fase de alerta sobre a pandemia da Organização Mundial da Saúde elevou-se para 6, sendo de nível moderado a sua gravidade. Em Macau ocorreu o primeiro caso importado da gripe A (H1N1), mas ainda não existe qualquer caso local, motivo pelo qual o alerta se mantém na fase V.” (dia 20 de Junho de 2009)

Os Serviços de Saúde (SS) estão a investigar o caso de um indivíduo local, suspeito de ter sido infectado pela gripe A (H1N1). Uma mulher de 27 anos de idade, residente de Macau, tinha-se deslocado várias vezes ao exterior entre 6 a 17 de Junho” (dia 21 de Junho de 2009)

Os Serviços de Saúde (SS) anunciaram esta tarde o aumento de dois casos importados no território, sendo estes, uma hospedeira e um indivíduo de meia idade.” (dia 21 de Junho de 2009)

A Organização Mundial de Saúde subiu a fase de alerta da pandemia de gripe para VI, sendo, contudo, o seu grau de gravidade moderado. Verificaram-se em Macau três casos importados de infecção pelo vírus da gripe A (H1N1), contudo, o nível de alerta mantém-se em nível V, por não haver ocorrência de surto epidémico na comunidade.” (dia 21 de Junho de 2009)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Pedintes em Macau

NÃO sei se sou só eu ou se mais alguém tem notado que o número de pedintes aumenta de dia para dia.
Ainda não há muito tempo, era raro ver esta actividade no território. Agora, encontram-se por todo o lado! Especialmente em locais de grande aglomeração de pessoas. Por exemplo, junto das Ruínas de São Paulo ou do Templo de A-Má podem-se encontrar várias pessoas, – das mais variadas idades, mas mais usualmente idosos, – a pedir esmola. E quando não recebem uma «moedinha», desatam a insultar quem passou sem ter dado nada, como se fosse «obrigatória» a caridade!
Antes, às portas do templo na Barra, era usual ver-se algumas pessoas de idade aproveitarem a entrada de devotos ou turistas para pedirem alguma esmola. Depois de várias queixas, os responsáveis pelo templo resolveram actuar, pelo que aqueles pedintes nunca mais ali pararam. Mas, depois de serem expulsos da escadaria do local de culto, logo encontraram outro espaço. Agora colocam-se na zona junto ao parque provisório de autocarros, local onde grande parte dos turistas tem de passar quando chegam nos transportes de turismo. Está à vista de todos, mas ninguém faz nada para o impedir.
Outro dos fenómenos que se tem registado em Macau é o da mendicidade por parte de monges, que julgo serem falsos, pois tanto quanto conheço desta religião, a mendicidade é estritamente interdita. Aos monges não lhes é permitido pedir seja o que for. São obrigados, pelos votos que fazem, a viver apenas daquilo que os devotos lhes oferecem. A iniciativa tem de partir de quem dá e nunca de quem recebe. No entanto, de há uns anos a esta parte, tem-se visto um sem número de pessoas com hábitos de monge budista a pedir pela cidade, ou a vender artigos «abençoados». Aliás, de tempos a tempos surgem notícias na comunicação social acerca de burlas levadas a cabo por estas pessoas, que se fazem passar por religiosos. Esporadicamente, quando algum lesado apresenta queixa às autoridades, são feitas algumas detenções. Mas, mesmo assim, o problema persiste e teima em continuar a denegrir a imagem de tal religião.
A actividade de mendigo é, antes de mais, ilegal em Macau. Seja fixa ou móvel, é uma actividade que não é permitida por Lei e há punições previstas.
Quem conhece a realidade em que vivemos sabe que não existe nenhuma razão para tal ser permitido.
Para quem tem necessidades, existe um departamento do Governo, o Instituto de Acção Social (IAS), que mensalmente distribui milhões em ajuda e dá apoio a quem precisa.
Sabemos que há casos de mendicidade por pura necessidade mas, para estes casos esporádicos, deve-se chamar à atenção das autoridades. Por um lado, para proibirem a actividade e, por outro, para encaminharem estas pessoas para o IAS, para acompanhamento dos seus casos e atribuição da necessária ajuda.
Apesar de se reconhecer que o sistema de ajuda social existente não é perfeito e que deve ser melhorado constantemente, estas falhas permitem que pessoas andem nas ruas a pedir esmola e a incomodar quem nos visita. Por isso devem ser revistas, para que quem realmente precise de ajuda social a possa receber e assim se possa devolver dignidade à vida de todos.

