Como blog estaremos aqui para escrever as nossas opiniões, observações e para que quem nos visite deixe também as suas. Tentaremos, dentro das possibilidades, manter este local actualizado com o que vai acontecendo à nossa volta em Macau e um pouco em todo o lado...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Vem parque de autocarros

Afinal as promessas do Instituto Cultural da RAEM não passaram de palavras ocas. Ainda há dias diziam que iriam ouvir as opiniões da população e estudar melhor o assunto relativo à demolição das vivendas dos anos sessenta por detrás das Ruínas de São Paulo e, ao passar por ali hoje à tarde, deparei com o facto consumado! De que valeu a indignação de grande parte da população de Macau quando foi anunciado que o património iria ser demolido para ali serem feitas escavações arqueológicas e depois, para espanto de todos, ser construído um parque de estacionamento para os autocarros de turismo.
Eu sugeria ainda mais ao Governo, porque não construir um silo nas traseiras das ruínas, afinal entre a fachada e a cripta existe um espaço vazio!

Sinceramente, para quê andar a mandar areia para os olhos de quem aqui vivi se a decisão estava já tomada e a adjudicação feita?
Bom, esperemos agora os resultados das escavações… Cá para mim, e como é conveniente para alguns, não se vai encontrar nada de relevante. Pois assim fica aberto o caminho para o dito parque de estacionamento que os residentes pedem!
Acredito ser pouco credível que os residentes da zona tenham pedido um parque de estacionamento naquele local, ainda para mais que o parque não se destina a automóveis ligeiros mas sim a autocarros de turismo!

sábado, 27 de março de 2010

Macau e Milão são diferentes?

A NOSSA terra parece, aos olhos de quem a olha de fora, que não se preocupa com a herança cultural. Isto foi-me já dito vezes sem conta e pelas mais variadas pessoas. Quero acreditar, sinceramente, que não é verdade. Mas olhando para o que vamos vendo com o passar dos anos, cada vez me convenço mais que os de fora têm mais objectividade do que nós que aqui vivemos. No dia-a-dia parece que vamos atirando areia para os olhos e, pouco a pouco, vamos deixando que o património vá dando lugar à modernidade.
O evoluir dos tempos não é negativo. Pelo contrário, progressos tecnológicos e novas mentalidades criadas com o passar dos anos, são sempre bem-vindos. No entanto, quando isso começa a destruir aquilo que os nossos antepassados nos deixaram, algo estará errado, porque um povo que não respeita o seu passado nunca poderá ter um futuro risonho. A história conta-nos isso muitas vezes, pelo que todos temos a obrigação de fazer com que tal não aconteça.
Em Macau, com o passar dos anos, muito do património foi desaparecendo, sendo poucos os exemplos de locais que foram preservados, em detrimento do desenvolvimento económico. O exemplo mais recente é o dos edifícios militares da zona de Mong Há, que o Governo decidiu demolir, apesar dos protestos de indignação vindos de vários sectores da sociedade, com mais conhecimentos sobre o assunto que os próprios especialistas que decidiram pela sua demolição. Arquitectos, membros de associações de preservação do património e outros especialistas fizeram ouvir as suas vozes, mas de nada serviu.
Outro dos exemplos recentes é o da anunciada demolição do bairro comunitário no Fai Chi Kei, uma obra arquitectónica de estilo único no território, premiada internacionalmente e que os «especialistas» do Governo decidiram que tinha de ir abaixo para dar lugar a um novo empreendimento (de habitação social também). A decisão sobre este caso parece estar tomada e nada leva a crer que possa mudar. Eu diria, decisão «à Macau» e que ninguém se aventura a pretender alterar. Houvesse nesta terra um movimento cívico forte, como acontece em Hong Kong ou em muitos países europeus, e ver-se-ia se a decisão iria para a frente!
Está na calha mais uma dessas decisões. E isto, mesmo apesar do presidente do departamento que trata dos assuntos culturais desta terra ter dito que, por ele, a decisão seria alterada e os edifícios preservados. Afinal, quem manda?
Primeiro, Guilherme Ung Vai Meng veio a público dizer que, como homem da cultura e das artes, não concordava com a demolição das «casas dos funcionários públicos» junto da entrada da Fortaleza do Monte. Depois, deu o dito por não dito e já não se opõe a que tal aconteça, mas na condição de aquele projecto ser incluído no plano geral de revitalização da zona. Acontece que, e como é do conhecimento público, a decisão parece ter vindo a ser forjada desde 2003. Agora, após um grupo de membros da sociedade ter sugerido a construção de um parque de estacionamento na zona, o Governo anunciou a sua demolição. Um anúncio feito, – pelo que é público, – sem ter sido precedido de qualquer estudo. Apenas planeado para dar resposta ao requisito daqueles cidadãos. Quem são eles? Isso ninguém diz, mesmo que a população da zona diga que não quer ali nenhum parque de estacionamento. A resposta, ao que se sabe, deverá ser, contudo, do conhecimento de quem tomou a decisão! Pelo que se vê, este é mais um exemplo evidente onde o que está em causa é a lei do mais forte a levar sempre a melhor. É caso para perguntar: Até quando, em Macau, estará em vigor este tipo de decisões, que ignora a voz e o direito dos mais fracos?
Havia um problema que impedia a concretização do plano, isto é, o facto de o terreno ser privado! Isso foi resolvido em 2008, tendo as negociações com o Montepio sido concluídas com a troca de direitos de construção de um terreno na Rua de São Tiago da Barra (publicado no Boletim Oficial em Novembro de 2008).
Na verdade, aquilo que me preocupa é o facto de estar mais do que anunciada a construção de um parque de estacionamento naquele local! Destruir construções únicas em Macau, em zona histórica, para depois ali instalar um parque de estacionamento que só vai fazer com que mais veículos acedam à zona? Creio, do ponto de vista de cidadão, que isso só revela falta de bom senso.
Em qualquer cidade turística, com as mesmas características de Macau (Milão ou Coimbra, por exemplo) a norma é deixar os carros fora dos centros históricos e «obrigar» os turistas a andar a pé. Em Macau, apesar da sua pequenez e do traçado estreito das suas vias e das dificuldades do trânsito automóvel cada vez mais denso e caótico, tudo parece ser deixado ao capricho dos patrões das agências de viagens que, olhando apenas para os seus interesses, querem levar os turistas «ao colo» até ao interior dos monumentos!
Demolir os prédios para fazer escavações, até posso concordar; agora, depois destas terminadas, pretender ali fazer um estacionamento? Não, obrigado!
Afinal, para que foi feito o parque de estacionamento no Tap Seac (aliás, o maior parque de autocarros em Macau)? Proporcionem aos turistas o andar a pé, pois além de assim fazerem exercício, os autocarros deixarão de poluir o centro urbano e de congestionar o trânsito. E mais: até os comerciantes que têm estabelecimentos nas ruas entre o estacionamento e as zonas históricas agradecerão, ao ver os seus rendimentos aumentar com os turistas que vão passando à porta. Porque não pensar nisto a sério, no interesse da própria cidade e de todos os cidadãos?
Quando vou a qualquer cidade com centro histórico, se o quero visitar, tenho de andar a pé cerca de 30 minutos. Porque é que em Macau tem de ser diferente?

