
sexta-feira, 19 de março de 2010
Paredes sujas e falta de locais para exercício

sexta-feira, 12 de março de 2010
PSP obriga ao pagamento de multas
SERÁ possível ser obrigado a pagar multas de estacionamento quando as únicas pessoas que podem conduzir o veículo autuado estão fora de Macau? Aparentemente, a Polícia de Segurança Pública (PSP) diz que sim e nada se pode fazer para os convencer do contrário.O caso que vou relatar tem vindo a arrastar-se desde Dezembro de 2009. Algum tempo depois de regressar de férias, no passado mês de Janeiro, um residente preparou-se para ir pagar o Imposto de Circulação (IC). No entanto, ficou a saber que agora não é possível fazê-lo, caso o veículo em questão tenha multas por saldar, uma medida que muito se aplaude e que evita que se acumulem milhares de patacas em multas por pagar.
Ao ver vedado o acesso ao pagamento do IA num dos bancos locais, a pessoa foi averiguar a situação, tendo detectado que o veículo tinha duas multas por pagar. Ou melhor, duas infracções administrativas, uma datada de 6 de Dezembro e outra de 15 do mesmo mês.
Para que se perceba melhor, torna-se necessário dizer que as únicas pessoas com acesso ao veículo (que tinham chave para o abrir) estiveram fora do território, tendo o automóvel ficado estacionado durante todo o tempo no mesmo local. O casal tinha deixado Macau, pelo aeroporto internacional, no dia 4 de Dezembro, em companhia de familiares que acabavam de visitar Macau e apenas regressaram, via Terminal Marítimo do Porto Exterior, no dia 18 do mesmo mês. Pelo que, olhando para os registos de saída e entrada dos Serviços de Migração (4 e 18 de Dezembro), se pode ver que nos dias em que as multas foram aplicadas (6 e 15 de Dezembro) estavam ausentes de Macau.
O carro, quando chegaram, estava estacionado, pelo que, se alguém o utilizou indevidamente teve a gentileza de o estacionar no exacto mesmo local e com o mesmo combustível com que ficou antes de se ausentarem!
A justificação foi apresentada à polícia, da primeira vez através do seu serviço de correio electrónico, tendo sido enviada uma carta datada de 2 de Fevereiro e assinada pelo comandante, informando que não via a PSP, e passo a citar: «Verifica-se que as características da viatura autuada são idênticas às do veículo de V.Exa., pelo que não vê esta Polícia qualquer acção incorrecta por parte do agente autuante». Adiantando ainda mais que só resta ao proprietário dirigir-se ao Departamento de Trânsito para pagar as multas. Nem uma pequena referência ao facto de haver o direito de reclamar!
Da segunda queixa, feita no Departamento de Trânsito e por escrito, chegou a resposta já em Março (no envelope consta a data de 4 de Março, na notificação em língua portuguesa não consta qualquer data de emissão, apenas na versão chinesa!) e o conteúdo era, por outras palavras, o mesmo. Se bem que desta vez informam da possibilidade de reclamação, recurso superior ou aos tribunais.
No entanto, a data e o arrastar do processo não deixava grandes opções ao multado. Tendo a data limite para pagar o IA (final de Março) muito próxima, a opção do recurso tornava-se pouco viável porque, como se sabe, o não pagamento do imposto atempado faz com que o mesmo fique muito mais caro.
Perante esta situação, pergunto o seguinte: Não estando o proprietário, ou quem tem acesso ao veículo, em Macau na altura das infracções, que legitimidade tem a autoridade policial para obrigar o cidadão a pagar uma multa por uma transgressão que não cometeu?
O automóvel poderia, compreensivelmente, ter sido furtado. Mas, raramente, tanto quanto sei, quem o furta o volta a entregar no mesmo local e nas mesmas condições!
Como referi anteriormente, o que está aqui em causa não são as multas em si, mas sim o ter de as pagar devido à obrigatoriedade de regularizar o Imposto de Circulação. Aliás, o valor das multas em questão ascende a pouco mais de 600 patacas. Os «timings» da autoridade são bastante apertados, não deixando grandes opções a quem se vê obrigado a pagar um imposto.
