segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Duarte actua n'O Santos em Macau
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
A culpa morre solteira
AS eleições para a Assembleia Legislativa foram a novela que todos sabemos. Os atrasos na divulgação dos votos, as confusões com os cartazes das listas, os almoços, jantares, autocarros e outros acessórios fizeram do evento algo de colorido, muito à maneira de Macau. Se não estivéssemos habituados, ainda poderíamos considerar tudo isto digno de um país do terceiro mundo, mas, como se diz nesta terra, «Macau sã assi».A minha opinião acerca de tudo isto é muito privada e não caberia aqui estar a divulgá-la, mas como o Chefe do Executivo se manifestou recentemente acerca da contagem dos votos nulos, achei que também poderia manifestar a minha abertamente.
É incompreensível como é que Edmund Ho, em fim de mandato, vem a público dizer que as pessoas que não cumpriram a Lei (a Comissão Eleitoral e a Assembleia de Apuramento Geral) não têm de ser chamadas à responsabilidade porque, «no final de contas, tudo correu bem»!
Os factos são muito claros. Os votos nulos foram validados por aquelas duas instituições, sendo, depois, devido a recurso interposto judicialmente por algumas listas, considerados inúteis pelo Tribunal de Última Instância. Portanto, a entidade judicial máxima da RAEM considera que o acto foi ilegal. Sabe-se quem o praticou (pelo menos sabe-se de quem é a responsabilidade institucional) e nada acontece?
Apontam o dedo ao facto dos eleitores não saberem onde deviam meter o carimbo. No entanto, não me lembro de ter visto na comunicação social qualquer campanha de educação sobre a forma de votar. Algo que se justificava, visto ter sido a primeira vez que o sistema de carimbo era utilizado.
Mas Edmund Ho não está sozinho nesta campanha de perdão institucional. A ele juntou-se o Comissário Cheong U, dizendo que tudo correu dentro do normal, mesmo tendo o CCAC recebido quase 350 queixas relativas a este processo eleitoral.
É mesmo Macau!
É incompreensível que, num local onde existem leis e onde o primado da lei é uma das pedras basilares da nossa sociedade, se possa deixar passar incólume este tipo de situações. A verdade é que dois organismos de fiscalização não fizeram o seu trabalho e causaram prejuízos a um processo eleitoral que se queria transparente. Em última instância, quando não se pode ou não se quer apurar em pormenor o responsável pelo erro, é o chefe máximo que o deve assumir. Assim mandam as regras de um bom chefe: quando os seus subordinados falham e não se pode identificar quem foi, é o chefe que, por uma questão de honorabilidade, deve chegar à frente e assumir toda a responsabilidade.
Seria impensável em qualquer outro local acontecer uma situação desta natureza e continuar tudo na mesma. Olhe-se, por exemplo, para a situação que se passou durante a campanha eleitoral em Portugal e da polémica em torno das suspeitas de escutas telefónicas ao pessoal da Casa da Presidência da República. Ainda não se sabendo ao certo se é, ou não, verdade, o assessor do Presidente foi já demitido visto ter sido identificado como o responsável directo da informação. Mesmo que não tenha sido ele quem deu a informação à imprensa, a responsabilidade final é dele, porque está no âmbito das suas atribuições.
Aqui por Macau começa a tornar-se hábito pessoas com responsabilidade não assumirem as suas próprias responsabilidades quando acontecem erros crassos. É de justeza de carácter que se fala.
