Como blog estaremos aqui para escrever as nossas opiniões, observações e para que quem nos visite deixe também as suas. Tentaremos, dentro das possibilidades, manter este local actualizado com o que vai acontecendo à nossa volta em Macau e um pouco em todo o lado...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Gripe... E a crise económica?

Andamos todos alarmados com a gripe dos porcos e, segundo a Organização Mundial de Saúde, não é para menos. Parece que a coisa é mesmo muito séria e corremos todos o risco de andar com o nariz a correr e a guinchar pelos cantos.
Brincadeiras à parte, as coisas têm de ser levadas a sério mas será que é necessário andar a alarmar o mundo inteiro com uma pandemia global?
Será que já ninguém se lembra da Crise Financeira que todos agoiravam poder acabar com a Economia como nós a conhecemos?
As informações hoje em dia são mesmo assim. Mediatismo a toda a força e, desde que o título capte a atenção, não vale a pena pensar mais no que está para trás.
Agora temos a gripe suína, ontem tínhamos a crise financeira. Amanhã, bom amanhã é outro dia e se as agências noticiosas trouxerem um tema mais interessante, a gripe passa para segundo plano.
Eu aposto que, se nestes dias se repetir uma tragédia do tipo terramoto em Itália, ou em Sichuan na China, a epidemia da gripe deixa de ter a importância que tem, e a pandemia desaparecerá como desaparece qualquer problema de vírus da gripe que aparece todos os anos.
Não me interpretem mal, não quero dizer que a situação não seja grave. É claro que o é e devemos todos tomar precauções para que não se torne numa catástrofe a nível planetário. Simplesmente não acredito que venha a ter a dimensão da gripe Espanhola (1918), ou da Gripe de Hong Kong (1968 e 1969). As realidades são outras, os avanços da medicina são outros e a própria consciência de higiene pessoal é outra. E, como postei anteriormente, grande parte do problema prende-se com graves problemas de higiene pessoal e de falta de cuidado com limpeza.
Importa saber que o vírus já fez a OMS subir o sinal de aviso para o número 5. o máximo é 6!
Já há quem chame a esta gripe, a Gripe Mexicana. Caso dos israelitas porque, segundo consta, como não podem comer porco por razões religiosas, decidiram baptizar a gripe com o nome do país onde teve inicio. Aliás, como foi feito com a espanhola e a de Hong Kong.

O que se lê...

A manchete de hoje do Jornal Tribuna de Macau é deveras curiosa…““Steve Wynn afirma ver (aparece com acento ^ na versão do JTM) “luz ao fundo do túnel””.
Será que vê mesmo? É que segundo as informações mais recentes o patrão da Wynn está a ficar cada vez mais cego devido a um problema que afecta as córneas oculares!
No Hoje Macau lê-se uma resposta do Ministério Público, ao abrigo do Direito de Resposta, relativamente à notícia e comentário avançados por este jornal na edição de ontem e onde se lia que o MP apoia e incentiva a redução do uso da língua portuguesa. O MP acusa o Hoje de manipulação da informação escrita no relatório anual. A verdade é que no relatório está, preto no branco, aquilo que o HM transcreve! O MP atira areia para os olhos e acusa o jornal de “descodificação errada”. Acontece que os jornalistas não descodificam, informam!
No Ponto Final quero destacar a excelente entrevista de Amélia António que toca assuntos quentes da realidade de Macau. Sem papas na língua esta advogada aponta o dedo ao CCAC por ter avançado com a “Lei Anti-corrupção no sector privado” sem ouvir os advogados do território e diz que na RAEM existem papistas a mais, temendo uma excessiva aproximação do Segundo Sistema ao Primeiro. A advogada defende também que, para as eleições legislativas, os portugueses devem inserir-se em diversas listas porque os “interesses da comunidade não são exclusivos de um grupo étnico”.
De encontro àquilo que defendo no meu artigo desta semana n’O Clarim...
No Macau Post Daily uma fotografia assustadora tirada no Posto Fronteiriço das Portas do Cerco.
Um elemento de bata branca (que deve ser dos Serviços de Saúde de Macau) aponta uma arma de laser à testa de uma senhora de idade que entra em Macau.
Já durante a crise da Pneumonia Atípica e da Gripe das Aves veio a público, por diversas vezes, o perigo que são este tipo de medidores de temperatura para os olhos. Se não bem usados podem causar lesões nos olhos facilmente, visto que o feixe de raios infravermelhos é extremamente concentrado. Por diversas vezes foi pedida a substituição destes aparelhos pelo uso de medidores que utilizem outra tecnologia, no entanto, continuamos a ser obrigados a passar por este atentado diariamente se nada podermos fazer.
É altura de, finalmente, mudarem os aparelhos de leitura por infravermelhos por outros que não sejam perigosos para a saúde humana.
Quanto ao Macau Daily Times quero apenas frisar que gosto do facto de só terem 3 páginas dedicadas ao local, sendo que nenhuma das notícias é de produção própria!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