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ilha desapareceu

Durante quase 30 anos, a Índia e o Bangladeche argumentaram sobre o controle de uma minúscula ilha na Baía de Bengala. Agora a subida do nível das águas terá resolvido o litígio. New Moore Island foi totalmente submersa, confirmou Sugata Hazra oceanógrafo, professor da Universidade Jadavpur, em Calcutá. O desaparecimento foi confirmado por imagens de satélite e patrulhas marítimas.
"O que os dois países não conseguiram resolver com anos de conversações, foi resolvido pelo aquecimento global", enfatizou Sugata Hazra. Cientistas da Escola de Estudos Oceanográficos da Universidade têm notado um aumento alarmante do ritmo de subida do nível do mar ao longo da última década na Baía de Bengala. Até 2000, o nível do mar subiu cerca de 3 milímetros por ano, mas durante a última década têm vindo a aumentar cerca de 5 milímetros anualmente, afirmou o especialista.
Outra ilha próxima, Lohachara, ficou submersa em 1996, obrigando seus habitantes a deslocar-se para o continente, enquanto quase metade da superfície da ilha de Ghoramara está também já debaixo de água. Pelo menos dez outras ilhas da região estão em risco. O Bangladeche, com 150 milhões de habitantes, é um dos países mais afectados pelo aquecimento global. As autoridades estimam que 18 por cento da área costeira do país será engolida pelas águas e 20 milhões de pessoas serão deslocadas, se o nível do mar subir 1 metro até 2050, como previsto por alguns modelos climáticos.
A Índia e o Bangladeche reclamam a soberania de New Moore Island, uma ilha com cerca de 3,5 km de comprimento e 3 km de largura. As autoridades do Bangladeste chama-lhe South Talpatti Island. Não existia nenhuma estrutura permanente na ilha, mas, em 1981 a Índia enviou alguns soldados para o local, tendo içado a bandeira nacional.
Leiam toda a notícia no YahooNews

terça-feira, 23 de março de 2010

China try to rule where it has no power!