Quando um dirigente não tem frontalidade e carácter para assumir a responsabilidade por algo que correu mal sob a sua alçada, que mais se poderá pedir dessa pessoa ou, em última instância, desse sistema
Prazos que não se cumprem
COMEMORAM-SE amanhã seis décadas de vida da República Popular da China, uma data de grande importância para toda a nação chinesa e que nos deixa cheios de orgulho por vivermos neste grande país. No entanto, por muito que goste de enaltecer o meu país de acolhimento, não é disso que quero escrever. Aliás, nestes dias muito se há-de escrever sobre os 60 anos da China e, tendo eu pouco mais do que metade dessa provecta idade, não terei nenhum conhecimento de causa para me pronunciar sobre a efeméride. O que sei, pelos livros da história ocidental, pouco abona a favor de Pequim, pelo que mais vale estar calado!O que quero aqui abordar é algo que li recentemente e que, cada vez que passo pelo local, me faz sentir um frio na espinha. Recentemente, a presidente do Instituto Cultural, Heidi Ho, anunciava que a Casa do Mandarim estaria para abrir. Não sei se seria campanha eleitoral fora de época ou se estava a ouvir mais um «bitaite» descabido, como os muitos que a ex-colega manda. A dita casa deve ser assombrada ou ter mau «fong soi». Há vários anos que está a ser recuperada e já por várias vezes foi anunciada a sua abertura ao público; mas, como se pode ver quando por ali se passa, tudo continua fechado a sete chaves!
A verdade é que a Casa do Mandarim é parte importante de todo o Património de Macau e o facto de estar fechada ao público é uma perda enorme para todos nós. A sua recuperação deveria ter sido tarefa de primeira importância e deveria ter sido levada a cabo com toda a seriedade, pois só assim seria possível terminá-la em prazo aceitável, para ser restituída a quem dela tem direito a usufruir: todos nós e quem nos visita.
Milhões têm sido canalizados para a sua recuperação Ao certo ninguém sabe quando foi gasto, ou quanto ainda será preciso gastar nas restantes obras de beneficiação do local. Mas não é o dinheiro a razão deste apontamento. A razão é bem outra. É que o prazo, que se arrasta no tempo, começa a dar indícios de que muitos interesses ocultos devem estar a lucrar com este atraso fenomenal. Bem ao estilo de Macau, o mais impressionante é que, para além de umas interpelações esporádicas de alguns deputados na Assembleia Legislativa, pouco mais se vê na procura da verdade por detrás de todo este processo de recuperação.
Outro aspecto que quero salientar é a forma da sua recuperação. Segundo sei, os trabalhos tinham como objectivo restituir a forma original ao edifício. Será que quando o «mandarim» ali vivia já a casa tinha portão de ferro eléctrico?
Os parquímetros para motociclos
Foi anunciado recentemente que o Governo planeia lançar, a título experimental, lugares de estacionamento pago para veículos de duas rodas. Lembro-me de ter aqui abordado este tema uma ou duas vezes e de sempre ter referido que, ao se avançar para esta medida, havia outros factores a ter em conta.
A criação de parquímetros para veículos de duas rodas não é tão fácil como para os automóveis. Primeiro tem de se ter em conta como se vai processar o pagamento e a sua prova. Deve ter-se em conta também toda a demarcação do lugar de estacionamento porque, se somos obrigados a pagar, teremos de receber algo de volta. Logo, ao ter de pagar por estacionamento, tem de haver uma demarcação no piso para cada veículo.
Um ponto a ter em conta em Macau e de que todos os proprietários de veículos de duas rodas têm conhecimento, é a facilidade com que outros utentes movem os veículos estacionados para conseguirem arranjar um espaço para o seu. Nestes casos, e tendo os veículos estacionados pago a tarifa devida, como se vai proceder ao seu controle, caso o utente seguinte o retire da zona demarcada? Por outro lado, caso não sejam demarcados lugares individuais e caso não haja a emissão de títulos de pagamento, como se pode provar que o utente pagou o tempo devido?
Sendo proprietário de motociclo, e defendendo os parquímetros para veículos de duas rodas há muito tempo, alerto para a necessidade de se ter cuidado com muitos aspectos de carácter técnico.
Por outro lado, ao se introduzirem parquímetros, sejam eles para duas ou quatro rodas, deve-se ter em conta que a maior parte dos prédios de Macau não têm parque de estacionamento. Dou o meu exemplo: no prédio onde comprei casa não existem estacionamentos para venda, pelo que sou obrigado a estacionar na rua. O silo automóvel mais próximo é privado e não disponibiliza lugares mensais; o do Governo, nas proximidades, não tem lugares disponíveis. Qual será, pois, a solução para pessoas na minha situação, se tiver todos os lugares com parquímetro na zona onde vivo? Vou ter de ir, de duas em duas horas, meter a moedinha? Porque não criar, à semelhança de muitas cidades ocidentais, cartões de estacionamento em parquímetros para residentes da área, ou passes de estacionamento que são pagos mensalmente ou anualmente ao Governo?