Assim, julgo ser de criticar, primeiro, a inflexibilidade da polícia e a sua postura perante o cidadão. A autoridade existe para manter a ordem pública e não para impor a sua vontade. E, – tanto quanto sei, – em Macau qualquer pessoa é considerada inocente, até prova em contrário. Neste caso, pelo que deduzo, parece que está a funcionar ao contrário, tendo o cidadão de provar que é inocente. Tudo o que se pede é que a autoridade mostre provas concretas de que era mesmo o veículo em questão e, se tal fizer, que justifique como pode o veículo estar em dois locais, quando os seus proprietários estão ausentes. Se foi usado por terceiros, trata-se de uso indevido de propriedade privada.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Quem era Irena Sendler?
Uma senhora de 98 anos chamada Irena faleceu a 12 de Maio de 2008.Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia, como especialista de canalizações.
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus (sendo alemã!).
Irena trazia meninos escondidos no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de serapilheira, na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da camioneta, um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.
Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer. Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.
Por fim os nazis apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas e os braços e prenderam-na brutalmente.
Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma árvore no seu jardim. Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a família A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos.
No ano passado foi proposta para receber o Prémio Nobel da Paz... mas não foi seleccionada. Quem o recebeu foi Al Gore por uns diapositivos sobre o Aquecimento Global.
Não permitamos que alguma vez, esta Senhora seja esquecida!
In MEMORIAM - 63 YEARS LATER
In Memoriam - 63 anos depois
Por favor, leia atentamente o cartoon mostrado abaixo.
ESTÁ TRADUZIDO MAiS ABAIXO
Tradução do cartoon:
Menina: Tenho que lhe dizer uma coisa, senhor... Tem no seu braço uma tatuagem sem graça nenhuma. É só um monte de números.
Senhor: Bem, teria a tua idade quando me a fizeram. Mantenho-a como uma recordação.
Menina: Oh! ... Uma recordação de dias mais felizes?
Senhor: Não, de um tempo em que o mundo ficou louco. "Imagina-te a ti mesma num país em que os teus compatriotas seguem a voz de um político extremista que não gostava da tua religião. Imagina que te tiravam tudo, que enviava toda a tua família para um campo de concentração, para trabalhar como escravos, e ser assassinados sistematicamente Nesse sítio tiravam-te até o teu nome para ser substituído por um número tatuado no teu braço. Chamou-se a isso “O Holocausto”, quando milhões de pessoas foram mortas só pelas suas crenças religiosas..."
Menina: Então tu usas essa tatuagem para recordares o perigo das políticas extremistas!
Senhor: Não, querida. É para que tu o recordes.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Duarte na Livraria Portuguesa
Neste alinhamento é possível encontrar fados como o Mistérios de Lisboa ou Évora Doce ou ainda uma música cantada em colaboração com um músico grego.
Duarte está anunciado, mas não confirmado oficialmente, como presença em Macau nos festejos do 10 de Junho. A notícia vinha há dias na imprensa portuguesa local mas, até agora, nem o Consulado, nem a Casa de Portugal, nem mesmo a Fundação Oriente, confirmaram a sua vinda para o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Seria bom que, a confirmar-se, fosse também aproveitada a ocasião para fazer actuações noutros pontos da Ásia, nomeadamente em Banguecoque, visto que dentro em breve Portugal e o Reino da Tailândia estarão a comemorar 500 anos de relações diplomáticas.
terça-feira, 9 de março de 2010
Nae's Kitchen - A Cozinha da NaE - Comida Tailandesa
sexta-feira, 5 de março de 2010
Culpa dos políticos que permitiram alterar a lei
NOS últimos tempos, temos lido alguns artigos sobre o uso da língua portuguesa em Macau e sobre a forma como esta, apesar de considerada também língua oficial da RAEM, está a ser tratada. Se bem me lembro, a questão foi levantada, a nível oficial, por uma queixa dos Conselheiros das Comunidades Portuguesas à Direcção dos Serviços de Educação e Juventude, em que se abordavam os erros, gralhas e faltas no uso de tal língua pelas escolas luso-chinesas de Macau. A DSEJ reconheceu o facto e prometeu, em nota oficial, rectificar todos os casos detectados. Os resultados ainda não são conhecidos, mas promessas são promessas… Esperemos que as autoridades façam o que prometem.Os conselheiros afirmavam, – e ilustraram com variadas fotos, – que o português é maltratado e, muitas vezes, ignorado em vários estabelecimentos de ensino que, pelo menos a julgar pelo nome, têm obrigação de fazer bom uso das duas línguas oficiais.