I don't understand China... they are the first one's saying that NO one have the right to interfere in the internal affairs of the country (or any country or company)... why they try to change Google's policy?
Google's example is a good one to show China that, after all, they can't do whatever they want. Google cannot work in China without censoring the content but... if in Taiwan or Hong Kong, China have to shut their mouth... :)


Novas receitas... comentem e experimentem...

A Cozinha da NaE tem mais umas receitas de deixar agua na boca… A mais recente, de uma sopa de coco com massa, à moda do Norte, é de morrer por mais… Não será das mais fáceis, nem terá os condimentos mais fáceis de encontrar no estrangeiro, mas vale a pena tentar mesmo que tenham de fazer algumas adaptações. O essencial é mesmo o sabor do coco da sopa e isso resolve-se com leite de coco em lata que se encontra em qualquer supermercado.Outra receita, essa fácil de fazer e que deixará muita gente espantada com a semelhança com um prato caseiro português, é a “Sopa da Mãe”. Experimentem e vejam como diferentes temperos e especiarias acabam por dar o mesmo sabor a que estão acostumados a milhares de quilómetros de distância!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Paredes sujas e falta de locais para exercício

AO andar por Macau é fácil encontrar, em vários locais, anúncios e outros papéis afixados em paredes e muros indiscriminadamente. Esta prática, banida em grande parte das cidades civilizadas, continua na RAEM sem que ninguém faça nada para lhe meter cobro. Era norma, antes de 1999, os edifícios governamentais terem uma placa onde se podia ler «Proibido afixar anúncios». Placa que, só por si, e em conjunto com o facto de se tratar de um edifício do Governo, servia de intimidação a quem afixa esse tipo de lixo.
Quando era miúdo, ainda a viver em casa dos meus pais, lembro-me de ter um amigo de escola cujos pais eram proprietários de uma discoteca. Algo que na altura começava a estar em voga junto da juventude. Era usual, nas épocas festivas, haver sessões especiais nas matinés, ou nas noites de sexta e sábado. E, para que se assegurasse uma casa cheia nesses eventos especiais, era necessário proceder à sua divulgação. Sendo a discoteca em causa uma pequena empresa e as disponibilidades financeiras serem limitadas, cabia à ajuda dos amigos fazer o papel de coladores de cartazes nas cidades vizinhas. O raio de acção atingia cerca de 50 quilómetros, o que abrangia, pelo menos três grandes cidades portuguesas.
Nas noites de colagem de cartazes, – o que era sempre de grande importância porque nos fazia sentir mais «crescidos», – havia sempre um «briefing» onde o «chefe de brigada», normalmente mais velho, tinha sempre o cuidado de alertar para não se colarem cartazes onde fosse proibido. Não obstante, algumas vezes acontecia, por ser noite e os locais serem escuros, serem colados cartazes em paredes onde estava explicitamente proibida tal actividade. Quando tal acontecia, regra geral, seguia-se um telefonema para os proprietários da discoteca, exigindo que retirassem o que colaram e que deixassem a parede nas condições iniciais. Isto, para nós, significava mais uma noite de escova na mão a retirar papéis e colas das paredes! Caso tal não fosse feito, como aconteceu algumas vezes porque chegávamos ao local e a polícia já lá estava, havia lugar a uma multa ao proprietário do estabelecimento por afixação ilegal de material de propaganda e uma valente «ensaboadela» aos coladores!
Na sua maioria estes cartazes têm contactos telefónicos, ou o seu proprietário está explicitamente identificado, pelo que a responsabilidade será fácil de apurar. Falta vontade de quem tem autoridade para o fazer. Entretanto, a nossa cidade continua suja, porca e imunda.