5 anos de cadeia

O técnico de informática que retirou as imagens de cariz sexual do actor de Hong Kong, Edison Chen, foi a tribunal e saiu considerado culpado, tendo agora de cumprir até um máximo de cinco anos de prisão. A sentença será conhecida a 13 de Maio!
Quem se lembra do escândalo, lembrar-se-á que fez correr muita tinta e ainda mais horas de internet para se ter acesso aos famosos filmes onde o cantor e amigas faziam as coisas mais variadas que se possa imaginar!
De pouca qualidade diga-se, depois de aprofundada pesquisa, que foi necessária para escrever estas linhas (porque não se pode escrever sem se saber bem o assunto em questão). Algumas delas, com treino, poderiam ter algum sucesso noutro campo artístico!
Nas fotos e nos filmes que o técnico informático fez o favor de divulgar o cantor aparece a “contracenar” com cerca de meia dúzia de colegas diferentes. No entanto, afirmam as más-línguas da imprensa cor-de-rosa chinesa, que seriam muito mais caso o técnico informático não tivesse sido descoberto!
Entretanto a estrela masculina refugiou-se no Canadá e diz-se muito perturbado com toda a publicidade, tendo mesmo desistido da carreira artística e pedido desculpas em público, via teleconferência!
Quanto às actrizes, onde se incluía as cantoras Bobo Chan e Gillian Chung e a actriz Cecília Cheung, depois de toda a indignação, mantêm agora uma postura mais recatada.
Certamente que não fazem filmes, ou se os fazem, logo os apagam!

Actriz coreana enforca-se

Parece que na Coreia no Sul está a surgir um vírus que causa o suicídio de jovens actores.
A vítima mais recente foi a bela actriz Woo Seung-yeon que se enforcou em casa deixando uma nota para a família pedindo desculpas por os deixar desta forma.
De acordo com familiares e amigos a actriz sofria de depressão pelos recentes fracassos em audições para novos papeis e também devido a ter terminado uma relação amorosa de longa duração.
A actriz de 24 anos, capa de revista por diversas vezes e famosa pelos filmes “Herb” de 2007 e “Private Eye” já deste ano, é apenas uma das muitas vítimas de suicídio entre as celebridades sul coreanas.
Choi Jin-sil, Ahn Jae-hwan and Jang Ja-yeon foram outros que meteram termo às suas vidas recentemente.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O que é isto?

Vejam este vídeo sobre o papel de pai e sobre a paciência que é necessária para criar um filho. Fez-me chorar e reflectir naquilo que muitas vezes dizemos aos nossos progenitores quando não estamos com paciência para aturar ninguém...

O amor de pai é mesmo algo insubstituível...

H1N1 a caminho

Vem aí a gripe dos porcos… Era só o que nos faltava agora!
Num ano de crise económica, com a ameaça sempre constante da gripe das aves, do H5N1, da SARs, das vacas loucas e do sei lá que mais, agora até os porcos nos fazem a vida complicada com a mutante H1N1.
Tudo parece ter começado na terra dos churros e dos tacos e passou logo para a terra do Tio Sam. Muitos já dizem que é o poder divino a escrever direito por linhas tortas!
O que não compreendo é como que somos sempre todos afectados com os erros dos outros.
Macau, como qualquer outro local preocupado com os seus cidadãos (isto soa bem... mas é mesmo só o som!), meteu em prática uma data de medidas promovidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e voltaram a promover o uso de desinfectantes para as mãos e de máscaras.
Lá vamos nós ver outra vez o excesso dos medidores de temperatura em tudo quanto é lugar, seguranças de armas (de infravermelhos) em punho e prontos a aponta-la à cabeça de qualquer um. Muitas vezes sem qualquer tipo de treino, usando as ditas sem qualquer cautela, sabendo muito bem que o feixe de raio-X, quando em contacto directo com as vistas, pode causar cegueira.
Já da última ameaça de epidemia, a da Gripe Aviária houve quem saísse a ganhar, principalmente o laboratório farmacêutico que fabrica o Tamiflu e todas as empresas que forneceram os líquidos desinfectante e as máscaras médicas!
Aqui por Macau as 500 lecas de vales médicos deveriam ser possíveis de converter em vales para comprar estes itens...
Vamos a ver se isto não é mais fumo do que fogo. Os primeiros sinais são preocupantes mas será caso para tanto?
Quanto a mim, cuidados de higiene, cuidados básicos de Saúde e muita limpeza na cidade, são, certamente, as melhores formas de lidar com a situação.
Sem limpeza e higiene não se pode querer uma boa Saúde.