As arcadas da vergonha

Ainda no campo da ajuda social, mas já não relacionado com a mendicidade, gostaria de referir outro caso, recorrente nestas páginas e em outros jornais de Macau.
Não se compreende como continua a verificar-se ainda a já bem conhecida situação daquele idoso sob as arcadas do Largo do Senado. Este tema já foi abordado inúmeras vezes na imprensa e tenho conhecimento de que o IAS, pelo menos por duas vezes, tentou resolver a questão levando a pessoa para um dos abrigos temporários. Só que, não havendo obrigação de aí permanecer, o referido idoso volta ao local de sempre na praça principal de Macau.
Quem por ali passa, sabe certamente de quem falo. Mesmo sem o ver, o odor que emana, devido à falta de limpeza e por fazer as necessidades ali mesmo, afecta quantos por essa área circulam.
Mais recentemente, o caso tem assumido outros contornos. Os proprietários das lojas na zona, saturados de verem a situação sem fim à vista, começaram a ser agressivos com este pobre desleixado, tentando fazer com que abandone aquela zona, mas nem isso tem surtido efeito.
Não pretendo culpabilizar ninguém, mas tão só chamar a atenção de quem de direito, para olhar com olhos de ver para a situação deplorável deste ser humano que necessita de apoio para o seu próprio bem-estar e, dessa maneira, evitar que, com o seu agir, perturbe outros cidadãos, no fundo o bem-estar público em sociedade. O que está aqui em causa é que esta pessoa, porventura atingida também por problemas de carácter psicológico, deve ser tomada sob a alçada das autoridades. Terá de ser o IAS a tomar a iniciativa de o recolher, internar e dele tratar, dando-lhe o devido carinho, conforto e atenção de que tem absoluta e urgente necessidade nesta difícil fase da sua vida.

H1N1 em Macau (actual)

Os jornais locais hoje dão grande destaque ao primeiro caso de H1N1 em Macau. O caso do passageiro vindo das Filipinas no voo da Cebu Pacific. Poucos ou nenhuns pormenores se sabem de todo o enredo.

O evoluir da gripe em Macau

Como ontem relatámos aqui, registou-se o primeiro caso de H1N1 em Macau. A partir de agora vamos publicando aqui notícias relativas ao evoluir da situação. Notícias nossas, notícias de outros meios de comunicação social, links, traduções e comunicados das autoridades sobre o evoluir da situação sempre que a eles tivermos acesso.
Já nas edições de ontem os jornais davam conta do cidadão indiano que tinha estado em Macau para a gala dos prémios de Bollywood e que fora retido em Hong Kong com sintomas de gripe. Confirmou-se ser um caso positivo de H1N1.
Os links:
Hoje Macau
Ponto Final
Já hoje (19 de Junho) na imprensa pode-se ler que em Hong Kong foram detectados mais 59 casos positivos. Um ritmo alarmante para um só dia, dizem alguns analistas.
Em Macau, para já, o paciente continua em quarentena e a ser medicado. Não existe informação quanto ao seu estado de saúde. Relativamente aos passageiros que partilharam o voo da Cebu Pacific com ele, continuam a ser procurados. Alguns deles ainda não foram encontrados, pelo que se pede a quem tenha conhecimento do seu paradeiro que informe as autoridades.


Relativamente ao caso do cidadão indiano, no Macau Daily Times de ontem lia-se “A man who recently visited Macau was tested for the Influenza A (H1N1) in Hong Kong on Tuesday and the results showed that he was in fact infected with the virus, according to the Hong Kong Department of Health. The patient is of Indian nationality, middle-aged, who caught the flight from India to Hong Kong and then transited to Macau, where he stayed at the Venetian Resort Hotel and participated in the International Indian Film Academy Awards ceremony. The patient’s situation was confirmed by the Hong Kong Department of Health and classified as an imported case from India. The Department of Health notified the hotel and the room-staff who were in contact with the man were tested and are under medical observation.