Zona da Fortaleza sem locais de exercício

Para quando uma zona de exercício para os moradores que vivem junto da Fortaleza do Monte? Nos últimos anos temos visto zonas de exercício nascer em tudo quanto é lado. Em quase todos os jardins, se não mesmo em todos, foram instalados aparelhos de apoio ao exercício físico. No entanto, uma das zonas nobres da cidade, a zona junto da Fortaleza do Monte e num raio superior a mil metros, não existe uma única área com estes equipamentos para que a população que ali vive possa fazer exercício. Não se conhecem as razões, mas a falta de espaço não será uma delas. Pelo menos na zona envolvente da Fortaleza, onde existe um jardim em toda a volta, há imenso espaço que pode ser usado para o efeito. Os residentes iriam certamente aplaudir a medida. Diariamente, de manhã e ao fim do dia, são centenas os moradores da área que ali se deslocam para fazer exercício, mas apenas caminhar ou a correr, sem outra opção para exercitar o corpo. Esta área foi, há já algum tempo, citada por deputados na Assembleia Legislativa devido à falta de instalações de apoio e do lixo que se acumulava no chão. O problema, pelo que constatei, continua sem ser resolvido na totalidade.
Caso não queiram instalar os ditos aparelhos na dita zona, há outros locais onde tal pode ser feito. Na parte traseira da fortaleza, no Caminho dos Artilheiros, há um terreno livre privado que, se houver vontade política e boa vontade por parte do proprietário, poderá ser arrendado para ali construir um pequeno jardim com equipamentos para exercício. Há também um terreno similar a meio da Calçada do Monte, um local que está vedado há anos e onde proliferam todo o tipo de ratos e outras pestes que contribuem para a insalubridade daquela zona. Daí que uma intervenção do Governo seria uma boa forma de resolver dois problemas de uma vez só. Outro local, embora mais pequeno, situa-se na Rua de Santa Filomena, por detrás do depósito do lixo, onde caberão três ou quatro equipamentos que seriam, sem dúvida, de bom uso para quem ali vive.
Reconheço que é complicado para o Governo ter uma percepção global das necessidades da população. Por isso, cabe a todos nós lançar alertas e ideias para aquilo que consideremos ser mais premente.
Estou em crer que os governantes acolherão de bom agrado as nossas sugestões. Afinal, trata-se de um dever cívico de todos.

sexta-feira, 12 de março de 2010

PSP obriga ao pagamento de multas

SERÁ possível ser obrigado a pagar multas de estacionamento quando as únicas pessoas que podem conduzir o veículo autuado estão fora de Macau? Aparentemente, a Polícia de Segurança Pública (PSP) diz que sim e nada se pode fazer para os convencer do contrário.
O caso que vou relatar tem vindo a arrastar-se desde Dezembro de 2009. Algum tempo depois de regressar de férias, no passado mês de Janeiro, um residente preparou-se para ir pagar o Imposto de Circulação (IC). No entanto, ficou a saber que agora não é possível fazê-lo, caso o veículo em questão tenha multas por saldar, uma medida que muito se aplaude e que evita que se acumulem milhares de patacas em multas por pagar.
Ao ver vedado o acesso ao pagamento do IA num dos bancos locais, a pessoa foi averiguar a situação, tendo detectado que o veículo tinha duas multas por pagar. Ou melhor, duas infracções administrativas, uma datada de 6 de Dezembro e outra de 15 do mesmo mês.
Para que se perceba melhor, torna-se necessário dizer que as únicas pessoas com acesso ao veículo (que tinham chave para o abrir) estiveram fora do território, tendo o automóvel ficado estacionado durante todo o tempo no mesmo local. O casal tinha deixado Macau, pelo aeroporto internacional, no dia 4 de Dezembro, em companhia de familiares que acabavam de visitar Macau e apenas regressaram, via Terminal Marítimo do Porto Exterior, no dia 18 do mesmo mês. Pelo que, olhando para os registos de saída e entrada dos Serviços de Migração (4 e 18 de Dezembro), se pode ver que nos dias em que as multas foram aplicadas (6 e 15 de Dezembro) estavam ausentes de Macau.
O carro, quando chegaram, estava estacionado, pelo que, se alguém o utilizou indevidamente teve a gentileza de o estacionar no exacto mesmo local e com o mesmo combustível com que ficou antes de se ausentarem!
A justificação foi apresentada à polícia, da primeira vez através do seu serviço de correio electrónico, tendo sido enviada uma carta datada de 2 de Fevereiro e assinada pelo comandante, informando que não via a PSP, e passo a citar: «Verifica-se que as características da viatura autuada são idênticas às do veículo de V.Exa., pelo que não vê esta Polícia qualquer acção incorrecta por parte do agente autuante». Adiantando ainda mais que só resta ao proprietário dirigir-se ao Departamento de Trânsito para pagar as multas. Nem uma pequena referência ao facto de haver o direito de reclamar!
Da segunda queixa, feita no Departamento de Trânsito e por escrito, chegou a resposta já em Março (no envelope consta a data de 4 de Março, na notificação em língua portuguesa não consta qualquer data de emissão, apenas na versão chinesa!) e o conteúdo era, por outras palavras, o mesmo. Se bem que desta vez informam da possibilidade de reclamação, recurso superior ou aos tribunais.
No entanto, a data e o arrastar do processo não deixava grandes opções ao multado. Tendo a data limite para pagar o IA (final de Março) muito próxima, a opção do recurso tornava-se pouco viável porque, como se sabe, o não pagamento do imposto atempado faz com que o mesmo fique muito mais caro.
Perante esta situação, pergunto o seguinte: Não estando o proprietário, ou quem tem acesso ao veículo, em Macau na altura das infracções, que legitimidade tem a autoridade policial para obrigar o cidadão a pagar uma multa por uma transgressão que não cometeu?
O automóvel poderia, compreensivelmente, ter sido furtado. Mas, raramente, tanto quanto sei, quem o furta o volta a entregar no mesmo local e nas mesmas condições!
Como referi anteriormente, o que está aqui em causa não são as multas em si, mas sim o ter de as pagar devido à obrigatoriedade de regularizar o Imposto de Circulação. Aliás, o valor das multas em questão ascende a pouco mais de 600 patacas. Os «timings» da autoridade são bastante apertados, não deixando grandes opções a quem se vê obrigado a pagar um imposto.
Assim, julgo ser de criticar, primeiro, a inflexibilidade da polícia e a sua postura perante o cidadão. A autoridade existe para manter a ordem pública e não para impor a sua vontade. E, – tanto quanto sei, – em Macau qualquer pessoa é considerada inocente, até prova em contrário. Neste caso, pelo que deduzo, parece que está a funcionar ao contrário, tendo o cidadão de provar que é inocente. Tudo o que se pede é que a autoridade mostre provas concretas de que era mesmo o veículo em questão e, se tal fizer, que justifique como pode o veículo estar em dois locais, quando os seus proprietários estão ausentes. Se foi usado por terceiros, trata-se de uso indevido de propriedade privada.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Quem era Irena Sendler?