A verdade é que em Macau, antes de 1999 – e pior depois desta data, – o uso do português a nível oficial é deplorável. Por muito que funcionários se esforcem para que o nível de Português, na área do Governo, seja aceitável, outros há que fazem tábua rasa das recomendações de quem tem mais conhecimentos.
A título de exemplo, – e como ilustrativo da falta de zelo, – veja-se o despacho do Tribunal enviado para Portugal a respeito do caso do empresário que a justiça de Macau quer julgar. As autoridades de Portugal pediram informações sobre as acusações que recaem sobre Pedro Chiang e as mesmas foram enviadas, a tempo e horas, mas em Chinês (segundo uma notícia publicada na Imprensa recentemente)! Este pequeno caso deixa depreender o empenho e seriedade das autoridades! Sabendo-se que o pedido vem de um país de língua portuguesa – aliás um pedido que vinha ao encontro das reivindicações da Região Administrativa Especial de Macau que está a julgar o suspeito e que o quer extraditado – enviam a informação em Chinês, quando, por lei, ela deve também estar em Português! Que mais não seja porque o arguido e o seu representante legal têm nacionalidade portuguesa e as informações eram para ser enviadas para Portugal.
Este caso leva-me a pensar em muitos exemplos de documentos vindos do exterior para tratar de formalidades em Macau e que os serviços locais exigem que sejam emitidos numa das línguas locais, ou pelo menos em inglês, e reconhecidos notarialmente. Se tais serviços exigem quando são eles a receber, por qual razão não aplicam essa exigência quando passam ao papel de emissores?
Os exemplos são muitos e, infelizmente, frequentes. Faz já parte do imaginário de todos as hilariantes gralhas que se podem ver por todo o lado na cidade. Fazem mesmo parte de muitos dos postais turísticos! Acentuam a bizarria do território!
Habituámo-nos a rir destas situações, mas há alguns casos em que apetece tudo, menos rir.
Ainda recentemente foi relatado um caso, também na Imprensa de língua portuguesa, de um telefonema para a linha de emergência da Polícia de Segurança Pública, com um pedido de ajuda urgente, que ficou em espera, sem que nunca a assistência da Polícia tenha chegado. Felizmente, o caso não se revelou fatal, mas, caso o tivesse sido, teria a PSP chegado à frente e assumido responsabilidades por não ter ninguém capaz de responder a um pedido de ajuda em Português? Sinceramente, duvido!
Este exemplo das linhas telefónicas é flagrante. Se quiserem experimentar, – agora mesmo, – basta pegar no telefone e ligar para qualquer serviço de urgência e vejam em que língua são atendidos! Quantas vezes escolhemos o idioma Português nas linhas de atendimento ao público e somos saudados com um fluente Cantonense, para depois a conversa continuar em Inglês!
Quando se pede para falar Português, temos de esperar que encontrem alguém que o consiga fazer. Não tenho estatísticas oficiais, mas por experiência própria, cada dez vezes que peço para ser atendido em Português, oito vezes dizem que me ligam mais tarde, mas destas, pelo menos duas ou três vezes, esquecem-se de ligar… Por sorte nunca me aconteceu ter de o fazer num caso de urgência!
À semelhança de muitos outros países e regiões (como por exemplo Hong Kong e o Canadá) Macau precisa, urgentemente, de uma resolução a nível governamental, de modo a colocar e a considerar as duas línguas num verdadeiro plano de igualdade de tratamento. Não é suficiente sabermos que tal língua consta na Lei Básica, quando se verifica não haver qualquer fiscalização e com outros despachos a retirarem-lhe autoridade.
Para que tal seja uma realidade, é necessário que haja a obrigatoriedade do seu uso e uma fiscalização eficiente, assim como a aplicação de sanções para quem não cumpra. A começar por cima, claro! Pois só assim se pode dar o exemplo e exigir que se cumpra o pedido.
terça-feira, 2 de março de 2010
Novas receitas
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Imaginem se a Mossad usa portugueses
Imaginem se descobrem os passaportes portugueses! Aí sim, seria um paraíso. Se não conhecem os Australianos, que dizer dos Portugueses!
Ainda para mais com a facilidade com que se consegue arranjar um passaporte de Lisboa!