Infelizmente a página electrónica do Centro de Coordenação da Gripe não disponibiliza atempadamente as informações em Português. Esperemos que tal seja rectificado em breve.
Por outro lado, o Gabinete de Comunicação Social tem feito um trabalho exemplar, publicando informações sempre que estas estão disponíveis. Também aqui vamos dar eco dos links dessas informações oficais.
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(Em actualização… podem enviar informação…)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

H1N1 chega a Macau

Confirma-se em Macau o primeiro caso de infecção pelo vírus da gripe A H1N1. Trata-se de um indivíduo filipino que chegou a Macau onde (17 de Junho) à noite num voo da Cebu Pacific proveniente das Filipinas.
O passageiro não chegou a deixar o aeroporto de Macau porque lhe foi detectada temperatura à chegada, tendo sido logo isolado e enviado para o Centro Hospitalar Conde de São Januário.
As autoridades, em conferência de imprensa, anunciaram que num exame preliminar tinham detectado o vírus mas esperaram pela contra-análise para confirmarem o primeiro caso positivo em território de Macau.
O indivíduo encontra-se em estado estável e em isolamento total no centro hospitalar.
Agora as autoridades tentam contactar os passageiros que voaram no avião da Cebu Pacific no voo da noite das Filipinas para Macau para procederem ao rastreio de possíveis infecções. Até ao momento da conferência de imprensa as autoridades ainda não tinham sido capazes de localizar todos os passageiros, pelo que se apela a quem tenha conhecimento de pessoas que voaram no avião em questão que as informem ou informem as autoridades.
Recentemente o director dos Serviços de Saúde afirmava à imprensa local que “com cem por cento de certeza, vão registar-se casos de infecção por A H1N1 na RAEM”.
No entanto, e como o caso de infecção é importado, o nível de alerta continua no nível cinco. Só se se registarem infecções por transmissão local é que será elevado para o nível máximo.

Sócrates errou...

O primeiro-ministro, em entrevista à Sic e SicNotícias, disse que o governo errou e precisa de novo fôlego depois das eleições europeias.
Leiam a entrevista na imprensa diária e tirem as vossas ilações…
Para mim a falta de fôlego não é por causa da política mas sim pela indumentária da entrevistadora, Ana Lourenço
Vejam o vídeo e olhem para o olhos do Sócrates!

O clube do Primeiro

Para quem gosta de se rir à custa do Governo português! Veio para à minha caixa de correio esta fotografia… Que me perdoe o Primeiro-Ministro mas tinha de ser publicada. Está, simplesmente, bem apanhada…
A virtude de nos rir-mos da troça que fazem de nós e das melhores características que um ser humano pode ter.
Viva o bom humor… riam-se…

"Sala" para Lisboa

A pouco mais de um ano das comemorações dos cinco séculos de contactos luso-siameses, o Governo de Banguecoque decidiu oferecer a Portugal uma “sala”. De acordo com notícia do Diário de Notícias de terça-feira “A oferta de um pavilhão, a construir à beira-Tejo, em Lisboa, entre Alcântara e Belém, representa uma forma de evocar os 500 anos do primeiro encontro entre portugueses e tailandeses, que se assinalará em 2011. O pavilhão, feito de madeira de teca, será construído em Banguecoque, transportado por barco até Portugal e aí levantado no local entretanto sugerido pela Câmara de Lisboa.”
Ainda segundo o DN “será uma estrutura de 5,2 metros de frente e lado por 6,8 de altura, aberta, cruzando a arquitectura tailandesa com elementos portugueses, nomeadamente formas que uma das arquitectas responsáveis pelo projecto escolheu depois de conhecer o Mosteiro dos Jerónimos. Usando uma palavra que chegou à Tailândia com os portugueses, os responsáveis pelo projecto chamam-lhe uma "sala", descrevendo-o como um espaço para ser vivido por todos.”

Ver o artigo de Nuno Galopim no DN.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Se o exemplo pega!!!

Os responsáveis da British Airways estão a pedir aos milhares de empregados para que trabalhem sem ordenado. Numa mensagem electrónica enviada a toda a força laboral a companhia oferecia entre uma e quatro semanas de férias não pagas com a opção de trabalharem durante esse período sem auferirem ordenado. Esta foi uma das medidas encontradas pela companhia para fazer face aos milhões de prejuízo que tem apresentado (656 milhões de dólares em 2008) e às magras perspectivas de melhoria para os próximos tempos.
Os primeiros a tomar a iniciativa foram os gerentes de topo e os pilotos mais antigos que, como medida de exemplo, aceitaram trabalhar durante um mês sem auferirem os seus honorários.
Um exemplo que deveria ser seguido por muitas outras companhias, a começar com a de bandeira de Macau onde pilotos e gestores auferem fortunas e a empresa apresenta prejuízos atrás de prejuízos.