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Gripe A e os critérios dos médicos
A verdade é que em Macau, um local com pouco mais de 500 mil pessoas, 3392 é o número total de casos de infectados. Destes, nove continuam hospitalizados e destes nove, dois estão em estado satisfatório enquanto os outros sete estão em estado considerado grave.
Entre terça e quarta-feira os Serviços de Saúde anunciaram ter detectado mais nove dezenas de pessoas com sinais de H1N1. “Entre os dias 6 e 7 de Outubro da parte da tarde, registaram-se 90 casos de doentes com sintomas gripais que recorreram ao Centro Hospitalar Conde de São Januário e ao Hospital Kiang Wu. No dia 7 de Outubro, nenhum estabelecimento escolar local necessitou de proceder à suspensão de aulas por infecção colectiva pela gripe. No entanto, os Serviços de Saúde continuam a manter o sistema de vigilância epidemiológica nos estabelecimentos escolares, lares e outras instituições.”
De segunda a terça-feira, de acordo com os SS, foram encontrados em Macau quase uma centena de pessoas com gripe A. “Do dia 5 à tarde a dia 6 de Outubro à tarde, um total de 92 doentes com sintomas gripais recorreram à consulta médica respectivamente, dos Serviços de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário e do Hospital Kiang Wu. A 6 de Outubro, na Escola Portuguesa de Macau (EPM), um total de 7 turmas, do 8.º ao 12.º ano, teve de suspender as aulas por ocorrência de um grande número de casos de infecção colectiva de Gripe A (H1N1). Segundo informação da escola, na madrugada do dia 2 de Outubro, mais de 100 alunos da EPM participaram numa festa privada organizada pelos estudantes finalistas. Nos dias sucessivos à festa, alguns alunos começaram a apresentar sintomas gripais tendo sido posteriormente confirmados como casos de Gripe A (H1N1). Visto que muitos alunos destas 7 turmas manifestaram ao mesmo tempo sintomas gripais, os Serviços de Saúde já informaram a escola em causa para a suspensão das aulas por 5 dias nas turmas supracitadas, a fim de prevenir a propagação da gripe na escola. Os S.S. continuam a manter um sistema de vigilância epidemiológica para os estabelecimentos escolares, lares e outras instituições.”
De domingo a segunda-feira tinham sido detectados 142 casos positivos de H1N1. “Do dia 4 até à tarde do dia 5 de Outubro, um total de 142 doentes com sintomas gripais recorram à consulta médica respectivamente dos Serviços de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário e do Hospital Kiang Wu. A 5 de Outubro, um total de 3 turmas teve de suspender as aulas por ocorrência de casos de infecção colectiva de Gripe A (H1N1), registados principalmente na turma P1 da Escola Secundária Sam Yuk de Macau, na turma (Chi) do 4º ano da Escola Primária Luso-chinesa De Tamagnini Barbosa e na turma P6C da Escola Cheung Kung Hui (Macau). Os Serviços de Saúde estão a acompanhar de perto a situação epidemiológica em estabelecimentos escolares, lares e outras instituições.”
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Um cheirinho do meu artigo
Na próxima edição d’O Clarim vai ler-se ainda sobre o processo eleitoral. Mesmo um pouco fora de época, acho que devia voltar a falar de todo o processo de recontagem de votos. Afinal foi o Chefe do Executivo que trouxe o assunto à baila. “É incompreensível que, num local onde existem leis e onde o primado da Lei é uma das pedras basilares da nossa sociedade, se possa deixar passar incólume este tipo de situações. A verdade é que dois organismos de fiscalização não fizeram o seu trabalho e causaram prejuízos a um processo eleitoral que se queria transparente. Em última instância, quando não se pode ou não se quer apurar em pormenor o responsável pelo erro, é o chefe máximo que o deve assumir. Assim mandam as regras de um bom chefe, quando os seus subordinados falham e não se pode identificar quem foi, é o chefe que, por uma questão de honorabilidade, deve chegar à frente e assumir toda a responsabilidade.”