As mal empregadas e a falta de visão legislativa
QUANTOS de nós já nos deparámos com o problema de procurar uma empregada doméstica!? É uma tarefa recorrente para quem fica em Macau por algum tempo. O facto de trabalharmos de manhã à noite não nos deixa tempo para as tarefas de casa. Ou, por outro lado, havendo tempo para tal, falta a vocação para os trabalhos caseiros. Falo por mim, porque cada vez que tento passar uma camisa a ferro acabo por ter de comprar uma nova! Daí, o proliferarem em Macau estas empregadas e empresas que sobrevivem à sua custa.A lei que regula esta actividade é bem clara. Cada empregada pode trabalhar apenas num único local. «Lei nº 21/2009; Lei da contratação de trabalhadores não residentes; Secção II; Infracções administrativas; Artigo 32º; Infracções; 5. É punido com multa de $5 000,00 (cinco mil patacas) a $10 000,00 (dez mil patacas), sem prejuízo de outras medidas que ao caso couberem, o não residente que: 2) Estando autorizado a permanecer na RAEM na qualidade de trabalhador, preste a sua actividade a empregador diferente daquele para o qual esteja autorizado a trabalhar». As punições para o empregador e «sponsor» são ainda mais significativas.
A questão que se levanta é a seguinte: Se cada empregada pode apenas trabalhar num local, quer dizer que em Macau terá de haver, pelo menos, uma empregada por cada agregado familiar que tal precise! Digamos que sejam 10% da população, o que equivaleria a, mais ou menos, 50 mil empregadas domésticas.
Estes números são completamente irrealistas e facilmente se depreende que não é o que acontece. Isto revela simplesmente que muitos de nós andamos «fora da Lei», pois, como não será difícil compreender, nem todos precisamos de empregadas a tempo inteiro.
A verdade é que a lei assim o determina. Se precisamos ou não, os legisladores não se preocupam. Como sempre, cega e justa, a lei apenas diz que cada empregada só pode trabalhar num único local. Esquece, porém, que as empregadas são também pessoas e, como tal, têm direito à dignidade profissional. Só que, olhando para os padrões dos ordenados, será difícil com 2500 patacas mensais, ou mesmo três mil, se tiverem a sorte do empregador lhes pagar subsídio de residência, conseguir tal dignidade.
Estamos, assim, perante dois dilemas. Por um lado, as empregadas só podem trabalhar num local e recebem um salário que quase não dá para viver; por outro, a maior parte das pessoas em Macau não precisa de uma empregada oito horas por dia (seis dias por semana) em casa!
Este problema arrasta-se há anos, como é do conhecimento geral, mas a lei continua a ignorá-lo, realidade esta que é claramente impossível sustentar. Pelo que, na maioria das vezes, quando contratamos empregada, fazemo-lo à hora, duas ou três horas por dia, duas ou três vezes por semana. Ficando esta empregada (que forçosamente tem de ter um «empregador» a tempo inteiro para que possa ter a devida autorização de trabalho e residência em Macau – vulgo «sponsor») livre para ter mais do que um biscate. Muitas vezes trabalham em duas ou três casas por dia, duas ou três horas por dia, seis dias por semana. Facto que leva a que trabalhem, mais ou menos, o mesmo número de horas de um contrato normal (48 horas semanais), mas recebendo muito mais. Regra geral, recebem uma média de 25 a 30 patacas por hora, ou seja, num mês (duas horas por dia, em três casas diferentes por dia, seis dias por semana), um total que oscila entre 3.600 patacas (mínimo) e 4.320 patacas (máximo). Há algumas que conseguem ainda mais do que isto, caso queiram trabalhar mais horas por dia. Entretanto, o Governo recebe impostos de 2500 patacas mensais. Portanto, sem que ninguém fique a perder (a não ser o Estado, em impostos, porque continua com uma venda nos olhos não querendo ver a realidade), ficam as empregadas com um ordenado digno e satisfeitas as pessoas que precisam dos seus serviços.
Esta realidade sempre existiu em Macau e assim irá continuar. Com efeito, não parece ser possível que o Governo consiga pôr cobro a tal. Na verdade, tal seria um contra-senso, porque a maioria das pessoas que precisam, e podem pagar, os serviços a uma empregada, não têm necessidade do seu serviço a tempo inteiro. Muitas vezes as pessoas precisam apenas de alguém que lhes limpe a casa, prepare a roupa e pouco mais. Isto faz-se em duas ou três horas por dia. E, neste caso, o Governo não pode estar a proibir, ou obrigar, as pessoas de terem acesso a esta comodidade.