Tailândia descontente com Media estrangeira!

A novela da Tailândia continua com pedras a serem arremessadas de ambos os lados da barricada. Agora foi a vez do Ministro do Gabinete do Primeiro Ministro, Satir Wongnongtaey, vir dizer que o Governo está de olho na comunicação social estrangeira.
A afirmação é tanto mais grave e vem depois de afirmações semelhantes do Porta-voz do Partido Democrático, Buranaj Smutharaks, no Clube de Correspondentes Estrangeiros em Banguecoque. O responsável do PD defendeu que o antigo primeiro-ministro Thaksin, enquanto esteve no poder nunca teve nenhum pudor em negligenciar os direitos e liberdade de imprensa, agora auto proclama-se como o bastião da democracia. A par disso, acusou a comunicação social estrangeira de dar cobertura ao que o antigo primeiro-ministro diz.
É baseado neste pressuposto que o Governo está de olho na comunicação social do exterior e vai tentar inverter a situação defendeu o Ministro Satir Wongnongtaey.
O que está em causa não é o facto de saber quem é, ou não é, inocente. Todas as pessoas sabem que Thaksin, enquanto esteve no poder, cometeu abusos e tomou decisões erradas.
O que se pergunta é o seguinte: que legitimidade tem este governo num país que se diz democrático?
O antigo primeiro-ministro defendia, erradamente, que um governo eleito pelo povo tinha mandato para fazer o que bem entendesse. Isto denota, sem sombras de dúvidas, uma total distorção dos valores e das bases democráticas. No entanto, o facto de o derrubarem para terem acesso ao poder, não dá ao PD mais legitimidade do que a detida por Thaksin anteriormente.
A legitimidade, num país democrático e livre, ganha-se nas urnas e no dia-a-dia, fazendo alguma coisa pela maioria da população.
O povo da Tailândia quer pouco saber quem está no Governo. O que querem (e se os governantes forem para a rua ouvir o seu povo vão também aperceber-se disto) é que, quem quer que esteja no Poder, faça algo pelo país e pelo nível de vida da população em geral. Todos sabem que, sejam quem for Governo, vai acabar o mandato mais rico do que antes de ter tomado posse.
A questão não é ser ou não ser honesto. A questão é se fazem ou não algo em prol do povo. Roubar todos roubam, uns mais outros menos.
É assim em todo o lado e a Tailândia não é diferente.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Morse tem 128 anos