3068 casos de Gripe A H1N1
De acordo com o último despacho dos Serviços de Saúde, a única alteração é mesmo a nova estratégia de elaboração dos títulos, que agora são ênfase aos pacientes que vão tendo alta hospitalar. Daqui podemos depreender duas coisas, ou o número de casos graves que necessitam de hospitalização estão a aumentar ou os cuidados paliativos não estão a funcionar pelo que os pacientes têm de ser admitidos!
“Do dia 3 até à tarde do dia 4 de Outubro, registaram-se totalmente 89 casos de doentes com sintomas gripais que recorreram ao serviço de urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário e ao serviço de urgência do Hospital Kiang Wu. No dia 4 de Outubro, um total de 3 turmas tiveram de suspender as aulas por ocorrência de vários casos confirmados da Gripe A (H1N1), sendo respectivamente a turma “Mong” do 3.° ano do ensino secundário-geral da Escola Secundária Pui Ching, turma 9 do 3.° ano do ensino secundário-geral da Escola Hou Kong e turma 9A da Escola Portuguesa de Macau. Os Serviços de Saúde ainda estão a acompanhar de perto a situação de ocorrência de gripe em estabelecimentos escolares, lares e outras entidades.”
No último dia de Setembro tinham sido detectados 34 novos casos.
No dia 1 de Outubro foram mais 33.
No dia 2, surpreendentemente, e sem que haja qualquer explicação oficial, foram detectados 141 casos, um aumento de quase 500% relativamente ao dia anterior!
No dia 3 o número de casos baixou para os 89.
Quanto aos casos mais graves, são neste momento seis.
Como agora já não são fornecidos dados totais de casos de gripe A, cabe-nos fazer as contas. 2.771 casos no dia 30 de Setembro, portanto, até ontem tinham sido detectados mais de três mil casos. Mais concretamente 3068 casos de Gripe A H1N1.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
2.771 casos de Gripe A
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
2694 casos, fase de transmissão sustentada
Para breve, à semelhança de Hong Kong, sob a desculpa de salvaguardar os recursos humanos, deverá ser anunciada a paragem da contabilização dos casos diários. Em Hong Kong, recentemente, um responsável da Saúde adiantava que o número de infectados era duas ou três vezes mais do que os números oficiais (25 mil)! E que, actualmente, mais de 80% dos casos de gripe (leve, média e severa) eram já de gripe A, pelo que os clínicos estavam instruídos para tratarem todos os pacientes como se estivessem na presença de casos positivos.
Aqui, por enquanto, ainda se contam casos, com uma notória diminuição dos mesmos nos últimos dias! No dia 26 anunciava-se que “Do dia 25 até à tarde do dia 26 de Setembro, os Serviços de Saúde registaram 44 novos casos confirmados da Gripe A (H1N1), sendo 15 do sexo feminino e 29 do sexo masculino, com idades variando entre 1 e 66 anos. A turma P4D da Escola de Aplicação anexa à Universidade de Macau em que se verificaram casos de infecção colectiva da Gripe A (H1N1), foi avisada pelos Serviços de Saúde para suspender as aulas. Além desta, existem 9 turmas que foram obrigadas a suspender as aulas devido à apresentação colectiva de casos com sintomas gripais, sendo os casos registados principalmente na Escola Hou Kong (Pré-Primário), na Escola para Filhos e Irmãos dos Operários e na Escola Secundária Pui Va. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar de perto a situação de pandemia de gripe em estabelecimentos escolares, lares e outras instituições.”
E no Domingo “Do dia 26 até à tarde do dia 27 de Setembro, os Serviços de Saúde registaram 25 novos casos confirmados da Gripe A (H1N1), sendo 12 do sexo feminino e 13 do sexo masculino, com idades variando entre 7 meses e 31 anos. Relativamente à Turma P3B da Escola São Paulo e à Turma F1C da Escola Secundária Pui Ching, cujas aulas tinham sido suspensas por terem verificados casos de infecção colectiva de gripe, após a análise laboratorial, foram confirmados ser casos de infecção colectiva da Gripe A (H1N1). Os Serviços de Saúde estão a acompanhar de perto a situação de pandemia de gripe em estabelecimentos escolares, lares e outras instituições.”