Não cabe ao Governo dizer quem precisa ou quem não precisa de ajuda em casa, pois isso é uma decisão pessoal de cada residente. Assim como não cabe ao Governo decidir se preciso de empregada a tempo inteiro ou tempo parcial. Mas, de acordo com a lei actual, o Governo obriga-me a ter uma empregada a tempo inteiro e a pagar-lhe um ordenado de miséria, quando a mesma pessoa poderia estar a trabalhar para duas ou três famílias, aliviando o encargo de cada uma delas, ao mesmo tempo que aumentava o seu rendimento mensal e as contribuições de impostos. E, ao mesmo tempo, diminuiria o número de residentes não permanentes no território.
Uma questão que urge ser repensada! Considero que está na altura do Governo, de uma vez por todas, dar o exemplo e legislar a sério e realisticamente.
Bolo da NaE
A NaE voltou a publicar mais uma receita. Desta vez um bolo de crepe recheado de chantily... acreditem, uma delícia... e que se pode guardar no congelador para ir comendo...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
A cozinha da NaE, em TH, EN e PT
As receitas, que tem já escritas em tailandês, são mais de nove dezenas. O trabalho de tradução livre para inglês e português será demorado mas, acreditem, valerá a pena.
Visitem, com regularidade, o seu blog http://naeskitchen.blogspot.com/ para irem acompanhando o que se vai publicando.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
De que serve a Pataca?
HÁ certos hábitos em Macau que, mesmo havendo leis apontando em sentido contrário, os comerciantes continuam a seguir.O caso das taxas abusivas referentes ao uso do cartão de crédito foi já aqui abordado mais do que uma vez. No entanto, parece que ninguém do Governo (Economia ou Finanças?) se interessa. Quanto ao Conselho dos Consumidores, funcionou (mais ou menos) bem, enquanto por lá andou Alexandre Ho. Depois do seu suicídio (a que terá sido levado, sabe-se lá por quais razões), aquele Conselho deixou de funcionar e apenas serve como receptáculo de queixas que nunca saem das gavetas. Aliás, já antes pouco ou nada podia fazer, visto ser apenas um órgão fiscalizador, sem quaisquer poderes sancionatórios. Por isso, por muito que queiram, se é que o querem, nada farão, por terem as mãos e os pés atados por via das leis que regem esta terra.
Além dos casos dos cartões de crédito, há outro aspecto ligado aos pagamentos que se tornou assunto corrente. Refiro-me ao facto de certas lojas, nomeadamente cadeias internacionais, apenas terem os preços marcados em dólares de Hong Kong. Cito, por exemplo, a sapataria na Almeida Ribeiro, junto da Esprit, que quando confrontados com o facto de terem de exibir o preço em patacas (ou seja, a moeda local), nos informaram que têm ordens dos escritórios de Hong Kong para tal não o fazerem. E, se possível, não aceitar pagamentos em moeda local. Quando tiverem de o fazer, segundo explicaram, usam uma taxa de conversão muito superior aos oficiais 103.3 mop por 100 dólares de HK.
Perante isto, e mesmo havendo uma lei que o proíbe, nada se pode fazer. De facto, se não aceitarmos as regras que nos impõem, temos de deixar o estabelecimento sem o produto pretendido.
Tive conhecimento, aliás, não nesta loja, mas em outra do género, onde um cliente chinês se deu ao trabalho de chamar a polícia para que a letra da Lei fosse aplicada e o agente disse nada poder fazer perante a inflexibilidade do comerciante.
Claro que se pode sempre recorrer à apresentação de queixa a nível dos tribunais, mas, como se compreende, a maioria dos clientes não está disposta a tanto trabalho, porque sabem que à partida pouco se irá resolver. Além de saberem que terão muitos problemas se a tal recorrerem com idas a audições e despesas judiciais.
Cabe ao Governo, seja qual for o departamento responsável, fiscalizar estes assuntos e obrigar a que a Lei seja cumprida.
Há em Macau três moedas correntes, podendo os pagamentos, desde há algum tempo, ser feitos, além da moeda local, também em dólares de Hong Kong e renminbi. No entanto, a Lei é clara quando diz que os preços e as transacções devem ser feitas em moeda local, podendo as outras ser usadas cumulativamente. Pelo que, o uso das duas moedas «estrangeiras» nunca poderá substituir a moeda local. Pode, quanto muito, ser um complemento, ficando à decisão do cliente optar por pagar nessas moedas, caso assim o entenda.
