O COMPORTAMENTO das pessoas em Macau foi algo que sempre me fascinou, e por muito que me esforce, cada vez o percebo menos. É frequente dizer, ou ouvir dizer, que são os de fora que vêm para aqui fazer as coisas que nos desagradam. No entanto, penso que não será assim tão linear…Temos por hábito dizer que as pessoas de Macau são bem comportadas e que os maus exemplos são praticados por quem nos visita. Eu assim gostaria de acreditar, mas o que vemos no dia-a-dia deixa poucas hipóteses para desculpar certos actos menos dignificantes.
Todos sabemos que grande parte da população do território é proveniente de outros locais, nomeadamente da China continental. De acordo com dados «oficiais» muitos dos residentes, especialmente da zona norte, vivem em Macau há menos de vinte anos, ou seja, há menos de uma geração. E desde 2000 o número de pessoas com autorização de residência cresceu em flecha, fazendo com que a percentagem do número de nascidos no território seja cada vez menor.
As conversas de café sobre formas de comportamento, diferenças culturais e afins, alongam-se sem nunca chegarem a consensos satisfatórios. Quando enveredo por este tipo de discussão filosófica, particularmente com amigos de etnia chinesa, acabamos sempre por chegar a uma espécie de consenso onde atiramos as culpas para quem vem de fora e aqui chegou há menos tempo. Existem dois grupos visados nesse sacudir de água do capote, o dos imigrantes vindos do interior da China e dos outros países asiáticos, e o dos turistas que entram e saem todos os dias.
A culpa morre solteira
Mas se olharmos com atenção, nem tudo é assim tão linear: quando vamos a uma repartição pública, por exemplo à sede dos Correios de Macau, que fica ali mesmo no centro, vemos os utentes alinhados em filas ordenadas, pacientemente esperando pela sua vez sem tentarem passar à frente de quem quer que seja. Acredito que os utentes dos Correios sejam locais e não visitantes. A maioria dos utentes, que mais não seja pela especificidade do serviço, devem ser mesmo residentes permanentes.
Depois de vermos as pessoas muito ordenadas nos Correios (ou em qualquer outra repartição pública) deparamos com as mesmas pessoas na paragem do autocarro a empurrarem-se e a passarem à frente de tudo e de todos para entrarem dentro do transporte público. Este comportamento que muitas vezes gostamos de apontar como sendo praticado essencialmente por chineses vindos do continente é deplorável.
Não quero estar aqui a defender os que chegaram há mais ou menos tempo a Macau. A verdade é que a falta de educação não escolhe proveniência. Por experiencia própria posso afirmar que já vi nascidos em Macau a praticar os maiores actos de falta de civismo e já vi pessoas que se mudaram há bem pouco tempo para Macau, vindos do interior da China ou de outro país asiático (com níveis e desenvolvimento mais baixos do que os de Macau) a darem exemplos de civismo e de bom comportamento social.
Já o meu avô dizia, a educação, assim como o conhecimento, não ocupa lugar e fica bem a todo a gente. É tudo uma questão de educação. E, como se sabe, a educação não vem com rótulos mas pode ser ensinada, se bem divulgada. Se houver campanhas sérias e compreensão, mas também fiscalização a sério, as pessoas acabam por «aprender».
O que não vale a pena é andar a gastar milhões na promoção de leis e a ditar «bitaites» de educação cívica, se a fiscalização não for eficiente. Existem Leis e Regulamentos em Macau que são mais do que suficientes para «educar» a população residente e não residente. O que faz falta é que sejam aplicados com seriedade – quando digo seriedade, digo rigidez de forma contínua. Quem é apanhado a prevaricar deve ser punido e assunto arrumado. Isto, claro, daria para muita discussão e, como tudo, nunca poderá ser tão linear.
A complexidade do problema é enorme e de difícil solução, mas se começarem, a sério, pelas escolas, pode ser que daqui a dez ou vinte anos tenhamos uma geração mais educada.
Para quem vem de fora apliquem os diplomas em vigor e não os deixem ir embora sem regularizar a situação.







In MEMORIAM - 63 YEARS LATER




Este monte de lixo pouco falta para estar na porta de entrada da Esquadra Número 1, na Calçada do Gamboa em Macau!



Called Sleepbox, the units could be rented for between fifteen minutes and several hours.
The architects envisage them installed at train stations, airports and shopping centres.
Between users the bedding would be automatically changed, with sheets wound from one roller onto another.
Imagine the situation that you are in the modern city, where you are not a local resident, and you have not booked a hotel.
It is not comfortable situation, because in the modern, aggressive cities there are no opportunity to rest and relax. If you want to sleep, while waiting your plane or train, it may cause many security and hygiene problems. We believe that urban infrastructure should be more comfortable for people. For this purpose we have developed a device SLEEPBOX. It provides moments of quiet sleep and rest from the city without wasting time searching for a hotel.
Here are the possible locations for SLEEPBOX:
Estações de comboio
SLEEPBOX is a small mobile space (box) 2mx1.4mx2.3m (h). The main functional element in it is a bed 2×0.6 m, which is equipped with automatic system of change of bed linen. Bed is soft, flexible strip of foamed polymer with the surface of the pulp tissue. Tape is rewound from one shaft to another, changing the bed. If a client wants to sleep in maximum comfort, he can take the normal set of bed linen for an extra fee.
A Sleepbox é uma pequena caixa móvel de 2metros por 1.4 metros e de 3 metros de altura. Com uma cama multifuncional de 2x0.6 metros equipada com um sistema automático de mudança de lençóis. Macia, feita de tiras flexíveis de um material esponjoso. Os lençóis são mudados por um sistema de fitas, que rodam dando lugar à secção limpa, como nos sistemas de toalhas das casas de banho. Se o cliente quiser um toque de conforto extra e preferir lençóis tradicionais, pode fazê-lo, pagando uma taxa extra.
After the clients exit, automatic change of bed linen starts and quartz lamps turns on. Payment can be made on a shared terminal, which provides the client with an electronic key. It is possible to buy from 15 minutes to several hours.
Area: 3.75 m2