Na totalidade foram contabilizados, até ao dia 27 de Setembro, 2694 casos da Gripe A.
Um cheirinho do meu artigo
No artigo desta semana falo de dois assuntos, um de cariz cultural outro de cariz cívico.
“Milhões têm sido canalizados para a sua recuperação Ao certo ninguém sabe quando foi gasto, ou quanto ainda será preciso gastar nas restantes obras de beneficiação do local. A verdade é que o dinheiro, neste caso, é o mal menor. O prazo, que se arrasta no tempo, começa a dar indícios de que muitos interesses ocultos devem estar a lucrar com este atraso fenomenal. Mas, bem ao estilo de Macau, o mais impressionante é que, para além de umas interpelações esporádicas por alguns deputados na Assembleia Legislativa, pouco mais se vê na procura da verdade por detrás de todo o processo de recuperação.
Outro aspecto que quero salientar é a forma da sua recuperação. Segundo sei os trabalhos tinham como objectivo restituir a forma original ao edifício. Será que quando o “mandarim” ali vivia já a casa tinha portão de ferro eléctrico?
(…)
Foi anunciado recentemente que o Governo planeia lançar, a título experimental, lugares de estacionamento pago para veículos de duas rodas. Lembro-me de ter abordado este tema aqui por uma ou duas vezes e de sempre referir que, ao se avançar por esta medida, havia outros factores a ter em conta.
A criação de parquímetros para veículos de duas rodas não é tão fácil como a criação para os automóveis. Primeiro tem de se ter em conta como se vai processar o pagamento e a sua prova. Deve ter-se em conta também toda a demarcação do lugar de estacionamento porque, se somos obrigados a pagar, teremos de receber algo de volta. Logo, ao se pagar por estacionamento, tem de haver uma demarcação no piso para cada veículo.”
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
2.583 casos
Contabilizaram-se já 2.583 casos de Gripe A (H1N1), dois dos casos continuam em estado muito grave.
CebuPacific, nunca mais!
COMO operam as companhias áreas que voam de e para Macau e que nos transportam para os mais variados destinos na Ásia?Existem princípios mínimos de bom senso que devem ser cumpridos. No que diz respeito a alterações de bilhetes, porém, tais princípios parecem ser continuamente ignorados, sem que ninguém faça nada para alterar esta situação.
Poucas são as empresas que se preocupam em olhar para o cliente como parte importante de todo o processo. Não sei se cada companhia aérea tem liberdade de elaborar as suas regulamentações relativas aos bilhetes, sem que tenham de cumprir qualquer tipo de regulamentação internacional. Julgo, no entanto, que existem princípios de bom senso que deveriam ser observados.
Olhando para as companhias aéreas que usam o Aeroporto Internacional de Macau, as condições de alteração de voos são as mais variadas. Têm, contudo, um ponto comum. Quem sai sempre a perder é o passageiro!
Umas dão a possibilidade de, duas ou mais semanas antes da data marcada inicialmente, se poder alterar as datas, sem encargos adicionais, caso o voo seja do mesmo preço ou mais baixo. Outras cobram uma pequena taxa pela alteração. Mas há, porém, uma empresa, em concreto a CebuPacific, que cobra, à partida e por cada sector, a módica quantia de 400 patacas! Seja uma semana antes ou dois dias antes da partida. E, claro, se o novo voo escolhido for mais caro, acresce essa diferença. Com o «bónus» de se perder tudo quanto se tinha pago anteriormente. Se o passageiro tinha já pago para transportar peso extra e lugar marcado, ao mudar para outro voo tem de abrir os cordões à bolsa novamente! O que, no final, acaba por totalizar mais do que o que se pagou inicialmente pelo bilhete.
Uma política de lucro, a todo o custo, adoptada por muitas das empresas «low cost». Deve ser essa uma das razões de a empresa ser criticada em tudo quanto é «fórum» na internet. No entanto, os seus responsáveis não parecem muito afectados com tais críticas, visto que ninguém da empresa dá a isso qualquer resposta.