PubEd muda de casa

O blog PubEd tem vindo a ser alvo de várias modificações nos últimos dias, pelo que a frequência dos posts não tem sido como anteriormente se registava.
De entre as melhorias, que irão continuar a ser feitas, salienta-se que o endereço agora é independente, tendo passado de http://pubeditions.blogspot.com para www.pubeditions.com, continuando na Blogger.com mas agora com endereço privado. Pelo que se pede que façam as devidas actualizações nos vossos links.
Nas duas últimas semanas ainda era possível aceder ao novo endereço através do original, no entanto, a partir de hoje, tal não será mais possível.
Entretanto, agradecemos a todos quantos nos visitam e nos deixam comentários. Aos que só perdem tempo lançando ameaças, façam-no sem estar ao abrigo do anonimato! Nós teremos todo o gosto em publicar a vossa opinião. Não publicamos opiniões sem serem assinadas e identificadas.
Obrigado a todos amigos e conhecidos pelo apoio e incentivos…

DSSOPT com dualidade em Macau

A Direcção dos Serviços de Solos e Obras Públicas fez ontem uma demonstração de força na questão dos terrenos ocupados “ilegalmente” em Coloane.
Sem querer estar aqui a dizer quem tem razão, o facto é que a DSSOPT, ou melhor o Governo, ao tomar esta posição contra as pessoas que se dizem ser os proprietários dos terrenos, está a enviar uma mensagem à população. Os papéis de seda, usados pelos alegados proprietários para comprovar a sua legalidade não são aceites pelo Governo.
A tomada de posição ontem juntou centenas de funcionários de vários departamentos do Governo, assim como forças de segurança e um aparato como nunca se tinha visto.
A questão que fica agora no ar é a seguinte: E o resto? E as construções ilegais que se vêm em todos os prédios de Macau?
Ou será que a DSSOPT só actua quando em causa estão terrenos que o Governo precisa para desenvolver os projectos próprios.
Por todo o lado existem prédios com andares ilegais, varandas e janelas com estruturas de metal que metem em perigo todos quantos vivem nesse prédio e a DSSOPT nunca interveio nestes casos.
A dualidade de critérios é dos mais graves problemas que um departamento do Governo pode apresentar. Todos os cidadãos merecem ser tratados de forma igual visto que todos têm as mesmas obrigações perante o Estado.

A notícia vinha em todos os jornais de língua portuguesa de hoje… Assim que estiverem disponíveis online publico aqui os links.
Jornal Tribuna de Macau
Ponto Final
Hoje Macau

Nokia verde

A Nokia está a desenvolver um telemóvel que se carrega a ele próprio sem fios! Colhe ondas rádio no ambiente em seu redor, usando-as para recarregar as baterias. A carga não será completa mas, pelo menos, evita que o telefone fique sem bateria quando não é possível ter acesso a uma fonte de energia eléctrica para um carregamento total.
Este novo sistema da Nokia pode colher energia de várias fontes. Desde que emitam ondas rádio (televisão, rádios, outros telemóveis, etc) podem servir para alimentar este aparelho.
Este telefone é capaz de colher cinco miliwatts do ar, sendo que a Nokia espera chegar aos 20 miliwatts em breve. Estes valores não são suficientes para manter o telefone ligado durante uma chamada mas chegam para fazer o carregamento da bateria de forma lenta.
A empresa nórdica espera lançar esta tecnologia dentro de três a cinco anos.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Um cheirinho do meu artigo

Na próxima sexta-feira n’O Clarim podem ler um artigo sobre pedintes e mendigos em Macau e a obrigação do Governo em tomar conta destas situações e dar condições de vida a estas pessoas. Afinal todos pagamos impostos para esse efeito.
Os casos de mendigagem acontecem em Macau cada vez mais frequentemente e, apesar de “(…) Não se quer aqui culpabilizar ninguém, nem tal está em questão quando se trata do bem-estar de um ser humano. O que está aqui em causa é que esta pessoa, incapaz psicologicamente como todos podem constatar, deve ser tomada sob a alçada da responsabilidade do Governo. Deve ser o IAS a tomar a iniciativa de o recolher, o internar e dele tratar, dando-lhe o carinho, conforto e atenção que necessita e merece nos últimos anos de vida.
Só com dignidade, conforto e carinho posso conceber os últimos anos de um idoso.