Quanto aos preços afixados, podendo ser mostrados em moeda estrangeira, têm, forçosamente, de também ser apresentados em moeda local, sendo esta a principal moeda a ser exibida.
Antes de terminar e mudar de assunto, gostaria também de referir que este problema do uso dos dólares de Hong Kong, em detrimento da moeda local, se verifica também no maior motor da economia da RAEM. Os casinos, desde sempre (tanto quanto sei) apenas usam no seu interior a moeda da antiga colónia britânica.
Se, – e como parece, – o Governo não se importa com as queixas apresentadas por residentes e turistas, porque não acabar com a pataca e implementar, de uma vez por todas, o uso ou do renminbi ou do dólar de Hong Kong? Assim acabariam muitos problemas!
UMAC fica mal na fotografia!
Não quero deixar passar em branco as declarações do vice-reitor da Universidade de Macau ao jornal Ponto Final, relativamente à resposta à interpelação feita pelos Conselheiros das Comunidades Portuguesas em que abordavam a problemática da falta do uso do Português na página da internet do estabelecimento de ensino. No mesmo artigo refere-se ainda que, na conferência de Imprensa de apresentação das novidades para o novo ano lectivo, apenas os preços foram disponibilizados na «língua de Pessoa». A estas críticas, Rui Martins, personalidade que muito estimo e tenho nos mais altos patamares de consideração no que diz respeito a pergaminhos académicos, sobre esta questão disse que «a língua da internet é o inglês» e torna-se «muito difícil para uma universidade manter um site em três idiomas». Quanto à conferência de Imprensa, defendeu que «deve ser encarado como uma situação pontual».
Podemos acreditar em tudo o que disse o meu caro amigo e digníssimo representante da UMAC, e aceitamos que não seja fácil manobrar entre tantas especificidades de Macau, mas, em minha opinião, situações pontuais numa conferência de Imprensa não são admissíveis e usar três línguas ao mesmo tempo pode ser – e é de certeza – difícil, mas não pode ser desculpa para que tal não se faça, tanto mais que há exemplos de quem o faz, mesmo aqui no território. Daí que, se uns conseguem, porque não conseguem todos? Aliás, penso ser esta uma questão de princípio que a UMAC deveria levar a peito, visto ser uma instituição de ensino superior e, como tal, ter o dever de dar o exemplo à sociedade e aos seus alunos.
Que mais não seja, por obrigação moral e basilar de uma instituição que forma futuros líderes, a questão do igual tratamento das duas línguas oficiais deveria ser tratada como um assunto premente e sempre na ordem do dia.
Considero que, neste caso, não possa haver qualquer tipo de desculpa que possa justificar tal acto.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Macau, a Região Autónoma
Declarações num programa da Rádio Macau emitido ontem.
Santa ignorância...e é isto o representante de Lisboa nas mais altas instância de Pequim… depois admiram-se que em Portugal não sabem de nada acerca da China… Quando nem sequer sabem que Macau é um Região Administrativa Especial da RPC… Região autónoma temos duas no meio da água!
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Lixo nas barbas da PSP
Este monte de lixo pouco falta para estar na porta de entrada da Esquadra Número 1, na Calçada do Gamboa em Macau!Por muito que possam dizer que não vêm, parece impossível visto que por ali são obrigados a passar, pelo menos uma a duas vezes ao dia... Está aos olhos de todos e há vários dias sem que nada se faça.
Recentemente, vi alguém do IACM a tirar fotografias do local mas ainda nada fora feito.
A responsabilidade de recolha de detritos é da CSR mas como se encontra fora do local de recolha de lixo, esta ignora. Pelo que, mesmo havendo outras autoridades habilitadas a fazer a fiscalização, os polícias deveriam, por uma questão de autoridade e para dar o exemplo, tomar em mãos o assunto. Sendo mesmo à sua porta, só lhes fica mal ignorarem-no...
A Calçada do Gamboa fica em zona de Património da Humanidade, pelo que a urgência é ainda maior porque milhares de turistas passam pela zona.