Trago aqui um exemplo que é semelhante a muitos outros. Um bilhete marcado para o dia 29 deste mês de Setembro, com saída de Macau, escala em Manila e destino final noutra cidade filipina, com peso extra e lugar marcado nos dois voos de ida, tinha um preço de pouco mais de mil e cem patacas, sem taxas. A alteração para o dia seguinte, no mesmo horário, levou uma taxa de 400 patacas, mais 800 de diferença de preço e mais 100 pelo lugar marcado e outro tanto pelo peso extra de bagagem! Ou seja, um bilhete que custava 1100 passou a custar 2500. Isto, tendo sido a alteração feita duas semanas antes. Se fosse no dia, ou no dia anterior ao voo, a diferença seria ainda maior!
Há ainda a acrescentar, pelo menos, dois telefonemas de 45 minutos para o Call Center nas Filipinas, o que, aos custos da CTM, significa cerca de 350 patacas! Telefonemas porque nada se conseguia fazer na página electrónica da companhia, mas que também de nada serviram, porque a alteração acabou por ter de ser feita no representante da companhia, em Macau, a agência de viagens da STDM, onde, além do preço do bilhete, cobraram ainda a ilegal taxa de cartão de crédito Visa (1.2%)! Tudo isto na maior das ilegalidades, mas sem qualquer reacção das autoridades.
A queixa foi endereçada, assim como este artigo antes da sua publicação, ao Conselho de Consumidores de Macau, mas de nada serviu. O CC telefonou a confirmar a recepção da queixa e arquivou-a. Aliás, tal vem acontecendo desde há muito tempo, sem que nada mude.
Impotência desoladora
Sei que de nada serve apresentarmos queixa sobre estes incidentes e que, nestas situações, o mais sensato é pensar que acontece a todos. As companhias aéreas, nomeadamente as de baixo custo, tentam fazer lucro de todas as formas e, regra geral, quem acaba por ser o mais prejudicado é sempre o cliente. Apesar de não sermos obrigados a usar estes serviços, há mínimos morais que estas empresas deveriam ser obrigadas a cumprir. Primeiro, deveriam ter opções viáveis para que os clientes possam fazer as alterações devidas, sem que para isso tenham de pagar mais do que aquilo que despenderam para o bilhete originalmente. O caso retratado foi de um bilhete de preço normal e não de uma promoção.
O cliente teve de fazer a alteração por motivos de força maior, não por capricho pessoal ou por pura conveniência. A empresa, porém, aproveitou-se da situação para fazer lucro. Foi ponderada a possibilidade de cancelar o bilhete; depois de consultar a companhia, a decisão foi não o fazer, porque a perda, nesse caso, seria total, porque não há lugar a reembolsos!
Esta crítica acerca da CebuPacific pode-se aplicar a muitas outras companhias. De uma forma ou de outra, todas elas acabam por fazer o mesmo.
Já acerca das taxas cobradas ilegalmente pela STDM Tours, tratando-se de uma companhia local, espera-se que as autoridades correspondentes procedam ao tratamento adequado da situação e, de uma vez por todas, façam fiscalização e obriguem todas as empresas em Macau a cumprir a lei, sem que seja necessário os clientes andarem a fazer de «fiscais».
Quanto às companhias aéreas, depois de tantas queixas e reclamações, resta-nos deixar de voar, visto que nada mais se poderá fazer. Ou, em alternativa, continuar a reclamar, como fazem milhares de pessoas em todas as páginas da Internet.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
2.527 casos de Gripe A
Bom, no que diz respeito aos medicamentos, e estando a situação como todos sabemos, os SS anunciaram que o hospital chinês agora também distribui Tamiflu, caso o médico assim o entenda. O medicamento é gratuito para os residentes de Macau.