Faz hoje 218 anos que nasceu o homem que inventou o Código de Morse.
Samuel Finley Breese Morse nasceu a 27 de Abril de 1791 em Charlestown, Massacusetts, nos Estados Unidos da América, filho de um pastor e geógrafo (Jeridiah Morse) e Elizabeth Ann Finley Breese. O seu pai era um excelente pastor Calvinista e apoiante dos Federalistas que via como os grandes defensores das tradições Puritanas (na estrita observância do Sabbath) e acreditava numa aliança com os ingleses para um governo forte para a então colónia americana. O pai de Samuel Morse defendia uma educação ao estilo Federalista e moldada pela virtude e orações Calvinistas. Depois de frequentar a Academia Phillips em Andover, Massachusetts, Samuel Morse entrou no Yale College para estudar filosofia religiosa e ciência equestre. Durante a sua estada em Yale estudou electricidade com Benjamin Silliman e Jeremiah Day. Durante os anos de estudo ganhou dinheiro pintando e em 1810 graduou-se com honras Phi Beta Kappa.
Samuel Finley Breese Morse foi inventor e pintor de retratos e cenas históricas. Tornou-se mundialmente célebre pelas suas invenções: o Código Morse e o telégrafo.
O Código Morse é um sistema de representação de letras, números e sinais de pontuação através de um sinal codificado enviado intermitentemente. Foi desenvolvido por Samuel Morse e Alfred Vail em 1835.
Uma mensagem codificada em Morse pode ser transmitida de várias formas em pulsos (ou tons) curtos e longos.
Samuel Finley Breese Morse aos quatro anos de idade mostrava grande interesse pelo desenho e, aos catorze, ganhava o seu próprio dinheiro fazendo desenhos de seus amigos e pessoas da cidade.
Ainda na época de colégio, Morse escreveu uma carta aos pais dizendo que queria ser pintor. Os pais, preocupados com o futuro do filho, preferiram transformá-lo em vendedor de livros. Morse passou a vender livros de dia e a pintar à noite e, perante a persistência do filho, os pais decidiram enviá-lo para Londres para a Royal Academy.

sábado, 25 de abril de 2009

Letrado Chapado

Lembram-se dos Dóci Papiaçám di Macau? Estão de novo em cena, no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau, nos dias 16 e 17 de Maio.

Os bilhetes estão já disponíveis aos balcões da Kuong Seng.

Desta feita o grupo liderado por Filipe Senna Fernandes traz-nos uma sátira à suave profissão, a de advogado.

Letrado Chapado, Patrono de Gema, é uma alegoria à via dos advogado locais em geral e um olhar mais sério à situação do sistema judicial de Macau.

E hoje é 25 de Abril!

Nunca fui muito dado a festejos nacionalistas nem revolucionários.
Por sorte aqui em Macau pouco se vê. É já uma tradição que vem ainda do tempo da administração portuguesa...
Parece que anda por aqui o José Lello mas ainda não o vi! Não é que faça questãoa, se tal fizesse iria ao beija mão ou ao convívio da filial socialista como fazer muitos outros!
Acho que para me convencerem a tal têm de me arranjar um tacho primeiro!
VIVÓ 25 DE ABRIL!!!

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Japão paga para se ver livre de imigrantes

Do Japão chega uma estratégia de combate ao desemprego algo caricata. As autoridades japonesas estão a pagar aos trabalhadores de outros países, que rumaram ao Sol Nascente à procura de melhor vida, para regressarem ao país de origem e nunca mais voltarem!
Se a moda pega em Macau vamos ver muitos filipinos, indonésios e até portugueses de malas aviadas e a pedir os milhares de dólares ao Governo!
O governo japonês está a oferecer pacotes que incluem viagens e indemnizações a milhares de brasileiros (descendentes de japoneses) que vivem no Japão e que perderam o emprego devido à crise financeira.
Ao pagar o Japão vê-se livre de pessoas que, de outra forma, teriam de viver da assistência social do país. Portanto, optam por pagar apenas uma vez em detrimento de um encargo prolongado no tempo!
Leia o resto aqui.

Desperdício de espaço

Em Macau há falta de espaço e o pouco que existe disponível, regra geral, é logo usado pelos patos bravos para construir habitações a preços módicos (para os bolsos deles, entenda-se!). Veja-se o exemplo do pequeno espaço que havia ali entre o mercado de S. Domingos e a Rua dos Mercadores, numa pequena esquina que mal dá para estacionar dois carros!
O exemplo que vi hoje é de puro abandono numa zona em que não existe espaço livre e onde milhares de pessoas se amontoam diariamente, seja para dormir ou para fazer a suas compras.
Poucos devem estar familiarizados com este local, visto ficar um pouco fora de mão e, para os que aqui vivem há pouco tempo, será difícil de descobrir.
No entanto, quem por cá vive há muitos anos saberá, concerteza, onde se localiza sem problemas. Falo da Rua do Barão, ali perto do Mercado de São Lourenço provisório, que começa entre a Calçada do Januário e a Rua de Inácio Baptista e termina na Rua de S. José e a Calçada da Feitoria.
Nesta rua existe um recinto, que se pode ver pelas fotos que tirei, completamente dotado ao abandono. Era um antigo recinto desportivo, onde ainda se pode ver as tabelas de basquetebol, e que agora está coberto de lixo e restos de folhas velhas.
Numa zona de população envelhecida, onde espaços livres não existem, tão pouco existem jardins ou locais onde os mais idosos, e os outros residentes possam passar os tempos livres, vê-se um local como este vedado e a criar mosquitos.
Um mau exemplo quando o Governo tenta promover a criação de mais espaços verdes e a racionalização dos poucos espaços disponíveis numa cidade cada vez mais congestionada.
Será que alguém com responsabilidade vê isto e decide por cobro à situação?