Serviços de Saúde estão-se nas tintas
O DESCARADO desrespeito pela língua portuguesa nos Serviços de Saúde (SS) continua, sem que ninguém faça nada para o contrariar.Ainda não há muito tempo, aqui referi um episódio ocorrido no hospital, na especialidade de oftalmologia, que devido a problemas de comunicação acabou por gerar um problema nos olhos de uma paciente. Algo que os SS nunca reconheceram e apenas se dignaram a pedir desculpa por telefone. Como se meras desculpas resolvessem, neste caso, alguma coisa!
Agora, e como já vem sendo hábito há muitos anos, as comunicações em português são postas de parte.
Prestem atenção à documentação referente à vacinação da Gripe A H1N1. Existe documentação em chinês e em inglês; quanto ao português, nada se sabe. Sei que existe, mas não se encontra disponível nos locais onde se pode encontrar a informação nas outras duas línguas. Por vezes, ficamos com a impressão de viver em Hong Kong. Pena é que a qualidade do serviço aqui prestado nem lhe chegue aos calcanhares! Quem nos visita acha estranho e põe em causa o facto de não encontrar informação em português.
Em variados locais do território, nomeadamente nos locais públicos, encontram-se uns panfletos referentes à vacina, à sua função, efeitos e outras informações bastante úteis, Mas, para surpresa minha, nunca encontrei a versão portuguesa nos locais onde se vêem as versões em chinês e inglês. Encontram-se também uns formulários que se devem preencher antes de sermos vacinados e nos quais se informa o pessoal médico sobre vários detalhes que podem ser contraproducentes para quem leva a vacina. Só que, também neste caso, apenas consegui encontrar versões em chinês e inglês, o que, para muitas pessoas nascidas em Macau e aqui residentes há muitas gerações, os torna obsoletos, porque não lêem chinês (mesmo que o falem fluentemente) nem lêem inglês suficientemente bem para entenderem um questionário de carácter clínico.
Perante tal facto, e na esperança de encontrar alguma informação em português, tentei consultar a página do Centro de Coordenação da Língua, que se apresenta como trilingue! Mas, pelo que pude observar, o trilinguismo é só aparente. Ao tentar usar o link (http://www.ssm.gov.mo/h1n1vaccine), que daria acesso directo à página, e passar a copiar o nome tal como aparece no cabeçalho, – «Vacinação da gripe pandémica (H1N1) 2009; Vacina “contra a gripe suína”», – deparo com uma página com título em português e em chinês, mas apenas isso. Tudo o resto constante dessa página informativa estava em chinês, sem qualquer forma de aceder à informação na outra língua oficial da RAEM.
Contactados os SS, através de um tal doutor Leong Iek Hou, do «Unit for Communicable Disease Prevention and Disease Surveillance» (!), fomos informados da existência desses panfletos em português, que nos foram enviados logo via email, mas todo este serviço foi feito numa linguagem algo «ríspida», pouco digna de quem tem por missão informar e ser prestável à sociedade.
A questão que aqui pretendo pôr em claro não é a da existência, ou não, da dita informação – aliás, mal estaríamos se a informação não fosse divulgada em português, – mas sim chamar a atenção para o facto do chinês e do português estarem em pé de igualdade nas leis que nos regem e que tal deve ser respeitado. De resto, um pouco à semelhança de Hong Kong, deveria ser o Governo o primeiro a dar o exemplo e mostrar todo o empenho e zelo em respeitar a Lei. Tal não acontece, neste caso concreto com os SS, que continuamente optam pelo inglês, por facilidade de comunicação. Acontece que o uso e respeito por leis não se coadunam com facilidades. A Lei é para ser cumprida, por muito difícil que seja. E, perante isto, não pode haver lugar para qualquer tipo de desculpa.
Quando dizem que não conseguem encontrar pessoal médico de Portugal para prestar serviço em Macau, só me dá vontade de rir. Das duas uma: ou não procuram, ou estão a atirar-nos areia para os olhos.
Apesar de não ser matéria da minha competência ou responsabilidade, eu próprio conheço, pelo menos, meia dúzia de profissionais da área que estariam disponíveis para vir para Macau! Portanto, não nos venham com «histórias» inventadas, ou de conveniência.
Para quem não saiba, profissionais a falar português podem encontrar-se não só em Portugal, como também no Brasil, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor Leste. A questão, pelo que me parece, tem a ver com a falta de vontade dos responsáveis e não com a dificuldade do recrutamento…