Uma senhora de 98 anos chamada Irena faleceu a 12 de Maio de 2008.
Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!).
Irena trazia meninos escondidos no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de serapilheira, na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da camioneta, um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.
Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer. Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.
Por fim os nazis apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas e os braços e prenderam-na brutalmente.
Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim. Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos.
No ano passado foi proposta para receber o Prémio Nobel da Paz... mas não foi seleccionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns diapositivos sobre o Aquecimento Global.
Não permitamos que alguma vez, esta Senhora seja esquecida!

In MEMORIAM - 63 YEARS LATER

In Memoriam - 63 anos depois

Por favor, leia atentamente o cartoon mostrado abaixo.

ESTÁ TRADUZIDO MAiS ABAIXO

Tradução do cartoon:

Menina: Tenho que lhe dizer uma coisa, senhor... Tem no seu braço uma tatuagem sem graça nenhuma. É só um monte de números.
Senhor: Bem, teria a tua idade quando me a fizeram. Mantenho-a como uma recordação.
Menina: Oh! ... Uma recordação de dias mais felizes?
Senhor: Não, de um tempo em que o mundo ficou louco. "Imagina-te a ti mesma num país em que os teus compatriotas seguem a voz de um político extremista que não gostava da tua religião. Imagina que te tiravam tudo, que enviava toda a tua família para um campo de concentração, para trabalhar como escravos, e ser assassinados sistematicamente Nesse sítio tiravam-te até o teu nome para ser substituído por um número tatuado no teu braço. Chamou-se a isso “O Holocausto”, quando milhões de pessoas foram mortas só pelas suas crenças religiosas..."
Menina: Então tu usas essa tatuagem para recordares o perigo das políticas extremistas!
Senhor: Não, querida. É para que tu o recordes.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Duarte na Livraria Portuguesa

Novo disco do Duarte (Aquelas coisas da gente) já está disponível em Macau. Composto por 13 músicas, algumas da autoria do próprio cantor e outras em parceria, está na Livraria Portuguesa, ali na “Rua das Mariazinhas”, por 200 Patacas. O número de exemplares é limitado.
Neste alinhamento é possível encontrar fados como o Mistérios de Lisboa ou Évora Doce ou ainda uma música cantada em colaboração com um músico grego.
Duarte está anunciado, mas não confirmado oficialmente, como presença em Macau nos festejos do 10 de Junho. A notícia vinha há dias na imprensa portuguesa local mas, até agora, nem o Consulado, nem a Casa de Portugal, nem mesmo a Fundação Oriente, confirmaram a sua vinda para o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Seria bom que, a confirmar-se, fosse também aproveitada a ocasião para fazer actuações noutros pontos da Ásia, nomeadamente em Banguecoque, visto que dentro em breve Portugal e o Reino da Tailândia estarão a comemorar 500 anos de relações diplomáticas.