Um cheirinho do meu artigo

Para a semana n'O Clarim vai ser possível ler um artigo relativo às próximas eleições legislativas e a minha opinião relativamente às listas étnicas defendidas recentemente por várias pessoas:
(...)
"Agora, a poucos meses de novas eleições, várias pessoas começam a chegar-se à frente com a mesma conversa de haver necessidade de listas que representem esta ou aquela comunidade.
Eu, aproveito esta ocasião para afirmar solenemente que não quero nenhuma lista a representar-me enquanto pertencente à etnia portuguesa radicada em Macau! Quero sim, que me representem enquanto residente, enquanto pertencente a uma comunidade que vê Macau como a sua terra e, se possível, que represente interesses também identificativos com a minha classe profissional. É tudo o que espero do candidato em quem votarei. Assim o fazia em Portugal e assim o faço aqui. Quanto a representar a minha etnia, fica a meu cargo no dia-a-dia e com quem me relaciono pessoal e profissionalmente.
" (...)

Filme sobre macaenses sem macaenses

CHAMA-SE «A história de Ao Ge» e está a ser realizado pelo famoso, se bem que ainda jovem, cineasta chinês Zhang Chin. Trata-se de uma adaptação cinematográfica da obra «As alucinações de Ao Ge», da autoria da escritora e também sub-chefe da divisão de suplementos literários do jornal Ou Mun, Lio Chi Heng, e está a ser promovido como mais uma iniciativa para assinalar os dez anos da criação da Região Administrativa Especial de Macau.
O filme, de acordo com o seu realizador, pretende retratar o sentimento dos macaenses durante a transferência de soberania de Macau para a República Popular da China, mas não vai contar com a participação de nenhum dos «filhos da terra».
A polémica começa mesmo aqui. Como pode o filme retratar o sentimento dos macaenses, se estes, segundo referiram as associações ligadas à comunidade, nem sequer foram contactados para participarem no levantamento que antecede qualquer projecto desta natureza? E ainda para mais, com a agravante, como foi veiculado por um jornal local, de o filme nem sequer contar com actores da comunidade que se pretende retratar!
Os papéis principais são representados por um actor de origem hispânica e outro britânico. O papel feminino principal foi confiado a uma actriz chinesa! Um actor macaense foi aos «castings» e foi dispensado porque, de acordo com o realizador, não era suficientemente profissional e não tinha fisionomia «euro-asiática!»
Se um macaense não é a personificação da mistura entre a cultura asiática e europeia (entenda-se, de cariz português, neste caso), – pergunto-me, – quem o será?!
Estamos habituados, ao longo dos anos, a ver iniciativas no campo da promoção das singularidades de Macau, que tinham tudo para ser bem sucedidas, mas que se revelaram um autêntico fracasso.
Quando se vêem projectos como este, – e que são pagos pelos nossos impostos, – servirem os interesses de apenas alguns, é caso para nos sentirmos ofendidos e manifestarmos a nossa indignação.