Mais vale tarde do que nunca

PARECE que a Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, finalmente, acordou para o problema que se vive em Coloane e que aqui denunciámos mais do que uma vez. A verdade é que, à revelia de tudo e de todos, meia dúzia de «espertos» continuam a construir «palácios» ou simples estaleiros de material e a destruir património natural que é de todos nós.
Registávamos nesta mesma coluna que era com arrogância que recebiam quem ali se deslocasse para tirar fotografias. Eu mesmo fui obrigado a fazer um registo fotográfico já longe dos olhares controladores dos proprietários, ou dos seus capangas.
A verdade é que a situação se arrasta há, pelo menos, cinco anos. Desde 2002, 2003 que se registam movimentações em Coloane, nomeadamente na povoação de Ka Hó, com a edificação de construções ilegais. Quem ali há gerações vive queixa-se do problema mas, por razões que são desconhecidas mas que levantam suspeitas, ninguém parece querer prestar atenção. Foi preciso a comunicação social, a par do descontentamento público, para que o Governo viesse a terreiro para tentar por termo à situação. Em Abril, já depois de ter sido abordado o assunto, o organismo liderado por Jaime Carion tinha enviado ordens de embargo a 15 obras ilegais em Coloane, na sua maioria construções ou obras de remodelação. No entanto, passado um mês nada mais se viu e as obras continuaram. Algumas delas terminaram e estão já a ser habitadas pelos seus proprietários sem que as autoridades nada façam para os remover e repor a legalidade.
Todos os anos por esta altura a DSSOPT realiza acções de fiscalização de prédios em ruína, taludes e muros de protecção, acabando sempre por emitir algumas ordens de embargo e procede a acções de despejo. Mas, e como já vem sendo hábito ao longo dos anos, raramente estas ordens são cumpridas ou os seus alvos são responsabilizados pelos seus actos.
Esta situação que se regista em Coloane pode também ser vista um pouco por toda a cidade. Quando se trata de remodelações de apartamentos, poucos são os que se dão ao trabalho de pedir a devida licença às Obras Públicas. Primeiro porque a demora do processo pode meter em causa o atempado fim da construção; segundo, porque os critérios são tão apertados, que dificilmente se obtém a licença para aquilo que queremos fazer em casa, por mais simples que a remodelação seja.
Há casos de pessoas que esperaram mais de um ano para ter as devidas licenças de construção aprovadas. Daí que, depois de tanta espera, acabem por decidir fazer as obras sem autorização, sem que nada lhes fosse dito.
Esperamos agora, de uma vez por todas, que a DSSOPT não fique apenas pelas palavras e passe, definitivamente, aos actos, repondo a legalidade há muito perdida. E que tal não seja feito apenas nos terrenos em Coloane, mas por toda a Região.
Podem começar mesmo por obrigar os proprietários de apartamentos nas zonas históricas a remover as grades de protecção.
Uma boa moeda de troca, para muitos dos prédios antigos, seria efectuar a renovação do edifício e seus equipamentos, desde que os proprietários acedessem à remoção das grades que poluem as fachadas dos prédios.
Outra das medidas que as Obras Públicas poderiam aproveitar para pôr em prática prende-se com a demolição dos andares ilegais nos prédios de quatro andares transformados em cinco, à custa do terraço que é propriedade de todos os condóminos. Aliás, esta é uma das violações mais comuns nas construções em Macau, mas a DSSOPT parece não importar-se com tal. Que eu tenha conhecimento, nunca houve um destes andares demolido por intervenção das autoridades.
Muitas vezes as autoridades dizem que não actuam, porque não têm conhecimento dos casos. É possível, admito, mas há uma solução para isso: basta que abram os olhos e olhem para cima quando andam na rua. Os exemplos são mais do que muitos e à vista de quem os quiser ver.

NaE's kitchen A Cozinha da NaE

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