terça-feira, 9 de março de 2010

Nae's Kitchen - A Cozinha da NaE - Comida Tailandesa

Passado o fim-de-semana, a NaE voltou a publicar algumas receitas. Ou melhor, uma receita e uma explicação sobre ingredientes (neste caso o Gengibre). Para ler e experimentar. Em breve irá haver novidades...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Culpa dos políticos que permitiram alterar a lei

NOS últimos tempos, temos lido alguns artigos sobre o uso da língua portuguesa em Macau e sobre a forma como esta, apesar de considerada também língua oficial da RAEM, está a ser tratada. Se bem me lembro, a questão foi levantada, a nível oficial, por uma queixa dos Conselheiros das Comunidades Portuguesas à Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, em que se abordavam os erros, gralhas e faltas no uso de tal língua pelas escolas luso-chinesas de Macau. A DSEJ reconheceu o facto e prometeu, em nota oficial, rectificar todos os casos detectados. Os resultados ainda não são conhecidos, mas promessas são promessas… Esperemos que as autoridades façam o que prometem.
Os conselheiros afirmavam, – e ilustraram com variadas fotos, – que o português é maltratado e, muitas vezes, ignorado em vários estabelecimentos de ensino que, pelo menos a julgar pelo nome, têm obrigação de fazer bom uso das duas línguas oficiais.
A verdade é que em Macau, antes de 1999 – e pior depois desta data, – o uso do português a nível oficial é deplorável. Por muito que funcionários se esforcem para que o nível de Português, na área do Governo, seja aceitável, outros há que fazem tábua rasa das recomendações de quem tem mais conhecimentos.
A título de exemplo, – e como ilustrativo da falta de zelo, – veja-se o despacho do Tribunal enviado para Portugal a respeito do caso do empresário que a justiça de Macau quer julgar. As autoridades de Portugal pediram informações sobre as acusações que recaem sobre Pedro Chiang e as mesmas foram enviadas, a tempo e horas, mas em Chinês (segundo uma notícia publicada na Imprensa recentemente)! Este pequeno caso deixa depreender o empenho e seriedade das autoridades! Sabendo-se que o pedido vem de um país de língua portuguesa – aliás um pedido que vinha ao encontro das reivindicações da Região Administrativa Especial de Macau que está a julgar o suspeito e que o quer extraditado – enviam a informação em Chinês, quando, por lei, ela deve também estar em Português! Que mais não seja porque o arguido e o seu representante legal têm nacionalidade portuguesa e as informações eram para ser enviadas para Portugal.
Este caso leva-me a pensar em muitos exemplos de documentos vindos do exterior para tratar de formalidades em Macau e que os serviços locais exigem que sejam emitidos numa das línguas locais, ou pelo menos em inglês, e reconhecidos notarialmente. Se tais serviços exigem quando são eles a receber, por qual razão não aplicam essa exigência quando passam ao papel de emissores?
Os exemplos são muitos e, infelizmente, frequentes. Faz já parte do imaginário de todos as hilariantes gralhas que se podem ver por todo o lado na cidade. Fazem mesmo parte de muitos dos postais turísticos! Acentuam a bizarria do território!