Dinheiro mal gasto

Este filme é pago – note-se – pelas autoridades de Macau, de Portugal e da China, pelo que entendo deveria servir para dar visibilidade à cultura de Macau e às suas ligações com a tradição portuguesa.
Se consideram que se podem usar actores de Hong Kong para dar visibilidade à cultura singular de Macau, podemos muito bem dizer que nem vale a pena insistir em querermos ser diferentes. Mais vale deixarmos os nossos vizinhos fazer o que bem entendem com aquilo que é nosso.
Em conversa com um ilustre membro da comunidade local, em torno deste tema, referiu-me que, no caso da escolha dos actores, seria o mesmo que ir-mos fazer um filme sobre a cultura mongol das estepes da Ásia Central, servindo-se de actores de Macau!
Por muita boa vontade que exista, há aspectos básicos que têm de ser escrupulosamente seguidos. Primeiro, e antes de mais, tem que se entender a cultura singular dos macaenses. Ora isso, só mesmo sendo «da terra» se pode perceber. E mais: para se considerar fidedigno deveriam servir-se de pessoas que conhecem e vivem essa mesma cultura.
A um jornal local, o actor macaense José Pedruco afirmava que não foi escolhido para o filme porque, segundo o realizador, não seria suficientemente profissional, assim como também não reunia as características de um euro-asiático!
Estamos em condições de avançar que, além de José Pedruco, outro membro da comunidade dos filhos da terra foi também abordado para o mesmo fim, mas viu-se obrigado a declinar o convite para protagonista por estar demasiado ocupado com os seus compromissos académicos. As tentativas de encontrar um «macaense» ficaram-se por aqui.
Ao que parece, os produtores contactaram também os «Dóci Papiaçam di Macau» para participarem nas filmagens, mas o seu mentor, Miguel de Senna Fernandes, viu-se obrigado a renunciar devido a estarem, presentemente, demasiado ocupados com a preparação do compromisso que têm anualmente com o Festival de Artes de Macau.
Como me foi explicado, os produtores pretendiam filmar uma cena do protagonista a assistir a uma peça dos «Dóci», mas mesmo isso parece que não vai ser possível porque o contacto foi feito muito em cima da hora, não dando tempo suficiente para se preparem minimamente.

Descolonização exemplar!

O antigo presidente da República Mário Soares há muito que deveria ter arrumado as botas. De há tempos para cá cada vez que abre a boca só diz disparates. O último é um elogio à descolonização que Portugal levou a cabo em África. Afirma o ex-Presidente que foi exemplar e que muitos países ficaram bastante impressionados com a rapidez e eficiência!
Sinceramente não sei onde foi buscar tais ilações o Dr Soares mas acredito que devem ser produto de puro delírio. A descolonização portuguesa foi uma vergonha e o resultado está à vista de todos. Em todos os países onde estivemos em África deixámos caos e guerra civil. Infelizmente não fomos capazes de conduzir um processo de descolonização calmo e atempado, de forma a que as populações estivessem, minimamente, preparadas para conduzir os seus destinos.
Mário Soares falava no encerramento das Jornadas de Ciência Política 2009 promovidas pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.
No entanto, a culpa não é dele, é de quem o convida!

Bkk mai pen rai

O Estado de Emergência foi levantado em Banguecoque. Finalmente, depois de duas semanas sob apertado controlo militar e policial, com inúmeras proibições, a população de Banguecoque pode voltar à normalidade. O mesmo se aplica para os turistas. A partir de hoje já podemos voar para a Tailândia para o fim-de-semana e sair do hotel em segurança. Já poderemos ir para as zonas de bares e de compras sem qualquer preocupação.
Agora que o senhor Abhisit Vejjajiva decidiu levantar o Estado de Emergência, tudo volta à normalidade.
Mas, não estaria tudo normal anteriormente? Não ouvi ninguém queixar-se com problemas de segurança, nem nenhum turista a dizer que não foi possível ir às compras ou para a farra à noite!
Afinal, o Estado de Emergência foi mesmo só para os políticos!
Aliás, o Estado de Emergência foi levantado, não para tentar criar um ambiente de reconciliação como defende Abhisit Vejjajiva mas sim porque, por incrível que pareça, com Estado de Emergência declarado o governo não poderia reunir. Isto porque, de acordo com a Lei que regula o EE não se podiam realizar reuniões, de carácter político ou contestatário, com mais de cinco pessoas! Portanto, o Conselho de Ministros não podia ser convocado pelo Primeiro Ministro!
Leis feitas em cima do joelho!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Comentário a “Visto de Bangkok”