Na segunda-feira os SS diziam: “Do dia 21 até à tarde do dia 22 de Setembro, os Serviços de Saúde registaram 77 novos casos confirmados da Gripe A (H1N1), sendo 43 do sexo feminino e 34 do sexo masculino, com idades variando entre 5 meses e 79 anos. No dia 22, um total de 45 turmas teve de suspender as aulas por ocorrência de casos de infecção colectiva de Gripe A (H1N1), registados principalmente na Escola São Paulo, Colégio Dom Bosco (Yuet Wah), Colégio do Sagrado Coração de Jesus e Escola Secundária Pui Ching. Os Serviços de Saúde estão a acompanhar de perto a situação epidemiológica em estabelecimentos escolares, lares e outras instituições.” Passadas 24 horas: “Entre 22 e 23 de Setembro da parte da tarde, os Serviços de Saúde registaram 43 novos casos confirmados da gripe A (H1N1), sendo 19 do sexo feminino e 24 do sexo masculino, com idades variando entre 1 e 54 anos de idade. Entre esses novos casos, registaram-se infecções colectivas da gripe A (H1N1) na turma D do 3º ano do Colégio Dom Bosco (Yuet Wah) – (Secção primária), na turma A do 4º ano e na turma A do 5º ano da Escola de Aplicação Anexa à Universidade de Macau (Secção primária). Os Serviços de Saúde notificaram as escolas para suspenderem as aulas das turmas afectadas. Para além disso, no dia 23, 12 turmas foram obrigadas a suspender as aulas devido à apresentação colectiva de casos com sintomas gripais. Destas escolas afectadas, a Escola São Paulo, e Colégio De Santa Rosa De Lima – (Secção chinesa) foram as que registaram maior número de infectados. Actualmente, os Serviços de Saúde estão a acompanhar de perto a situação de ocorrência da gripe A H1N1 em estabelecimentos escolares, lares e outras entidades.”
No total contam-se já 2.527 casos de Gripe A.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
2.407 casos de Gripe A
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Um cheirinho do meu artigo
“(…) A alteração para o dia seguinte, no mesmo horário, levou uma taxa de 400 patacas, mais 800 de diferença de preço e mais 100 pelo lugar marcado outro tanto pelo peso extra de bagagem! Ou seja, um bilhete que custava 1100 passou a custar 2500, isto tendo sido a alteração feita duas semanas antes. Se fosse no dia, ou no dia anterior ao voo, a diferença seria ainda maior!
A tudo isto há a acrescentar, pelo menos, dois telefonemas de 45 minutos para o Call Center (…)".
2.348 casos de gripe A
Na sexta-feira contabilizaram-se mais seis dezenas de casos positivos de H1N1 em Macau. “Do dia 17 até à tarde do dia 18 de Setembro, os Serviços de Saúde registaram 60 novos casos de Gripe A (H1N1), sendo, 30 do sexo masculino e 30 do sexo feminino, com idades variando entre os 7 meses e os 58 anos. No dia 18, por não ter-se registado infecção colectiva da gripe A H1N1 nas escolas, não foi preciso suspender as aulas. Actualmente, os Serviços de Saúde estão a acompanhar de perto a situação de ocorrência da gripe A H1N1 em estabelecimentos escolares, lares e outras entidades. Em simultâneo, mais 3 doentes tiveram alta após submetidos a tratamento, estando ainda 12 doentes a ser submetidos a tratamento médico hospitalar. Destes, 2 estão em situação grave e 1 criança encontra-se em estado crítico, necessitando de apoio de ventilador. O estado dos outros doentes é satisfatório e estável.”
No Sábado eram anunciados mais 58 casos. “De 18 até à tarde de 19 de Setembro, foi registado um número de 58 casos novos da gripe A H1N1 nos Serviços de Saúde, dos quais 34 são pacientes do sexo masculino e 24 do sexo feminino, com idade máxima de 72 anos e mínima de 5 meses. Regista-se ainda uma infecção colectiva da referida gripe na turma F2C do Colégio Perpétuo Socorro Chan Sui Ki. Os Serviços de Saúde notificaram o Colégio da suspensão das aulas dessa turma e estão a observar de perto a situação de infecção da gripe A H1N1 nas escolas, lares e outras organizações.”