Habituámo-nos a rir destas situações, mas há alguns casos em que apetece tudo, menos rir.
Ainda recentemente foi relatado um caso, também na Imprensa de língua portuguesa, de um telefonema para a linha de emergência da Polícia de Segurança Pública, com um pedido de ajuda urgente, que ficou em espera, sem que nunca a assistência da Polícia tenha chegado. Felizmente, o caso não se revelou fatal, mas, caso o tivesse sido, teria a PSP chegado à frente e assumido responsabilidades por não ter ninguém capaz de responder a um pedido de ajuda em Português? Sinceramente, duvido!
Este exemplo das linhas telefónicas é flagrante. Se quiserem experimentar, – agora mesmo, – basta pegar no telefone e ligar para qualquer serviço de urgência e vejam em que língua são atendidos! Quantas vezes escolhemos o idioma Português nas linhas de atendimento ao público e somos saudados com um fluente Cantonense, para depois a conversa continuar em Inglês!
Quando se pede para falar Português, temos de esperar que encontrem alguém que o consiga fazer. Não tenho estatísticas oficiais, mas por experiência própria, cada dez vezes que peço para ser atendido em Português, oito vezes dizem que me ligam mais tarde, mas destas, pelo menos duas ou três vezes, esquecem-se de ligar… Por sorte nunca me aconteceu ter de o fazer num caso de urgência!
À semelhança de muitos outros países e regiões (como por exemplo Hong Kong e o Canadá) Macau precisa, urgentemente, de uma resolução a nível governamental, de modo a colocar e a considerar as duas línguas num verdadeiro plano de igualdade de tratamento. Não é suficiente sabermos que tal língua consta na Lei Básica, quando se verifica não haver qualquer fiscalização e com outros despachos a retirarem-lhe autoridade.
Para que tal seja uma realidade, é necessário que haja a obrigatoriedade do seu uso e uma fiscalização eficiente, assim como a aplicação de sanções para quem não cumpra. A começar por cima, claro! Pois só assim se pode dar o exemplo e exigir que se cumpra o pedido.

terça-feira, 2 de março de 2010

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Imaginem se a Mossad usa portugueses

Um ex-agente da Mossad veio agora a público dizer que o uso de passaportes australianos falsos é prática recorrente pelos serviços secretos Israelitas! Segundo este ex-espião, é fácil fazer-se passar por Australiano (ou mesmo qualquer outro país anglófono) porque no Médio Oriente o conhecimento sobre estes países, e os seus costumes e pessoas, são muito vagos!www.channelnewsasia.com/stories/afp_world/view/1040104/1/.html
Imaginem se descobrem os passaportes portugueses! Aí sim, seria um paraíso. Se não conhecem os Australianos, que dizer dos Portugueses!
Ainda para mais com a facilidade com que se consegue arranjar um passaporte de Lisboa!

As mal empregadas e a falta de visão legislativa

QUANTOS de nós já nos deparámos com o problema de procurar uma empregada doméstica!? É uma tarefa recorrente para quem fica em Macau por algum tempo. O facto de trabalharmos de manhã à noite não nos deixa tempo para as tarefas de casa. Ou, por outro lado, havendo tempo para tal, falta a vocação para os trabalhos caseiros. Falo por mim, porque cada vez que tento passar uma camisa a ferro acabo por ter de comprar uma nova! Daí, o proliferarem em Macau estas empregadas e empresas que sobrevivem à sua custa.
A lei que regula esta actividade é bem clara. Cada empregada pode trabalhar apenas num único local. «Lei nº 21/2009; Lei da contratação de trabalhadores não residentes; Secção II; Infracções administrativas; Artigo 32º; Infracções; 5. É punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas), sem prejuízo de outras medidas que ao caso couberem, o não residente que: 2) Estando autorizado a permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, preste a sua actividade a empregador diferente daquele para o qual esteja autorizado a trabalhar». As punições para o empregador e «sponsor» são ainda mais significativas.
A questão que se levanta é a seguinte: Se cada empregada pode apenas trabalhar num local, quer dizer que em Macau terá de haver, pelo menos, uma empregada por cada agregado familiar que tal precise! Digamos que sejam 10% da população, o que equivaleria a, mais ou menos, 50 mil empregadas domésticas.
Estes números são completamente irrealistas e facilmente se depreende que não é o que acontece. Isto revela simplesmente que muitos de nós andamos «fora da Lei», pois, como não será difícil compreender, nem todos precisamos de empregadas a tempo inteiro.
A verdade é que a lei assim o determina. Se precisamos ou não, os legisladores não se preocupam. Como sempre, cega e justa, a lei apenas diz que cada empregada só pode trabalhar num único local. Esquece, porém, que as empregadas são também pessoas e, como tal, têm direito à dignidade profissional. Só que, olhando para os padrões dos ordenados, será difícil com 2500 patacas mensais, ou mesmo três mil, se tiverem a sorte do empregador lhes pagar subsídio de residência, conseguir tal dignidade.
Estamos, assim, perante dois dilemas. Por um lado, as empregadas só podem trabalhar num local e recebem um salário que quase não dá para viver; por outro, a maior parte das pessoas em Macau não precisa de uma empregada oito horas por dia (seis dias por semana) em casa!
Este problema arrasta-se há anos, como é do conhecimento geral, mas a lei continua a ignorá-lo, realidade esta que é claramente impossível sustentar. Pelo que, na maioria das vezes, quando contratamos empregada, fazemo-lo à hora, duas ou três horas por dia, duas ou três vezes por semana. Ficando esta empregada (que forçosamente tem de ter um «empregador» a tempo inteiro para que possa ter a devida autorização de trabalho e residência em Macau – vulgo «sponsor») livre para ter mais do que um biscate. Muitas vezes trabalham em duas ou três casas por dia, duas ou três horas por dia, seis dias por semana. Facto que leva a que trabalhem, mais ou menos, o mesmo número de horas de um contrato normal (48 horas semanais), mas recebendo muito mais. Regra geral, recebem uma média de 25 a 30 patacas por hora, ou seja, num mês (duas horas por dia, em três casas diferentes por dia, seis dias por semana), um total que oscila entre 3.600 patacas (mínimo) e 4.320 patacas (máximo). Há algumas que conseguem ainda mais do que isto, caso queiram trabalhar mais horas por dia. Entretanto, o Governo recebe impostos de 2500 patacas mensais. Portanto, sem que ninguém fique a perder (a não ser o Estado, em impostos, porque continua com uma venda nos olhos não querendo ver a realidade), ficam as empregadas com um ordenado digno e satisfeitas as pessoas que precisam dos seus serviços.
Esta realidade sempre existiu em Macau e assim irá continuar. Com efeito, não parece ser possível que o Governo consiga pôr cobro a tal. Na verdade, tal seria um contra-senso, porque a maioria das pessoas que precisam, e podem pagar, os serviços a uma empregada, não têm necessidade do seu serviço a tempo inteiro. Muitas vezes as pessoas precisam apenas de alguém que lhes limpe a casa, prepare a roupa e pouco mais. Isto faz-se em duas ou três horas por dia. E, neste caso, o Governo não pode estar a proibir, ou obrigar, as pessoas de terem acesso a esta comodidade.
Não cabe ao Governo dizer quem precisa ou quem não precisa de ajuda em casa, pois isso é uma decisão pessoal de cada residente. Assim como não cabe ao Governo decidir se preciso de empregada a tempo inteiro ou tempo parcial. Mas, de acordo com a lei actual, o Governo obriga-me a ter uma empregada a tempo inteiro e a pagar-lhe um ordenado de miséria, quando a mesma pessoa poderia estar a trabalhar para duas ou três famílias, aliviando o encargo de cada uma delas, ao mesmo tempo que aumentava o seu rendimento mensal e as contribuições de impostos. E, ao mesmo tempo, diminuiria o número de residentes não permanentes no território.
Uma questão que urge ser repensada! Considero que está na altura do Governo, de uma vez por todas, dar o exemplo e legislar a sério e realisticamente.