Eu há muito que me questiono acerca da real razão da tentativa de assassinato de Sondhi.
Sabe-se que quem levou a cabo a tentativa imobilizou a viatura atirando para os pneus e depois aproximando-se para disparar. Isto aconteceu quando já estavam apeados.
Pois bem, apeados, perto da viatura, a disparar a seu belo prazer, será que não conseguiriam abater o seu alvo? Não terá sido antes uma forma velada de dar um aviso à “navegação”.
Não será necessário ser especialista em armas ou estratégias militares para se saber que, 2 ou 3 pessoas armadas de AK47 a metros do alvo, sem qualquer oposição, poderiam fazer o que bem entendessem. Se fosse para morrer teria morrido sem qualquer problema e estaria o problema resolvido.
Agora sabe-se que as balas pertencem ao exército assim como se sabia que a polícia, muitas vezes, depois de acabarem os turnos vestiam as camisas vermelhas e iam juntar-se aos seus.
Quanto aos “blanks” e ao “live ammunition” nas manifs, a historia será outra. Disparar directamente munição verdadeira dá o resultado que deu com o Sondhi.
Quando disparadas para o ar balas verdadeiras, só refiro o que aconteceu em Macau há uns anos! Numa manifestação de 1Maio um polícia disparou para o ar uma pistola de pequeno calibre e, a mais de mil metros de distância do local onde a bala foi disparada, quase matou um motociclista que nada tinha a ver com a manifestação!
Tudo o que sobe acaba no chão!

Nokia 1100 vale 32mil Euros!

Quem tiver em casa um telemóvel da Nokia, mais concretamente o modelo 1100 fabricado em Bochum na Alemanha, poderá estar na posse de uma pequena fortuna!
É que há pessoas que chegam a pagar até 32 mil Euros por estes telefones em particular.
Mas, há sempre um mas! Claro que pagam porque, segundo especialistas, estes telefones, ou melhor o seu software, permite, depois de alterado por hackers, proceder a transferências bancárias sem ser detectado!
Este pequeno detalhe tem feito o preço deste velho telemóvel disparar nos meios criminosos, especialmente na Europa, atingindo preços astronómicos.
Os hackers descobriram uma forma de modificar o número do telefone de forma a que possam enviar e receber SMS sem serem detectados nem identificados, o que lhes permite receber o mobile Transaction Authentication Number (mTAN). Um código que os bancos enviam para os telefones para autenticar as transferências feitas via SMS.
Este pequeno problema no software permite que os criminosos possam esvaziar contas (das quais tenham previamente adquirido a password e o username) sem que os bancos ou o seu proprietário nada possa fazer!
Daí o preço elevado que se disponibilizam a pagar pelos velhos Nokia 1100.
A empresa continua a afirmar que nada de errado existe no software do telefone. No entanto, empresas de segurança continuam a trabalhar para tentar identificar a falha que os hackers usam para fins criminosos.

Castro lança novo livro

Hoje não me apetece escrever (até parece uma contradição… mas não o é…). Poderia ter deixado uma gravação mas preferi usar o teclado.
A verdade é que não vi nada de interessante ainda na imprensa ou nos outros órgãos de comunicação social.
Informação aborrecida...
Apenas destaco o facto do meu amigo Joaquim de Castro ir publicar mais um livro das suas viagens. É lançado amanhã (24 de Abril) em Lisboa. O livro chama-se Mar das Especiarias e tem a chancela da Editorial Presença e um prefácio da euro deputada Ana Gomes.
Infelizmente perdi o seu contacto e não lhe posso enviar as felicitações pessoalmente. Se alguém souber onde pára, ou estiver em contacto com ele, façam-lhe chegar os meus sinceros votos de mais sucesso. Enviem-lhe este link para que ele possa entrar em contacto.
De resto... não me apetece escrever mais… deve ser do clima.
Vamos ver da parte da tarde como me sinto!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Buddha Bar muda de nome!

O Buddha Bar deixou de ser Buddha Bar…
Ao que chega o extremismo religioso!
Em Jacarta, aquele que seria o primeiro Buddha Bar da Ásia (da cadeia baseada em Paris e onde nasceu o primeiro Buddha Bar), viu-se obrigado a mudar de nome depois de pressões de sectores budistas indonésios que se mostraram ultrajados com o nome de Buddha estar ligado a um bar!
O bar-restaurante (ao estilo HardRock Café) abriu recentemente num edifício de estilo holandês na zona histórica da capital indonésia mas cedo viu a sua licença cancelada pelo Ministro dos Assuntos Religiosos Maftuh Basyuni!
O bar agora chama-se Bataviasche Kunstkring, o antigo nome do edifício onde está instalado e que era parte um escritório da migração.
Imagino o que seria se o bar se chamasse Alah Bar num país como a Indonésia…
Thanks god was Budha!

NaE's kitchen A Cozinha da NaE

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