No Domingo, dia das eleições para a Assembleia Legislativa, registaram-se 43 casos. “Entre 19 e 20 de Setembro da parte da tarde, os Serviços de Saúde registaram 43 novos casos confirmados da gripe A (H1N1), sendo 20 do sexo feminino e 23 do sexo masculino, com idades variando entre 8 meses e 51 anos de idade. No dia 20, nenhum estabelecimento escolar local necessitou de proceder à suspensão de aulas por motivo de infecção colectiva pela Gripe A (H1N1). No entanto, os Serviços de Saúde ainda estão a acompanhar de perto a situação de ocorrência de gripe A (H1N1) em estabelecimentos escolares, lares e outras entidades.”
Ao todo, entre sexta e domingo, foram detectados 161, elevando o total para 2.348.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O que se segue?
No dia de ontem registaram-se, mais uma vez, mais de uma centena de casos positivos. “Do dia 16 até à tarde do dia 17 de Setembro, os Serviços de Saúde registaram 104 novos casos confirmados da Gripe A (H1N1), sendo 49 do sexo feminino e 55 do sexo masculino, com idades variando entre 8 meses e 58 anos. Desses novos casos, na Turma F do 12º ano do Colégio Santa Rosa de Lima – Secção inglesa, na Turma B do 4º ano do Colégio de Sagrada Coração de Jesus (secção primária), e na Turma D do 1º ano da Escola para Filhos e Irmãos dos operários (secção primária), foram verificados casos de infecção colectiva da Gripe A (H1N1). Os Serviços de Saúde notificaram as escolas sobre a suspensão de aulas destas turmas, e estão acompanhar de perto a situação epidemiológica em estabelecimentos escolares, lares e outras instituições.”
A verdadeira época da gripe ainda não chegou pelo que o panorama é bastante sombrio e faz temer o pior para os meses que se seguem.
Por muito que os técnicos se Saúde, pagos pelo Governo, venham dizer que as medidas tomadas são as mais eficazes e que os resultados sào positivos, os dados conhecidos apontam para o lado oposto…
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Correios promovem empreendimento privado
Os Correios de Macau, superiormente dirigidos por uma pessoa que muito estimo e admiro e que acredito nada ter a ver com isto, vão lançar uma série de selos especiais, para assinalar a abertura de um prédio! Um empreendimento particular e que, na altura em que foi anunciado, causou diversas críticas porque não se sabia muito bem quem o autorizou.
Trata-se da “Grandiosa Abertura do L’Arc Macau”. Para tal os Correios “informam que no dia 21 de Setembro de 2009, haverá um Posto de Correio Temporário, com carimbo comemorativo alusivo à “Celebração Grandiosa de Abertura L’Arc Macau”, instalado na Loja de Filatelia da Sede”. Tirando os erros que foram corrigidos da versão publicada no Gabinete de Comunicação Social, este é o essencial da informação.
O que faltará mais em Macau?
Vejam só a pérola que é a última parte do texto (que não me dei ao trabalho de corrigir: “Serão distribuídos ao público de um sobrescrito comemorativo no dia do posto e à venda de produtos filatélicos dos Correios, sendo obliteradas as correspondências apresentadas para o efeito.
Bem-vindo a visitar e coleccionar.”
Mais de dois mil casos
Ontem registavam-se mais 142 casos, elevando o total para 2083! “Do dia 15 até à tarde do dia 16 de Setembro, os Serviços de Saúde registaram 142 novos casos confirmados da Gripe A (H1N1), sendo 69 do sexo feminino e 73 o sexo masculino, com idades variando entre 9 meses e 79 anos. Desses novos casos, na Turma Hang do 8º ano da Escola Nossa Senhora de Fátima, na Turma P6 da Escola Secundária Sam Yuk de Macau (Secção Inglesa), na Turma P6A da Escola de Aplicação Anexa à Universidade de Macau, na Turma 6 do 6º ano da Escola Hou Kong (Secção Primária) e na Turma A da Creche "O Traquinas”, foram verificados casos de infecção colectiva da Gripe A (H1N1). Os Serviços de Saúde notificaram as escolas sobre a suspensão de aulas destas turmas, e estão acompanhar de perto a situação epidemiológica em estabelecimentos escolares, lares e outras instituições.”
Uma situação, perfeitamente, normal!