Bolo da NaE

A NaE voltou a publicar mais uma receita. Desta vez um bolo de crepe recheado de chantily... acreditem, uma delícia... e que se pode guardar no congelador para ir comendo...

http://naeskitchen.blogspot.com/2010/02/crepe-cake.html

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Nae's Kitchen: แกงส้ม~~Thai Sweet and Sour Prawn Soup (Kaeng som)

Nae's Kitchen: แกงส้ม~~Thai Sweet and Sour Prawn Soup (Kaeng som)

Nae's Kitchen: ไข่ลูกเขย ~~ Kai Look Koie: Son-in-Law Eggs

Nae's Kitchen: ไข่ลูกเขย ~~ Kai Look Koie: Son-in-Law Eggs

Nae's Kitchen: บิสกิตโรล ~~ Biscuit Roll

Nae's Kitchen: บิสกิตโรล ~~ Biscuit Roll

Nae's Kitchen: น้ำมะม่วงผสมแอปเปิ้ลเขียวกับน้ำส้มปั่น ~~ Mango + Green Apple + Orange smoothie

Nae's Kitchen: น้ำมะม่วงผสมแอปเปิ้ลเขียวกับน้ำส้มปั่น ~~ Mango + Green Apple + Orange smoothie

A cozinha da NaE, em TH, EN e PT

A Nae deu início a um novo projecto. Em sequência da sua paixão por comida e pela sua confecção, decidiu compartilhar com todos os amigos as suas receitas de comida Tailandesa e algumas sobremesas internacionais.

As receitas, que tem já escritas em tailandês, são mais de nove dezenas. O trabalho de tradução livre para inglês e português será demorado mas, acreditem, valerá a pena.

Visitem, com regularidade, o seu blog http://naeskitchen.blogspot.com/ para irem acompanhando o que se vai publicando.


NaE's kitchen A Cozinha da NaE

NaE's kitchen A Cozinha da NaE
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